Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 2 de março de 2020

Indonésia - Jacarta: Lançamento da tradução indonésia do livro "Mar das Especiarias", de Joaquim Magalhães de Castro

No dia 03 de março de 2020, é lançada a tradução indonésia do livro "Mar das Especiarias", de Joaquim Magalhães de Castro, intitulada “Lautan Rempah”, publicada, em novembro de 2019, pela editora Elex Media Komputindo. Terá lugar na sala de eventos da Embaixada de Portugal em Jacarta.



A edição original é de 2008 e contou com uma introdução do Senhor Embaixador António Pinto da França. “Camões Instituto da Cooperação e da Língua” - Portugal

A edição em indonésio do livro “Mar das Especiarias”, que detalha a influência portuguesa no vasto arquipélago indonésio é lançado terça-feira na embaixada de Portugal em Jacarta, disse hoje à Lusa o seu autor.

“É uma tradução para indonésio do livro editado em 2008 em português, mas com acréscimos substanciais. A revisão do conteúdo, mais capítulos, algumas mudanças e muitos acrescentos”, contou à Lusa Joaquim Magalhães de Castro.

O investigador e historiador, que vive atualmente entre Portugal, Macau e Indonésia, continua a investigar uma influência que, explicou, se espalha por todo o arquipélago, com sinais no património, mas também na sociedade e na cultura, incluindo musical.

“Tenho continuado a fazer trabalho de investigação. A indonésia é um arquipélago muito vasto e a nível de património de origem portuguesa tem muito para descobrir”, referiu.

“Quando publiquei o livro em 2008, ficou muito trabalho por fazer. Na prática peguei só no fio da meada. Agora, que vivo parte do meu tempo aqui, estou a continuar esse trabalho”, referiu.

Magalhães de Castro refere que na Indonésia, como ocorre em Marrocos, há uma tendência para “tudo o que é antigo ser atribuído aos portugueses”, com a tradição oral, ainda que a carecer de comprovação por outros métodos, a ser um dos canais para chegar à origem real.

“Há sempre que ter algum cuidado com essa tradição oral, mas eu sou adepto do mote de que não há fumo sem fogo. E por isso há que estar atento a essa tradição oral, porque muito do que foi escrito perdeu-se e muito nunca foi sequer escrito”, explicou.

Ainda que nas escolas a imagem dada sobre a presença histórica dos portugueses “seja negativa” – Portugal nunca colonizou o arquipélago mas acaba por ser englobado na ação dos holandeses – Magalhães de Castro insiste numa visão de prestigio que se mantém sobre Portugal e os portugueses.

“O nome Portugal e português aparece, por exemplo, em muitos grupos de motards, em Semarang, Bandung ou noutros locais. No foro popular o termo ‘portuguis’ é sinal de algum prestigio”, referiu.

Um exemplo da influência portuguesa é na música onde a musicalidade portuguesa, incluindo do fado, tem ecos nos estilos musicais dangdut e krocong ou se nota na proliferação do cavaquinho, o juk em indonésio.

Entre as experiências que mais o tocaram, Magalhães de Castro refere o caso da comunidade de lusodescendentes – os mata-biru, ou olho-azul - em Lamno, na província de Aceh, que foi dizimada pelo tsunami de 2005.

O historiado visitou a região antes do tsunami e explica que apesar de muitos dos residentes terem sido mortos a descendência acaba por continuar porque muitos indonésios, especialmente entre empresários e outros da elite indonésia, foram ali buscar ‘noivas’, por serem consideradas especialmente bonitas.

Agora a editora do livro, o grupo Kompas-Gramedia, quer fazer mais conteúdos tendo como ponto de partida o livro.

O objetivo do historiado é publicar um novo livro, em português, com os resultados mais recentes das suas investigações.

A sinopse do livro descreve-o como uma combinação entre “o melhor da narrativa de viagens com uma aventura em busca de uma herança com séculos de existência”, feita 500 anos depois de os primeiros portugueses terem chegado às ilhas Molucas.

