Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Itália - Quer reforçar as parcerias com o Brasil, fortalecendo a indústria naval

Ministra da defesa da Itália e representantes do Grupo Fincantieri vieram a Pernambuco reforçar a disposição em construir as embarcações no Estaleiro Vard Promar, em Suape




A ministra da Defesa da Itália, Elisabetta Trenta, está no Recife para reforçar o interesse italiano na licitação que prevê a construção de quatro corvetas para a Marinha do Brasil. A ideia é construir os navios por meio do Grupo Fincantieri, que detém o Estaleiro Vard Promar, no Complexo Industrial e Portuário de Suape, e foi apresentada ao governador Paulo Câmara e a representantes da indústria pernambucana em uma tentativa de angariar parcerias para melhorar o projeto apresentado à Marinha.

Elisabetta veio acompanhada do embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, e também de executivos do Grupo Fincantieri. Entre eles, o presidente do grupo Stelio Vaccarezza; a vice presidente de vendas, Sabrina Sanguineti; e o presidente-executivo do Vard Promar, Guilherme Coelho. A comitiva visitou o estaleiro no início da manhã desta quarta-feira (23), depois se reuniu com representantes do setor industrial na Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) e almoçou com o governador Paulo Câmara, que deu as boas vindas oficiais ao grupo.

“O governo italiano quer reforçar as parcerias com o Brasil, fortalecendo a indústria naval. E, se tivermos a colaboração do governo neste projeto, podemos desenvolver novas capacidades e criar novos postos de trabalho qualificado no setor naval de Pernambuco”, afirmou a ministra italiana na Fiepe. Ela lembrou que a construção das corvetas pode gerar até cinco mil empregos diretos e indiretos em torno do Vard Promar, que, hoje, emprega menos de 200 pessoas.

Presidente do Grupo Fincantieri, Stelio Vaccarezza explicou que o projeto das corvetas é a atual prioridade da empresa. Afinal, o projeto garantiria trabalho por oito anos para o Vard Promar, que hoje faz apenas reparação de navios por conta da falta de encomendas de novas embarcações. Ele garantiu, por sua vez, que caso as corvetas não venham para o Estado, não há projeções de encerrar as atividades do estaleiro pernambucano. “Somos o terceiro maior grupo naval do mundo. E estamos aqui para ficar”, afirmou, dizendo que outros projetos estão sendo negociados para o Vard Promar.

Corvetas

O projeto de construção de quatro corvetas da classe Tamandaré para a Marinha do Brasil foi anunciado no fim de 2017 e está orçado em US$ 1,6 bilhão. Desde então, está em processo licitatório. O Grupo Fincantieri e o Vard Promar estão na fase final desse edital com outros três consórcios. Este é o único grupo, contudo, que pretende construir as embarcações em Pernambuco. O resultado desse processo está previsto para o fim de março. Por isso, se ganhar a licitação, o Vard Promar projeta iniciar a construção das corvetas em meados de 2020, depois de um ano destinado à elaboração dos projetos da obra. Marina Barbosa – Brasil in “Folha de Pernambuco”

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