Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Macau - Patuá esteve em foco no Fórum das Línguas Chinesa e Portuguesa

A Universidade de Macau (UM) realizou recentemente o segundo Fórum Internacional das Línguas Chinesa e Portuguesa, onde se reuniram especialistas e académicos provenientes de países de língua portuguesa, do Interior da China e de Macau para “um intenso intercâmbio académico nas áreas da literatura, linguística, intercâmbio cultural, estudos de tradução e ensino de língua”. Ao longo dos dois dias, o programa incluiu cinco sessões livres e três conferências.


A cerimónia inaugural contou com a presença do académico português Raul Gaião, que aproveitou para apresentar os três volumes da sua mais recente obra, “Papiá Nôsso Lingu, Dicionário de Patuá di Macau”. Para a UM, a publicação “constitui não só um contributo académico de relevo, mas também um importante esforço de sistematização e de preservação do patuá macaense, património linguístico singular que reflecte a herança multicultural de Macau”.

As sessões de partilha foram conduzidas por académicos e estudantes distinguidos do Departamento de Português, incluindo o vencedor do “Prémio Fernão Mendes Pinto” do ano passado, Lu Chunhui, a vencedora do “Prémio Académico Henrique de Senna Fernandes” de 2023, Carla Lopes, e as estudantes premiadas no Concurso Internacional de Contos do Dia Mundial da Língua Portuguesa deste ano, Li Renlan e Wang Siyi.

Já nas conferências, participaram o professor Rui Pereira, da Universidade de Coimbra, a professora Xu Yixing, da Universidade de Estudos Internacionais de Xangai, e a professora Min Xuefei, da Universidade de Pequim. Os temas abordados abrangeram a linguística e o ensino do português, a inteligência artificial aplicada ao ensino de línguas e os estudos de literatura em língua portuguesa, tendo oferecido “reflexões de grande actualidade e profundidade”, de acordo com a UM.

Segundo a instituição universitária, o fórum assume-se como “uma plataforma privilegiada de diálogo académico, contribuindo para reforçar a compreensão mútua entre as línguas e culturas chinesa e portuguesa, bem como para promover a partilha de conhecimento e a construção de novas perspectivas”. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


terça-feira, 11 de abril de 2023

Macau - Vai acolher Fórum internacional das línguas chinesa e portuguesa

O 1º Fórum internacional das línguas chinesa e portuguesa, que decorrerá em Outubro na Universidade de Macau, vai ser “o ponto focal da interacção” entre os dois idiomas no mundo, disse Rui Martins, vice-reitor da instituição


O fórum vai reunir membros de duas alianças bibliotecárias académicas, que integram universidades chinesas e dos países de língua portuguesa (PLP), num total de 40 instituições, e que foram criadas por ocasião do 40º aniversário da Universidade de Macau (UM), em 2021, para serviços de empréstimo interbibliotecas e de transmissão de documentos.

“Temos aqui um portal na nossa biblioteca, uma plataforma digital, onde essas universidades têm colocado material em língua portuguesa para aprender português e as universidades chinesas têm colocado material em língua chinesa”, explicou à Lusa o vice-reitor para os Assuntos Globais da UM, Rui Martins.

“E isso é importante”, continuou, “porque apesar de haver muitas universidades da China que estão a oferecer português, um dos grandes problemas é a não existência de materiais didácticos em número suficiente”. Além disso, também em “Portugal, Brasil, Moçambique e outros países” de língua portuguesa “podem ter acesso a material em língua chinesa”.

O fórum, que se realiza entre 17 e 20 de Outubro, vai ser “o ponto focal da interacção das línguas portugueses e chinesas no mundo”, considerou o académico, referindo que esta é uma organização do departamento de língua portuguesa e do Instituto Confúcio, com o apoio da biblioteca da UM. Entre os temas em debate vão estar o ensino de português e chinês como línguas estrangeiras e estudos nas áreas de Linguística, Literatura, Cultura e Tradução.

Além das duas alianças bibliotecárias, 19 universidades de Macau, do Interior da China e dos PLP assinaram também, em Setembro de 2022, uma aliança para a área da investigação oceânica. Nos planos deste organismo, está a criação para breve de um laboratório de diversificação oceânica “entre a Universidade de Macau, a Universidade de Lisboa e um instituto em Qingdao”, cidade no leste chinês, referiu Rui Martins.

