Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 24 de abril de 2023

Portugal - Universidade de Macau e Universidade de Lisboa selam acordo de cooperação estratégica

O Chefe do Executivo da RAEM testemunhou na sexta-feira em Lisboa a assinatura de um Acordo-Quadro para a Cooperação Estratégica entre a Universidade de Macau (UM) e a Universidade de Lisboa (UL), que vai abrir um novo capítulo no relacionamento entre as duas instituições que já têm uma “colaboração de longa data”, conforme destacou Rui Martins, vice-reitor para os Assuntos Globais da UM, no final da cerimónia.


Este acordo, que foi assinado pelos reitores da UM e UL, respectivamente Song Yonghua e Luís Ferreira, “permite uma colaboração mais apertada, nomeadamente em áreas importantes como a oceanografia, microelectrónica e robótica, em que a UM oferece 20 bolsas para alunos de doutoramento, pós-doutoramento e ‘visiting scholars’ [professores visitantes]”, explicou Rui Martins.

Atribuídas durante três anos, “de uma forma competitiva”, estas bolsas permitem que alunos ou doutorados da UL nas referidas áreas possam trabalhar em Macau em “condições muito favoráveis”, acrescentou.

Durante a cerimónia, foi ainda apresentada “uma colaboração de longa data” com uma empresa que é um ‘spin-off’ da UL, a Technophage, para a qual a UM licenciou uma patente na área da medicina chinesa para a doença de Parkinson, que será no próximo ano aprovada como um produto de suplemento de alimentação na União Europeia”, esclareceu o vice-reitor. Segundo Rui Martins, esta colaboração iniciou-se em 2014, por ocasião de uma visita de Cavaco Silva, então Presidente português, ao campus da UM. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau


segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Macau – Universidade de Macau espera ter 14 mil alunos até 2025

O reitor da Universidade de Macau espera que a instituição venha a ter 14 mil alunos nos próximos “quatro a cinco anos”. Song Yonghua garante não temer protestos semelhantes aos de Hong Kong e sublinha que a instituição continuará a apostar em investigações interdisciplinares



A Universidade de Macau (UM) tem actualmente cerca de 11 mil alunos mas “desde 2018 que este número tende a aumentar cerca de 200 por ano”, sublinhou Song Yonghua. À margem do dia aberto da UM, o reitor revelou que, no próximo ano, a UM irá abrir 2000 vagas, sendo 1500 para alunos locais e 500 internacionais. Porém esta proporção (25%) varia entre cursos.

Se, por um lado, nas licenciaturas a percentagem é de cerca de 80% de alunos locais, por outro “a maioria dos alunos de mestrado e de investigação vem da China Continental, Malásia, países de língua oficial portuguesa ou Hong Kong”, afirmou Song Yonghua.

O reitor afastou a possibilidade de virem a ocorrer protestos no campus da UM semelhantes aos da RAEHK, justificando que “Macau é um modelo de sucesso do sistema ‘Um País, Dois Sistemas’ e é tradição amar Macau e o país como um todo”.

“Claro que temos que entender o que se passa no mundo, em sítios liberais, também para que os alunos possam fazer estudos comparativos e tenham pensamentos independentes”, sublinhou Song Yonghua, garantindo que a universidade tem como missão “educar de forma imparcial”. Por outro lado, o mesmo responsável apontou como objectivo da instituição servir “as políticas do novo Governo, bem como do Governo Central e da Grande Baía”.

Durante o próximo ano, “pretendemos continuar a apostar em investigação nas áreas de medicina chinesa, mecatrónica e em mecanismos para cidades inteligentes”, além de “produzir medicamentos contra o cancro”, apontou Song Yonghua.

O reitor acredita que o maior problema social de Macau reside nos “vícios” e que “é aqui que a UM inova, com investigação colaborativa entre colegas dentro da universidade mas também com a comunidade, em Macau e na Grande Baía”, como forma de tentar solucionar o problema.

Também o meio ambiente merece a atenção da instituição. “Temos controlo do oceano [gestão de áreas marítimas] e, em especial nesta região, a poluição nas águas é um grande problema bem como desastres como tufões. Vamos reclamar mais terra ao mar, portanto o mar é muito importante, assim, estabelecemos um centro de investigação regional para oceanos”, realçou o responsável.

A presença lusófona

As declarações foram dadas à margem do dia aberto da universidade, onde a recém-chegada Camila Mungoi participava no “Festival Internacional de Comida”, dando a provar aos visitantes sabores de Moçambique. A aluna ganhou uma bolsa para estudar economia na UM.

Por acreditar que é uma das melhores universidades na sua área, sentiu que “não podia desperdiçar esta oportunidade”. Apesar de todo o apoio que diz receber dos colegas e das “dicas” para se adaptar a esta realidade, a estudantes reconhece que não é fácil: “Ainda estou a tentar entender como é que eles [os locais] interagem, porque é realmente uma cultura muito diferente da minha” mas que “me fez crescer muito a nível pessoal”.

Solange Safrão, no terceiro ano de comunicação, quis “vir para a Ásia, e Macau era a cidade ideal porque combina a cultura asiática com a portuguesa e africana, os países PALOP estão todos aqui”. Adaptada, a estudante moçambicana gosta da “internacionalização da universidade”. “Tem gente de literalmente todas as partes do mundo, e os docentes também. É muito interessante esse cruzamento no mundo académico”.

Lily, estudante do secundário, falou à Tribuna de Macau enquanto participava numa actividade proposta no laboratório da Faculdade de Ciências de Saúde. “Sempre gostei da área da saúde, e gostava de me dedicar a investigação. Por isso, a UM é o melhor sítio. Já viste estas instalações?”, perguntou, apontando para o material de laboratório.

O dia aberto da UM reuniu actividades desportivas, apresentações performativas, um festival internacional de comida, bem como jogos e apresentações nas várias faculdades do campus na Ilha da Montanha. Sofia Rebelo – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”