Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Macau - João Miguel Gonçalves vai assumir direcção da Escola Portuguesa

O novo director da Escola Portuguesa será João Miguel Gonçalves, segundo confirmou ao Jornal Tribuna de Macau o presidente da Fundação EPM. Responsável pela Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares em Portugal até final de Junho, órgão, entretanto, extinto pelo ministro Fernando Alexandre, o sucessor de Acácio de Brito chegará a Macau no início da próxima semana. No entanto, só poderá assumir oficialmente a direcção do estabelecimento de ensino depois de concluir um curso obrigatório promovido pela DSEDJ. Até lá, o actual director, Acácio de Brito, manter-se-á em funções, “o tempo que for necessário, para passar o testemunho”, salienta Jorge Neto Valente


João Miguel Gonçalves vai suceder a Acácio de Brito como director da Escola Portuguesa de Macau (EPM). O nome do ex-responsável da Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares em Portugal foi confirmado ao Jornal Tribuna de Macau pelo presidente da Fundação Escola Portuguesa (FEPM), Jorge Neto Valente, que está a acompanhar todo o processo.

“Já estive com ele em Portugal algumas vezes e parece ser uma boa escolha, mas só o futuro o dirá”, disse, adiantando que o “Conselho de Administração da Fundação entendeu, nas circunstâncias actuais, dar seguimento ao nome indicado pelo Ministro da Educação, Ciência e Inovação”. Fernando Alexandre “não autoriza outro a ir para Macau, até porque precisaria de licença”, adianta o dirigente da FEPM.

Jorge Neto Valente revela que a situação de passagem de testemunho será idêntica à que aconteceu aquando da saída de Manuel Machado, no início de 2024. “Nessa altura, também o director em exercício se manteve no cargo, num processo de passagem de testemunho para Acácio de Brito”. Assim, sustenta, “não haverá hiato na escola” quando começarem as aulas do próximo ano lectivo, em Setembro.

No entanto, para que seja oficialmente nomeado director, João Miguel Gonçalves terá de receber a aprovação do Conselho de Administração da Fundação EPM e cumprir o curso obrigatório promovido pela Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ).

“Embora não assuma para já funções, o futuro director acompanhará Acácio de Brito na transição, o tempo que for necessário para passar o testemunho, porque é mais fácil do que fazê-lo sozinho, esperando-se que, provavelmente antes do final do ano, já João Miguel Gonçalves possa ostentar o título e aí Acácio de Brito seguirá em definitivo para a Escola Portuguesa de Angola, em Luanda”, salientou o presidente da Fundação EPM.

Quanto ao curso exigido pela DSEDJ, sem o qual o novo director não poderá desempenhar oficialmente o cargo, Neto Valente afirma que a escola tentará que o mesmo se desenrole de forma mais rápida do que é habitual. “Vamos ver com a DSEDJ a possibilidade de condensar o curso, tentando que o futuro director cumpra mais aulas por semana do que costuma acontecer, acelerando-se assim o processo para que ele assuma a direcção o mais rápido possível”, sublinha.

Lembra que, na altura da entrada de Acácio de Brito, este frequentou o curso desde Janeiro a Junho, tendo de apresentar alguns trabalhos. “O curso é mais para conhecer a legislação de Macau”, menciona.

Recorde-se que o nome de João Miguel Gonçalves foi aventado e considerado como o mais provável sucessor de Acácio de Brito por alguns órgãos de comunicação social locais no próprio dia em que Fernando Alexandre divulgou a decisão, à margem da romagem à gruta de Camões, no Dia de Portugal na RAEM, a 10 de Junho deste ano.

Ao contrário do que fazia prever, até porque o ainda director havia sido reconduzido dias antes pelo Conselho de Administração da Fundação EPM, para mais três anos, Acácio de Brito iria ser exonerado.

Depois de ter desmentido essa recondução em declarações aos jornalistas no final da cerimónia do içar da bandeira portuguesa nos jardins do Consulado-Geral de Portugal para Macau e Hong Kong, o que provocou estupefacção, o governante da equipa liderada por Luís Montenegro justificou a afirmação de não recondução com o convite endereçado a Acácio de Brito para vir a ser o futuro director da Escola Portuguesa de Angola, na capital Luanda.

Novo director chega dentro de dias

A decisão provocou algum choque entre a comunidade portuguesa, pela forma abrupta como aconteceu, tendo a Associação de Pais da EPM, através do seu presidente, criticado a maneira escolhida para divulgar o convite que tinha sido feito a Acácio de Brito.

“Presumo que o ministro teve conhecimento da decisão da recondução pelo Conselho de Administração da EPM, porque há membros na direcção da Fundação que sabem o que se passa no Conselho, e, portanto, no mínimo, aquilo que o ministro deveria ter feito era falar com o Conselho de Administração da Escola”, afirmou na altura Filipe Figueiredo ao JTM.

