Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Cidade de Huambo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cidade de Huambo. Mostrar todas as mensagens

sábado, 11 de abril de 2026

Angola - Centro tradicional do povo Ovimbundu do Huambo pode ser elevado a Património Histórico-cultural Nacional

O governador da província do Huambo, Pereira Alfredo, trabalha desde as primeiras horas desta sexta-feira, 10, no município do Bailundo, onde cumprirá uma agenda de trabalho, da qual inclui o descerrar da placa da Ombala-ya-Mbalundo à elevação a Património Histórico-Cultural Nacional.


A Ombala-ya-Mbalundo, ou Reino do Bailundo, é o centro tradicional do povo Ovimbundu no Huambo, Angola, historicamente fundado por Katyavala Bwila I. Recentemente requalificada, a Ombala inclui um novo palácio real, 35 residências para a corte, escola e posto médico, combinando a tradição ancestral com infraestruturas modernas.

Consta ainda da agenda do governador a inauguração do edifício autárquico do município do Bailundo, visita de constatação às obras de requalificação da Escola Primária nº2 Calandula, com 12 salas de aulas e entrega de equipamentos e meios para o reforço do saneamento básico, assim como kits de fomento e promoção do auto-emprego. In “O País” - Angola


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Angola – Cidade de Huambo vai contar com uma Avenida da Cultura

A cidade do Huambo contará, a partir de amanhã, 8 de Janeiro, com uma Avenida da Cultura, um espaço que vai contribuir para a promoção, preservação e valorização da identidade cultural da província.


A informação consta de uma publicação na página do Governo Provincial.

Segundo as informações, o acto de descerramento da placa que atribui a nova designação marca a institucionalização de um troço com cerca de 900 metros, compreendido entre o Largo Doutor António Agostinho Neto e o cruzamento junto ao Centro Cultural do Huambo, nas imediações da antiga Casa Azul.

De acordo com o director do Gabinete Provincial da Cultura e Turismo, Jeremias Piedade, a Avenida Norton de Matos manterá a sua denominação no segmento que vai da antiga Casa Azul até à entrada das imediações da Floresta do Sacala, enquanto o troço que liga dois importantes marcos históricos passará a chamar-se Avenida da Cultura.

A iniciativa visa unir espaços de elevado simbolismo histórico e cultural, nomeadamente o Largo Doutor António Agostinho Neto, classificado como Património Histórico e Cultural Nacional, e o Centro Cultural do Huambo, o primeiro e até ao momento único equipamento do género no país.

O projecto prevê a transformação da avenida num espaço cultural dinâmico, com gravuras nas calçadas, grafites temáticos, feiras culturais e outros elementos representativos da cultura ovimbundu, promovendo a identidade e a diversidade cultural da região.

Segundo Jeremias Piedade, numa primeira fase será feita a institucionalização da via, no âmbito das celebrações do Dia da Cultura Nacional e posteriormente a implementação de intervenções artísticas e culturais que tornarão o espaço mais vivo e atrativo.

Com a criação da Avenida da Cultura, o Huambo reforça o seu compromisso com a valorização do património cultural, passando a contar com um espaço urbano dedicado à expressão da história, da arte e das tradições locais.

De realçar que, ainda no âmbito das celebrações do Dia da Cultura Nacional, que este ano decorre sob o lema “Cultura Nacional – Identidade, União e Crescimento Sustentável”, será realizada uma conferência sobre a cultura e os desafios da modernidade. In “O País” - Angola


sexta-feira, 25 de julho de 2025

Angola - Obras de Manuel Rui reflectem o trajecto da História do País

As três novas obras do escritor Manuel Rui, ausente no lançamento por motivos de saúde, já estão nas bancas, desde terça-feira, e foram publicadas sob o signo das celebrações dos 50 anos da Independência Nacional. Trata-se de “Onze Poemas em Novembro (Ano 10)”, “Mulher e Marido” e “O Kaputo Camionista”, os dois últimos em prosa


A sessão de venda foi acolhida na Livraria Mayamba, em Luanda, e contou com a presença de várias figuras da cultura, com destaque para Irene Guerra Marques, José Mena Abrantes, Fátima Viegas, familiares e amigos do autor.

Na qualidade de apresentadora de duas obras, a linguista Miraldina Jamba destacou que, embora contida na sua extensão, estas obras de Manuel Rui são grandes, porque guardam o peso do curso da história. “É um autor cujo nome está profundamente inscrito na consciência literária angolana. Destaca temas como família, amor, resistência cultural e conexão com a natureza. Trata-se de um autor que possui uma marca indelével no panorama literário da lusofonia, que expõe com fina ironia as contradições do quotidiano angolano no pós-Independência”, descreveu.

Por sua vez, Vânia Monteiro, filha do autor, a quem coube a apresentação da 10.ª e 11.ª séries do livro “Onze Poemas em Novembro”, disse ser um ano ideal para celebrar a importância da literatura e dos seus autores na construção da Nação angolana, ao longo das últimas cinco décadas.

“Queria falar sobre os ‘Onze Poemas em Novembro’ porque acho que é o ano ideal, também, para falar sobre eles, por ser importante pensar no futuro, por isso, também, foi bom ter aqui crianças, várias gerações e várias comunidades para celebrar este dia e celebrar a obra do meu pai”, explicou.

Composta por 11 poemas que abordam temas relacionados com a Independência e a realidade social do país, a primeira série foi lançada em 1976, sob a chancela da União dos Escritores Angolanos (UEA).

O editor da Mayamba, Arlindo Isabel, revelou que cada uma das obras teve uma tiragem de mil exemplares, que considerou um número modesto pela dimensão do autor, que tem o país no centro da sua construção literária.

“Modestos mil exemplares, porque é aquilo que financeiramente a editora é capaz de suportar. Espero que seja comprado, que não demore muito, para que possamos financiar outras publicações”, partilhou.

Sobrinha de Manuel Rui, a poetisa e jornalista Rossana Miranda, disse que se revê na obra do tio, que desempenha um papel crucial na contribuição da criação angolana dentro do panorama da lusofonia, pelo que espera que os mais novos conheçam a obra do escritor.

“Que leiam Manuel Rui, bem como os grandes autores deste país, porque a literatura é o que somos, traz os nossos factores de identidade, abarca toda a imaginação, sabedoria e conhecimento. Então, nunca perdemos nada ao ler, só ganhamos. E Manuel Rui é este grande mestre da escrita. É um grande orgulho”, disse.

Manuel Rui Alves Monteiro nasceu no Huambo a 4 de Novembro de 1941. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, Portugal, onde exerceu advocacia e foi membro fundador do Centro de Estudos Jurídicos. Ainda em Coimbra, foi membro do Centro de Estudos Literários da Associação Académica de Coimbra, redactor da revista de cultura e arte Vértice e coordenador, com Luís de Miranda Rocha, do suplemento literário “Sintoma”, do Jornal do Centro. É co-fundador das edições “Mar-Além”, onde se editou a Revista de Cultura e Literatura dos Países de Língua Oficial Portuguesa. Tem colaboração dispersa em diversos jornais e revistas, dentre estes o Jornal de Angola.

Figura em diversas antologias de literatura, é também autor da letra do Hino Nacional de Angola e de outros, como o Hino da Alfabetização, o Hino da Agricultura e a versão angolana da Internacional, bem como da letra do hino da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA). Katiana Silva – Angola in “Jornal de Angola”