Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 3 de outubro de 2021

Reino Unido - Acesso ao ensino mais complicado para os europeus do continente

Os jovens portugueses interessados em estudar nas universidades britânicas devem “investigar um pouco mais” sobre as condições de acesso devido ao acréscimo de burocracia, custos e restrições ao financiamento na sequência do ‘Brexit’, aconselha o British Council

“A situação é naturalmente mais complexa do que quando o Reino Unido estava na UE [União Europeia], quando a livre circulação de pessoas, as taxas iguais para cidadãos do Reino Unido e da UE e a nossa participação no [programa de intercâmbio] Erasmus suavizavam o processo de estudar no Reino Unido”, admitiu o diretor para educação e cultura do British Council em Portugal, Richard Fleming, em declarações à Agência Lusa.

Durante quatro dias, entre 04 e 08 de outubro, o organismo de promoção da língua e cultura britânicas no estrangeiro vai promover sessões de esclarecimento pela Internet para os jovens interessados em estudar em universidades britânicas.

“Study UK: The Essentials” vai abordar questões como a necessidade de vistos e seguros de saúde e os custos acrescidos com propinas.

A partir do ano letivo 2021/2022, que começa este outono, os estudantes da UE deixam de pagar o mesmo valor que os britânicos (9250 libras/ano), como acontecia antes, e passam a pagar propinas mais elevadas enquanto estudantes internacionais.

Segundo o site “Save the Student”, estima-se que os valores variam entre 9250 e 30548 libras (10800 e 35500 euros) por ano, dependendo das universidades e tipo de cursos, podendo chegar a 64652 libras (75400 euros) por ano numa licenciatura de medicina.

Depois do ‘Brexit’, os estudantes europeus passam também a ter de pagar 470 libras (550 euros) anuais para poderem usar os serviços de saúde públicos britânicos e 348 libras (400 euros) por um visto de estudante, que pode ser válido por cinco anos.

A estes juntam-se gastos com alojamento, alimentação e materiais de estudo.

Os estudantes europeus, incluindo os portugueses, deixam a partir deste ano letivo de ter acesso aos empréstimos do Governo britânico para pagar as propinas e outras despesas, embora existam bolsas de estudo disponíveis junto de instituições e das próprias universidades.

Nos últimos anos, Portugal tem sido dos países europeus com maior número de candidatos ao ensino superior aceites no Reino Unido, à frente da Alemanha e Grécia.

De acordo com os dados mais recentes do serviço de admissão em universidades britânicas (UCAS), até 07 de setembro tinham sido colocados 490 estudantes portugueses, uma redução de 69% face aos 1590 de 2020.

No conjunto dos países da UE, o declínio é de 56%, de 29630 para 12920 estudantes inscritos até início de setembro.

Os números finais só serão conhecidos no final do 2021, mas prevê-se que sejam substancialmente inferiores aos dos anos anteriores.

Fleming salienta que esta redução resulta da combinação da incerteza criada pela pandemia covid-19 com as mudanças causadas pelo ‘Brexit’, mas defende que as sessões de esclarecimento podem ajudar a encontrar soluções.

“Ninguém deve desistir do seu sonho de estudar no Reino Unido sem descobrir que ajuda está disponível na universidade que gostaria de frequentar”, insiste. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 3 de março de 2019

Reino Unido - Portugueses com nacionalidade britânica aumentaram em 2018

O número de portugueses que adquiriram a nacionalidade britânica aumentou 54% em 2018, face ao ano anterior, totalizando 1905 casos, segundo estatísticas divulgadas pelo Ministério do Interior britânico



Desde 2013 que a média do número de naturalizações de portugueses no Reino Unido variava entre as 500 e 600, mas em 2017 disparou para 1234, um aumento de 84% face às 672 contabilizadas no ano anterior em 2016.

Esta evolução acompanha a dos cidadãos europeus em geral, que também aumentou de forma invulgar desde que 52% dos eleitores britânicos votaram num referendo pela saída do Reino Unido da União Europeu (UE).

O número de europeus que se naturalizaram britânicos passou de 13 000 em 2015 para 17 200 (mais 32%) em 2016, 31 826 em 2017 (mais 85%) e 47 597 em 2018 (mais 50%).

Pelo contrário, o número de portugueses que pediram cartões de residência permanente enquanto cidadãos europeus caiu para 17 272 em 2018, um decréscimo de 42% face aos 29 908 pedidos feitos em 2017.

Este documento é necessário desde 2015 para os europeus pedirem a naturalização britânica, porém, devido ao processo do 'Brexit', as autoridades britânicas anunciaram a sua substituição por um novo regime de residência permanente mais simples.

O estatuto de residente permanente ('settled status') é atribuído aos cidadãos há cinco anos consecutivos a viver no Reino Unido, enquanto que os que estão há menos de cinco anos no país terão um título provisório ('pre-settled status') até completarem o tempo necessário.

O sistema só deverá estar totalmente funcional para os cerca de 3,5 milhões de europeus que vivem no país após o 'Brexit', a 29 de março de 2019, mas nas fases experimentais realizadas foram aprovados mais de 100 000 pedidos, de acordo com o governo britânico.

A data limite da candidatura é de 30 de junho de 2021, se o acordo negociado com Bruxelas for ratificado, ou 31 de dezembro de 2020, se a saída acontecer sem acordo. In “Revista Port. Com” - Portugal