Daqui a dias chega então ao território o novo director da EPM. João Miguel Gonçalves, de 47 anos de idade, foi director-geral dos Estabelecimentos Escolares desde Junho de 2020, depois de ter sido delegado regional de educação do norte da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, entre Outubro de 2018 e Maio de 2020.

Um despacho do gabinete do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, publicado no Diário da República declarou, entretanto, a extinção da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares. Antes disso, João Miguel Gonçalves dirigiu a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Marco de Canaveses desde Julho de 2013.

Em termos académicos, apresenta um vasto currículo, com destaque para a licenciatura em Filosofia – Ramo Educacional, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo frequentado o Curso Avançado em Gestão Pública, pelo ISCTE, e o Programa de Formação em Gestão Pública, pela Universidade do Minho.

Especialista em António Sérgio, detém uma vastíssima colecção da bibliografia do jornalista e sociólogo português, sendo convidado para organizar exposições, ministrar seminários, participar em colóquios e escrever artigos.

É autor de livros como “Cursos Profissionais – Guia prático para o Professor (Estrutura Modular, Formação em Contexto de Trabalho, Prova de Aptidão Profissional)”, e “EPAMAC – Comunidade e Sentido: Em torno da construção de um azimute para a acção directiva – ideário mínimo «pro domo mea»”.

Segundo informação divulgada num portal da Direcção-Geral da Educação, o futuro director da EPM é também licenciado em Canto Teatral pela Conservatório Superior de Música de Gaia, e tem “uma carreira como cantor lírico, com trabalhos realizados em Portugal e no estrangeiro”. Vítor Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”




segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Macau - Novo pólo da EPM vai integrar rede do ensino gratuito

Miguel de Senna Fernandes assinou a carta de intenções relativa à utilização do terreno para o futuro pólo da EPM que deverá integrar a rede de ensino gratuito do território. O ensino administrado nessas instalações será bilingue, explicou o presidente da APIM ao Jornal Tribuna de Macau, acrescentando que a adopção do sistema de educação gratuita por parte da actual Escola Portuguesa “é um desejo” que não se concretizou ainda por ser necessária uma alteração legislativa



Na qualidade de presidente da Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), que ocupa a vice-presidência do Conselho de Administração da Fundação Escola Portuguesa de Macau (FEPM), Miguel de Senna Fernandes assinou a carta de intenções da utilização do terreno para o futuro pólo da instituição de ensino na Zona A dos Novos Aterros e que prevê a sua integração na rede de ensino gratuito. O ensino será bilingue.

“É uma intenção da RAEM apoiar a criação de um pólo escolar que seria gerido pela Fundação Escola Portuguesa e a criação deste pólo poderá ocorrer dentro de determinados princípios, um deles é que o ensino administrado seja bilingue”, explicou em declarações ao Jornal Tribuna de Macau.

No entanto, nenhuma destas intenções tem prazos. “Não há prazos, nem se sabe quando é colocada a primeira pedra, não estava nada decidido. É um plano, pelo menos, de médio prazo. Não vai acontecer no próximo ano. Naturalmente, num futuro próximo”, frisou.

De qualquer forma, apontou Miguel de Senna Fernandes, esta é uma questão a debater com o novo Governo, liderado por Ho Iat Seng, no sentido de perceber como será posta em prática esta carta de intenções.

Questionado sobre a possibilidade de a actual EPM também vir a integrar a rede do ensino gratuito, o presidente da APIM esclareceu que “é um desejo, naturalmente, mas com a lei que temos neste momento não é possível”.

“Bem quisemos fazê-lo. Aliás, tivemos com os responsáveis dos Serviços de Educação uma reunião sobre isto, até equacionámos a hipótese de fazer uma integração parcial. Como sabemos a Escola Portuguesa de Macau tem ensino primário e secundário também. Equacionou-se a integração do ensino primário. Portanto, seria aquele ensino em que os requisitos próprios da escolaridade gratuita seriam mais fáceis de cumprir. Mas a lei não permite isto”, explicou Miguel de Senna Fernandes.

A maior barreira à integração da EPM no sistema de ensino gratuito tem a ver com os subsídios. “O subsídio é atribuído tendo em conta o número de alunos, que são 25 por exemplo. Ora, como é que se vai arranjar 25 alunos por turma no 10º ano? 11º? 12º? Tudo tem a ver com as opções dos alunos, que vão para humanidades ou para ciências naturais. Há uma disparidade em termos de números. Como é que isso se vai comportar em termos de subsídio? É impossível coadunar com a lei em vigor”.

Assim, esta integração “implica sempre uma alteração legislativa”. “Nem é uma questão de flexibilização, é de alteração legislativa. É muito mais complicado pela tramitação que comporta. Era bom que a nova administração olhasse para este problema”, defendeu.

