Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Guiné-Bissau - 8º Fórum das Comunicações da CPLP

Bissau - Os países da comunidade lusófona «estão muito atrasados» no que diz respeito à tecnologia digital e «é preciso colocar em prática uma Agenda Digital rapidamente», defendeu, em Bissau, Filipe Baptista, secretário-geral da Associação de Reguladores de Comunicações e Telecomunicações da CPLP (Arctel).

O secretário-geral da Arctel deu estas indicações em declarações aos jornalistas no encerramento de um fórum sobre o digital, que juntou representantes dos nove países da comunidade.

Na sua opinião, os países lusófonos estão «a ficar para trás no que concerne ao mundo digital», o que se pode ver no facto de os ministros das telecomunicações da comunidade «terem ficado 12 anos sem se reunirem».

Nestes 12 anos, referiu ainda Filipe Baptista, o sector das telecomunicações conheceu avanços consideráveis pelo que a CPLP (terá que «correr agora contra o tempo» para recuperar os atrasos, acrescentou.

O secretário-geral da Arctel pretende ter «uma primeira ideia de Agenda de Projetos Digitais a serem implementados nos países lusófonos em 2018 e levar os ministros das telecomunicações da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) a discutirem os projetos logo de seguida».

Até à próxima reunião dos ministros, marcada para outubro de 2018 na Guiné-Equatorial, a Arctel está incumbida de fazer um levantamento das estratégias de cada país para o setor do digital numa ação executada em colaboração com a Organização Internacional das Telecomunicações (OIT). In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

sábado, 16 de agosto de 2014

CPLP – Reguladores avançam para tarifa única de roaming

Países da CPLP vão ter tarifa única de roaming


Associação lusófona de reguladores das telecomunicações espera ter proposta concluída para avançar com novos preços. Tarifas ainda aguardam luz verde de ministros.

A implementação de uma tarifa única de roaming (voz e dados) nos países lusófonos está no topo da agenda dos reguladores do sector das telecomunicações. A garantia foi dada ao SOL por Filipe Batista, secretário-geral da Associação de Reguladores de Comunicações e Telecomunicações da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (ARCTEL).

«É importante que haja uma definição de linhas estratégicas para o sector na CPLP. Uma tarifa de roaming uniformizada para os países facilitaria as comunicações quer das empresas quer das pessoas», explica o responsável.

A ARCTEL já tem um grupo de trabalho a elaborar a proposta, que será apresentada, a par de outras, entre Setembro e Outubro, no Brasil, numa reunião com todos os intervenientes da associação.

Filipe Batista adianta que «tem havido abertura» de todos os países, tanto de reguladores como de operadoras e ministros da tutela. «Estamos ainda numa fase de estudos, mas a resposta dos operadores não foi negativa», refere. «Até porque», continua, «grande parte das receitas não vêm do roaming».

Este modelo seria semelhante ao praticado na Europa. E desde que as tarifas europeias baixaram «observou-se um aumento das comunicações, o que compensou as descidas. Esta é a base da ideia em que estamos a trabalhar juntamente com os vários Governos da CPLP».

Agora, para a tarifa única avançar, «é preciso passar para a fase institucional. Isto ultrapassa a área de regulamentação. Terá de ter sempre uma decisão mais política», acrescenta. «O objectivo seria até final de 2014 haver já uma orientação nesse sentido. Mas penso que, realisticamente, só lá para 2015 ou 2016 é que poderemos começar a ter os primeiros resultados». Para agilizar o processo, a ARCTEL quer realizar uma conferência ministerial da CPLP.

Mercado ‘apetitoso’

Com o sector a crescer a passos largos, são várias as empresas que olham para a CPLP como um mercado a explorar.

No caso de Angola, nos últimos anos tem-se verificado um forte interesse por parte de multinacionais, mas também de pequenas e médias empresas (PME). «Cada vez mais se vê o aparecimento de parcerias e negócios de PME dos diferentes países da CPLP», conta Filipe Batista.

Já o Brasil, por ser um mercado continental, «é sempre apetitoso para uma operadora». A margem de crescimento do sector, que alimenta 190 milhões de consumidores, «torna-o apetecível e podem aparecer novos operadores».

FILIPE BATISTA, SECRETÁRIO-GERAL DA ARCTEL-CPLP

‘Há espaço para mais operadores’

Telecomunicações podem crescer mais em Angola. Na CPLP, sector aumenta 5 a 6% ao ano. É preciso investir em TDT e serviços postais.

Qual tem sido a evolução do sector em Angola?

Tem crescido bastante. Aliás, Angola é o segundo país da CPLP, a par de Portugal, em que uma operadora local opera internacionalmente. É um sinal muito claro do estado de saúde do sector. Em média, o sector nos países da CPLP tem crescido na ordem dos 5% ou 6% ao ano.

E em termos de regulação?

De forma geral, existe uma grande homogeneidade da regulação nos países da CPLP. Pelo menos ao nível das comunicações electrónicas todos têm um quadro regulamentar estável e definido.

O que falta fazer?

Falta fazer alguma coisa sobretudo no sector postal. É uma área que ainda precisa de muito investimento. Outro grande desafio em curso é a questão da televisão digital terrestre (TDT). O prazo para o switch off nos países africanos terminava este ano. Vai ser alargado para 2015. Aqui também ainda existe muito trabalho por fazer.

Dado o crescimento do mercado angolano, é previsível que apareçam mais operadores?

Sim. Se em Portugal há 10 milhões de habitantes e três operadores móveis grandes, um país como Angola, que terá cerca de 20 milhões, é natural que tenha espaço para mais. Mas não acredito que isso aconteça já. Sara Ribeiro – Portugal in "Jornal SOL".