Pandemia não travou inscrições do exterior

A pandemia obrigou “bastantes alunos internacionais” da UM a anos de percurso académico à distância, disse o vice-reitor, referindo que, apesar das “condições difíceis”, as inscrições de fora aumentaram. “A pandemia nunca interrompeu a admissão de alunos internacionais, só que eles tiveram de o fazer em condições difíceis, através da plataforma ‘zoom’ e aulas ‘online’, porque nós demos sempre aulas ‘online’ até Dezembro”, referiu.

“Houve alunos de licenciatura que estiveram três anos fora e que só agora estão a regressar ao campus para o primeiro ano [presencial]”, continuou o responsável. “Com alguns alunos de mestrado as coisas foram um pouco suspensas, só agora estão a regressar para fazer a tese”.

Apesar disso, Rui Martins admitiu que houve “um pequeno aumento” das inscrições do exterior: “um pouco menos do que 30%”. “A previsão que eu tinha era multiplicar o número de alunos de cento e pico por cinco, para 500, e isso não conseguimos – se não houvesse pandemia quase de certeza conseguíamos este ano – mas aumentámos para perto de 200 e esses alunos internacionais ficaram fora [de Macau durante a pandemia]”, explicou.

Além destes estudantes internacionais, que completam integralmente os estudos académicos na UM, a instituição recebe alunos de intercâmbio – “à volta de 200” antes do aparecimento da covid-19. “E tínhamos um número igual de alunos nossos que iam fazer esse intercâmbio na Europa, EUA, etc, e isso com a pandemia foi a zero”, lembrou.

A UM tinha, no primeiro semestre deste ano lectivo, 7515 alunos em licenciaturas, 59 em pós-graduações, 3368 a fazer mestrados e 1836 doutorandos, num total de 12778 inscritos, de acordo com o ‘sítio’ da instituição. Um ligeiro aumento – quase 5% – em relação ao ano anterior (12208).

Cerca de 80 alunos são provenientes de países lusófonos, sendo que “talvez cerca de 80%” frequentem estudos na área do Direito, notou o vice-reitor. “Nós aqui somos apoiados pela Fundação Macau, aumentámos o número de bolsas que demos a alunos internacionais, que também cobre o numero de alunos africanos [dos PLP] e, portanto, espero que esse número venha a aumentar”.

Nos planos da universidade para os próximos três anos, avançou ainda, está um crescimento do volume de inscritos para entre “15 e 17 mil”, com a aposta a ser direccionada para cursos pós-graduados.

“Os alunos de pós-graduação vêm essencialmente da China”, declarou Rui Martins, considerando que a UM atrai “cada vez mais alunos de topo”. “Há cerca de dez, 20 anos, os alunos da China que se candidatavam aqui à universidade eram alunos medianos. (….) Agora compete com a [universidade de Pequim] Tsinghua, agora são alunos de muito alto nível que se candidatam, essencialmente para mestrado, mas também para doutoramento”, disse.

Sobre a oferta de língua portuguesa, o investimento passa por “manter os programas”, com o responsável a considerar a possibilidade de “recrutar mais professores” na área da Literatura. “Em tempos tivemos essa área, mas alguns professores foram embora e podemos tentar desenvolver mais essa área”, disse. In “Jornal Tribuna de Macau” – Macau com “Lusa”


sábado, 21 de setembro de 2019

FME CE CPLP - Fórum Internacional da Mobilidade e Inovação 2019



O Fórum Internacional da Mobilidade e Inovação, organizado pela FME CE-CPLP (Federação das Mulheres Empresarias e Empreendedoras da Comunidade de Países de Língua Portuguesa), que se realiza no dia 23 de Setembro no Hotel Pestana em Lisboa,  conta juntar 200 pessoas na área empresarial, dentro dos 9 países membros CPLP e dos países observadores da CPLP, constituindo-se como elemento de promoção e dinamização de negócios.

O Fórum tem como um dos objetivos centrais promover a afirmação do tecido empresarial dos países da CPLP no plano internacional e no desenvolvimento dos mercados dos países membros da organização. Além do painel consagrado à Inovação, decorrem outros dois, um dedicado à Internacionalização e um segundo onde se discutirá a Mobilidade.

A presença das mulheres nos diferentes setores mostra a sua relevância e ganha cada vez mais destaque na geração de resultados para os diversos setores da economia mundial. De acordo com o Mastercard Index para o Empreendedorismo Feminino (2018), Portugal é destacado como um dos países da CPLP com as melhores oportunidades e condições de apoio para as mulheres nos negócios. Ocupa o 6º lugar num ranking mundial, à frente de países como a Austrália (7º), Bélgica (8º), Filipinas (9º) ou o Reino Unido (10º) e atrás dos Estados Unidos (4º) e Singapura (5º).

