Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 28 de abril de 2026

Macau - Festival de Artes traz “Novas Correntes de Inspiração” em Maio

O 36.º Festival de Artes de Macau, um dos grandes eventos artísticos da cidade, está prestes a tornar-se ainda maior. Este ano, o festival vai decorrer durante quase dois meses, de 8 de Maio a 27 de Julho, sob o tema “Novas Correntes de Inspiração”. A iniciativa arranca na segunda sexta-feira de Maio com um espectáculo gratuito de um grupo de dança do Cazaquistão, ecoando os valores de interculturalidade e descoberta de novos mundos que caracterizam esta edição


O programa da 36.º edição do Festival de Artes de Macau (FAM) foi divulgado na sala de conferências do Centro Cultural de Macau, a poucas semanas do seu início oficial no dia 8 de Maio. A partir do tema “Novas Correntes de Inspiração”, a iniciativa deste ano convida residentes e visitantes a embarcar numa viagem multidisciplinar pelas culturas, artes e relações de amizade que se desenvolveram (e desenvolvem) ao longo da Rota Marítima da Seda.

O festival desde ano arranca a 8 de Maio e culmina no dia 27 de Junho, englobando uma série de experiências, actividades, workshops e espectáculos interpretados numa multiplicidade de línguas e expressões artísticas. Reflectindo o tema central de expansão geográfica e intercâmbio cultural, o espectáculo de abertura consiste numa apresentação do conjunto de dança folclórica BIRLIK, do Cazaquistão, que se vai unir a grupos de dança locais para a performance “O Lótus na Rota da Seda – Tradições em Movimento”. A entrada para esta sessão de arranque é gratuita, mediante aquisição prévia de bilhete.

A música continua a dominar a fase inicial do FAM, com a passagem do musical “A Noite Estrelada” pelo palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Macau nos dias 15 e 16 de Maio. A peça é produzida pela Actors’ Family, uma das principais companhias de teatro musical em Hong Kong. Nos dias 16 e 17 de Maio, está agendada outra apresentação que funde as artes do teatro e da música com “1014 – Nanyin x Jazz”, uma história sobre memória, tecnologia e a importância da música na sensibilidade humana.

Ainda no domínio do teatro, a peça “Entrelinhas”, do encenador Tiago Rodrigues, assinala a única presença portuguesa no programa deste ano. O monólogo terá lugar no Teatro Dom Pedro V, nos dias 19 e 20 de Maio, e esbaterá as linhas entre ficção e realidade ao relacionar o mito de Édipo com cartas escritas por um prisioneiro à mãe.

Nos dias 22 e 23, a cultura cazaque volta a sobressair com um espectáculo duplo da companhia de dança Jolde. A primeira parte, “Tamyr”, une a elegância da dança contemporânea às vozes de um coro para falar sobre rituais, humanidade e identidade, enquanto a segunda parte, “Intemporal”, explora a memória colectiva e a fluidez do tempo.

Outro dos grandes destaques do programa passa por um palco ainda maior: o Jardim do Mercado do Iao Hon, aberto a toda a comunidade. Neste local, entre os dias 22 e 24, vai decorrer uma mostra de espectáculos ao ar livre intitulada “Onde a Cultura Floresce, a Felicidade Acontece”. De acordo com as informações divulgadas na conferência de imprensa, as actividades vão desde actuações musicais e ‘flashmobs’ à troca de livros e à promoção da leitura. Haverá ainda actividades destinadas a toda a família, como oficinas temáticas, pinturas faciais e visitas guiadas.

Voltando ao Centro Cultural de Macau, é tempo também de recuar até 2006, quando estreou a peça “Eterna Juventude”. Vinte anos depois, a versão revista “2.0” chega ao Centro Cultural de Macau para uma história sobre a passagem do tempo, proporcionando uma reunião entre conhecidos actores de Macau e o dramaturgo local Lawrence Lei.

Outro dos eventos mais aguardados deste ano é o regresso dos Dóci Papiaçám, que voltam aos palcos com mais uma sátira mordaz em patuá. Desta vez, a peça intitula-se “Agora Como?” e tem como pano de fundo o fecho dos casinos-satélite e as suas consequências para a economia no território. As actuações estão marcadas para 23 e 24 de Maio.

Depois de Portugal, as artes europeias voltam a ter lugar no festival com “A Divina Comédia”, assinada pela companhia italiana NoGravity Theatre. Nos dias 29 e 30, os artistas cénicos vão interpretar o poema épico de Dante através de uma coreografia meticulosa e profundamente artística, com recurso a espelhos para criar uma dupla dimensão visual.

Junho traz ópera, ballet e homenagens à Macau antiga

O mês de Junho começa com uma homenagem à mitologia chinesa. No dia 6, o Sands Theatre recebe uma visita da Associação de Ópera Cantonense Zhen Hua Sing, que sobe ao palco com intérpretes locais. Trata-se de uma peça teatral de ópera inspirada na lenda de He Xiangu, a única mulher entre os Oito Imortais.

Nos dias 19 e 20 de Junho, Macau recebe uma interpretação de uma das mais importantes obras do ballet clássico: “Lago dos Cisnes”, do compositor russo Tchaikovski. O Ballet de Xangai traz uma versão criada pelo coreógrafo britânico Derek Deane, que combina a técnica clássica com técnicas contemporâneas como a inclusão de um conjunto de cisnes cintilantes em palco.

A peça “A Velha Casa das Orquídeas”, já estreada em 2025 no Festival Fringe, volta nos dias 20 e 21 com uma encenação repensada para o Centro Cultural. Mais uma vez, o público pode esperar uma narrativa sobre os bairros antigos de Macau, reimaginados ao som de música ao vivo.