Uma viagem de “contornos e sabores exóticos com o objetivo de seguir o rasto dos antepassados no arquipélago indonésio”



Tendo como inspiração a obra “Influência Portuguesa na Indonésia” do embaixador António Pinto da França, o “Mar das Especiarias” (“Lautan Rempah”, em indonésio) é o retrato de uma extensa viagem por vários pontos do país, desde as Flores – onde a influência portuguesa é mais extensa – até à região de Aceh onde o Tsunami de 2005 dizimou uma das comunidades com fortes ligações a Portugal.

Património físico, documentos e a influência na música e na própria língua – há centenas de palavras de origem portuguesa no indonésio – o livro retrata a fusão de duas culturas que permanece ainda hoje.

O lançamento, amanhã, 03 de março, conta com a presença do autor, do embaixador português em Jacarta, Rui Carmo, e com os responsáveis do grupo editorial Kompas-Gramedia. In “Facebook” com “Agência Lusa”

Portugal - Prémio de Literatura Infantil

Não deixe o seu talento na gaveta! Candidate-se com a sua história e habilite-se ao prémio. Candidaturas até 2 de Abril



O Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce, no valor de 50 000 euros, nasceu em 2014, com o intuito de incentivar a criatividade literária e artística, premiando obras originais que ajudem a promover o gosto dos mais novos pela leitura. O Prémio de Literatura Infantil assinala, este ano, a sua 7ª edição. Traga o seu talento e entre nesta história. Participe no maior prémio de literatura infantil do país. Esta iniciativa inscreve-se no pilar da promoção da literacia infanto-juvenil, com o objetivo de democratizar o acesso aos livros e estimular hábitos de leitura em família, desde cedo.

Para mais informações aceda aqui. Pingo Doce - Portugal

domingo, 1 de março de 2020

Luxemburgo - O primeiro país a ter transportes públicos gratuitos



Algumas cidades no mundo tomaram medidas parciais similares mas é a primeira vez que uma medida desta natureza influencia todo um país.

Assim, no Luxemburgo os transportes públicos passam a ser gratuitos a partir de hoje, 01 de março de 2020, sendo que a expectativa é de que isto tenha impacto em 40% das famílias do país, que conseguirão poupar cerca de 100 euros por ano com a medida.

A medida faz parte de um plano mais alargado do governo luxemburguês de reduzir o congestionamento do tráfego, considerando que os carros particulares são a forma privilegiada de deslocação no país.

As únicas exceções ao serviço gratuito são viagens em primeira classe nos comboios e alguns serviços noturnos de autocarro. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo

A minha estrada
















Vamos aprender português, cantando


É madrugada bem cedinho eu entro na estrada
e a saudade aumenta mais o meu amor por ti
pois tu és a minha velha estrada o meu novo caminho
e eu viajo pelo mundo inteiro nas curvas do teu corpo

Todo dia nessa minha estrada o pensamento és tu
e de noite só tu és a luz desse meu caminho
se a saudade aperta no meu peito
e eu sozinho no meu camião
abro a janela ligo a radio e escuto a nossa canção

Sou camionista solitário
sigo na estrada do amor
como um pássaro que voa em busca do seu novo ninho
eu viajo faço o meu caminho em busca do amor

Pois tu és a minha velha estrada o meu novo caminho
e eu viajo pelo mundo inteiro nas curvas do teu corpo
se a saudade aperta no meu peito
e eu sozinho no meu camião
abro a janela ligo a radio e escuto a nossa canção

Sou camionista solitário
sigo na estrada do amor
como um pássaro que voa em busca do seu novo ninho
eu viajo faço o meu caminho em busca do amor

Sou camionista solitário
sigo na estrada do amor
como um pássaro que voa em busca do seu novo ninho
eu viajo faço o meu caminho em busca do amor
eu viajo faço o meu caminho em busca do amor

Zé Amaro - Portugal


Lusofonia - Campanha de crowdfunding para a edição em língua portuguesa do livro “Ozu” de Donald Richie

A edição em língua portuguesa do livro "Ozu", de Donald Richie - o maior estudo já feito sobre a obra do mestre japonês Yasujiro Ozu -, é um dos projectos mais recentes da produtora e editora “The Stone and the Plot”.

