Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Andorra - Meta do Instituto Camões é a integração do português em todo o sistema educativo



Em Andorra, a língua portuguesa chega aos alunos como língua de herança e como língua estrangeira. No Lycée Comte de Foix e no ensino secundário do sistema educativo andorrano, é ministrado em regime de ensino integrado como língua estrangeira.

Como língua de herança, é ensinado em regime de ensino paralelo no básico e secundário. “A coexistência de três sistemas educativos e, por conseguinte, a presença de três línguas co-oficiais, às quais acresce a aprendizagem de uma quarta língua como língua estrangeira, o inglês, dificulta-nos a inclusão do português como língua de opção curricular no sistema educativo andorrano”, diz a coordenadora do EPE (Ensino Português no Estrangeiro) em Espanha e Andorra, sublinhando porém, que o Camões, I.P. e a Coordenação não se dão “por vencidos”.

O objetivo passa sempre pela integração progressiva no sistema andorrano de ensino, e, para tal, a Coordenação deixa um pedido à comunidade portuguesa no Principado: “que se torne partícipe deste projeto, inscrevendo os alunos nos cursos de português por forma a tornar visível uma necessidade educativa real”, explica Filipa Soares.

No ano letivo de 2017-2018, o ensino da língua portuguesa chegava a 41% dos alunos de origem portuguesa que estudavam no Principado. Uma percentagem que tem margem para crescer, já que há alunos andorranos de origem portuguesa que ainda não integraram rede EPE. “Pensamos que é importante manterem o vínculo com a língua e a cultura do país de origem dos seus familiares e sentirem-se parte integrante de uma comunidade de 260 milhões de falantes”, apela.

Mas a rede EPE no principado engloba alunos oriundos de outras nacionalidades, designadamente, andorrana e espanhola. Uma presença ainda residual que demonstra que a comunidade não portuguesa “está atenta à importância crescente do português no mundo e encara a aquisição da língua como uma mais-valia para os seus filhos”, destaca Filipa Soares.

No ensino superior, chega como língua estrangeira a alunos universitários e ao público em geral, na Universidade de Andorra. Em 2018, havia 33 estudantes a aprenderem português naquela universidade pública, que tem aproximadamente três mil alunos.

O Protocolo de Cooperação assinado entre o Camões, I.P. e aquela academia “impulsou a assinatura de outros protocolos com universidades portuguesas” e a criação da Cátedra Camões “já deu origem a importantes colaborações com instituições de referência no Principado”, congratula-se Filipa Soares. “Desejamos que a Cátedra vá paulatinamente configurando projetos científicos nas diferentes linhas de investigação previstas no Protocolo, nomeadamente, sobre multilinguismo e políticas linguísticas no Principado de Andorra; estudos sobre intercompreensão entre quatro línguas românicas: português, catalão, espanhol e francês; didática da Língua Portuguesa e a sua Literatura; as relações entre Portugal e Andorra no âmbito educativo, cultural, político e social e a sociolinguística da língua portuguesa em Andorra por forma a reforçar o papel da língua portuguesa como língua de ciência”, acrescenta. Ana Grácio - Portugal In “Mundo Português”

Brasil – Lítio começa a ser explorado

As recentes descobertas de lítio no Brasil tornam o país um dos maiores produtores do mineral do mundo, a matéria prima básica para a fabricação de baterias elétricas.

De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Mineração (ANM), foram recebidos até dezembro 117 pedidos para pesquisar a presença de lítio, mais de três vezes do que em 2017 e quatro vezes mais do que em 2016.

A extração de lítio gerou uma grande expectativa no chamado Vale do Jequitinhonha, no Estado de Minas Gerais, uma das regiões mais pobres do país, mas com grande potencial para áreas abertas.

Apenas na região de Araçuaí, cerca de 600 quilômetros de Belo Horizonte, 46 novas requisições para a exploração de lítio nos últimos dois anos foram registrados, graças às descobertas iniciais feitas pela mineradora Sigma e a um trabalho da estatal Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), que encontrou 45 corpos rochosos com minerais de lítio.

Em 2018, houve também um aumento na busca por lítio no Nordeste, principalmente nos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia.

Chamado de "petróleo do futuro", devido ao potencial de substituição do motor a combustão, o lítio ganhou grande valor no mercado internacional nos últimos anos e meses, o que fez com que seu preço subisse rapidamente.

