Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Guiné Equatorial – Grupo Taleveras assina acordo para terminal de petróleo

O Grupo Taleveras e a Guiné Equatorial unem esforços para criar o maior terminal petrolífero na África Ocidental

O Grupo Taleveras, com sede em Abuja, capital da Nigéria, com escritórios em África, Europa e Médio Oriente, assinou no passado dia 20 de Dezembro de 2014, em Malabo, capital da Guiné Equatorial, um acordo com o Ministério das Minas, Indústria e Energia da Guiné Equatorial, para construir o maior terminal de armazenamento de petróleo de África.

O terminal a construir na ilha de Bioko, mais concretamente na Punta Europa, deverá ter uma capacidade de armazenamento total de 1,2 milhões de metros cúbicos de produtos refinados e crude nas duas primeiras fases do projecto.

O Grupo Taleveras, o principal fornecedor de petróleo bruto e de produtos petrolíferos refinados na África Ocidental é uma empresa comercial que oferece uma ampla gama de serviços, de soluções integradas e estratégicas em áreas como a construção e a logística, para além da energia.

Ao escolherem a Punta Europa, o Grupo Taleveras e o Governo da Guiné Equatorial, procuraram um local que responda aos principais centros de abastecimento e de procura de petróleo na África Ocidental.

O terminal petrolífero de Bioko (BOT), que pretende ser um terminal de excelência, será construído por fases, alcançando na primeira fase uma capacidade de armazenagem de 680 mil metros cúbicos de produtos refinados e o objetivo principal do terminal petrolífero será para abastecer o comércio internacional da gasolina, nafta, diesel, Jet A-1, e fuel óleo. Nas fases seguintes incluir-se-á o armazenamento de crude. Recorde-se que a Guiné Equatorial produziu no ano de 2012, mais de 400 mil barris de petróleo diário. Baía da Lusofonia

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Bioko



            O presidente da Câmara de Comércio de Bioko, Gregorio Boho Camo, recebeu nas instalações da organização, sediada em Malabo, capital da Guiné Equatorial o Director-geral da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) Hélder Vaz Lopes.

             Em análise esteve a cooperação empresarial entre a Guiné Equatorial e os países membros da CPLP e a possibilidade de investimento naquele país, que se encontra em grande desenvolvimento económico, sendo apresentados os sectores considerados prioritários pelas autoridades equato-guineenses, a agropecuária, indústria, comércio, pescas, turismo, telecomunicações, construção civil e prestação de serviços.

            A Guiné Equatorial apresenta no comércio internacional, segundo dados do FMI, taxas de cobertura (fob/cif) bastante elevadas, 838,7% em 2008, 398,6% em 2009, 336,4% em 2010 e 475% em 2011. O saldo da balança comercial em 2011 foi positivo em 9 277 milhões de US$, tendo aumentado 57,2% em relação a 2010.

      Dos países da CPLP, o Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento brasileiro, teve um défice da balança comercial com a Guiné Equatorial de 98 milhões de dólares em 2012, equivalente a uma taxa de cobertura (fob/fob) de 47,9%, melhorando substancialmente do saldo negativo de 521 milhões de dólares em 2011, com uma taxa de cobertura de 11,4%. A Guiné Equatorial foi o 63º fornecedor do Brasil em 2012 e o 50º em 2011. Do lado das exportações brasileiras para a Guiné Equatorial, registou-se um total de 91 milhões em 2012 de mercadorias vendidas, ocupando este país o lugar 102 nesse ano como receptor de produtos brasileiros e 111ª posição em 2011.

            Portugal, país que ainda não tem representação diplomática em Malabo, enquanto a Guiné Equatorial já nomeou um representante para Lisboa, embora ainda não foi aberta a embaixada, tem nos anos de 2010 e 2011 aumentado as suas exportações para a Guiné Equatorial, 14 milhões de euros em 2009, 30 milhões em 2010 e 41 milhões em 2011, segundo dados do INE - Portugal. Contudo, as taxas de cobertura (fob/cif) são muito baixas para Portugal, 8,8% em 2009, 17% em 2010 e 29,6% em 2011. Portugal importa regularmente produtos energéticos e exporta, minérios, máquinas e aparelhos mecânicos e metais em bruto. Em 2011 a Guiné Equatorial foi o 36º fornecedor de Portugal, 139 milhões de euros, 0,24% do total das importações portuguesas de mercadorias e o 55º receptor de produtos com origem em Portugal que correspondem apenas a 0,10% do total. Baía da Lusofonia