Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Cabo Verde - Prémio Literário Arnaldo França abre candidaturas para distinguir obras inéditas em prosa de autores nacionais

Cidade da Praia - As candidaturas ao Prémio Literário Arnaldo França decorrem até 31 de Julho e destinam-se a obras inéditas em prosa, escritas em língua portuguesa, de autores cabo-verdianos e estrangeiros residentes em Cabo Verde há cinco anos. 


Instituído em parceria pela Imprensa Nacional Casa de Moeda (INCM) e pela Imprensa Nacional de Cabo Verde (INCV), o prémio aceita trabalhos inéditos apresentados exclusivamente por via electrónica, mediante preenchimento e submissão de formulário disponível no sítio da Imprensa Nacional.

Em comunicado, avançaram que os interessados podem ainda consultar o regulamento, a composição do júri e outras informações relacionadas com o concurso no portal da mesma instituição.

Além do prémio pecuniário no valor de cinco mil euros, cerca de 550 milhões de escudos cabo-verdianos, a iniciativa contempla a edição da obra vencedora sob a chancela da Imprensa Nacional.

Os vencedores serão conhecidos e divulgados até o final de 2026.

De acordo com as entidades promotoras, o Prémio Literário Arnaldo França integra os Prémios INCM para a Língua Portuguesa e visa promover a língua portuguesa e o talento literário em Cabo Verde, além de homenagear Arnaldo França, figura da literatura e cultura cabo-verdiana. In “Inforpress” – Cabo Verde

Regulamento

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Cabo Verde - 8.ª Edição do Prémio Literário Arnaldo França com candidaturas abertas até 30 de Junho

Estão abertas as candidaturas à 8.ª edição do Prémio Literário Arnaldo França, uma iniciativa conjunta da Imprensa Nacional de Cabo Verde (INCV) e da Imprensa Nacional–Casa da Moeda (INCM). A candidatura decorre até 30 de Junho e visa promover a língua portuguesa e valorizar o talento literário em Cabo Verde



De acordo com o regulamento, podem concorrer ao prémio textos originais e inéditos, no domínio da prosa literária, em língua portuguesa, cujos autores sejam cidadãos cabo-verdianos ou residentes em Cabo Verde há mais de 5 anos, que não tenham sido apresentados a nenhum outro concurso com decisão pendente e que respeitem o regulamento do concurso.

O vencedor receberá 5000 euros e verá a sua obra publicada pela Imprensa Nacional.

À semelhança da edição anterior, nesta 8.ª edição do Prémio Literário Arnaldo França as candidaturas fazem-se exclusivamente online no sítio da Imprensa Nacional.

Preside ao júri o Escritor e Professor Universitário Manuel Brito-Semedo. Maria de Fátima Fernandes, Professora Universitária, e Paula Mendes, Editora-chefe da Imprensa Nacional, são os dois outros elementos que compõem o júri do Prémio.

De recordar que, nas edições anteriores do Prémio Literário Arnaldo França, foram distinguidas as seguintes obras: Beato Sabino, de Olavo Delgado Correia, Contos de Cabo Verde, de Benvindo Gomes Semedo, Sul 1, de Jorge Octávio Soares Silva, Destino Aziago, de José Joaquim Cabral, O Sabor da Água da Chuva e Outras Memórias da Amiga Perfeita, de Joaquim Arena, Mata-me depois, de Evel Rocha, e Migrações, de Hélio Tavares.

Foi ainda atribuída uma menção honrosa, em 2018, a O Sonho de Ícaro, de Onestaldo Gonçalves.

A decisão do júri será conhecida até 90 dias após o fecho das candidaturas e anunciada nos sítios da Imprensa Nacional e da Imprensa Nacional de Cabo Verde. Dulcina Mendes – Cabo Verde in “Expresso das Ilhas” 


sábado, 21 de outubro de 2023

Cabo Verde - “Destino Aziado” do escritor José Cabral lançado na ilha do Sal fecha trilogia iniciada em Chiquinho

Espargos - O lançamento do livro “Destino Aziado”, que fecha uma trilogia iniciada em Chiquinho, obra “basilar” da literatura cabo-verdiana escrita por Baltasar Lopes, decorreu esta sexta-feira, na ilha do Sal, no Salão Nobre da Câmara Municipal.