Também nos dias 20 e 21, a Associação de Dança Hou Kong, sediada em Macau, apresenta “A Noite de Zheng Guanying”. A Casa do Mandarim vai então transformar-se num palco dinâmico, permitindo que os artistas percorram e dancem por pátios e corredores, como se recuando aos tempos do seu antigo proprietário.

A peça “A Dinastia Dela”, cuja estreia aconteceu no Festival de Teatro de Wuzhen em 2025, segue para Macau nos dias 25 e 27 de Junho. A narrativa centra-se em quatro noites na vida de Wu Zetian, a única imperatriz da China, e partilha com o público a sua ascensão ao poder e o seu espírito resiliente, que ousou desafiar o sistema patriarcal chinês.

Outro dos acontecimentos artísticos sobressaídos no programa é a exposição “Duetos da Natureza: Pinturas de Paisagem das Dinastias Ming e Qing do Museu Nacional da China”, já em exposição no Museu de Arte de Macau desde 24 de Abril. O projecto permanece patente até dia 26 de Junho, a véspera do encerramento do festival, possibilitando a apreciação de 65 obras-primas da pintura de paisagem das dinastias Ming e Qing.

Para além do extenso programa de espectáculos e apresentações artísticas, o FAM vai também realizar nove actividades relativas ao Festival Extra, que incluem workshops, conversas pós-espectáculo e palestras. Os bilhetes para o espectáculo de abertura, a título gratuito, podem ser adquiridos já a partir das 10h do dia 2 de Maio. Os restantes bilhetes vão ser vendidos entre 2 e 9 de Maio, na Bilheteira Enjoy Macau. O público pode consultar a programação completa, assim como os descontos disponíveis na compra de bilhetes, na página oficial do Instituto Cultural (IC).

De acordo com a presidente do organismo, Leong Wai Man, a iniciativa terá um custo de 22 milhões de patacas para o Governo. Este é um valor ligeiramente inferior ao do ano passado, quando o orçamento foi de 23,4 milhões de patacas, embora esta edição se prolongue por mais um mês do que a anterior. Carolina Baltazar – Macau in “Ponto Final”


terça-feira, 1 de agosto de 2023

Moçambique - Quatro “xadrezistas” representam o país no Mundial de Escolas

Os xadrezistas Humbane Maneul, Jazire Santan, Delnicio Mandioquisse e Jazire Anesu participam, de 3 a 8 de Agosto corrente, em Aktau, Cazaquistão, no Campeonato do Mundo de Xadrez de Escolas. Os quatro estudantes, em representação da Escola Queen Elizabeth, sediada na cidade de Xai-Xai, ganharam o direito de evoluir no certame depois da sua instituição de ensino ter vencido uma prova recentemente organizada pela Federação Moçambicana de Xadrez (FMX).


Com fortes ambições de conquistar medalhas no certame, a delegação moçambicana deixou, ontem, o país com destino ao palco do “Mundial”.

“A prova que antecedeu o Mundial de Xadrez de Escolas foi muito impactante e positiva. Foi uma prova muito bem disputada com os participantes a darem o seu melhor. Estamos certos de que vão representar muito bem o país”, começou por dizer Milton Botão, presidente da Federação Moçambicana de Xadrez. O que este evento representa, afinal, para modalidade uma vez que vai na sua primeira edição?

A esta questão, pragmático, Milton Botão respondeu: “Claro que é um evento importante que vai completar o processo de massificação do xadrez. Estamos muito motivados e ansiosos por disputar o certame.”

O certame vai movimentar 71 equipas de 54 países de todo mundo, sendo que as mesmas irão competir nas categorias de sub-12 e sub-18.

Na essência, alunos de quatro continentes reúnem-se, em Aktau, para defender a honra de suas escolas e países, lutando, desta forma, pelo título mundial. O evento tem, outrossim, a componente de convívio social, juntando vários jovens de diferentes partes do mundo para a troca de experiências.

O torneio, segundo a Federação Internacional de Xadrez (FIDE) irá provar, uma vez mais, que não há limites para o amor pela modalidade que estimula, acima de tudo, o conhecimento.

“Na FIDE, estamos muito orgulhosos. Acreditamos que, esta nova competição escolar, tenha encontrado o seu lugar no nosso calendário e agradecemos aos nossos parceiros, Freedom Holding Corp e Federação de Xadrez do Cazaquistão, por tornar este sonho realidade”, lê-se no comunicado da Federação Internacional de Xadrez. In “O País” - Moçambique

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Cazaquistão - Saiga, o antílope com focinho inchado que está em vias de extinção


Oriunda da Ásia Central, a espécie está ameaçada pela destruição do seu habitat e pela caça ilegal.

A espécie Saiga (Saiga tatarica) é um antílope de cor bege que tem um focinho que o distingue de todos os do grupo. Com um nariz parecido com o de um papa formigas, que serve para filtrar a poeira no verão, e uns chifres que parecem cenouras, é raro este animal passar despercebido.

Oriunda da Ásia Central, a Saiga habita em zonas de pastagem e deserto, sendo encontrada atualmente em zonas como o Cazaquistão e a Mongólia.

A espécie está e vias de extinção, sendo considerada como “criticamente em perigo” pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza. Estima-se que existam entre 123 e 124 mil indivíduos na natureza.

As grandes ameaças à sua sobrevivência são a agricultura, que destrói o seu habitat, e a caça ilegal, dado que os seus chifres são utilizados na medicina asiática.

Outro fator que contribuiu para o decréscimo da sua população foi, um surto causado pela bactéria Pasteurella multocida em 2015, que levou à morte de 200 mil animais.

Sendo uma espécie migratória, é essencial que se desenvolvam esforços de conservação da espécie entre os vários países, para que esta não desapareça nos próximos anos. In “Green Savers Sapo” - Portugal