Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Lusofonia - “Através deste prémio literário tive a oportunidade de pesquisar, entender e escrever sobre Macau”, afirma Edvirges Salgado

Em discurso directo, a vencedora da segunda edição do Prémio A-Má, explica ao Ponto Final que é apaixonada pela cultura chinesa. Admite que foi difícil escrever sobre Macau, um local que nunca conheceu, mas sente “imensa gratidão” por ter sido agraciada com o prémio promovido pela Fundação Casa de Macau, em Portugal

A brasileira Edvirges Salgado foi a grande vencedora da segunda edição do Prémio A-Má, promovido pela Fundação Casa de Macau com o trabalho “Enigma da Primeira Lua”. Fomos à procura de saber quem é a autora residente em Santo António do Grama, situada no Estado de Minas Gerais, no Brasil, e do significado deste prémio.

Ao Ponto Final, Edvirges Salgado mostrou-se surpresa com o primeiro lugar e também com alguma exposição mediática que adveio dessa situação, no entanto mostra-se grata por tudo. “Realmente não consigo achar as palavras certas para dizer o que sinto. É um misto de diversos sentimentos como gratidão, felicidade, alegria, surpresa, realização, vitória, superação, paz. É claro que queria ser agraciada com este prémio, mas já estaria feliz apenas por ter tido a oportunidade de participar, e mais ainda de receber um diploma de participação”, começou por dizer ao nosso jornal.

E agora, o que podemos esperar do futuro? A autora brasileira está tranquila e fala em “coragem” para participar. “A gente pesquisa, escreve, pesquisa novamente, corrige, pensa um pouquinho mais no diálogo, edita o texto. É um ciclo até acreditarmos que o texto está bom. Então também queremos ter algo de recordação por aquele momento dedicado. Para mim, somente por ter coragem de participar já foi um grande passo. Senti-me realmente vitoriosa por ter derrotado o meu medo de rejeição e enviado meu texto”, confessou.

“Enigma da Primeira Lua” é o título do trabalho vencedor. O conto de Edvirges Salgado aborda o famoso Festival das Lanternas chinês, algo que só viu em vídeo e fotografias. “Ao assistir a séries chinesas, principalmente as de época, vi que isso é muito comum na Ásia. Achava aquilo fantástico e queria trazer isso para o meu texto. Queria que outras pessoas que o lessem, sentissem a energia deste festival. Então, o enigma, o mistério do qual falamos se revela durante este lindo festival. Narro um pouco sobre as diferenças culturais entre Oriente e Ocidente através dos olhos da minha protagonista, que é de origem luso-brasileira”, explicou ao nosso jornal.

Depois, já no enredo profundo do conto, a autora acaba por desenvolver “um romance para a protagonista, que afinal irá descobrir qual o mistério que a permeia”. “Trata-se de um conto simples, mas que tem como objectivo principal falar sobre a incrível cidade chinesa que tem como um de seus idiomas oficiais o português; cidade esta que me conquistou de imediato por sua história e peculiaridades”, afirmou, referindo-se a Macau, e acrescentando: “Através deste prémio literário tive a oportunidade de pesquisar, entender e escrever sobre Macau, mesmo nunca tendo estado lá. Sou apaixonada pela cultura chinesa então fiquei muito feliz por poder falar e entender um pouco mais sobre ela. Estou super ansiosa para conhecer tais locais [Macau e Portugal] e fico feliz de saber que se for para o Oriente não ficarei tão perdida por não conhecer os idiomas locais, pois haverá um idioma conhecido”.

Licenciada em Ciências Contábeis e Matemática, actualmente trabalha numa escola pública da rede estadual do município onde reside. Edvirges Salgado confessa, no entanto, que sempre teve o bichinho da escrita desde muito nova. “A minha outra opção era Comunicação Social ou Jornalismo. Desde pequena, gosto muito de ler e criar mentalmente os meus próprios finais de diálogos e histórias. Mas a verdade é que pensando bem, além de ser utópica também sou pé no chão. Sabia que mesmo formando-me, encontraria muitas dificuldades de serviço nesta área. Logo, acabei escolhendo a minha primeira opção. Embora possua rascunhos de histórias em alguns géneros literários, a escrita é apenas um hobby e uma forma de terapia. Gosto de brincar com as palavras e desejo continuar a fazer isso, porque me faz bem. Sobre o futuro, tudo é possível”, vaticinou, referindo que, agora, vai estar mais atenta ao seu lado literário.