“Destino Aziado”, cujo lançamento acontece no âmbito das comemorações do Dia da Cultura, celebrado a 18 de Outubro, da autoria do escritor e historiador José Joaquim Cabral, é a continuação do “célebre” romance Chiquinho, que Baltazar Lopes deveria ter escrito mas que na altura não foi possível.

“Eu decidi dar continuidade ao livro Chiquinho, que é a história do homem cabo-verdiano, com o romance anterior “Acushnet Avenue”, a contar a vida de Chiquinho dos 20 aos 79 anos e este com um Chiquinho de 79 até 82 anos”, contou o autor.

“A minha compreensão é que em Cabo Verde temos excelentes escritores e investigadores que escreveram a história de Cabo Verde, mas a macro. E micro-história, temos ainda um déficit e eu tenho dedicado a isso, a histórias particulares de Cabo Verde que não estão nos grandes escritores”, acrescentou.

O livro é escrito no português cabo-verdiano, que o autor aproveita para deixar uma advertência para aqueles que pensam que é um português mal escrito, assim como Baltazar da Silva escreveu “Chiquinho”, que, a uma certa altura, foi retirado de circulação por parecer um livro mal escrito.

“É um livro escrito no português cabo-verdiano, foi revisto e editado por um excelente revisor português, e nós fizemos questão de deixar assim que entendemos ser entendível por qualquer um que vá ler o livro”.

A obra “Destino Aziado” venceu a quarta edição do Prémio Literário Arnaldo França, selecionada entre 14 candidaturas. “por unanimidade do júri”.

Seguidamente à apresentação do livro, os presentes puderam ainda assistir à exibição do documentário “Osvaldo Azevedo - O Velho Caminheiro”, de Jean Gomes. In “Inforpress” – Cabo Verde


domingo, 1 de janeiro de 2023

Cabo Verde - Prémio Literário Arnaldo França: “É sempre bom quando o reconhecimento chega”, afirma Joaquim Arena

Cidade da Praia – O cabo-verdiano Joaquim Arena, vencedor da 5.ª edição do Prémio Literário Arnaldo França, considerou hoje que “é sempre bom quando o reconhecimento chega” e que a atribuição do prémio se traduz na recompensa do trabalho de horas de escrita.

“O Sabor da Água da Chuva e Outras Memórias da Amiga Perfeita”, de Joaquim Arena, segundo uma nota da organização, mereceu ser, por unanimidade do júri, o trabalho vencedor da edição de 2022 do Prémio Literário Arnaldo França, dirigido a cidadãos cabo-verdianos (a residir em Cabo Verde ou no estrangeiro) ou a residentes em Cabo Verde há mais de 5 anos.

Em declarações à Inforpress, o escritor premiado afirmou que foi bom receber esta notícia sobretudo porque o prémio tem como patrono o escritor, ensaísta e poeta Arnaldo França, mestre da literatura cabo-verdiana como crítico, ensaísta, mas também como poeta.

“É o reconhecimento do trabalho de horas de escrita, de pensamento de estar a reflectir”, disse, sustentando que o trabalho de um escritor é muito solitário, porque trabalha sozinho, com muitas horas até se construir uma história, até conseguir expressar ideias e criar personagens.

Daí que acrescentou, “é sempre bom quando o reconhecimento chega”.

A obra vencedora “O Sabor da Água da Chuva e Outras Memórias da Amiga Perfeita” segundo contou, é uma história de amizade entre duas mulheres que são separadas aos 13 anos, sendo que uma fica numa das ribeiras em uma das ilhas de Cabo Verde enquanto a outra emigra com os seus pais para São Tomé e Príncipe naquelas levas de cabo-verdianos contratados para trabalhar nas roças.

“Portanto é nessa iminência da sua chegada que a amiga que aqui ficou escreve e recupera aqui o que foi um pouco o seu relacionamento através das cartas ao longo de mais de 50 anos. É uma história de amizade entre duas pessoas separadas por um facto histórico e ao mesmo tempo é a história de ambas de como é que cada uma viveu a sua vida”, sublinhou.

