Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 19 de julho de 2024

Há 250 anos que dura a paz entre Portugal e Marrocos

O tratado de paz entre Portugal e Marrocos, de 1774, será exibido a partir desta sexta-feira, na Torre do Tombo, na exposição “Tratado de Paz, Navegação e Comércio” que assinala os 250 anos das relações diplomáticas luso-marroquinas

“Assinado durante os reinados de D. José em Portugal e do imperador Saed Mohammad bin Abdallah em Marrocos, este tratado formaliza o início das relações diplomáticas e comerciais oficiais entre os dois países”, disse à agência Lusa Patrícia Ferreira, do Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT).


O tratado de paz inclui tratos de navegação e comércio.

Desta mostra faz parte um conjunto variado de cartas e tratados, vários em língua árabe, que ilustram bem o relacionamento entre ambos, desde o século XV.

“Em termos históricos, este ‘Tratado de Paz, Navegação e Comércio’ ajudou a estabilizar as relações entre Portugal e Marrocos, a revitalizar as trocas comerciais, a promover um período de paz e crescimento económico e a reforçar a posição de Portugal no norte da África”, disse Patrícia Ferreira, que enfatizou: “Foi um marco importante nas relações luso-marroquinas, que estabeleceu um quadro formal para a paz e a cooperação, beneficiando os dois países”.

Os documentos originais que se apresentam são a tradução para português do Tratado, estando o texto do Tratado em árabe e apresentado em formato digital, pois o seu estado de conservação não permite a sua exposição física, justificou a responsável.

Segundo Patrícia Ferreira, “esta tradução será posterior a 1798, e inclui duas ratificações, a primeira de 1790 pelos imperadores de Marrocos Abdallah Mohammad Aliazid e a segunda, de 1798, por Maulei Soleiman Bin Mohammad”.

Da mostra, patente até 30 de agosto, consta ainda o ‘fac-símile’ do Atlas de Fernão Vaz Dourado, datado 1571, ao qual “se acrescentam alguns documentos iconográficos como o Atlas Universal, de João Teixeira Albernaz, de 1643, a Carta Náutica, do mesmo autor, de 1640, e ainda a Relação e declaração da planta da Fortaleza de Mazagão, dada por Henrique Correia da Silva, do século XVII”.

A responsável destacou um documento que sumariza o Tratado, “que agrega outros tratados com o reino de Marrocos e que tem anexa uma curiosa lista manuscrita onde são enumerados alguns dos acordos e cartas entre os diversos monarcas portugueses e os reis de Marrocos, de 1504 a 1704, ilustrando as relações diplomáticas entre os dois países”.

O documento mais antigo da exposição, que se apresenta em versão digital, data de 1509, e é a ”Capitulação sobre o trato das mercadorias com os mouros”, sendo um acordo comercial que ilustra o relacionamento existente entre os dois países. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 10 de março de 2024

Tratado de Paz


 






Vamos aprender português, cantando

 

Tratado de Paz

 

Quando a guerra acabar

os líderes apertam as mãos

e na foto vão ficar

muito amigos, muito irmãos

 

E a velha mãe no quarto

chora pelo filho

e a jovem põe num saco

a roupa do marido

e a criança

quer o pai

 

Quando a guerra acabar

vai haver entendimento

só de paz irá falar

quem à guerra deu sustento

 

E assinam um tratado

que ambos acordaram

no fim, será proclamado

que todos ganharam

mas sabemos

quem perdeu

 

Nós sabemos

quem perdeu

 

Nós sabemos

quem perdeu

 

Nós sabemos

quem perdeu

 

Cara de Espelho - Portugal