Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 22 de novembro de 2020

Quénia - GPS protege a última girafa branca do mundo

 


O dispositivo foi colocado depois de outras duas girafas brancas – uma fêmea e a sua cria – terem sido abatidas por caçadores, em março, de acordo com a Comunidade de Conservação animal Ishaqbini Hirola, citada pela agência Associated Press.

A cor branca da girafa é o resultado de uma anomalia genética rara chamada de leucismo. Por ser uma condição tão rara, a girafa torna-se num alvo, particularmente apetecível, para os caçadores furtivos da savana queniana, perto da fronteira com a Somália.

Colocado num dos cifres da girafa, o dispositivo de GPS vai dar a localização do animal de hora a hora, de modo a alertar as os guardas florestais. As girafas brancas foram avistadas pela primeira vez na Tanzânia no início de 2016 e, dois meses depois, no Quénia. Em março de 2020 foram encontradas as carcaças de dois destes animais: a fémea e a cria circulavam no nordeste do condado de Garissa, no Quénia, onde a girafa macho vive agora sozinho. In “Green Savers Sapo” - Portugal


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Quénia – Cria plano inédito para proteger girafas



Contando com o apoio financeiro do Serviço de Conservação da Fauna do Quénia (KWS, na sigla inglesa) e de organizações conservacionistas, o Plano Nacional de Recuperação e Acção para Girafas visa combater a forte quebra na população destes animais no país, que depois de ter contabilizado 45 mil exemplares em 1998 só conta agora com cerca de 28850.

A estratégia foi apresentada pelo Ministro do Turismo e Fauna, Najib Balala, que descreveu o plano como uma “obrigação” para as instituições quenianas.

Para os próximos cinco anos, o programa inclui cerca de 80 medidas destinadas a combater os principais desafios que as girafas enfrentam: a destruição ou fragmentação do seu habitat, a caça ilegal, as mudanças climáticas e as doenças contagiosas.

“Nesta tarefa, queremos trabalhar guiados pela ciência e pelo conhecimento tradicional”, realçou o presidente do KWS, John Waithaka, citado pela agência EFE.

Das nove subespécies de girafa que habitam o continente africano, três – a masai, a reticulada e a de Rothschild – vivem no Quénia, algo que transforma o país no epicentro da “diversidade” da espécie, segundo o director-geral interino do KWS, Charles Musyoki.

Estes animais podem ser encontrados nalgumas das reservas naturais mais importantes do país, como o Parque Nacional de Amboseli (oeste), o Masai Mara (sul), Parque Nacional de Tsavo (sudeste) e o Parque Nacional de Nairobi, mas representam menos de 10% do total da população de girafas. A esmagadora maioria habita terrenos privados e públicos.

Por isso, a nova estratégia “compromete-se com as comunidades, os proprietários de terras e outros colaboradores” e aposta numa “responsabilidade partilhada” do problema, disse Waithaka.

Entre as metas estabelecidas pelo programa, para os quais é especificado um período máximo de cumprimento mas não uma dotação orçamentária concreta, destaca-se, por exemplo, a redução da caça ilegal em 50% na próxima meia década. Nesse sentido, são especificada medidas como uma aplicação mais rigorosa da lei contra o consumo de carne de animais selvagens, promoção de iniciativas além-fronteiras com autoridades de países vizinhos e pressionar o Governo central para o desarmamento de caçadores ilegais em zonas onde vivem as girafas.

Para além disso, o plano pretende ampliar o conhecimento e a pesquisa em torno destes mamíferos, promover campanhas de sensibilização e uma supervisão médica regular das girafas que vivem em cativeiro, para evitar o desenvolvimento de doenças.

As girafas ainda não foram incluídas na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Flora e Fauna Silvestre (CITES, em inglês), por não existirem suficientes dados sobre o comércio internacional com estes animais. No entanto, a lei queniana de conservação de vida selvagem, de 2013, classifica-as como uma espécie em perigo de extinção.

Os esforços do KWS e de organizações ambientais estavam até agora focados noutras espécies, como o elefante e o rinoceronte negro, mas actualmente “com o apoio político do Ministério, não há desculpa para não enfrentar com audácia os problemas de um dos ícones da África”, concluiu Waithaka. In “Jornal Tribuna de Macau” - Macau