Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Veículo eléctrico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Veículo eléctrico. Mostrar todas as mensagens

sábado, 31 de março de 2018

Portugal – Apresentado autocarro de passageiros 100% elétrico


Mobilidade sustentável

A CaetanoBus desenvolveu o primeiro autocarro 100% elétrico associado ao transporte de passageiros e o operador Arriva, através da sua empresa Transportes Urbanos de Guimarães, inseriu o veículo na Linha Cidade.

Com 35 lugares sentados (12 metros),piso rebaixado para pessoas com mobilidade reduzida e ar condicionado, o autocarro tem autonomia para 150 km. O veículo pesado de passageiros caracteriza-se pela unidade motriz elétrica, sem recurso a qualquer motor auxiliar a combustão, e conjunto de baterias de apoio que permitem a autonomia dos 150 km.

O autocarro representa um investimento de 508 mil euros, comparticipado por fundos comunitários em 200 mil euros.

No dia de apresentação do veículo e da entrada em circulação do mesmo, a 29 de março, Manuel Oliveira, presidente da Arriva Portugal – Norte, comentou que o veículo vai fazer a Linha da Cidade, «a única linha verdadeiramente urbana, porque as outras estendem-se para zonas mais periféricas. Será um percurso com 208 km por dia, um carregamento durante a noite e uma paragem de 45 minutos na hora do almoço, na qual se fará uma recarga que permitirá o resto do dia do serviço».

Manuel Oliveira comentou ainda que «a Arriva tem capacidade e disponibilidade para comprar tantos autocarros quantos sejam possíveis». No entanto, relembrou que «a tecnologia ainda não está num ponto em que uma operação seja flexível o suficiente para não criar constrangimentos e, por outro lado, ainda não está num preço que torne isto inviável do ponto de vista económico».

Quanto a tecnologia, falámos com Jorge Pinto. O CEO da CaetanoBus comentou que já há «muito conhecimento» em torno da construção de um veículo elétrico. Mas este processo levanta alguns desafios ao longo do processo produtivo «porque, por exemplo, os elétricos não se podem pôr a trabalhar ao longo da linha toda, não podem estar ligados. Toda esta parte específica e relacionada com a segurança do carro é que obriga a mudar algumas coisas na nossa linha de montagem». Pequenos constrangimentos que não travam o caminho neste sentido da eletrificação e, por isso, a linha de montagem está em plena laboração. «Até ao final deste ano, esperamos produzir entre 50 a 70 unidades», avançou Jorge Pinto. Unidades que serão entregues a outras cidades.

Super carregador

A operação com este autocarro 100% elétrico é também possível graças ao posto de carregamento rápido desenvolvido pela Efacec. O QBUS é, atualmente, o único equipamento instalado em Portugal com estas características, ou seja, uma potência instalada de 150 kW. O posto de carregamento rápido está instalado na Estação Central de Camionagem e representa um investimento de 37 mil euros, não comparticipados.

Um investimento que a Câmara Municipal de Guimarães não se coíbe de assumir porque o mesmo faz parte do caminho a percorrer para se tornar uma cidade verde. «A mobilidade elétrica é objetivo estratégico da Câmara de Guimarães, sendo o posto de carregamento rápido uma valência e um incentivo a que outros operadores de transporte público disponibilizem no futuro veículos de transporte público de passageiros elétricos e híbridos plug-in, associados a carreiras regulares», estacou Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães. O autarca está também a trabalhar para desenvolver uma rede de carregamento rápido no concelho que poderia ser utilizada pelo transporte público de passageiros, mas também os veículos particulares. Sara Pelicano – Portugal in “Transportes em Revista”

Características do veículo
Chassis: Tipologia low-floor ou low-entry em aço com tratamento superficial e pintura anti-corrosão
Carroçaria: Estrutura leve em alumínio
Peso bruto: 19 toneladas
Comprimento: 11,995 metros
Largura: 2,500 metros
Altura: 3,508 metros
Lotação: 35 lugares sentados
Velocidade máxima: 70 km/h



segunda-feira, 11 de setembro de 2017

China - Vai proibir venda de carros com combustíveis fósseis

A medida foi anunciada ontem em Tianjin por Xin Guobin, vice-ministro chinês da Indústria e das Tecnologias de Informação

A China vai proibir a venda de automóveis alimentados a combustíveis fósseis, como a gasolina ou o gasóleo, pressionando os fabricantes a acelerar o esforço de produção de veículos elétricos naquele que é já hoje o maior mercado automóvel do Mundo.