A edição de 2022 do Prémio Literário Arnaldo França contou com Manuel Brito-Semedo como presidente do júri, do qual fizeram também parte a professora Maria de Fátima Fernandes e Paula Mendes, a editora-chefe da Imprensa Nacional – Casa da Moeda.

Para o júri, trata-se de uma narrativa epistolar, um género original na literatura cabo-verdiana, feita numa perspectiva interessante de abordagem da realidade cabo-verdiana, «bem escrita e de leitura cativante».

“O Sabor da Água da Chuva e Outras Memórias da Amiga Perfeita” foi seleccionado dentre 13 candidaturas. Além dos 5 mil euros do valor pecuniário do prémio, Joaquim Arena, que concorreu com o pseudónimo Júlia, deverá ver publicado já no próximo ano o seu trabalho com a chancela das duas editoras públicas: Imprensa Nacional, de Lisboa, e Imprensa Nacional de Cabo Verde.

Joaquim Arena nasceu em 1964, na ilha de São Vicente, Cabo Verde, filho de pai português e mãe cabo-verdiana. Aos seis anos foi viver para Lisboa, onde a família se instalou. Licenciou-se em Direito e dedicou-se à música e ao jornalismo. No final dos anos 90 regressou a Cabo Verde, onde fundou o jornal O Cidadão, em São Vicente.

De recordar que o propósito da atribuição deste galardão literário é o da promoção da língua portuguesa e do talento literário em Cabo Verde, bem como homenagear a destacada figura da literatura e cultura cabo-verdiana Arnaldo França.

Este prémio é atribuído pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda em parceria com a Imprensa Nacional de Cabo Verde. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

sábado, 3 de dezembro de 2022

Cabo Verde - Livro “Destino Aziago” do escritor José Joaquim Cabral apresentado na Ribeira Brava

Ribeira Brava – O escritor José Cabral declarou na Ribeira Brava, durante a apresentação do seu livro “Destino Aziago”, que a obra fecha uma trilogia iniciada pela “obra basilar” da literatura cabo-verdiana “Chiquinho”, de Baltasar Lopes, de 1947.

Destino Aziago”, Prémio Literário Arnaldo França 2021, foi apresentado no âmbito das festividades do Dia do Município da Ribeira Brava, e o escritor disse que, com a trilogia, depois da morte de Baltasar Lopes da Silva, “deu voz ao que ficou por contar”. O livro já tinha sido lançado em Lisboa no passado mês de julho, uma edição da Imprensa Nacional Casa da Moeda.

“Era o desejo de Baltasar Lopes da Silva continuar a história do “Chiquinho”, só que a polícia política da época não o deu autorização para ir aos Estados Unidos onde ia se inspirar para completar a história”, afirmou, realçando a sua satisfação por ter “dado continuidade a obra de Baltasar”.

Segundo a mesma fonte, “Destino Aziago” é inspirado naquilo que foi o fim de vida de Baltasar Lopes e do personagem feitiço do autor “Chiquinho”, que teve um fim de vida “turbulento”, daí o título da obra.

Com o livro, o autor encerra a trilogia do romance “Chiquinho”, depois de ter lançado, em 2019 “Acushnet Avenue”, livro que conta a história de “Chiquinho” na emigração,

José Joaquim Cabral, natural da ilha de São Nicolau, já publicou o romance “Acushnet Avenue” (2019), o romance histórico “Caminho (s) que trilharam” (2014), “Sodade de Nhâ Terra Saninclau” I, II, III (2008, 2009, 2012) e a biografia “Padre Gesualdo Fiorini, Italiano, de São Nicolau, cidadão” (2007).

A obra “Destino Aziago” foi o vencedor do Prémio Literário Arnaldo França 2021, prémio que foi criado tendo em vista a “promoção da língua portuguesa e do talento literário em Cabo Verde, bem como homenagear a destacada figura da literatura e cultura cabo-verdiana Arnaldo França”. In “Inforpress” – Cabo Verde