Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 20 de julho de 2023

Internacional – Singapura destrona o Japão como o melhor passaporte do mundo

Baseando-se em dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), a Henley & Partners acaba de anunciar a sua lista actualizada dos países com melhores passaportes do mundo. Em 6 meses, o passaporte de Macau subiu 5 lugares, para a 31ª posição, e acesso sem visto ou com visto à entrada a 144 países. Singapura, com acesso fácil a 192 destinos, é o novo líder deste Henley Passport Index, destronando o Japão após cinco anos de posição de topo

O passaporte de Macau subiu na cotação da Henley & Partners do terceiro trimestre de 2023, alcançando a melhor pontuação desde sempre: 31.º lugar, com 144 destinos. A entidade de classificação dos melhores passaportes do mundo, isto é, dos passaportes que conseguem viajar para o maior número de países sem necessitar de pedir visto de antemão, acaba de lançar o seu relatório Henley Passport Index, onde indicou que o passaporte de Macau está agora no 31.º lugar, subindo cinco lugares desde o princípio do ano.

Embora continue a ter acesso sem visto ou com visto à chegada a 144 países, Macau voltou a subir de lugar, isto depois de ter caído de 33.º para 36.º lugar em relação a 2022. Agora, Macau está ao mesmo nível do Panamá ou de Taiwan. Na região, o passaporte de Hong Kong tem melhor pontuação que a de Macau, tendo subido de 19.º para 17.º lugar desde o início do ano, e ambos os passaportes das duas regiões administrativas especiais são mais bem cotados do que o passaporte da República Popular da China, que está em 63.º lugar, ao lado da Bolívia, com acesso a apenas 80 países.

A última grande novidade desta qualificação de passaportes é, no entanto, a de Singapura, que destronou o Japão após cinco longos anos de liderança: o passaporte singapurense é agora o mais bem cotado do mundo, com acesso a 192 países, uma posição que nenhum país consegue igualar. No princípio do ano, o Japão continuava a ocupar a posição de líder, mas agora depois da actualização para o terceiro trimestre, Singapura passa a liderar a classificação, e o segundo lugar é agora ocupado pela Alemanha, Itália e Espanha, com acesso a 190 países. O Japão passou para 3.º, juntamente com a França, a Coreia do Sul, a Suécia, o Luxemburgo, a Finlândia e a Áustria. Estes países têm acesso a 189 países. O passaporte inglês subiu um lugar, de 5.º para 4.º, e o passaporte português também, encontrando-se em 5.º lugar (187 países).

Citado pela CNN, Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners, destacou que “na última década a Singapura tem estado ocupada a garantir uma maior liberdade de viagem para os seus cidadãos, obtendo acesso sem visto a 25 novos destinos”. A Henley & Partners referiu que “ao longo da história da classificação de 18 anos, o número médio de destinos a que os viajantes podem aceder com isenção de visto quase que duplicou, passando de 58 em 2006, para 109 em 2023”. A agência noticiosa norte americana sublinhou ainda que os Estados Unidos continuam a perder posição, tendo descido desde o ano passado dois lugares para 8.ª posição, quando há cerca de uma década, em 2014, ocupavam o lugar de liderança, juntamente com a Inglaterra.

No fundo da lista estão países como o Afeganistão, que apenas tem acesso fácil a 27 destinos, sendo que os restantes países do fim da lista são o Iémen (99), o Paquistão (100), a Síria (101) e o Iraque (102).

Recorrendo a dados da Autoridade Internacional de Transportes Aéreos (IATA), o Henley Passport Index “é o único do seu género”, refere a página da empresa britânica de consultadoria de migração. O índice inclui 199 passaportes, e 227 destinos de viagem diferentes. Actualizado trimestralmente, e sempre que existem alterações a políticas de migração, este índice “é considerado a ferramenta de referência padrão para cidadãos globais e Estados soberanos quando avaliam a posição de um passaporte no espectro da mobilidade global”, refere ainda a página. Rita Gonçalves – Macau in “Ponto Final”


sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Lusofonia – Os passaportes no mundo lusófono

Entre os passaportes mais poderosos do mundo em 2021, Portugal encontra-se no top-10. China ocupa a 70.º posição. Na lusofonia, Angola é o pior passaporte dando apenas entrada em 50 países. O índice é da Henley & Partners



O Henley Passport Index, que periodicamente classifica os melhores passaportes do mundo, acaba de publicar seu último ranking para 2021 que, no entanto, não leva em consideração restrições temporárias.

Macau queda-se pela 33.ª posição com acesso sem visto ou com visto à chegada em 144 países. Na Grande China, a China é quem tem o pior passaporte. O país ocupa a 70.ª posição com acesso a somente 75 países. Hong Kong, em sentido contrário, é o melhor passaporte, com entrada em 170 países, ocupando a 19.º posição (a par do Brasil, o segundo melhor país da lusofonia). Taiwan ocupa a 32.º posição com entrada em 145 países.

Na esfera da lusofonia, o melhor passaporte é o português. Portugal encontra-se, como tem sido hábito, no top10, partilhando a sexta posição com Suécia, França, Holanda e Irlanda (186 destinos). Depois do Brasil, já falado anteriormente, o melhor passaporte é o de Timor-Leste que ocupa a 57.ª posição do ranking com entrada em 94 destinos. Seguem-se Cabo Verde na 77.ª posição (66 países), Moçambique na 81.ª posição (62 países), São Tomé e Príncipe na 82.ª posição (61 países), Guiné-Bissau na 90.ª posição (53 países) e, surpreendentemente, Angola – como o pior da lusofonia – a ocupar a 93.ª posição. O passaporte do país das palancas-negras só dá acesso a 50 destinos.

O Japão ficou mais uma vez no topo da classificação. O passaporte nipónico oferece acesso sem visto ou com visto à chegada em 191 destinos. Singapura ficou em segundo lugar (com 190 países) e a fechar o pódio surgem a Coreia do Sul e a Alemanha (com 189).

A culpa da pandemia

A hegemonia da região Ásia-Pacífico é um fenómeno relativamente novo na história de 16 anos de existência deste ranking.

Por norma, países como os Estados Unidos ou o Reino Unido e a União Europeia dominavam tradicionalmente o ranking, mas, a recuperação de alguns países asiáticos face à pandemia pode, de acordo com a Henley & Partners justificar este “aparecimento” asiático no topo do ranking, mesmo estando o Japão a atravessar dias difíceis por conta do avanço da doença.

“Há apenas um ano, tudo indicava que as taxas de mobilidade global continuariam a aumentar, que a liberdade de viajar aumentaria e que os donos de passaportes poderosos teriam mais acesso do que nunca, mas o confinamento em todo o mundo anulou essas projecções”, revelou à CNN Christian H. Kaelin, presidente da Henley & Partners.

O Henley Passport Index é baseado em dados fornecidos pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e cobre 199 passaportes e 227 destinos de viagem.

Devido à pandemia de Covid-19, diversos países em todo o mundo estão a entrar novamente em confinamento. E mesmo quando as restrições diminuírem, é mais do que provável que, por requisito prévio, nos próximos tempos quem viaja seja obrigado a ser vacinado contra a doença. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”

goncalolobopinheiro.pontofinal@gmail.com