Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sábado, 26 de janeiro de 2019

Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa

Candidaturas até 24 de Fevereiro de 2019



As candidaturas à 4.ª edição do Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa foram prolongadas até ao dia 24 de fevereiro de 2019.

O Prémio Literário UCCLA - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa tem como objetivo estimular a produção de obras literárias, nos domínios da prosa de ficção (romance, novela e conto) e da poesia, em língua portuguesa, por novos talentos escritores.

Trata-se de uma iniciativa conjunta da UCCLA, Editora A Bela e o Monstro e Movimento 2014, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

A participação na presente edição deverá ser feita até às 24h00 do dia 24/02/2019, por correio eletrónico, para o endereço:
premiouccla.quartaedicao@gmail.com.

O prémio (sem valor pecuniário) consiste:

- na apresentação do nome do escritor e título da obra vencedora a 5 de maio de 2019, o dia escolhido pela CPLP como o Dia da Língua Portuguesa;

- na edição do livro vencedor a sua apresentação e venda na próxima Feira do Livro de Lisboa (junho de 2019), com o jornal Público nos quiosques de Portugal e nas livrarias da FNAC;

- no convite com tudo pago (viagem aérea, alimentação e alojamento) para apresentar uma comunicação no próximo Encontro de Escritores de Língua Portuguesa que a UCCLA organiza anualmente fora de Portugal;

- na apresentação noutras cidades portuguesas e países (em anos anteriores foi apresentado também em Macau – Script Road/Festival Literário de Macau, e na cidade da Praia, em Cabo Verde).

Constituição do Júri:
António Carlos Secchin, Brasil
Germano de Almeida, Cabo Verde
Inocência Mata, São Tomé e Príncipe
Isabel Pires de Lima, Portugal
José Luís Mendonça, Angola
José Pires Laranjeira, Portugal
Maria de Fátima Fernandes, Biblioteca Nacional de Cabo Verde 
Rui Lourido, representante da UCCLA
João Pinto de Sousa, representante da Editora A Bela e o Monstro


sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Internacional – Pirataria no Golfo da Guiné aumenta

A Baltic and International Maritime Council (BIMCO) pede o apoio naval internacional para o combate à crescente pirataria na África Ocidental

O apelo do organismo internacional surge no seguimento do relatório do Bureau Marítimo Internacional (BMI) da Câmara Internacional de Comércio que dá conta que os ataques de pirataria voltaram a aumentar em 2018, após três anos de descidas.

A África Ocidental foi a região com a maior subida de ocorrências. O documento coloca o Golfo da Guiné como uma área cada vez mais perigosa para as tripulações.

Com base nesta realidade, o chefe de segurança marítima na BIMCO, Jakob Larsen, referiu que o apoio naval internacional para combater a pirataria na região tem de ser enviado o quanto antes.

“Para ser sincero, a menos que vejamos apoio naval internacional e cooperação estreita entre as marinhas internacionais e as polícias locais, duvido que vejamos os números diminuírem de maneira significativa”, afirmou Larsen em comunicado.

“Está a haver um reforço significativo das capacidades na região e as forças navais estão a receber formação, mas todas essas iniciativas visam o longo prazo e não resolvem o problema no momento. Portanto, precisamos intensificar o esforço. Só então poderemos virar a maré da pirataria na região”, acrescentou o mesmo responsável da BIMCO.

Jakob Larsen acredita ser necessário combinar a capacitação da forças locais com mais recursos marítimos e aéreos para ser possível alcançar uma aplicação local da lei mais robusta. O executivo da BIMCO admite, porém, que qualquer operação pode ser complicada do ponto de vista político. Não será fácil conseguir que todos os estados costeiros da África Ocidental concordem com a opção naval. In “Transportes & Negócios” - Portugal

Itália - Quer reforçar as parcerias com o Brasil, fortalecendo a indústria naval

Ministra da defesa da Itália e representantes do Grupo Fincantieri vieram a Pernambuco reforçar a disposição em construir as embarcações no Estaleiro Vard Promar, em Suape




A ministra da Defesa da Itália, Elisabetta Trenta, está no Recife para reforçar o interesse italiano na licitação que prevê a construção de quatro corvetas para a Marinha do Brasil. A ideia é construir os navios por meio do Grupo Fincantieri, que detém o Estaleiro Vard Promar, no Complexo Industrial e Portuário de Suape, e foi apresentada ao governador Paulo Câmara e a representantes da indústria pernambucana em uma tentativa de angariar parcerias para melhorar o projeto apresentado à Marinha.