O tecido empresarial português mostra claramente que as mulheres cada vez mais ocupam cargos de gestão e liderança dentro das empresas. É cada vez mais expressivo o número de mulheres que empreendem e tomam a iniciativa de implementar novos negócios, inovando, dinamizando e acrescentando valor a qualquer área de negócio em que atuem.

Objetivos Gerais

Fomentar e promover as relações empresariais;
Debater temas económicos e políticos de interesse para os países CPLP;
Defender a ética, os princípios democráticos e a eficiência de gestão nos setores público e privado;
Promover, atualizar e aperfeiçoar o conhecimento empresarial;
Sensibilizar o setor privado para programas comunitários, com prioridade para a mobilidade e inovação;
Encorajar o respeito pelo meio ambiente.

Objetivos Específicos

Discutir a participação feminina em campos de liderança;
Integrar empresários(as) e empreendedores(as) dentro do universo CPLP;
Realização de rodadas de negócios por tema;
Elevator pitch;
Lançamento de uma plataforma de crowdfunding – empreendedores(as) e investidores(as). Federação das Mulheres Empresarias e Empreendedoras da Comunidade de Países de Língua Portuguesa

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Internacional - Economia do mar impulsiona criação de redes entre Macau e países lusófonos

Macau quer ser a porta de entrada do mundo lusófono na China



Impulsionar a economia do mar através da criação de redes de cidades, conhecimentos e media entre Macau e os países de língua portuguesa é o tema fulcral da iniciativa Plataforma Azul: A nova economia, uma organização da Plataforma (detida pelo Global Media Group) e a Câmara Municipal de Gaia a decorrer até sábado (dia 21 de setembro) e que reúne um conjunto de especialistas portugueses, macaenses e chineses.

A economia azul “não é fruto da moda”, é uma matéria “em que começa a ser urgente integrar contributos para a estratégia municipal, mas é pelas redes que se criam que somos capazes de ir mais longe” e, aí, “precisamos que todos façam a sua parte no contexto macro e micro para remarmos todos para o mesmo objetivo”, sublinhou hoje na abertura Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da autarquia de Gaia.

Num contexto lusófono e global, Macau quer afirmar-se como porta de entrada entre a China e os países de língua portuguesa. Rafael Gama, assessor do secretário para os Assuntos Sociais e Cultura da Região Administrativa Especial de Macau, recordou que o território macaense integra, assim como Hong Kong, a Grande Baía de Guangdong, que “em 2030 quer ser a zona de baía mais competitiva do mundo”.

E, neste campeonato, “Macau é uma oportunidade para desempenhar um papel de plataforma do mundo lusófono para a China”, potenciando um conjunto infinito de relacionamentos, desde económicos, culturais ou académicos. Sónia Pereira – Portugal in “Dinheiro Vivo”

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Internacional - Conferência «Plataforma Azul – de Macau para Gaia»

De Macau para Gaia: a Economia Azul e a sustentabilidade como fatores de decisão para o futuro



A conferência «Plataforma Azul – de Macau para Gaia» levará ao auditório de Mafamude, a 20 de Setembro, entre as 10 e as 17 horas, os principais líderes políticos e académicos nacionais e estrangeiros para debater a sustentabilidade do uso dos oceanos e a economia azul numa perspetiva mais global. Promovido pelo Semanário «Plataforma» de Macau, o ciclo de debates procura aprofundar a discussão sobre os conceitos de economia azul, sustentabilidade, energia alternativa, entre outras temáticas que estão no centro estratégico dos Países de Língua Portuguesa (PLP) e que são abordados em todo o planeta.

Macau assumir-se-á, nesta conferência do FIGaia 2019, como porta asiática para a lusofonia e a porta da Grande Baía para o mundo lusófono, realçando a sua importância enquanto ponte entre a China a os Países de Língua Portuguesa e destacando a relação com Portugal que passa pelo desenvolvimento da cooperação e no âmbito da participação no projeto da Grande Baía.

«Oceanos e Sustentabilidade: oportunidades e desafios» será o tema do painel que irá colocar representantes das Universidades do Porto (CIIMAR), Açores, Aveiro, Algarve, Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa, Universidade Chinesa de Cantão e Universidade de Macau a debater soluções. Por sua vez, o tema «Plataforma Azul para uma rede de cidades e regiões» contará com nomes como Vasco Cordeiro, presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, Walter Manuel Cavaleiro Chicharro, presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Abel Caballero, alcalde de Vigo e Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, para além de representantes do Governo de Macau e de cidades chinesas. A cooperação será o mote das discussões. In “Global News” - Portugal