Isto coincide com os planos de vários países de reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor dos transportes, o que gerou uma grande competição ao redor do globo para encontrar substitutos do petróleo, o que pode estar nas baterias elétricas e mais especificamente no lítio.

O Brasil tem hoje uma pequena produção de lítio, por meio de um projeto da Companhia Brasileira de Lítio (CBL), localizada em Araçuaí e destinada ao consumo básico no mercado interno, como lubrificantes e cerâmicas, embora vários investimentos recentes começaram a alterar o cenário.

Em maio, a empresa AMG Mineração abriu uma fábrica em Nazaré, também em Minas Gerais e a cerca de 240 quilômetros de Belo Horizonte, com um investimento de R$ 450 milhões de reais para extrair o lítio de pilhas usadas que há pouco tempo não tinha valor no mercado.

Atualmente, a unidade opera a 60% de sua capacidade, de 90 mil toneladas anuais de espodumênio, um dos minerais em que o lítio é encontrado. Considerando que exista 6% de lítio nesse volume de material, seriam 4.500 toneladas de lítio contido, a medida utilizada internacionalmente para classificar produção, equivalente a nove vezes mais do que toda a produção brasileira em 2017.

No ano passado, o Brasil produziu 43 mil toneladas de lítio contido, representando menos de 0,1% de um mercado global dominado pela Austrália e pelo Chile, que respondem juntos por 76% da produção global, e a Argentina, com 13% do total mundial.

Atualmente, o Sigma mineração prepara o maior projeto de produção de lítio no Brasil, com uma capacidade de 240 mil toneladas de espodumênio anualmente, o equivalente a cerca de 14.400 toneladas de lítio.

"Temos disponibilidade de matérias primas e de mercado, que é um dos maiores do mundo. Temos o início e o fim. Nós só precisamos desenvolver o meio. A cereja no topo do bolo seria atrair uma fábrica de baterias no país", disse o presidente da Sigma, Itamar Resende, em declarações ao portal UOL.

A AMB, por sua vez, já assinou um acordo com a empresa coreana Ecopro para estudar a viabilidade de uma unidade química de produção de sulfato de lítio, etapa ainda mais importante na cadeia de produção de baterias.

De qualquer forma, o Brasil deve estar à frente dos maiores produtores de lítio, o petróleo do futuro, nos próximos anos. In “Valor Econômico” – Brasil com “Agência Xinhua”

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Luxemburgo - Português vai representar o país na Bienal de Arte de Veneza em 2019

O artista plástico luso-luxemburguês Marco Godinho foi escolhido para representar o Luxemburgo na Bienal de Arte Contemporânea de Veneza, em 2019

O anúncio foi feito pelo Ministério da Cultura do Grão-Ducado. Em comunicado, o júri explicou que a escolha permite “honrar o trabalho prolífico de Marco Godinho e a sua presença notada na cena artística nacional e internacional na última década”.

O convite para representar o Grão-Ducado na Bienal de Veneza “vai permitir-lhe realizar um projeto artístico ambicioso e inédito” e “alargar a sua rede profissional”, graças à “visibilidade acrescida do pavilhão luxemburguês no Arsenal”, acrescenta a nota.

O júri, composto por especialistas de três países, incluía Suzanne Cotter, ex-diretora do Museu de Serralves e atual responsável do Museu de Arte Moderna (Mudam), no Luxemburgo, a diretora do Centro Pompidou em Metz (França), Emma Lavigne, e o diretor do IKOB Eupen, na Bélgica, Frank-Thorsten Moll, tendo analisado 20 candidatos.

Nascido em 1978, em Salvaterra de Magos, e a viver entre Paris e o Luxemburgo, Marco Godinho chegou ao Grão-Ducado com nove anos.

Licenciado em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes de Nancy, em França, já expôs em quase todo o mundo, de Beirute a Nova Iorque.

Em 2016, o português, com dupla nacionalidade, participou na feira de arte contemporânea Art Central de Hong Kong, com uma ‘performance’ em que leu e rasgou páginas de “Os Lusíadas”, de Luiz Vaz de Camões.

A emigração e o nomadismo são temas que marcam o seu trabalho, a exemplo de “Forever Immigrant”, uma obra apresentada em 2015 no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado, em Lisboa, formada pela inscrição sobreposta de centenas de carimbos, que evocam simultaneamente uma nuvem de andorinhas e o calvário burocrático dos imigrantes. Em Palermo e Lampedusa, também em 2015, apresentou a “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, um texto escrito em sobreposição (um método utilizado no séc. XIX, para economizar papel), que faz lembrar arame farpado, uma alusão à chegada de milhares de refugiados à costa italiana. Em Portugal já expôs na Fundação EDP, no Museu Berardo e no Museu da Presidência.