Elisabetta veio acompanhada do embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, e também de executivos do Grupo Fincantieri. Entre eles, o presidente do grupo Stelio Vaccarezza; a vice presidente de vendas, Sabrina Sanguineti; e o presidente-executivo do Vard Promar, Guilherme Coelho. A comitiva visitou o estaleiro no início da manhã desta quarta-feira (23), depois se reuniu com representantes do setor industrial na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e almoçou com o governador Paulo Câmara, que deu as boas vindas oficiais ao grupo.

“O governo italiano quer reforçar as parcerias com o Brasil, fortalecendo a indústria naval. E, se tivermos a colaboração do governo neste projeto, podemos desenvolver novas capacidades e criar novos postos de trabalho qualificado no setor naval de Pernambuco”, afirmou a ministra italiana na Fiepe. Ela lembrou que a construção das corvetas pode gerar até cinco mil empregos diretos e indiretos em torno do Vard Promar, que, hoje, emprega menos de 200 pessoas.

Presidente do Grupo Fincantieri, Stelio Vaccarezza explicou que o projeto das corvetas é a atual prioridade da empresa. Afinal, o projeto garantiria trabalho por oito anos para o Vard Promar, que hoje faz apenas reparação de navios por conta da falta de encomendas de novas embarcações. Ele garantiu, por sua vez, que caso as corvetas não venham para o Estado, não há projeções de encerrar as atividades do estaleiro pernambucano. “Somos o terceiro maior grupo naval do mundo. E estamos aqui para ficar”, afirmou, dizendo que outros projetos estão sendo negociados para o Vard Promar.

Corvetas

O projeto de construção de quatro corvetas da classe Tamandaré para a Marinha do Brasil foi anunciado no fim de 2017 e está orçado em US$ 1,6 bilhão. Desde então, está em processo licitatório. O Grupo Fincantieri e o Vard Promar estão na fase final desse edital com outros três consórcios. Este é o único grupo, contudo, que pretende construir as embarcações em Pernambuco. O resultado desse processo está previsto para o fim de março. Por isso, se ganhar a licitação, o Vard Promar projeta iniciar a construção das corvetas em meados de 2020, depois de um ano destinado à elaboração dos projetos da obra. Marina Barbosa – Brasil in “Folha de Pernambuco”

Portugal - Brasileiros dormem na porta do consulado em Lisboa em busca de atendimento

Sobrecarregada com a chegada de uma nova onda de imigrantes, a rede consular brasileira em Portugal dá sinal de esgotamento



A cena se repete mais ou menos da mesma forma de segunda a sexta: no início da madrugada, uma fila começa a se formar na porta do consulado do Brasil em Lisboa. Às 7h, uma hora antes de a repartição abrir as portas, aos brasileiros enfileirados ocupam quase todo o quarteirão.

Sobrecarregada com a chegada de uma nova onda de imigrantes, a rede consular brasileira em Portugal dá sinal de esgotamento. Cerca de mil pessoas buscam o consulado brasileiro de Lisboa todos os dias, mas o órgão só tem capacidade de atender até 750.

Como a assistência é feita com base na ordem de chegada, as pessoas tentam de todas as formas garantir um lugar na dianteira da fila. A demanda crescente fez ressurgir uma prática comum há alguns anos: a venda de lugares e senhas para o atendimento. Há quem madrugue para garantir uma boa posição na fila só para vendê-la a quem pagar mais depois.

Muitos dos brasileiros que buscam agora o consulado são recém-chegados ao país, em processo de legalização. Um dos documentos exigidos pelas autoridades migratórias é o certificado de bons antecedentes criminais, que deve ser obtido no consulado.

É o órgão também que atesta a veracidade de todos os documentos brasileiros, como certidões, carteiras de motorista e diplomas.

Grávida de oito meses, a empresária paulista Ellen Barros passou horas em pé na calçada do consulado nesta segunda. Em Portugal há dois anos e meio, ela precisa do certificado de ausência de registros criminais para renovar seu visto.

"Já passei mal, já vomitei. Prioridade aqui, só depois da senha", disse ela, que afirma notar que há cada vez mais brasileiros buscando os serviços do consulado nos últimos meses, percepção semelhante da que tem o caminhoneiro Carlos Saldanha.