A Fundação Casa de Macau criou o Prémio A-Má que visa “incentivar e premiar o talento e a criatividade no âmbito da divulgação e da valorização da identidade macaense, em particular na sua expressão literária”. Cada candidato apenas pôde submeter a concurso um trabalho inédito. O regulamento do concurso, criado em 2021, considera admitidos a concurso contos, crónicas, poemas e textos dramáticos, cuja temática seja sobre Macau ou sobre a cultura macaense, “sob qualquer perspectiva ou interpretação do autor”. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Portugal - Edvirges Salgado vence segunda edição do Prémio A-Má

O prémio, promovido pela Fundação Casa de Macau, admite trabalhos literários como contos, crónicas, poemas ou textos dramáticos, procurando agraciar quem melhor produz trabalhos sobre Macau ou sobre a cultura macaense, sob qualquer perspectiva ou interpretação do autor

A brasileira Edvirges Salgado é a grande vencedora da segunda edição do Prémio A-Má, promovido pela Fundação Casa de Macau com o trabalho “Enigma da Primeira Lua”. A cerimónia de entrega dos prémios ocorreu na passada sexta-feira, dia 16 de Dezembro, pelas 17h (hora de Portugal) em formato híbrido, na sede da fundação, na zona do Príncipe Real, em Lisboa. “Sem palavras para descrever este meu momento. Gratidão!”, escreveu a autora no seu Facebook.

Para além da autora vencedora, o júri decidiu atribuir dois segundos lugares, em ex-aqueo, ao jornalista da RTP João Botas com o trabalho “Macau Sempre” e ao médico dos Serviços de Saúde de Macau Shee Va com “Tomásia”.

O júri decidiu ainda atribuir menções honrosas a cinco trabalhos apresentados a concurso. O poeta António MR Martins arrecadou uma menção honrosa com “No outro lado do mundo”. A jornalista e professora Fátima Almeida também recebeu uma menção honrosa com o texto “Summer’s Ghost”. Outras menções foram ainda atribuídas a João Oliveira com “Divera Saiám”, Hugo Fonseca com “O meu Outono em Macau” e António Lemos Ferreira com “De Macau a Moçambique”.

A Fundação Casa de Macau criou o Prémio A-Má que visa “incentivar e premiar o talento e a criatividade no âmbito da divulgação e da valorização da identidade macaense, em particular na sua expressão literária”. Cada candidato apenas pôde submeter a concurso um trabalho inédito. O regulamento do concurso, criado em 2021, considera admitidos a concurso contos, crónicas, poemas e textos dramáticos, cuja temática seja sobre Macau ou sobre a cultura macaense, “sob qualquer perspectiva ou interpretação do autor”. As candidaturas decorreram até 15 de Setembro.

O primeiro classificado recebe 500 euros (cerca de 4300 patacas). Para quem fica na segunda posição, o prémio será de 200 euros (cerca de 1700 patacas). Todos os participantes admitidos a concurso receberão um diploma autenticado de participação.

Recorde-se que, na sua primeira edição, o júri pôde avaliar 16 trabalhos e acabou por deliberar a atribuição de dois primeiros prémios ex-aqueo e também dois segundos prémios, para além de quatro menções honrosas. Caroline Pires Ting, académica residente no Rio de Janeiro, e Ana Cristina Alves, professora universitária e coordenadora de actividades educativas do Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM) foram as grandes vencedoras do prémio com os trabalhos “Resonances between T’ao Yuan-Ming (365-427) and Camilo Pessanha (1867-1926): The Paradise as utopic escape” e “Delírios de A-Má”, respectivamente. A ex-jornalista Fátima Almeida, actual professora universitária em Macau, e Maria Helena do Carmo, autora de vários romances históricos e estudos sobre Macau, foram agraciadas com os segundos prémios com “When I first heard Kun Iam’s voice” e “Flor de Lótus”.

As quatro menções honrosas foram atribuídas a Casper Ka Yin Chan pelo trabalho “Dóci Papiaçám – The Macanese Patuá, its Hybridity and its Implication”, a Maria Teresa Ximenez de Sandoval Teles por “Uma pincelada a sépia”, a António Lemos Ferreira por “MIM – Memórias da Infância em Macau” e a Aureliano da Rosa Barata pelo trabalho “Considerações sobre a identidade macaense e a sua literatura”.

O Prémio A-Má conta com o apoio do Observatório da China, da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), da Comissão Temática de Promoção e Difusão da Língua Portuguesa dos Observadores Consultivos da CPLP e da Casa de Macau de Portugal. Gonçalo Pinheiro – Macau in “Ponto Final”


quinta-feira, 12 de maio de 2022

Macau - Fundação Casa de Macau lança segunda edição do Prémio A-Má


A Fundação Casa de Macau (FCM) aceita, até ao dia 15 de setembro, textos literários para a realização da segunda edição do Prémio A-Má. Trata-se de uma iniciativa que visa “incentivar e premiar o talento e a criatividade no âmbito da divulgação e da valorização da identidade macaense, em particular na sua expressão literária”.

À semelhança do que aconteceu na primeira edição, serão atribuídos prémios aos primeiros dois classificados. Caroline Ting, Ana Cristina Alves, Fátima Almeida e Maria Helena do Carmo foram as vencedoras da primeira edição deste concurso, que recebeu um total de 16 candidaturas.

Dada a qualidade dos trabalhos, o júri decidiu atribuir dois primeiros prémios e duas distinções ex-aequo. Os dois primeiros classificados recebem um prémio pecuniário no valor de 500 euros [cerca de 4500 patacas]. In “Hoje Macau” - Macau