Segundo a agência noticiosa Bloomberg, esta medida foi anunciada ontem por Xin Guobin, vice-ministro chinês da Indústria e das Tecnologias de Informação, num salão da indústria automóvel em Tianjin.

Xin Guobin revelou que o Executivo da República Popular da China está a trabalhar com os órgãos reguladores na definição de um calendário para cancelar a produção e venda de veículos automóveis movidos com combustíveis fósseis.

De acordo com este governante chinês, esta decisão terá um impacto profundo no ambiente e no crescimento da indústria automóvel chinesa, embora não tenha adiantado a data em que esta proibição irá entrar em vigor.

O fabricante automóvel nipónico Honda já garantiu que irá lançar em 2018 um modelo de veículo elétrico especificamente para o mercado chinês.

O Reino Unido já anunciou a proibição de venda de veículos alimentados a combustíveis fósseis (“diesel” e gasolina) em 2040, depois de a França também ter assumido uma medida semelhante. Nuno Silva – Portugal in “Jornal Económico”

domingo, 10 de setembro de 2017

Moçambique - Produção de veículos eléctricos catapulta grafite

A produção de veículos eléctricos no mundo poderá atiçar a procura de grafite em Moçambique, um minério-chave nos ânodos das baterias de iões de lítio que alimentam aquele tipo de viaturas. A grafite é, desse modo, uma commodity que pode vir a catapultar a mineração e a economia moçambicana, nos próximos anos, e já se perfilam duas concessões mineiras na corrida.

A revolução dos automóveis eléctricos pode vir a ser mais incisiva do que os governos e as companhias de petróleo acreditam. Uma pesquisa da Bloomberg New Energy Finance sugere que haverá maiores reduções nos preços das baterias, e que durante a década de 2020, os veículos eléctricos vão-se tornar uma alternativa mais económica do que os automóveis a diesel ou gasolina na maioria dos países.

Numa autêntica senda de mudança de veículos, o Reino Unido já anunciou que vai banir os automóveis movidos a gasolina e diesel, no seu território, até 2040. Como a vida útil dos motores a gasolina e diesel geralmente não excede os 10 anos, o objectivo do governo britânico é retirar os veículos que usam essas motorizações das vias de circulação até 2050.

Na França, o ronco do motor movido a combustível também tem os dias contados. Tudo porque também o Governo francês anunciou que não irá vender mais veículos movidos a diesel ou gasolina até ao mesmo período (2040). Paralelamente, houve outros países que se revelaram ainda mais drásticos nas suas decisões. A Índia e a Alemanha pretendem ter uma frota 100% eléctrica 10 anos antes, ou seja, em 2030 e a Noruega em 2025.

A previsão mostra que as vendas de veículos eléctricos em todo o mundo vão crescer de forma constante nos próximos anos, do recorde de 700 mil unidades em 2016 para 3 milhões até 2021. Aliás, estudos prevêm que as vendas de veículos elétricos venham a alcançar as 41 milhões de unidades até 2040, representando 35% das vendas de novos carros ligeiros. A partir da observação dos movimentos de grandes empresas automobilísticas, um relatório da Consultora Morgan Stanley de 2016 estima que em 2025 os carros eléctricos já representem 15% do mercado mundial, ao passo que actualmente eles representam apenas 0,86%.

Esta mudança projectada entre o presente ano e 2040 terá certamente implicações que irão além do mercado de automóveis. A pesquisa estima que o crescimento dos veículos eléctricos irá representar um quarto dos automóveis nas estradas até essa data, substituindo 13 milhões de barris de petróleo bruto por dia, mas utilizando 1900 KWh de electricidade. Valor esse que seria o equivalente a cerca de 8% da demanda global da electricidade em 2015.

