Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Angola - Peça teatral ”Sobreviver em Tarrafal” vai ser exibida no Royal Plaza, na cidade de Luanda

A Companhia de Teatro Horizonte Nzinga Mbande voltará a exibir, na próxima terça-feira, 30, a partir das 19 horas, no Royal Plaza, em Luanda, a peça teatral “Sobreviver em Tarrafal”.


O evento, que será promovido pela Companhia Internacional de Teatro, está inserido nas celebrações dos 50 anos de Independência Nacional.

O espectáculo, que terá mais de duas horas, será protagonizado pelos actores David Enoque, Júlia Capemba, José Galiano, Edusa Chindecasse, Madaleno da Fonseca, Neusa Marleny, Jeremias Caracol, Nário Sá Pinto.

Trata-se de um texto que pertence ao escritor António Jacinto, dos extratos dos poemas do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto. In “O País” - Angola


sábado, 2 de janeiro de 2021

Angola - Plágio leva júri do Prémio António Jacinto 2020 a anular galardão

O júri do Prémio Literário António Jacinto 2020 anulou a atribuição do prémio a Lourenço Mussango por verificar na obra do laureado "confluências morfossintáticas, estruturais e de conteúdo que configuram plágio" de um conto da autoria do escritor brasileiro Paulo Cantarelli, apurou o Novo Jornal



A decisão, que vem explicada numa acta datada de 21 de Dezembro de 2020, é baseada no ponto dois do artigo 3.º do regulamento do referido prémio literário, que determina, entre outros aspectos, que as obras a concurso sejam "inéditas".

O escândalo de plágio «rebentou» em meados de Dezembro do ano passado, quando o brasileiro Paulo Cantarelli, em texto publicado no Facebook, acusou o angolano Lourenço Mussango de lhe ter "roubado" parte do conto «Serena» para compor o «Mulher Infinita», um conto do livro com o mesmo título e com o qual o autor nacional se sagrou vencedor do Prémio Literário António Jacinto.

Contudo, apesar da denúncia pública, o Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas, órgão do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente (MCTA), entidade promotora do prémio, ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

E como o regulamento do prémio é omisso quanto ao procedimento a tomar em caso de anulação motivada por plágio, o dossier pode «subir» para os tribunais, até porque, além de o autor brasileiro ter prometido levar o processo às últimas consequências, o MCTA já entregou a Lourenço Mussango o cheque em kwanza equivalente a cinco mil dólares e publicou mil exemplares da obra laureada.

Ao ser declarado vencedor da edição de 2020 do Prémio Literário António Jacinto, cujo júri foi integrado, entre outros membros, por Joaquim Martinho (presidente) e Domingas Monte (secretária), Lourenço Mussango fora elogiado por apresentar um texto "cujo pendor imaginativo e processo criativo e 1993recria, com subtileza, temas e cenários do quotidiano com laivos intertextuais, tendo a mulher como o cerne da narrativa".

O Prémio Literário António Jacinto existe desde 1993 e é destinado a jovens angolanos sem obra. In “Novo Jornal” – Angola

Sobre a atribuição do Prémio Literário António Jacinto 2020 aceda aqui.


sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Angola - Lourenço Mussango conquistou a edição de 2020 do Prémio Literário António Jacinto

Com um livro de contos intitulado Mulher Infinita, Lourenço Mussango conquistou a edição de 2020 do Prémio Literário António Jacinto, iniciativa do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente (MCTA), que visa "incentivar a criação literária, promover o surgimento de novos autores e obras", assim como "promover o enriquecimento do universo simbólico e do imaginário angolano através da literatura”

Segundo o júri, que teve como presidente o académico Joaquim Martinho, Lourenço Mussango, de 33 anos, foi declarado vencedor por ter apresentado um texto cujo "pendor imaginativo e processo criativo recriam, com subtileza, temas e cenários do quotidiano aprendidos pelo autor implícito, com laivos intertextuais, tendo a mulher como o cerne da narrativa".

Considerando que se trata de "um livro angolano de todo o lugar", o autor explica, em breves declarações ao Novo Jornal, que os oito contos que compõem a obra apresentam "uma escrita um pouco diferente" da que se pratica no País.

"Nunca aceitei moldar a minha escrita em função daquilo a que alguns chamam de angolanidade", assegura, reforçando que procurou sempre "produzir uma literatura para todo o lugar".

Além da publicação, em Novembro deste ano, de mil exemplares de Mulher Infinita, o vencedor receberá em kwanza o valor equivalente a cinco mil dólares.

Jornalista e director literário da Asas de Papel Editora, o jovem tem já um acordo com a editora portuguesa Guerra e Paz, para a publicação de Mulher Infinita em «terras lusas». Onélio Santiago – Angola in “Novo Jornal”

domingo, 12 de agosto de 2012

Declaração

As aves, como voam livremente
num voar de desafio!
Eu te escrevo, meu amor,
num escrever de libertação.

Tantas, tantas coisas comigo
adentro do coração
que só escrevendo as liberto
destas grades sem limitação.
Que não se frustre o sentimento
de o guardar em segredo
como liones, correm as águas do rio!
corram límpidos amores sem medo.

Ei-lo que to apresento
puro e simples - o amor
que vive e cresce ao momento
em que fecunda cada flor.

O meu escrever-te é
realização de cada instante
germine a semente, e rompa o fruto
da Mãe-Terra fertilizante.

António Jacinto - Angola