"Todos os anos, preciso de um atestado da veracidade da minha CNH para o meu trabalho. Estou em Portugal há dez anos e a situação piorou muito agora. Muita gente nova chegando", opina Saldanha, que não dormiu na fila, mas madrugou por lá.

Os números oficiais da imigração brasileira em Portugal em 2018 ainda não saíram, mas o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) admitiu em entrevista ao jornal Público que houve no período um "aumento significativo" de cidadãos do Brasil residindo no país.

Em 2017, houve alta de 5,6% no número de brasileiros em Portugal, após seis anos de queda na quantidade de migrantes. Em nota, o sítio do consulado informa que retomou, nesta semana, o agendamento de pedidos online, o que deve contribuir para reduzir as filas. Para tentar minimizar os transtornos, a repartição também passou a abrir uma hora mais cedo, às 8h, além de entregar a maioria dos documentos no mesmo dia dos pedidos. In “Folha de Pernambuco” - Brasil

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Portugal - Laboratório de Radioatividade Natural está na vanguarda da Península Ibérica



O Laboratório de Radioatividade Natural (LRN) do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) é o primeiro laboratório da Península Ibérica a obter uma norma internacional para a padronização de ensaios e calibração.

O LRN recebeu recentemente a acreditação da norma ISO 17025 “para avaliação de todos os parâmetros radiológicos que permitem responder à globalidade das exigências impostas pela União Europeia relativas à proteção contra os perigos da exposição a substâncias radioativas naturais”, explica uma nota divulgada pela FCTUC.

Este selo de qualidade de referência atribuído pelo Instituto Português de Acreditação (IPAC), o organismo de acreditação em Portugal, resulta de um complexo e exigente processo que durou mais de dois anos.

“Esta certificação é o reconhecimento do LRN como centro de referência nacional e internacional, que cumpre um rigoroso sistema de qualidade e de boas práticas. Isto significa a chancela de confiança máxima para as instituições que procurem os nossos serviços”, explica Alcides Pereira, diretor do Laboratório de Radioatividade Natural.

Esta instituição é, assim, “o primeiro na Península Ibérica a conseguir acreditação para a globalidade dos parâmetros impostos pela União Europeia”, esclarece o também professor catedrático do Departamento de Ciências da Terra da FCTUC.

Permite igualmente criar um polo de excelência na área da Radioatividade Natural – radioatividade que está presente no ambiente e que tem origem em elementos naturais, como água, ar, materiais de construção, entre outros – por forma a contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico de práticas sustentáveis que protejam a saúde das populações.

O Laboratório de Radioatividade Natural da FCTUC, cuja génese remonta a 1999, está atualmente envolvido num trabalho de remediação ambiental de minas de urânio pioneiro a nível mundial, centrado na recuperação das habitações dos antigos mineiros da Urgeiriça, bem como um estudo relativo à qualidade radiológica das águas de consumo do país. In “Mundo Português” - Portugal

Brasil - No 465º aniversário de São Paulo

SÃO PAULO – Quando se comemora nesta sexta-feira o 465º aniversário da cidade de São Paulo, o povo paulista tem muito o que festejar ao verificar o quanto o nosso Estado se desenvolveu desde aquela primeira missa celebrada pelo padre José de Anchieta (1534-1597) no então Planalto de Piratininga no dia 25 de janeiro, dia do apóstolo São Paulo, que deu nome à cidade, no ano de 1554.

Temos a comemorar não só o desenvolvimento que a capitania e, depois, a província e o Estado experimentaram durante esses anos como a hospitalidade do nosso povo que sempre recebeu com espírito fraternal todos os brasileiros que para cá vieram com o objetivo de fazer as suas vidas, bem como os estrangeiros de todas as partes do mundo que escolheram São Paulo para viver. Nós, paulistanos e paulistas, acolhemos todos que ajudaram e ajudam a movimentar o Estado mais importante do Brasil.

No entanto, neste momento, o atual governo federal parece que ainda não se deu conta da importância e dimensão do nosso Estado. E a falta de representantes paulistas na composição desse governo é a prova inequívoca dessa distorção, ainda mais considerando-se que aqui o presidente da República recebeu votação significativa.

É inexplicável essa falta de representação paulista na composição do governo quando sabemos que, sem bairrismo, aqui encontram-se os melhores e mais bem preparados profissionais para as mais importantes áreas do governo federal.