Este cenário demonstra claramente a perda de terreno do petróleo perante a energia eléctrica, com o recurso ao uso das baterias. E a ajudar à revolução eléctrica nos automóveis, eis que os custos das baterias de ion-lítio (usadas nesses engenhos) já caíram 65% desde 2010, chegando ao valor de US$ 350 por KWh, esperando-se que chegue a atingir os US$ 120 por KWh até 2030.

Boom” dos automóveis eléctricos coloca grafite moçambicana em alta

A demanda de grafite deverá aumentar 500 por cento nos próximos 10 anos devido ao crescimento exponencial esperado no mercado de veículos eléctricos, segundo David Flanagan, director da Battery Minerals.

De acordo com a West Australian, Flanagan diz que o projecto ‘Montepuez Graffite’ da sua empresa em Moçambique está preparado para fazer parte da solução global de fornecimento. Isto porque o grafite é um ingrediente-chave nos ânodos das baterias de iões de lítio que alimentam os veículos elétricos.

A Battery Minerals espera iniciar a construção do seu projecto, investindo entre 57 a 67 milhões de dólares no primeiro semestre de 2018, com as primeiras exportações previstas para os primeiros quatro meses de 2019.

Por seu turno, a Syrah Resources pretende fazer com que a sua exploração mineira de Balama “seja o maior produtor mundial de grafite a um preço baixo, ultrapassando a China, e colocando num mercado em expansão um produto de elevada qualidade”.

A concessão de Balama, que cobre uma área de 106 quilómetros quadrados, fica localizada a 265 quilómetros da cidade de Pemba (Cabo Delgado). Segundo o seu último relatório (Julho-Agosto de 2017), a construção do projecto encontra-se em 90% e é expectável que a primeira actividade venha a ter lugar em Outubro.

Tendo em conta as oportunidades expostas, Moçambique precisa de se preparar para mais um desafio, além do carvão e do gás natural. In “Revista Capital” - Moçambique

terça-feira, 26 de maio de 2015

Portugal - O carro eléctrico português low cost

De capota transparente e aspecto futurista, o UOU é um veículo 100% eléctrico e português, com capacidade para duas pessoas e que pode ser uma solução para quem faz, sobretudo, percursos urbanos. Lançado no final de Março, no Porto, o UOU tem três rodas e preços a partir dos €3.500 – um valor até 75% inferior ao dos veículos eléctricos.

“O UOU é um veículo 100% eléctrico, económico, prático e versátil, na vanguarda de uma mobilidade contemporânea com um sistema de microgeraçao de energia e projectado para [as] smart cities do futuro”, explicaram ao Green Savers Isa Silva e Hugo Teixeira, responsáveis pelo veículo.

O carregamento do UOU pode ser feito em qualquer tomada doméstica convencional, ou seja, não é preciso uma infra-estrutura própria de carregamento. O veículo tem uma autonomia para andar entre 40 a 60 quilómetros, dependendo do tipo de percurso e da produção de energia do próprio condutor. É que o UOU possui um sistema de micro-geração de energia inspirado num processo semelhante usado no campismo mas adaptado à mobilidade.

Assim, foi criado um sistema de steps – parecido com os usados no ginásio – que o condutor pode pisar e recarregar as baterias em andamento.

Por outro lado, ao ser considerado um velocípede, o seu condutor não precisa de carta de condução e até pode andar nas ciclovias. O UOU tem dois lugares – condutor e passageiro -, uma bagageira e um sistema de controlo remoto de abertura e fecho da capota.

“[O UOU] tem uma maior eficiência do motor face aos veículos a combustão. Os veículos eléctricos utilizam entre 0,1 a 0,23 kW/h por quilómetro. A média do consumo equivalente para um veículo a combustão é de 0,98 kW/h por quilómetro, sendo assim bastante menos eficiente que um eléctrico”, continuam os responsáveis pelo UOU.

O único senão do UOU é a falta de veículos disponíveis. Existe apenas um carro construído, que está disponível para test drive no Europarque, Santa Maria da Feira. Há mais dez UOU a serem produzidos em Ovar, com componentes portuguesas e importadas, para empresas. No final deste mês, os carros serão finalmente comercializados para o público geral. In “”Green Savers - Sapo” – Portugal

Para mais informações: //www.facebook.com/ELECTRICUOU