Antes da reunião dos Conselhos de Educação para o Ensino Não Superior e de Juventude, que se realizou na sexta-feira, o Governo assinou vários protocolos relativos à melhoria do ambiente educativo das escolas e termos de compromisso para execução de obras de edifícios escolares, incluindo cartas de intenções com a Diocese, a Federação das Associações dos Operários e a Fundação Escola Portuguesa de Macau sobre o uso de terrenos para fins educativos.

Durante a reunião dos Conselhos, o chefe da Divisão de Equipamentos Educativos da DSEJ, Wong Chio In, fez um ponto de situação do projecto “Obra de Céu Azul”, indicando que três escolas já desocuparam as suas instalações em pódios de edifícios e as restantes 11 assinaram a carta de intenções do plano de transferência. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

sábado, 21 de abril de 2018

Macau – Declamar poesia para melhorar o português

O Instituto Politécnico organizou a 13ª edição do Concurso de Declamação de Poesia em Português para Instituições de Ensino Superior da China que contou este ano com estudantes de quatro universidades locais e oito do Continente. Os alunos encaram o concurso como uma forma de melhorar o seu conhecimento de Português



Trinta estudantes de quatro instituições de ensino superior locais e oito do Interior da China estiveram no Instituto Politécnico de Macau (IPM) para participar na 13ª edição do Concurso de Declamação de Poesia em Português para Instituições de Ensino Superior da China.

Joshua Aslarona concorreu pela primeira vez. Tem 20 anos e está a frequentar o segundo ano da Licenciatura em Estudos Portugueses da Universidade de Macau. “Gosto de declamar poesia mas nunca tive oportunidade o fazer. É a primeira vez que participo num concurso de poesia, mas já não sou amador em termos de concursos de falar em público”, contou.

O jovem, que nasceu nas Filipinas mas cresceu em Macau, escolheu declamar o poema “Mãe” de Eugénio de Andrade. “Identifiquei-me muito [com o poema] porque estou numa fase de transição da minha vida em que tenho cada vez menos tempo para a minha família, para a minha mãe”, sublinhou, acrescentando que só agora começa a conhecer poesia de autores portugueses.

A decisão de estudar Português prende-se com o facto de lhe dar a possibilidade de trabalhar em várias áreas. “Posso ser jornalista, posso estudar direito ou ser tradutor-intérprete, se aprender chinês também, que já estou a aprender, mas é um pouco difícil”. Por agora, assegura, ainda não tem a certeza do que se segue ao fim da Licenciatura.

Verónica Ruan também ainda não sabe o que fará quando terminar os estudos. “Estou a estudar português na Universidade de Estudos Internacionais de Pequim, no segundo ano. Vou interpretar ‘Cântico Negro’, de José Régio. É um poema muito intenso, tem muita emoção e eu gosto muito desse tipo de poesia”, sublinhou antes da competição a jovem de 23 anos que também aprecia textos de Fernando Pessoa.

A decisão de estudar Português foi fácil. “Gosto muito de línguas. Quando estava na escola secundária estudava muito bem inglês. As línguas são um talento meu. Portugal é um país muito bonito, tem uma cultura maravilhosa e uma história muito longa. Gosto muito da história dos descobrimentos”, destacou.

Quando terminar o curso admite a possibilidade de trabalhar tanto no estrangeiro como na China. “A minha língua é uma vantagem muito grande para trabalhar em Portugal, no Brasil ou na China como tradutora, intérprete ou jornalista”, apontou.

A aprendizagem do Português não tem sido difícil. “Gosto muito da gramática e de conversar com outras pessoas e acho que os portugueses são muito simpáticos. Este ano vou para a Universidade do Minho, em Braga, e vai ser um período muito interessante”, destaca.

Ao contrário das outras duas estudantes, Chu Xiaorui já sabe o que quer fazer quando terminar os estudos: investigação. Para o concurso do IPM escolheu interpretar um poema de Fernando Pessoa. “Gosto de Fernando Pessoa porque tem muitas perspectivas diferentes. É muito diversificado mas muito difícil. Estou no segundo ano, estou a aprender Português pouco a pouco, mas tenho algumas dificuldades. Em primeiro lugar, a linguagem, porque depende dos heterónimos”, sublinhou o jovem de 21 anos que estuda Língua e Literatura Portuguesa na Universidade de Pequim.

A decisão de estudar Português derivou da curiosidade que tinha em relação ao mundo lusófono. “Portugal e o mundo da Língua Portuguesa são pouco conhecidos no contexto da China, são pouco estudados. Gosto de Luís de Camões porque estou a estudar filósofos da Grécia Antiga e Luís de Camões tem um pouco a ver com eles. Queria estudar e descobrir mais sobre os poemas de Luís de Camões”, disse o aluno, que acabou por conquistar o primeiro prémio no concurso de ontem.

