Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 10 de dezembro de 2023

Canadá - Proíbe marfim de elefante e chifres de rinoceronte no país

A proibição total do comércio de marfim de elefante e chifres de rinoceronte chegou ao Canadá. A importação e exportação de troféus de caça contendo estes materiais também foi proibida

O anúncio foi feito pelo ministro do Ambiente do país numa conferência em Ottawa, onde afirmou que o governo canadiano pretende proteger e conservar esses animais.

“Com o rápido declínio das populações de elefantes africanos e as ameaças às populações de rinocerontes devido à caça furtiva, o Canadá reconhece a importância de limitar ainda mais o comércio de marfim de elefante e chifre de rinoceronte para o Canadá”, disse ele.


Elefantes

Os elefantes são inteligentes e emotivos, com um comportamento social muito desenvolvido. Eles são caçados há séculos por causa das suas presas de marfim. Desde 1980, o número de elefantes na África diminuiu muito: caiu de 1,3 milhão para aproximadamente 415 mil. Isso representa uma queda de 70% na população de elefantes no continente.

Rinocerontes

Os números de rinocerontes na natureza também continuam a cair drasticamente. No início do século 20, havia cerca de 500 mil na África e na Ásia. Hoje, temos uma média de 27 mil. A espécie também está em perigo e enfrenta ameaças de sobrevivência.

Mais sobre a lei do Canadá

Também será necessário obter licenças para importar utensílios domésticos e objetos pessoais feitos de marfim de elefante ou chifre de rinoceronte trabalhado. Existem algumas exceções muito limitadas para essas regras, como para museus, zoológicos, pesquisa científica ou aplicação da lei. “As alterações regulatórias mais rigorosas anunciadas garantirão que o Canadá continue a fazer a sua parte para proteger estas espécies para as próximas gerações”, disse o ministro. In “Milénio Stadium” - Canadá


sexta-feira, 6 de agosto de 2021

África do Sul - Caça furtiva de rinocerontes aumentou 50%

A caça furtiva de rinocerontes aumentou 50% na primeira metade de 2021 na África do Sul, onde vive a maior colónia do mundo destes animais, após em 2020 se ter registado uma diminuição de abates devido à pandemia

O Ministério das Florestas, Pescas e Ambiente sul-africano afirmou que, entre janeiro e o final de junho deste ano, 249 rinocerontes foram abatidos na África Austral.

“Embora este número seja superior ao número de rinocerontes mortos, pelos seus chifres, no mesmo período do ano passado, 166, é inferior aos 318 rinocerontes caçados nos primeiros seis meses de 2019”, disse este ministério do governo de Cyril Ramaphosa.

Como habitualmente, a maioria destas novas mortes (132) ocorreu no Parque Nacional Kruger (nordeste), uma das maiores reservas naturais de África e onde vive a maioria da população rinoceronte da África do Sul.

A África do Sul divulgou estes dados oficiais por ocasião do Dia Mundial dos Rangers, juntamente com uma mensagem de agradecimento aos encarregados da guarda da natureza selvagem da África do Sul, mesmo correndo risco das suas vidas.

Os números ascendentes para o primeiro semestre deste ano seguem-se a outro (2020) em que a caça furtiva destes grandes mamíferos em perigo de extinção tinha sido significativamente reduzida (-33%).

Mas este feito tinha sido alcançado em grande parte devido às circunstâncias especiais impostas pela pandemia, em particular as limitações à circulação, tanto dentro do país como internacionalmente, devido à pandemia de covid-19. A África do Sul manteve as suas fronteiras fechadas entre março e outubro de 2020. In “Milénio Stadium” - Canadá


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

África do Sul - Caça aos rinocerontes diminuiu


A World Wildlife Fund (WWF) anuncia este mês que a caça ilegal aos rinocerontes na África do Sul diminuiu em 2020, tendo-se perdido menos 33% dos animais. Durante o ano passado foram caçados 394 rinocerontes africanos, um número bastante abaixo dos 594 de 2019. Contudo, embora seja o sexto ano consecutivo em que se dá esta redução, a caça ilegal continua a ser uma ameaça a combater, dado que estas espécies se encontram criticamente em perigo de extinção.

A caça e o tráfico ilegal pela aquisição dos seus chifres é uma forte ameaça às suas populações que continuam a decrescer. Apesar de todos os esforços das organizações dos guardas-florestais, estas situações ocorrem igualmente dentro dos parques nacionais.

Jo Shaw, coordenadora do programa de Rinocerontes da WWF da África do Sul, aponta “Estamos muito cientes de que a aparente repetição [da diminuição de animais caçados] proporcionada pelas restrições de bloqueio em 2020 foi apenas uma pausa temporária e que a pressão nas nossas populações de rinocerontes, especialmente no Parque Nacional Kruger, permanece muito alta.

Indica ainda que para impedir a caça ilegal, é necessário “abordar os fatores que permitem que os sindicatos do tráfico de vida selvagem operem”. “Devemos garantir que as habilidades, os equipamentos, as ferramentas e os recursos sejam dedicados à implementação total da aprovada Estratégia Nacional Integrada de Combate ao Tráfico de Vida Selvagem. Devemo-nos comprometer a erradicar a corrupção, que continua a prejudicar os esforços para quebrar a cadeia de valor ilegal do chifre de rinoceronte. Ao mesmo tempo, precisamos de abordar os fatores conhecidos por causar a proliferação local do comportamento criminoso, como a falta de oportunidades, os altos níveis de desigualdade e as rupturas nas normas e valores sociais”.

Outro ponto a ter em conta são as alterações climáticas, que têm provocado secas nos seus habitats e prejudicado a sua sobrevivência no meio natural. A WWF tem desenvolvido programas e medidas para combater também este risco iminente. In “Green Savers Sapo” - Portugal