Uma das suas obras – um verso de “A Tabacaria”, de Álvaro de Campos, heterónimo de Pessoa, recriado com fio e alfinetes – foi adquirida pela Lotaria Nacional do Luxemburgo e decora agora a sede, nos arredores da capital luxemburguesa, com palavras em português: “Tenho em mim todos os sonhos do mundo”. In “Mundo Português” - Portugal

Casamansa – Conversações no seio do Movimento das Forças Democráticas de Casamansa

Bissau – As discussões em curso no seio do Movimento das Forças Democráticas de Casamansa (MFDC), para permitir que as suas diferentes facções unificassem posições para uma eventual negociação com as autoridades senegalesas começam a dar frutos, disse Robert Sagna, coodenador do Grupo de Reflexão para a Paz em Casamansa (GRPC).

“Os diferentes chefes rebeldes estão hoje muito avançados nessas conversações, devendo proceder o que eles chamam de “concertação inter-MFDC”, declarou Sanhá à estação privada, Rádio Futuro Medias (RFM).

Segundo o antigo presidente da Câmara Municipal de Ziguinchor, os esforços dos responsáveis das diferentes facções do MFDC, “estão em vias de trazer os seus frutos” mesmo se Salif Sadjo, considerado o chefe da ala radical da rebelião não está, por enquanto, implicado nas conversações.

O coordenador do Grupo de Reflexão para a Paz em Casamansa diz que a iniciativa global é necessária para se ver a rebelião falar numa única voz, para que as decisões que venham a ser tomadas numa eventual negociação com as autoridades de Dakar possam contar com o engajamento de todas as facções.

Robert Sagna referiu que a maioria dos chefes das facções do MFDC estão em contacto permanente e aguardam que Salif Sadjo se junte ao grupo, abrindo-se ao diálogo e a paz, pois será bem-vindo.

Disse que os membros GRPC devem ser considerados como facilitadores e não mediadores.

A imprensa senegalesa, citando o correspondente da RFI em Bissau, Allen Yoro Embalo, jornalista que ultimamente tem falado com Salif Sadjo, refere que o chefe rebelde estará pronto para negociar a paz em Casamansa mas que, para isso, “quer um mediador credível”.

O MFDC iniciou a rebelião em 1982 reclamando a independência de Casamansa, a parte Sul do Senegal constituida por Kolda, Sedio e Ziguinchor.

O grupo intensificou a violência em 1990 tendo sido as populações as principais vítimas, mas a tensão baixou na região em 2000.

Os confrontos entre militares senegaleses e os combatentes do MFDC deram, desde 2012, lugar à uma certa acalmia que permitiu o regresso dos refugiados à Casamansa, outrora considera celeiro do Senegal, e o relançamento, ainda que lentamente, da economia na região. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Itália – Comuna de Matera Capital Europeia da Cultura 2019



A par de Plovdiv na Bulgária, a comuna de Matera será Capital Europeia da Cultura, no ano que hoje se inicia. Uma iniciativa da União Europeia com o propósito de promover uma cidade europeia por um período de um ano, que dá a conhecer a vida cultural de uma cidade inserida numa região de um país.

Lisboa (1994), Santiago de Compostela (2000), Porto (2001) e Guimarães (2012) foram cidades, entre outras cidades europeias, que anteriormente acolheram a iniciativa da União Europeia.



A televisão italiana através do seu canal RAI Uno aproveitou a passagem do ano para promover internacionalmente a comuna de Matera na região de Basilicata no sul de Itália.

Conduzida, não por uma jovem produzida, mas por um experiente apresentador de 56 de idade Amadeus, pseudónimo de Amedeo Sebastiani, que durante cinco horas mostrava um nível intelectual elevado, a RAI Uno brindava com um excelente espectáculo ao vivo de promoção de Matera como Capital Europeia da Cultura, enquanto os portugueses desesperavam frente a um televisor, aguardando que os principais canais de televisão apresentassem um programa de qualidade que os mantivessem acordados.