Independente da naturalidade do presidente eleito – que nasceu em Campinas-SP –, o fato é que a composição de sua equipe de governo está muito aquém das necessidades do País. Com certeza, a falta de participação de paulistas representa um ponto de fragilidade da administração que se inicia.

De qualquer modo, embora não haja esse equilíbrio na composição dos ministérios, esperamos que o Estado, que é responsável por 36,7% do total da arrecadação de tributos no País, conforme estudo recente encomendado pela Associação Comercial de São Paulo, não tenha as verbas a que tem direito retidas pelo governo federal, como já ocorreu em administrações anteriores.

Em outras palavras: nós, paulistas, não pretendemos nenhum favor do governo federal e tampouco estamos pleiteando cargos na sua administração. Apenas exigimos a aplicação do princípio da equidade na distribuição das verbas, tal como determina a lei federal. Nada mais. Milton Lourenço – Brasil



____________________________________________

Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Portugal - Tradição filipina do “Santo Niño” foi celebrada em Lisboa



Cerca de cem pessoas assistiram em Lisboa à celebração do “Santo Niño”, uma tradição filipina, que evoca a chegada do navegador Fernão de Magalhães à ilha de Cebu, e o batismo católico dos soberanos e de 800 autóctones.

“A festa do ‘Santo Niño’, que celebramos no terceiro domingo de Janeiro, evoca a chegada de Fernão de Magalhães, a Cebu, e que entregou uma escultura do Menino Jesus aos locais, e demonstra a devoção das Filipinas ao Menino Jesus”, disse à agência Lusa a embaixadora das Filipinas em Lisboa, Celia Anna Feria, que assistiu à festa, seguida da celebração da eucaristia.

No adro da basílica da Estrela, em Lisboa, figurantes evocaram a chegada do navegador português ao serviço de Espanha, em Abril de 1521, a Cebu, o baptismo dos reis locais, Hara Amihan e Humabon, que passaram a ostentar os nomes de Joana e Carlos, e várias danças em honra do “Santo Niño”.

A celebração tem origem na ilha de Cebu, uma das maiores da região central filipina de Visayas, mas “estendeu-se a todas as partes das Filipinas”, como explicou a diplomata.

No adro da basílica da Estrela foram apresentadas três danças tradicionais, uma delas com origem na tradição local, que era de agradecimento pelas colheitas a um deus da mitologia insular, mas com a adoção do catolicismo, passou a ser em honra de “Sinulog”, que na língua nacional filipina, o tagalog, significa Jesus.

Entre outras individualidades, à cerimónia assistiu o núncio apostólico em Lisboa, o arcebispo Rino Passigato. Segundo Celia Anna Feria em Portugal a comunidade filipina “é menos de 2000 pessoas, a maioria em Lisboa”.

Questionada pela Lusa quanto aos preparativos da evocação dos 500 anos da chegada de Fernão Magalhães às Filipinas, no âmbito da viagem de circum-navegação ao serviço de Espanha, a diplomata disse que tal “só acontecerá em 2021”, mas foi já constituída uma comissão nacional para esse efeito, e que a embaixada em Lisboa tem estado a desenvolver contactos com várias universidades, nomeadamente a Nova de Lisboa.

Neste âmbito, a embaixadora quer a “produção de vasta bibliografia que dê a conhecer as Filipinas e a sua cultura”. A eucaristia na basílica da Estrela foi celebrada em tagalog, inglês e português.

Fernão de Magalhães (1480-1521), natural de Sabrosa, em Trás-os-Montes e Alto Douro, capitaneou a primeira viagem de circum-navegação e foi o primeiro europeu a alcançar a Terra de Fogo, no extremo meridional da América do Sul.

A viagem de circum-navegação, sob bandeira de Espanha, foi iniciada em 1519 e terminou em 1522, já sob o comando de Juan Elcano, pois o navegador português foi morto por autóctones na ilha de Cebu, nas Filipinas.

A imagem do “Santo Niño”, que encontra paralelo na tradição católica no Menino Jesus da Cartolinha, de Miranda do Douro, e no Menino Jesus de Praga, entre outros, é a mais antiga relíquia católica das Filipinas, e encontra-se na Basílica Menor do Santo Niño, na cidade de Cebu. In “Hoje Macau” - Macau com “Lusa”