Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 6 de fevereiro de 2022

Egipto - Encontradas 20 múmias com dois mil anos escondidas sob um local de culto ao deus Khnum

Uma missão arqueológica egípcio-italiana acabou por surpreender os seus investigadores ao descobrir a primeira construção deste tipo encontrada na antiga necrópole de Aga Khan


Uma missão arqueológica egípcio-italiana descobriu recentemente uma grande tumba familiar com múmias bem conservadas com dois mil anos, escondida debaixo de um "intrigante lugar de culto”, completamente isolado, no Egipto.

Esta é a primeira estrutura do género a ser encontrada na antiga necrópole que rodeia o mausoléu de Aga Khan. A equipa tenta agora descobrir a ligação entre as duas construções e a importância da segunda no complexo do cemitério, que se espalha sobre uma vasta área na margem oeste da primeira catarata do rio Nilo.

Para os arqueólogos, a descoberta foi uma “grande surpresa”. Antes de iniciar a sua última missão na área no ano passado, estes decidiram concentrar os seus esforços numa estrutura de três paredes que, vista em imagens de satélite, parecia uma tumba diferente de qualquer outra escavada anteriormente.

Foi durante a própria escavação que os investigadores começaram a encontrar um grande número de fragmentos cerâmicos, restos de frutas e lajes inscritas em hieróglifos que recobriam uma das paredes da estrutura - o que sugeria que estavam diante do primeiro lugar de culto encontrado na necrópole.

Uma das “chaves” foi o grande número de ossos de animais, principalmente carneiros, que também foram desenterrados. O deus Khnum com a cabeça de carneiro, foi objeto de um importante culto em Aswan.

O “segundo golpe de sorte” veio durante a escavação desta primeira construção: uma parte do piso no interior estava ligeiramente partida, e foi justamente lá que os arqueólogos descobriram escadas que levavam a uma grande tumba subterrânea.

"Agora estamos a estudar para saber se o local de culto era apenas para aquele túmulo - o que provavelmente não é o caso - ou se era um local de oferendas para um conjunto de túmulos", explicou Patrizia Piacentini, professora de arqueologia egípcia da Universidade de Milão e uma das chefes da missão, ao El País.

“A escadaria do local, parcialmente ladeada por blocos esculpidos e coberta por uma abóbada de adobe, desce até à porta do túmulo familiar, que estava fechada por um complexo sistema de lajes de pedra e blocos levantados na própria escada”, explicou. Em frente a essa abertura, os arqueólogos também encontraram um grande vaso de oferendas que, embora parcialmente quebrado, ainda continha os restos de uma espécie de figo. In Jornal I Digital” - Portugal


domingo, 15 de novembro de 2020

Egipto - Arqueólogos revelam segredos de múmias descobertas há mais de 400 anos

Duas múmias descobertas há mais de 400 anos, no Egipto, estão finalmente a revelar os seus segredos, depois de investigadores terem feito uma tomografia computadorizada dos seus restos mortais


De acordo com o sítio Live Science, as duas múmias, encontradas em 1615, assim como uma terceira exposta no Egipto, são as únicas sobreviventes conhecidas das chamadas “múmias retrato envoltas em estuque”, de Saqqara, uma antiga necrópole egípcia.

Ao contrário de outras múmias, enterradas em caixões, estas pessoas foram colocadas em tábuas de madeira, embrulhadas num tecido e numa mortalha e decoradas com gesso 3D, ouro e um retrato de corpo inteiro, explica Stephanie Zesch, principal investigadora deste estudo e antropóloga e egiptóloga no “German Mummy Project”, no Reiss Engelhorn Museum, na Alemanha.

Agora, tomografias computadorizadas (TC) revelaram alguns segredos destas três múmias, pertencentes a um homem, uma mulher e uma adolescente que datam do final do Império Romano (30 A.C a 395 D.C).

As TC mostraram que a jovem foi enterrada com vários órgãos (até mesmo o cérebro), que as duas mulheres foram para o túmulo embelezadas com colares e que todas elas estão acompanhadas de artefactos que seriam considerados úteis na vida após a morte (como, por exemplo, moedas para pagar a Caronte, a divindade romana e grega que se pensava carregar almas através do Rio Estige).

As tomografias computadorizadas revelaram ainda vários problemas médicos, tal como a artrite da mulher mais velha ou o hemangioma vertebral da jovem, apesar de serem todos muito jovens. As TC mostram que, quando morreram, o homem teria entre 25 a 30 anos, a mulher teria entre 30 a 40 e, por fim, a adolescente teria entre 17 a 19.

“O exame revelou que todos morreram muito jovens. Contudo, não é possível determinar as causas das mortes”, disse Zesch, acrescentando que, “devido às mortalhas preciosas”, não há dúvidas de que estas pessoas deviam ser “membros da classe mais alta”.

O estudo foi publicado, a 4 de novembro, na revista científica PLOS One. In “ZAP.aeiou” - Portugal