Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de novembro de 2025

Macau - Aeroporto inaugura exposição dedicada ao artista português Eduardo Nery

O Aeroporto Internacional de Macau inaugurou uma exposição sobre a criação do mural de painéis de azulejo por parte do artista plástico português Eduardo Nery. O mural, com 210 metros de comprimento e 2,1 metros de altura, “inspira-se na mitologia, na história marítima, na evolução da aviação e nas trocas culturais entre a China e Portugal”, referiu a Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau


O Aeroporto Internacional de Macau inaugurou uma exposição sobre a criação do mural de painéis de azulejo por parte do artista plástico português Eduardo Nery (1938-2013).

Num comunicado, a companhia gestora da infraestrutura disse que a mostra, no terminal de passageiros, “apresenta materiais preciosos do processo criativo” de Nery, “incluindo esboços, estudos de cor e projectos gráficos”.

A exposição “Arte Icónica: O Ícone do Terminal” oferece aos visitantes “um olhar aprofundado sobre a metodologia do artista”, acrescentou a CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau.

A mostra concentra-se no mural de azulejos portugueses criado por Eduardo Nery para a inauguração, em 9 de Novembro de 1995, do aeroporto, ainda durante a administração portuguesa do território.

O mural, com 210 metros de comprimento e 2,1 metros de altura, “inspira-se na mitologia, na história marítima, na evolução da aviação e nas trocas culturais entre a China e Portugal”, referiu a CAM.

A obra “integra com mestria a essência das culturas chinesa e portuguesa, refletindo o papel histórico singular de Macau como ponto de encontro das civilizações oriental e ocidental”, acrescentou a empresa.

A exposição, que serve também para assinalar os 30 anos do aeroporto, foi organizada em conjunto pela CAM e pela Faculdade de Artes e Humanidades da Universidade de São José.

Na cerimónia de inauguração, o presidente da CAM, Ma Iao Hang, agradeceu ao director da faculdade, o português Carlos Sena Caires, “pela estreita colaboração” com a família de Eduardo Nery, que permitiu apresentar ao público “manuscritos e esboços de design gráfico de valor inestimável”.

Nascido na Figueira da Foz, em 1938, Eduardo Nery exerceu a sua atividade nas áreas da pintura, tapeçaria, vitral, mosaico e azulejo, entre outras. Desde a década de 60 realizou diversas intervenções em espaços arquitectónicos, de que são exemplo os painéis de azulejo no viaduto do Campo Grande (Lisboa) ou os vitrais da capela de São José, na Basílica de Fátima.

Entre 1970 e 1972, Eduardo Nery lecionou as disciplinas de Desenho e Texturas no IADE, à altura designado Instituto de Arte e Decoração.

Em 1973 integrou a primeira direção pedagógica do Centro de Arte e Comunicação Visual (Ar.Co), escola onde se manteve até 1975.

Ao longo da carreira artística foi premiado por diversas vezes, com destaque para um galardão atribuído na 1.ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea Europeia (Itália, 1975) ou o Prémio Bordalo da Imprensa, na categoria de Artes Plásticas (1995). In “Ponto Final” – Macau com “Lusa”


sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

China - Voos Macau-Lisboa podem ser estudados em meados do ano

A curto prazo, a Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) vai focar-se na recuperação do mercado do Interior da China e tentar activar o do Sudeste Asiático. E na segunda metade deste ano, se conseguir recuperar 70% a 80% do mercado atendido em 2019, irá voltar a avançar com a promoção de ligações aéreas de média e longa distância, “estendendo a destinos que tinha ponderado anteriormente, incluindo Lisboa e outras rotas”, adiantou Eric Fong, director do Departamento de Marketing da CAM, ao Jornal Tribuna de Macau.

“Sobre as ligações aéreas a Lisboa, por enquanto o plano é estudarmos talvez daqui a meio ano, quando o mercado recuperar gradualmente. Mas iremos analisar a procura real dos passageiros para decidir quais são as rotas de longa distância para fazermos”, apontou.

No início de 2019, a CAM revelara a este jornal que estava a negociar a criação de uma ligação aérea directa entre Macau e Lisboa com duas companhias, incluindo a TAP e outra empresa dedicada exclusivamente aos serviços de “charter”. Na altura, Eric Fong adiantou que os “charters” entre os dois destinos seriam lançados “na melhor das hipóteses até ao final de 2019”, todavia, esse plano foi suspenso durante três anos, devido à pandemia.

Eric Fong referiu agora que, em relação a Lisboa, entre outros destinos de longa distância, a CAM constatou que, para já, o volume de passageiros interessados ainda não atingiu um nível de muita procura. “Neste momento, as pessoas podem desejar mais viajar, pelo que este ano poderão dar preferência a voos para cidades mais populares. Mas será que haverá uma ligação de Macau a Lisboa através de uma escala noutros destinos? Acho que pode haver esta oportunidade. Mas a curto prazo, o mercado de Lisboa não é urgente”, ressalvou, reiterando a prioridade de “satisfazer necessidades dos passageiros”.

O mesmo responsável disse ainda que companhias aéreas e empresas de “charters”, incluindo de países europeus, preferem mobilizar os recursos para destinos mais populares porque têm menos pessoal e aviões do que antes da pandemia. “A Europa tem agora uma procura interna muito forte, por isso, as companhias aéreas não têm de mandar necessariamente aviões a certos destinos para operar apenas um ou dois voos por semana. Para elas, este tipo de plano vai ser ainda mais adiado”, observou. Rima Cui – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”