Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 16 de abril de 2016

Portugal - Porto de Sines reforça posição no ‘top 20’ europeu de contentores

O porto de Sines reforçou a sua posição no ‘top 20’ dos maiores portos europeus no segmento de contentores em 2015

Com um crescimento de 8% no ano passado neste segmento de mercadorias, o porto alentejano subiu da 20ª para a 17ª posição do ‘ranking’ elaborado pela publicação espanhola especializada “Transporte XXI”, a que o Económico teve acesso.

Segundo esta listagem, o porto de Sines passou da movimentação de 1228 milhões de TEU (unidade-padrão equivalente a contentores com 20 pés de comprimento) em 2014 para 1330 milhões de TEU no ano passado.

Com este desempenho, o porto liderado por João Franco consolidou a sua posição no ‘top 20’ europeu de contentores, protagonizando a terceira maior subida no conjunto dos 30 maiores portos europeus neste segmento em 2015.

Em termos de subida percentual, o porto de Sines foi apenas superado pelos congéneres de Koper (Eslovénia), com um crescimento de 17%, de 674 mil para 791 mil TEU e de Livorno (Itália), com uma subida de 35%, de 577 mil para 781 mil TEU.

Quer o porto de Koper (24º), quer o de Livorno (25º) se encontram atrás do porto português, pelo que nesta tabela referente à movimentação de contentores nos portos europeus no ano passado, nenhum porto colocado à frente de Sines registou melhor subida.

Com isto, o porto de Sines aproximou-se dos seus principais rivais espanhóis, em particular de Barcelona, que cresceu apenas 3%, de 1893 milhões para 1953 milhões de TEU, posicionando-se em 14º lugar.

Também os dois principais portos espanhóis neste segmento de contentores, apesar de continuarem bem à frente do porto de Sines, protagonizaram comportamentos menos positivos: o porto de Algeciras (6º lugar), caiu1%, de 4,556 milhões para 4511 milhões de TEU, enquanto o porto de Valência (5º posto), cresceu apenas 4%, de 4442 milhões para 4615 milhões de TEU.

Com este desempenho no ano passado no segmento de contentores, o porto de Sines manteve-se à frente de outros portos europeus de referência, como o de La Spezia, em Itália (18º); Marselha, em França (19º), Gdansk, na Polónia (20º), Liverpool, em Inglaterra (25º), ou Bilbau e Las Palmas, em Espanha (respectivamente 22º e 28), entre outros.

Com comportamento inverso, esteve o porto de Leixões. Apesar de se manter no ‘top 30’ deste ‘ranking’, registou uma queda de 6%, de 667 mil para 624 mil TEU.

Em resultado, o porto de Leixões baixou de 25º para 29º lugar neste ‘ranking’.

O ‘top’ europeu nos portos de contentores foi afectado por um decréscimo da movimentação de contentores nos portos do Norte da Europa, com excepção para o porto de Antuérpia (Bélgica).

A queda do tráfego com a Rússia, devido ao embargo da União Europeia, assim como com a China e a Polónia, explicam essa quebra.

Do lado positivo para os portos europeus no segmento de contentores no ano passado estiveram mercados como a Malásia, Índia, Emirados Árabes Unidos ou México.

No continente europeu, para contrabalançar a quebra da generalidade dos portos do Norte do continente, a Península Ibérica, com os portos espanhóis e Sines estiveram a crescer, assim como os do Reino Unido.

No topo desta tabela manteve-se o porto de Roterdão, na Holanda, com 12235 milhões de TEU, apesar de uma descida de 1% face a 2014.

O porto de Antuérpia ultrapassou o de Hamburgo, ocupando agora a segunda posição, após uma subida de 7%, para 9,6 milhões de TEU.

O referido porto de Hamburgo foi relegado para o terceiro lugar, após um recuo 9%, para 8824 milhões de TEU. 

As previsões para o primeiro semestre deste ano de um consórcio entre a consultora internacional Hackett Associates e o Institute of Shipping, Economics and Logistics (ISL) apontam para nova quebra na movimentação de contentores no continente europeu, motivada essencialmente pela continuação do recuo dos portos do Norte da Europa.

Em sentido contrário, nos primeiros dois meses deste ano, o porto de Sines registou uma subida de 4% face ao período homólogo de 2015, atingindo um valor recorde de quase 200 mil TEU movimentados. Nuno Silva – Portugal in “Económico”

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