Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Cabo Verde - Programa KORDA aposta na formação e intercâmbio para dinamizar artes performativas

Cidade da Praia – O programa KORDA pretende reforçar a formação de jovens e crianças e aumentar a oferta de espectáculos de artes performativas em Cabo Verde, através de intercâmbios entre artistas cabo-verdianos e estrangeiros, disse a organização.


A iniciativa integra uma das linhas de programação da plataforma Kontornu, dedicada à dança e às artes performativas, e surge da necessidade de promover actividades para além do Festival Kontornu, principal evento da plataforma, realizado anualmente no mês de Maio.

“Temos de combater isso e, através desse programa KORDA, que no fundo é criar um laço, uma ponte entre Cabo Verde e artistas do mundo todo”, explicou, em declarações à Inforpress, o director da plataforma Kontornu, Djam Neguin, defendendo uma programação artística mais regular ao longo do ano.

A primeira edição do programa conta com os artistas brasileiros Ricardo Aparecido e Karla Mendes e resulta de uma candidatura ao Programa Funarte de Conexões Internacionais, através do qual o Ministério da Cultura do Brasil apoia artistas brasileiros na realização de intercâmbios internacionais.

No âmbito do intercâmbio, Ricardo Aparecido, cuja prática artística cruza dança contemporânea e capoeira, trabalhou com mais de 20 crianças de um grupo de capoeira de Ponta d’Água, na cidade da Praia, num workshop gratuito.

A programação contempla ainda momentos de intercâmbio com praticantes de capoeira, assim como um workshop orientado por Karla Mendes, marcado para 03 de Setembro e dirigido sobretudo a jovens ligados a grupos de dança afro.

O ponto considerado alto da programação está agendado para 04 de Setembro, com um espectáculo que permitirá ao público contactar com outras propostas e linguagens ligadas à dança e às artes performativas.

Para os promotores, a componente formativa assume particular importância num contexto em que Cabo Verde ainda enfrenta limitações na oferta de formação especializada e de espectáculos regulares neste domínio.

“Acreditamos que cada vez que há uma possibilidade de aprender mais, aumentamos as nossas capacidades como criadores”, sustentou o director, acrescentando que proporcionar ao público o contacto com “outros espectáculos” e “outras formas de dançar” contribui igualmente para o desenvolvimento do sector.

Na perspectiva dos promotores, programas desta natureza beneficiam tanto os criadores como a própria cidade, sobretudo pela possibilidade de formação de jovens e crianças e pela diversificação da oferta cultural.

“Sabemos que não temos escola de formação, sabemos que não temos oferta de espectáculos na área das artes performativas. Então, cada vez que acontece um programa como este, a cidade sai a ganhar e a área artística sai a ganhar”, salientou Djam Neguin.

A organização pretende dar continuidade ao KORDA, embora reconheça que a realização das próximas edições dependerá da capacidade de estabelecer parcerias e de acolher artistas que consigam financiamento para as suas deslocações, uma vez que a estrutura não dispõe de financiamento permanente.

As actividades desta edição são gratuitas, opção que, segundo os promotores, está relacionada com a aposta na formação de públicos e na inclusão de jovens e crianças que nem sempre dispõem de condições financeiras para participar em iniciativas culturais.

O programa KORDA decorre entre 27 de Agosto e 09 de Setembro e conta com o apoio de entidades cabo-verdianas, brasileiras e portuguesas. In “Inforpress” Cabo Verde




sábado, 2 de maio de 2026

Cabo Verde - Festival Kontornu regressa ao país para a sua 4.ª edição com programação internacional de dança e artes performativas

A 4.ª edição do Festival Kontornu – Festival Internacional de Dança e Artes Performativas de Cabo Verde acontece de 11 a 16 de maio de 2026, afirmando-se como um dos principais encontros artísticos do país e um dos principais festivais de dança do continente africano da atualidade.


A programação estará centrada na cidade da Praia, com uma extensão especial na Cidade Velha e o seu já emblemático encerramento no Tarrafal de Santiago, reforçando a dimensão territorial e descentralizada do festival.

O Festival Kontornu reúne nesta edição cerca de 80 participantes provenientes de vários países, entre artistas, programadores, investigadores e profissionais das artes performativas (Portugal, Brasil, Grécia, Suíça, República Dominicana, Espanha, Senegal, França, Itália)

Mais do que um festival, o Kontornu posiciona-se como uma plataforma de criação, intercâmbio e pensamento crítico, cruzando linguagens como dança contemporânea, danças urbanas, performance, circo, teatro e práticas híbridas. O seu foco passa por estimular redes internacionais, promover e contribuir para a construção de novas narrativas no campo das artes performativas e tornar Cabo Verde um epicentro das artes performativas do mundo.

Ação social: “Menos Álcool, Mais Vida” celebra 10 anos

Nesta edição, o festival associa-se à campanha “Menos Álcool, Mais Vida”, que celebra 10 anos de existência.

