Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 19 de junho de 2025

Moçambique - Juvenal Bucuane vence o Prémio de Literatura José Craveirinha 2025

O escritor moçambicano Juvenal Bucuane foi distinguido com o Prémio de Literatura José Craveirinha 2025, o maior reconhecimento literário do país, anunciou esta quarta-feira (18) a Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO).

Segundo o júri presidido por Sara Jonas, Bucuane destacou-se pelo seu contributo à valorização da memória colectiva e pelo cultivo do memorialismo, sendo considerado uma figura emblemática da literatura nacional. A sua obra é amplamente estudada em meios académicos e literários.

O prémio, no valor de 25 mil dólares, será entregue no próximo dia 23 de Junho. Criado em 2003, o galardão homenageia o poeta José Craveirinha e, desde 2009, reconhece o conjunto da carreira de escritores que marcaram a cultura moçambicana.

Natural de Gaza, Juvenal Bucuane é ensaísta, ficcionista, e licenciado em Linguística e Direito. Entre as suas obras destacam-se “Xefina”, “A Denúncia”, “Epicentro” e “Geração Charrua”, além de ter sido co-fundador da revista literária Charrua. In “Moz Entretenimento” - Moçambique


quarta-feira, 9 de abril de 2025

Moçambique - Jornalista Luís Nhachote apresenta o livro “Do Alto da Colina”

Será apresentado no próximo dia 17 de Abril, pelas 17h30, na sede da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), o mais recente livro do jornalista e cronista Luís Nhachote, intitulado “Do Alto da Colina, Todas as Crónicas 2003–2005”. A obra, editada pela Gala-Gala Edições, reúne cerca de uma centena de textos publicados originalmente na coluna homónima do semanário “SAVANA”, entre 2003 e Junho de 2005.



Com um total de 304 páginas, o livro resgata uma fase marcante do jornalismo moçambicano, através da visão crítica, irónica e profundamente engajada de Nhachote. Entre os temas abordados nas crónicas destacam-se o mediático julgamento do Caso BCM, o debate em torno da suposta “morte da literatura“, os meandros do tráfico de drogas e a influência crescente da religião nas dinâmicas sociais do país.

Luís Nhachote sublinha que não se vê como escritor, no sentido clássico da palavra. No entanto, considera fundamental a compilação destas crónicas enquanto acto de resgate da memória histórica das inquietações que marcaram uma geração. O autor salienta ainda que este projecto se insere na mesma linha de intenção que norteou o seu livro anterior, Phambeni: Cartas ao Presidente Chissano (2023).

Para o editor da Gala-Gala Edições, Pedro Pereira Lopes, a publicação representa “um testemunho exemplar da capacidade da crónica em transcender o carácter efémero do jornalismo e inscrever-se no tecido da memória colectiva”. Acrescenta ainda que “a prosa elegante e o olhar crítico de Nhachote transportam-nos para um período vital da história moçambicana, com dilemas que, dois decénios depois, continuam a ecoar”.

O lançamento contará com intervenções do escritor Marcelo Panguana e do jornalista Milton Machel, que partilharam reflexões sobre o impacto e a actualidade das crónicas reunidas na obra.

Do Alto da Colina insere-se na Colecção Hinyambaan da Gala-Gala Edições, dedicada à publicação de textos que promovem a reflexão crítica sobre a sociedade moçambicana.

Sobre o Autor

Luís Nhachote nasceu em Maputo, em 1974. É um jornalista de investigação premiado. Trabalhou nos semanários Savana (onde iniciou a sua carreira, em 2000), Canal de Moçambique (do qual foi um dos membros fundadores, em 2006), no Zambeze e @Verdade. Foi editor dos portais digitais Confidencial, 1mãomz e Moz24h.

Foi, ainda, consultor da Chatham House (Reino Unido), da Transparência Internacional, do Centro de Integridade Pública (CIP), do Speed Program (Moçambique) e do Global Iniciative Against Organized Crime. Colabora com alguns meios de comunicação internacionais como o Mail & Guardian, The Wall Street Journal, Forbes Africa Magazine e Al Jazeera.

Foi chefe correspondente, para Moçambique, do The Continent e Mail & Guardian. Foi Director executivo do Centro de Estudos Moçambicanos e Internacionais (CEMO). Actualmente é coordenador-executivo do Centro de Jornalismo Investigativo (www.cjimoz.org) e Editor-in-Chief do portal digital Mozambique Insights. Publicou “Phambeni — Cartas ao Presidente Chissano” (2023). In “Moz Entretenimento” - Moçambique


domingo, 24 de agosto de 2014

Moçambique – Recordando Eduardo White

Condoída e profundamente combalida, a Associação dos Escritores Moçambicanos comunica a morte prematura de um dos maiores talentos da Literatura Moçambicana: Eduardo Luís de Menezes Costley-White.

Eduardo White, fundador da Revista Charrua, destacado membro da agremiação, encontrou a morte na madrugada de hoje, 24 de Agosto de 2014, no Hospital Central de Maputo.

O perecimento de Eduardo White, membro fundador da AEMO, representa uma perda irreparável para a Associação dos Escritores, deixando um vazio incomensurável na literatura moçambicana.

Eduardo White sempre se impôs como um poeta impar desde os primórdios da sua infância literária. Poeta notável e respeitado pela sua invulgar criatividade no seio dos amantes da literatura moçambicana, dos PALOP e da CPLP, onde foi agraciado com vários prémios.

Como legado à literatura, Eduardo White deixa uma vasta obra, tendo a sua poesia merecido destaque internacional, encontrando-se um poema seu exposto no museu Val-du-Marne em Paris desde 1989.

Com o livro O Libreto da Miséria, White venceu, em 2012, o Prémio BCI de Literatura. Eduardo Luís de Menezes Costley-White nasceu em Quelimane, a 21 de Novembro de 1963.

Obras de Eduardo White:

  •  Amar sobre o Índico (1984)
  •  Homoíne (1987)
  •  “País de Mim (1990); Prémio Gazeta revista Tempo
  •  Poemas da Ciência de Voar e da Engenharia de Ser Ave (1992); Prémio Nacional de Poesia
  • Os Materiais de Amor Seguido de O Desafio à Tristeza (1996)
  • Janela para Oriente (1999)
  • Dormir com Deus e um Navio na Língua (2001); bilingue português/inglês; Prémio Consagração Rui de Noronha (Editora Labirinto)
  •  As Falas do Escorpião (novela; 2002)
  • O Homem a Sombra e a Flor e Algumas Cartas do Interior (2004)
  • O Manual das Mãos (2004); Grande Prémio de Literatura José Craveirinha, Prémio TVZine para Literatura
  • Até Amanhã Coração (2007)
  • Dos Limões Amarelos do Falo, às Laranjas Vermelhas da Vulva (2009); Prémio Corres da Escrita
  • Nudos (2011), Antologia da sua obra poética
  • O Libreto da Miséria (2010-2012)
  • A Mecânica Lunar e A Escrita Desassossegada (2012)

Eduardo White faleceu quando estava a agendar o lançamento do seu último livro, BOM DIA, DIA, pela editora portuguesa Edições Esgotadas.


Maputo, 24 de Agosto de 2014 AEMO - Moçambique