
O que não faz sentido são os
mesmos comentadores e políticos, perante a denúncia de um deputado federal de
São Paulo no Brasil que afirmou e passo a citar: “Entre janeiro de 2010 e junho
de 2012, 2882 pessoas foram mortas pela polícia nos estados do Rio de Janeiro,
Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo, numa média de três por dia (no
ano passado chegou a cinco). Os EUA, no mesmo período, tiveram 410 desses
casos. Em Nova York, a polícia atirou em 24 pessoas e matou oito em 2011.
Naquele ano, o Rio teve 238 mortos por policiais; em São Paulo, 242.”, não
virem a terreno criticar com a mesma veemência as notícias transmitidas por
este eleito brasileiro.
E o que dizer da notícia de
um cidadão americano, de seu nome Glenn Ford, 64 anos, que se encontrava no
corredor da morte desde 1988, acusado de um crime de assassinato que sempre
negou e passados trinta anos, viu a justiça confirmar a sua inocência, justiça
que desta vez, passado tanto tempo, ainda conseguiu chegar a horas de não ser
cometido um verdadeiro crime. Que dirão os comentadores e políticos sobre esta
situação nos Estados Unidos da América?
Por que será que estes
comentadores e políticos têm dois pesos e duas medidas, perante factos idênticos,
mas em latitudes diferentes? Baía da
Lusofonia
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