A edição de livros sobre cinema em Portugal não é fácil, mas estamos perto de terminar o financiamento desta edição depois de termos obtido um apoio substancial da Suntory Foundation, do Japão.

É neste sentido que apelamos ao seu apoio no âmbito da campanha de crowdfunding que estamos a desenvolver e que funciona em regime de pré-compra.

História

“The Stone and The Plot” foi fundada em 2017 no seguimento de 10 anos de experiência na área do cinema por parte do seu sócio-gerente, Daniel Pereira, na área da produção, mas não só. Em 2007, iniciou um percurso de produção, realização e participação em filmes, seus e de outros cineastas, que foram exibidos em vários locais nacionais e internacionais. Durante vários anos, trabalhou como braço direito do produtor José Mazeda.

A “The Stone and The Plot” prepara-se para estrear a longa-metragem de ficção “Os Conselhos da Noite”, de José Oliveira e o documentário “O Mestre da Escola do Porto”, de Rui Garrido, e tem vários projectos em pré e pós-produção.

Tem ainda actividade como editora e distribuidora.

O livro

Ozu: His Life and Films”, de Donald Richie, foi editado pela University of California Press, em 1974. Na contracapa do livro é feita uma citação da antiga revista Films & Filming (1954 - 1990): “A arte de Ozu é a arte da contemplação, e Richie ecoa-o perfeitamente. O seu livro é um modelo de lucidez e compreensão, e um dos melhores estudos alguma vez feitos sobre um realizador.” De facto, não tendo a monografia de Tadao Sato sobre Yasujirô Ozu alguma vez sido traduzida (salvo excertos), e sendo assim desconhecida na sua totalidade fora do Japão, a obra de Donald Richie é ainda o estudo seminal sobre a obra de um dos maiores realizadores de todos os tempos.


Finalidade

É nossa intenção, portanto, levar esta obra aos leitores em língua portuguesa do mundo inteiro, contribuindo para o estudo de um cineasta ímpar e para a edição de livros de cinema em língua portuguesa, que, tal como a sua biblioteca, ficará verdadeiramente enriquecida com esta obra.

A ideia forte da campanha é a de que os interessados possam pré-comprar a obra por €15, o que significa um desconto de 25% sobre o preço de capa.

Falta-nos muito pouco para concretizar a produção do livro e estamos a contar com o leitor para podermos concluir esta edição - uma edição que queremos para o presente, mas também para o futuro e para as novas gerações de cinéfilos, mantendo viva esta crença absoluta no Cinema.

A campanha é também válida para o Brasil, com um acréscimo de 10€ para os que apoiarem com 15€. Os que apoiarem com 30€, com 50€ ou mais receberão o livro gratuitamente.

A edição do livro será trabalhada ao longo de 2020, de modo a ser apresentada publicamente no dia 12 de Dezembro, dia do nascimento e da morte de Yasujiro Ozu.

Os fundos desta campanha destinam-se a comparticipar a tradução da obra, significando apenas 36% do custo total de todos os trabalhos. Para mais informações aceda aqui. Daniel Pereira “The Stone and The Plot” - Portugal


França - Vhils vai realizar obra que “toda a gente vai ver” quando chegar a aeroporto de Paris

O artista português Vhils vai realizar uma obra para a nova gare de Orly que em 2024 vai ligar o aeroporto a Paris e servir como cartão-de-visita da capital, disse o diretor artístico do projeto Grand Paris Express.

“Vai ser a criação que toda a gente que vai chegar a França vai ver como primeira imagem. Ele está a pensar numa imagem não só para marcar ‘Bienvenue’, mas uma imagem que vai ser uma representação dinâmica do que vai ser o ‘Grand Paris’. Não só ver a Torre Eiffel no centro, mas ver a Torre Eiffel como um dos elementos arquiteturais que constituiu este novo [conceito de] Paris”, detalhou o diretor artístico do projeto Grande Paris Express, José Manuel Gonçalves, à agência Lusa.

