Cabo Verde vai sediar a Câmara de Mediação e
Arbitragem da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CAIMA), uma entidade
internacional que irá actuar como meio extrajudicial de resolução de conflitos
entre os oito membros da organização. A sede, a ser instalada brevemente na
ilha do Sal, deverá gerir diferendos na área de investimento e ainda premiar
iniciativas e práticas inovadoras nos sectores da investigação e da justiça de
proximidade.
O protocolo rubricado entre o Instituto de
Mediação e Arbitragem Internacional (ILMAI) e a Câmara Municipal do Sal é um
passo importante no processo de instalação da CAIMA. Trata-se de um acordo de
dois anos em que o ILMAI se compromete a promover cursos técnico-profissionais,
presenciais ou à distância, em todo o espaço lusófono, principalmente nas áreas
de consultoria e assessoria especializada em Mediação e Arbitragem.

Segundo o presidente do ILMA, Fernando Tonim,
a CAIMA irá contribuir para o fortalecimento e o reforço das relações de
comércio, favorecendo o ambiente de negócios entre os países-membros. “Através
da sua ampla rede de contactos e vasta experiência na CPLP, este centro vai
desenvolver a sua actividade de forma rigorosa e eficaz, contribuindo para o
desenvolvimento e internacionalização das empresas e para a melhoria e
produtividade das instituições públicas e privadas do espaço da língua
portuguesa”.
A CAIMA, explica Fernando Tonim, vai ajudar o
funcionamento da Justiça. “Num mundo que se apresenta em constante
desenvolvimento, carente de respostas céleres e eficazes no que toca à
composição de litígios, a implementação de todo o tipo de iniciativas e actividades
que promovam o uso dos meios de resolução extrajudicial de conflitos, este
centro representa mais um contributo para o melhor funcionamento da Justiça no
seio da CPLP”, frisa.
A ilha do Sal foi escolhida para ser sede da
CAIMA “por uma questão geo-estratégica”, afirma o presidente do ILMAI. “O Sal
tem a vantagem de ter ligações diárias com o mundo e, por outro lado, temos
pessoas cá minimamente capacitadas que nos permitirão arrancar com o centro”.
Ora, assinado o protocolo entre o ILMAI e a CMS, o próximo passo a dar é criar
a comissão instaladora da CAIMA. Só depois será feita a apresentação pública do
projecto em todo o espaço lusófono. Sílvia
Frederico – Cabo Verde in “A Semana”
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