Esta parceria reforça o compromisso do Kontornu com a responsabilidade social e a promoção de estilos de vida saudáveis, especialmente junto da juventude. A campanha tem sido fundamental na sensibilização para os impactos do consumo excessivo de álcool, incentivando escolhas conscientes e o bem-estar coletivo, alinhando-se com os valores educativos e comunitários do festival.

Kopano – Encontro Internacional de Programadores

O festival volta a acolher o Kopano – Encontro Internacional de Programadores, um espaço de reflexão, networking e cooperação entre profissionais das artes.

Esta iniciativa é realizada em parceria com o Restaurante Batuku e a Câmara Municipal da Cidade Velha, criando um ambiente de diálogo entre agentes culturais locais e internacionais. O Kopano tem como objetivo fortalecer circuitos de circulação artística, estimular coproduções e posicionar Cabo Verde no mapa global das artes performativas.

Homenagem a Marlene Monteiro Freitas

A 4.ª edição presta homenagem à coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas, uma das mais reconhecidas artistas da cena contemporânea internacional. Esta homenagem celebra o seu percurso singular e o impacto da sua obra, que tem contribuído para redefinir a presença da criação cabo-verdiana nos grandes palcos do mundo. A sua abordagem radical, inventiva e profundamente autoral inspira novas gerações de artistas e reforça a importância da experimentação estética.

Kontornu Dance Camp – Nova geração em residência

Como novidade desta edição, surge o Kontornu Dance Camp, uma residência artística que reúne jovens bailarinos de diferentes partes do mundo.

Durante o festival, os participantes estarão em residência no Estádio Nacional, desenvolvendo práticas intensivas de formação, criação e intercâmbio. Esta iniciativa visa investir na próxima geração de artistas, promovendo o encontro entre culturas, linguagens e experiências.

Kontornu Dance Battle – Encerramento no Tarrafal

O festival encerra com o Kontornu Dance Battle, uma grande celebração das danças urbanas, que terá lugar no Tarrafal.

Esta atividade é realizada em parceria com o Festival IUFA (Açores), reforçando pontes entre territórios insulares e comunidades artísticas. A batalha promete reunir bailarinos, público e energia coletiva num momento de partilha, competição saudável e celebração da cultura urbana.

Sobre o Festival Kontornu

O Festival Kontornu é um evento dedicado à dança e às artes performativas, que promove a criação contemporânea, o intercâmbio internacional e a valorização das práticas artísticas africanas e da diáspora. Festival Kontornu - Cabo Verde




sábado, 15 de julho de 2023

Luxemburgo - Lusodescendente obtém primeira bolsa europeia GLEN

GLEN quer dizer Great Little European Network e é uma rede criada em 2023 que reúne os mais pequenos países da Europa (Estónia, Letónia, Lituânia, Islândia, Luxemburgo, Eslovénia, Kosovo e Malta) para programas de networking e treino comuns

O objetivo da rede GLEN é contribuir para o estabelecimento, nos países em causa, de práticas significativas e de uma abordagem mais sustentável no setor das artes performativas, tais como teatro ou dança, promovendo a sua interligação e a sua promoção na cena internacional.

Na sequência de um concurso público, o vencedor luxemburguês desta primeira edição é Fábio Godinho.

Até junho de 2024, o artista lusodescendente poderá beneficiar de três programas de atividades implementados pela rede, entre os quais: eventos de networking em Riga e em Tartu, geminação em países parceiros com outros bolsistas ou profissionais para fornecer apoio mútuo e compreensão do contexto de cada um e webinars para abordar as especificidades da produção e distribuição em pequenos países e dar conselhos sobre como se expandir internacionalmente.

Fábio Godinho, citado pelo Arts Council Luxembourg, considera que “aderir a esta rede é uma oportunidade para descobrir países com os mesmos problemas que o Luxemburgo. Países que certamente têm uma grande oferta cultural, atores talentosos e coisas a reivindicar, mas que se deparam com estes grandes países culturais”.

“Gostaria de conhecer as diferentes formas de criar nestes países […] e ver as temáticas que aí se desenvolvem. Também trabalho há alguns anos com a questão das fronteiras e das línguas, fico intrigado ao ver as formas de criar nas línguas que nós, aqui no Luxemburgo, raramente nos deparamos na cultura performativa. Inspiro-me em todas as experiências que vivo e nas pessoas que conheço, e esta rede permitir-me-ia acentuar a procura de novas ideias que conduzo em cada uma das minhas criações”, conclui Godinho. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Fundação Calouste Gulbenkian - Apoio à Criação Artística, Artes Performativas, Artes Visuais e Cinema


Candidaturas abertas

 

Apoio a projetos de criação artística de caráter inovador nas áreas de Artes Performativas – Dança (coreografia) e Teatro (encenação de teatro e ópera) –, Artes Visuais (desenho, escultura, fotografia, performance, pintura e vídeo) e Cinema (realização).