Voltar aos valores originais

Chu Xiaorui destaca ainda a importância de regressarmos aos valores originais. “Hoje em dia o mundo avança muito depressa. Todos os dias as pessoas trabalham, comem, mas os corações estão vazios. Os valores estão a perder-se eles podem ser encontrados nos filósofos gregos. Gostava de devolver estes valores às pessoas. Camões também destaca os seus sentimentos em relação à Pátria e Fernando Pessoa diz que é importante construir uma cultura nova, de futuro. Ambos os autores estão a tentar criar novos valores”, defendeu o jovem.

Quando terminar o curso, Chu Xiaorui gostava de prosseguir os seus estudos na área da Sociologia ou Filosofia, nos EUA. Posteriormente, gostaria de enveredar pelo ramo da investigação. “Gostava de voltar à Universidade de Pequim e fazer investigação usando fontes em Língua Portuguesa, que é uma língua que adoro”, sublinhou.

O concurso resulta na entrega de nove prémios, três em cada nível – elementar, intermédio e avançado. O segundo prémio, que foi atribuído a Liu Xingyu (Estrela), contou com o patrocínio pela Fundação Rui Cunha. Houve ainda um prémio especial, da responsabilidade da Fundação Oriente, para reconhecer a melhor declamação de poema relacionado com o Oriente, seja devido ao tema, seja pelo autor.

IPM ajuda Fundação da EPM a levar Português a Zhuhai e Hengqin

O Instituto Politécnico de Macau (IPM) está a cooperar com a Fundação Escola Portuguesa de Macau (FEPM) para implementar aulas de Português em duas escolas no Interior da China. “O que temos feito é ajudar a desbravar caminho porque o IPM conhece melhor a situação da China”, explicou Carlos André. “Foi através do IPM que a FEPM chegou a uma escola em Zhuhai, privada, que vai abrir a partir de Setembro e projecta-se já uma ou mais turmas e um centro de línguas onde haverá língua portuguesa. A segunda escola, não estive envolvido porque foi mais institucional, por parte do governador de Hengqin”, disse o director do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do IPM. Carlos André acredita que a colaboração do IPM pode ser útil ao nível do recrutamento de docentes por já ter conhecimento da situação em mais de 30 universidades chinesas. “É mais fácil para nós fazer o recrutamento de bilingues e temos em carteira vários candidatos nativos, portugueses, para posições de ensino no Interior da China”. Além disso, o IPM produz materiais de ensino, recordou. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Macau - IPM E Escola Portuguesa unidos na promoção da língua

Perante a procura “cada vez maior” pela língua portuguesa no Continente, a Fundação Escola Portuguesa de Macau (FEPM) “decidiu alargar o seu campo de acção”, com a assinatura de um protocolo de cooperação com o Instituto Politécnico de Macau (IPM).



O acordo “tem em vista promover o ensino do Português na China, através da identificação das necessidades que, entretanto, têm aumentado”, explicou José Luís Sales Marques em declarações ao Jornal Tribuna de Macau. “Há cada vez mais escolas que querem introduzir o Português na China” pelo que o objectivo do acordo passa por “trabalhar na formação de professores de Português como língua estrangeira e ajudar no recrutamento de professores para trabalharem em Macau e na China”, sublinhou o administrador da FEPM, acrescentando que, numa primeira fase, “vamos tentar responder às solicitações que já existem na Província de Guangdong”.

“Quando Roberto Carneiro esteve em Macau, não me recordo se disse ou não ao público, foi referido que a escola secundária da Ilha da Montanha gostaria de ter um professor de Português, portanto, esta é uma necessidade concreta”. “Depois há outras necessidades que vão sendo identificadas”.

Sales Marques ressalva, porém, que “a Ilha da Montanha é apenas um caso”, uma vez que “o acordo é muito abrangente”. De qualquer modo, a Província de Guangdong será prioritária por uma questão de proximidade. “A Província de Guangdong está mesmo aqui ao pé e vamos procurar responder gradualmente às situações e a essas necessidades”.

Questionado sobre quando está planeado começarem as acções, José Luís Sales Marques é directo: “logo que pudermos”. “Tudo leva o seu tempo, mas a aplicação do protocolo é logo a partir do momento em que ele é assinado. Estamos a trabalhar nesse sentido”. O início do próximo ano é uma possibilidade. “Até podemos começar antes, mas o resultado é provável que seja a partir do início do próximo ano”.

O acordo foi assinado na Delegação Económica e Comercial de Macau, em Lisboa, por Lei Heong Iok, presidente do IPM e Roberto Carneiro, presidente da FEPM, numa cerimónia que contou com a presença de Alexis Tam e do Secretário de Estado da Educação português, João Costa. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”