Na praça Vittorio Veneto em Matera desfilaram artistas como Massimo Ranieri, Malika Ayane, Michele Zarrillo, Gianni Togni, Fausto Leali, Red Canzian, Ivana Spagna, Donatella Rettore, Alan Sorrenti, Lisa, Massimo di Cataldi, os jovens tenores Il Volo, entre outros, acompanhados por uma orquestra de cerca de 30 elementos superiormente dirigida pelo maestro Stefano Palatresi que apresentaram primeiro músicas italianas de várias épocas, sempre acompanhadas pelo numeroso público que enchia por completo a praça, depois por música internacional dos anos 70 pelo grupo Formerly Chic e dos anos 80/90 pelos Ice Mc.

Com a coreografia de Fabrizio Mainini, o excelente espectáculo da RAI Uno cumpriu com o objectivo de promover, logo no início do ano, Matera como Capital Europeia da Cultura. Baía da Lusofonia

Do seu lado














Vamos aprender português, cantando

Do seu lado

Lá, Lalá Lalá!
Lalá Lalá!
Lalalá!
Lá, Lalá Lalá!
Lalá Lalá!
Lalalá!

Faz muito tempo
mas eu me lembro
você implicava comigo
mas hoje eu vejo
que tanto tempo
me deixou muito mais calmo

O meu comportamento egoísta
o teu temperamento difícil
você me achava muito esquisito
e eu te achava tão chata

Eh!

Mas tudo que acontece na vida
tem um momento e um destino
viver é uma arte, é um ofício
só que precisa cuidado amor

Prá perceber
que olhar só prá dentro
é o maior desperdício
pode estar do seu lado

E o amor é o calor
que aquece a alma
e o amor tem sabor
pra quem bebe a sua água

Eh! Eh!

Lá, Lalá Lalá!
Lalá Lalá!
Lalalá!
Lá, Lalá Lalá!
Lalá Lalá!
Lalalá!

E hoje mesmo quase nem lembro
que já estive sozinho
que um dia seria teu marido
teu príncipe encantado

Ter filhos, nosso apartamento
fim de semana no sítio
ir ao cinema todo domingo
só com você do meu lado

Mas tudo que acontece na vida
tem um momento e um destino
viver é uma arte, é um ofício
só que precisa cuidado amor

Pra perceber
que olhar só pra dentro
é o maior desperdício
o teu amor pode estar
do seu lado

E o amor é o calor
que aquece a alma
e o amor tem sabor
pra quem bebe a sua água

Lá, Lalá Lalá!
Lalá Lalá!
Lalalá!
Lá, Lalá Lalá!
Lalá Lalá!
Lalalá!

E o amor é o calor
que aquece a alma
e o amor tem sabor
pra quem bebe a sua água

E o amor é o calor
que aquece a alma
e o amor tem sabor
pra quem bebe a sua água

Jota Quest - Brasil


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

China – Obras de Dong Qichang no Museu de Xangai



A obra de Dong Qichang (1555-1636), pintor chinês da dinastia Ming e um dos mais importantes nomes da história da arte chinesa, está agora em destaque no Museu de Xangai. A exposição The Ferryman of Ink World: Dong Qichang’s Calligraphy and Painting Art apresenta um total de 154 pinturas e trabalhos de caligrafia deste museu e de outras 15 instituições chinesas e internacionais, como o Museu Metropolitano de Arte, em Nova Iorque, ou o Museu Nacional de Tóquio.

A mostra, que reúne também trabalhos de artistas influenciados por Dong, está dividida em três secções: “Dong Qichang e o seu tempo”, “Conquistas e transcendência de Dong Qichang” e “Influência de Dong Qichang e trabalhos copiados”.

“Acreditamos que esta exposição, acompanhada de publicações, seminários e de um simpósio internacional, vai alargar a nossa perspectiva para reavaliar Dong Qichang e as iniciativas artísticas dos seus pares nos finais da dinastia Ming”, escreve o Museu de Xangai numa nota introdutória à mostra.

Pintor e calígrafo, Dong Qichang foi também um teórico destes dois campos. Especializou-se na pintura de paisagem e influenciou gerações de artistas chinesas. De acordo com o jornal em língua inglesa China Daily, esta exposição, que está em exibição até 03 de Março de 2019 no Museu de Xangai, revela ainda detalhes que podem ajudar académicos a determinar se uma obra foi ou não criada por Dong.

“Por ter alcançado grande fama e impacto na história da arte chinesa, o seu trabalho coexistiu durante a sua vida com falsificações. Muitos artistas também seguiram o seu estilo e princípios, o que fez com que muitos trabalhos acabassem por se confundir com as suas criações”, escreve a publicação. In “Extramuros” - Macau