O Grand Paris Express, projeto na capital francesa avaliado em 35 mil milhões de euros que visa ampliar em mais de 200 quilómetros o Metro de Paris com quatro novas linhas, apresentou esta manhã aos jornalistas os diversos projetos artísticos que visam acompanhar este alargamento dos transportes públicos na região parisiense.

A gare de Orly, uma das novas infraestruturas, estará concluída até 2024, ano da realização dos Jogos Olímpicos em Paris, e é da autoria do arquiteto François Tamisier. Vhils e outro artista – cujo nome não foi divulgado – foram sugeridos por José Manuel Gonçalves a Tamisier que acabou por escolher o artista português, estando agora a obra em fase de projeto.

“Vai ser uma obra dinâmica, imensa. Vai ser uma forma de anamorfose, que no início as pessoas vão ver umas formas muito geométricas e depois vai aparecer uma interpretação da cidade com esses monumentos”, indicou José Manuel Gonçalves.

Apesar de ainda não haver uma estimativa do orçamento final desta nova obra de Vhils, o projeto será financiado pela sociedade de investimento privado Ardian.

José Manuel Gonçalves tem-se afirmado nos anos 2000 como uma das figuras incontornáveis do mundo das artes em França. O português, que chegou a França com 5 anos, é atualmente diretor do Centquatre-Paris, um dos espaços de arte contemporânea mais importantes da capital, e já dirigiu por duas vezes a Nuit Blache, que a cada 05 de outubro leva os parisienses a percorrem a cidade durante a noite através de instalações artísticas.

Atividades que não considera incompatíveis com a direção artística do projeto Grand Paris Express: “Mostrámos um processo de trabalho em relação ao território, mas não só uma maneira de o pensar, mas sim uma maneira de pensar esse mesmo território com os artistas. Foi isso que despertou o meu interesse até porque eu vivo também nesses espaços. É uma maneira de pensar o que vai ser o século XXI”, considerou.

A viver entre Paris e Clichy Montfermeil, o diretor artístico português contou à Lusa que demora atualmente quase duas horas a percorrer essa distância. Uma viagem que será encurtada para 20 minutos após a conclusão das novas linhas de metro.

Para José Manuel Gonçalves, também é importante mostrar que nos arredores de Paris não há só problemas. “Não pode ser só emoção em Paris e fora é só problemas. Sabe-se pouco sobre o que se passa nos arredores de Paris, mas há entre 250 a 300 espaços de arte muito importantes, com artistas mundialmente conhecidos. Esta rede vai revelar todo esse território”, afirmou.

Em maio de 2018, o Centquatre-Paris acolheu a exposição de Vhils intitulada “Fragments Urbains” (“Fragmentos Urbanos”) onde o artista nacional mostrou instalações monumentais e imersivas, com vídeo, portas de madeira, esferovite, objetos de sucata e cartazes. In “Mundo Português” - Portugal

Associação das Universidades de Língua Portuguesa - Prémio Fernão Mendes Pinto



A Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) anuncia a abertura de candidaturas ao Prémio Fernão Mendes Pinto 2020.

Este prémio, atribuído anualmente pela AULP, tem como objetivo galardoar uma dissertação de mestrado ou de doutoramento que contribua para a aproximação das Comunidades de Língua Portuguesa, explicitando relações entre comunidades de, pelo menos, dois países.

O valor do Prémio Fernão Mendes Pinto é de 8000€ (oito mil euros) a atribuir numa parceria conjunta entre a AULP e a CPLP ao autor premiado e cuja publicação será da responsabilidade do Instituto Camões.

NOTAS

Os trabalhos serão agrupados nas seguintes secções:

  Letras e Artes;

– Ciências Exatas;

– Ciências da Saúde e da Vida;

– Ciências Sociais e Humanas.

Só se poderão candidatar ao PFMP 2020 as instituições membros da AULP que tenham as quotas em dia. Associação das Universidades de Língua Portuguesa