Para mais informações aceda aqui.


 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Fundação Calouste Gulbenkian - Apoio à Circulação Internacional nas Artes Performativas, Visuais e Cinema

A Fundação Calouste Gulbenkian está a apoiar a internacionalização de artistas das artes performativas, das artes visuais e do cinema. Candidaturas abertas até 30 de novembro


O apoio da Fundação Calouste Gulbenkian à circulação internacional de criadores, programadores ou curadores nas áreas das Artes Performativas – coreografia (dança) e encenação (teatro e ópera) –, das Artes Visuais (desenho, escultura, fotografia, performance, pintura e vídeo) e do Cinema (realização) contempla não só a deslocação de profissionais para a apresentação de obras visuais e cinematográficas e de espetáculos em contextos internacionais de referência, como também a deslocação de criadores estrangeiros que estejam a trabalhar em Portugal.

De forma a contribuir para a visibilidade internacional do trabalho de criadores, os projetos apoiados devem prever atividade presencial pública, podendo esta ser complementada com atividade difundida através de meios digitais.

As candidaturas, dirigidas a pessoas coletivas sem fins lucrativos com sede em Portugal ou pessoas singulares com domicílio fiscal em Portugal, decorrem até 30 de novembro.

Saiba mais aqui. Fundação Calouste Gulbenkian - Portugal


segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Macau - Festival Internacional de Artes Performativas de Macau 2019

O Festival Internacional de Artes Performativas de Macau (MIPAF) regressa nos próximos dias 18 e 19 de Novembro ao Armazém do Boi, com a participação de 18 artistas de três continentes e intervenções que procuram provocar no público uma reacção à sua condição humana, numa sociedade movida pelo lucro económico



A espontaneidade sem barreiras no processo criativo da arte contemporânea vai estar em destaque na próxima edição do Festival Internacional de Artes Performativas de Macau, no Armazém do Boi. Com curadoria de Noah Ng, “Untitled Poems – Macau International Performance Art Festival 2019” procura promover um intercâmbio de abordagens criativas através de uma série de instalações criadas no momento, em comunhão com o público.

Tendo como base reflexões e preocupações sobre a condição humana, 18 artistas foram convidados a criar instalações no Armazém do Boi com o público a assistir ao processo criativo. “É difícil de descrever ou antecipar que tipo de actuações vamos ter, dada a própria natureza da arte performativa, apenas posso assegurar que será arte ao vivo, ou seja, os artistas vão estar presentes no espaço a trabalhar com o público a assistir. O público poderá assim assistir ao processo criativo e basicamente fazer parte dele indirectamente com a transformação e a evolução desse momento em choque”, começa por dizer Noah Ng, curador do Festival, ao Ponto Final.

Questionado sobre a razão pela qual o Festival tem como nome “Poemas sem título”, Noah Ng explica ao Ponto Final que a própria natureza intrínseca da arte performativa é deixar “em aberto” a interpretação da instalação. “Na arte contemporânea e nas artes performativas os artistas têm a tendência de permitir ao público fazer interpretações pessoais, e por isso gostam de deixar em aberto o título das obras, pois acreditam que se tivesse um título isso iria limitar a percepção e a interpretação do seu trabalho”, afirmou o curador do MIPAF ao Ponto Final.

Já os “poemas”, na opinião de Noah Ng, pertencem à dimensão onírica, “entre o belo e o pessimismo”, onde o romântico e a riqueza emocional “ganham forma através das artes performativas” numa dinâmica fluída que “se transforma em obra de arte”.

O Festival Internacional de Artes Performativas de Macau (MIPAF) tem vindo a crescer nos últimos anos e, nesta edição, conta com artistas de países e regiões de três continentes, nomeadamente Áustria, Dinamarca, Coreia do Sul, Bélgica, Chile, Tailândia, Suécia, Alemanha, China, Macau e Malásia. “Durante anos, focámo-nos em artistas asiáticos e na forma como eles conquistavam o seu espaço num mundo cada vez mais global. Queremos que o MIPAF ganhe o seu espaço no panorama internacional de artes performativas”, acrescentou Noah Ng.

“Tendo como base as preocupações internacionais políticas e sociais, nós gostaríamos de saber e trocar experiências com artistas de vários pontos do mundo que se debatem com este tipo de situações, nomeadamente as relações entre países e governos que estão cada vez mais associadas aos lucros e aos interesses económicos. Talvez o valor humano tenha sido esquecido pela realidade global, e daí que as preocupações com os valores humanos ganhem outro tipo de importância”, frisou Noah Ng, sobre a visão abrangente dos artistas em performance no Armazém do Boi entre 18 e 19 de Novembro. In “Ponto Final” – Macau