Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 11 de julho de 2021

Fiança








Vamos aprender português, cantando

 

Fiança

 

Estou-me a sentir nua 

e tenho o mundo a olhar pra mim 

então fechei os meus joelhos 

tapei o sítio de onde vim 

 

Estou-me a sentir na rua

entre paredes e um tecto 

ele levou-me até ao fim 

mas não senti nenhum afecto 

 

Tu prometeste que me pagavas a fiança 

então fui dentro na esperança 

nunca apareceste e tu mataste a confiança 

ver a minha cela já me cansa 

e eu nunca me esqueci de ti 

eu só me esqueci de mim 

e eu nunca me esqueci de ti 

eu só me esqueci de mim 

 

Estou-me a sentir usada 

tipo uma peça num museu 

quero fugir a sete pés 

mas um deles já cedeu 

 

Vou-me deitar no chão 

prefiro o frio ao meu colchão 

é o resultado de não saber 

separar sexo de emoção 

 

Tu prometeste que me pagavas a fiança 

então fui dentro na esperança 

nunca apareceste e tu mataste a confiança 

ver a minha cela já me cansa 

e eu nunca me esqueci de ti 

eu só me esqueci de mim 

e eu nunca me esqueci de ti 

eu só me esqueci de mim 

 

Eu não sei falar 

mas tenho tanto pra dizer 

eles não me querem aceitar 

e eu não me quero converter 

 

Não sou de me esquecer 

e não sou de querer voltar 

mas juro eu vou enlouquecer 

se me voltar a lembrar que tu

 

Tu prometeste que me pagavas a fiança 

então fui dentro na esperança 

nunca apareceste e tu mataste a confiança 

ver a minha cela já me cansa 

e eu nunca me esqueci de ti 

eu só me esqueci de mim 

e eu nunca me esqueci de ti 

eu só me esqueci de mim 

 

Tu prometeste que me pagavas a fiança 

então fui dentro na esperança 

nunca apareceste e tu mataste a confiança 

ver a minha cela já me cansa 

e eu nunca me esqueci de ti 

eu só me esqueci de mim 

e eu nunca me esqueci de ti 

eu só me esqueci de mim 

 

LEFTY – Portugal

 

Composição:

(Letra) Leonor Andrade – Portugal

(Música) João Nobre - Portugal


 

domingo, 7 de outubro de 2012

Fado


Canto o fado

Há para o sofrimento
um bom remédio, afinal
é cantar e no momento
ninguém se lembra do mal

Não custa mesmo nada
tentem fazer como eu
uma guitarra afinada
uma voz bem timbrada
e a tudo esqueceu

Quando a tristeza me invade
canto o fado
se me atormenta a saudade
canto o fado
haja ciúme à vontade
canto o fado

Por uma esperança perdida
não passo na vida
por um mau bocado
se acaso a sorte o esqueceu
é fazer como eu
deixo andar, canto o fado

Não é que não me interesse
a quem à dor não resiste
mas há gente que parece
até gosta de andar triste

Tem sempre um ar fatal
a que ninguém o obriga
mas nesta vida, afinal
vendo bem nada vale
mais do que uma cantiga

João Nobre - Portugal