Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Moçambique - Associação Kulemba realiza 5ª edição da Feira do Livro da Beira na próxima semana

A Associação Kulemba irá realizar, de 3 a 5 de Setembro, na cidade da Beira, a quinta edição da Feira do Livro da Beira, FLIB 2025.


Subordinado ao tema “Ecos do meio século e as narrativas contemporâneas”, o evento enquadra-se nas celebrações dos 50 anos de independência nacional.

A Feira do Livro da Beira 2025 contará com exposições, debates, lançamentos de livros, oficinas e mesas-redondas em diversos espaços da cidade, nomeadamente, Casa do Artista, Livraria Fundza, universidades Licungo, Zambeze, Adventista, UNIAC e os institutos de Formação de Professores da Manga e de Inhamízua.

No primeiro dia, 3 de Setembro, às 18h00, na Casa do Artista, será inaugurada a exposição de pintura “Tradição e modernidade: celebrando meio século (1975-2025)”, da autoria do consagrado artista plástico Silva Dunduro.

No dia seguinte, 4 de Setembro, a Universidade Licungo receberá, às 09h00, a exposição arquivística “Olhar Moçambique”, conduzida por Otília Aquino, António Sarmento e Titos Pelembe, seguida do lançamento do livro “Liderança feminina no Estado Mataaka”, da autoria de Manuel Vene. Em paralelo, a UNIAC acolherá, também às 09h00, uma sessão de conversa com Suzana Espada.

À tarde, às 14h00, a Universidade Adventista será palco de uma conversa com Mia Couto, e às 16h00, a Livraria Fundza acolherá a mesa-redonda “Memória pelas lentes das artes visuais”, com Otília Aquino, Maria Pinto de Sá, Anísio Páscoa e Belmiro Adamugy, seguida, às 17h00, da mesa-redonda “O lugar das histórias na preservação do ambiente”, com Júlio Pacheco, Pedro Muagura e Suzana Espada.

A última actividade do dia irá acontecer na Casa do Artista, às 18h00, na qual Filimone Meigos, Nunes Camões e Manuel Vene irão apresentar “Reflexões sobre a transformação do espaço urbano ao longo dos últimos 50 anos”.

No terceiro e último dia, 5 de Setembro, às 09h30, Nataniel Ngomane irá conversar com formandos do Instituto de Formação de Professores da Manga. Às 11h00, Mia Couto também irá conversar com futuros professores, mas do Instituto de Formação de Professores de Inhamízua.

À tarde, às 15h30, a Faculdade de Ciências Sociais e Humanidades da Universidade Zambeze irá acolher a cerimónia do anúncio dos vencedores da 3ª edição do Prémio Literário Mia Couto.

O encerramento da FLIB 2025 está previsto para às 18h00 do dia 5 de Setembro, na Casa do Artista, com uma palestra subordinada ao tema “A influência da cultura local nas narrativas contemporâneas”, a ser proferida pelo filósofo Severino Ngoenha. In “O País” - Moçambique


segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Moçambique - Ana Magaia considera que Feira do Livro da Beira marca diferença na valorização da literatura

As actividades desenvolvidas pela Associação Kulemba, em prol da literatura em Moçambique, marcam a grande diferença, em termos práticos, na valorização da literatura moçambicana. Essa posição foi defendida pela actriz Ana Magaia, depois do encerramento da quarta edição da Feira do Livro da Beira (FLIB 2024), que decorreu entre os dias 18 e 20 de Setembro.


Para Ana Magaia, a Kulemba está a fazer o que devia ter sido feito há muito tempo. A actriz acrescentou que a associação está a dar aulas a grandes gerações ao proporcionar eventos como a FLIB, que permitem discutir vários aspectos da literatura moçambicana.

Na FLIB 2024, Ana Magaia participou no sarau de encerramento do evento, no qual fez uma leitura encenada do conto “Rosita, até morrer”, da autoria Luís Bernardo Honwana, escritor homenageado na quarta edição da FLIB.

Em relação ao trabalho apresentado, a actriz sublinhou que encenar qualquer peça sobre a obra de Honwana é motivacional e inspirador, uma vez que faz recordar vários episódios da sua juventude nos diferentes palcos do país, pois ela estreou esta peça, pela primeira vez, nos anos 80.

Palestras, conversas, debates, sarau cultural e feira de livros foram as actividades programadas para a quarta edição, que decorreu no Instituto de Formação de Professores de Inhamízua, Livraria Fundza, Universidade Licungo, Centro Cultural Português na Beira e Casa do Artista. Nessas actividades, houve participação de diferentes públicos que celebraram a grande festa do livro.

No seu discurso de encerramento, Dany Wambire, presidente da Associação Kulemba, sublinhou que esta edição é uma continuação da celebração dos 60 anos de “Nós Matámos o Cão-Tinhoso, uma vez que, ainda neste ano, houve, em Maputo, actividades iniciais, como o simpósio e a publicação do livro “O inventário da memória”, organizado por José dos Remédios.

Depois destes quatro dias de intensas actividades, Dany Wambire afirmou que Associação Kulemba conseguiu cumprir, com sucesso, os objectivos traçados para a festa de seis décadas da obra emblemática que marcou várias gerações em Moçambique e no estrangeiro. In “O País” - Moçambique


sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Moçambique - Luís Bernardo Honwana diz que o livro é o único instrumento para desenvolver o país

O escritor de “Nós Matámos o Cão-Tinhoso”, Luís Bernardo Honwana, defende que não existe nenhum outro instrumento, senão o livro, para que qualquer país se desenvolva em diversas áreas. Honwana falava durante uma palestra, na quinta-feira, na Livraria Fundza.


Luís Bernardo Honwana disse, durante o seu discurso na abertura oficial da 4ªedição da Feira do Livro da Beira (FLIB-2024), organizada pela Associação Kulemba, cujo lema é “Encontro entre Literatura, Direito e Religião”, que Moçambique faz parte das nações que devem abraçar o livro para encontrar a solução de vários problemas.

Acrescentou ainda que a pobreza no país só será mitigada através dos livros, pois é nos manuais onde se encontra a chave que pode abrir as portas para a solução dos males existentes, especialmente nas áreas de educação, saúde, segurança, tecnologia, entre outras.

O escritor vincou que este debate deve ser levado a sério, pelo que, o livro não pode ser visto, como acontece muitas vezes, como algo lúdico. Por isso, Honwana entende que já está na hora de se desenharem políticas sobre o livro.

O escritor fez comentários sobre a importância das línguas autóctones moçambicanas e disse ser vergonhoso observar a existência de pessoas que sentem o complexo de inferioridade quando se comunicam nas suas línguas de origem. Para ele, Moçambique deve orgulhar-se por ter vários idiomas.

Hoje, prosseguem as actividades do FLIB-2024. Por isso, às 18 horas, vai decorrer, no Centro Cultural Português na Beira, o debate sobre os temas: “Relação entre Literatura, Direito e Religião” e “Inventário da Memória”.

Luís Bernardo Honwana, conversou, na manhã da passada quarta-feira, na Universidade Licungo, Cidade da Beira, com docentes e estudantes de diferentes cursos.

No dia inaugural da Feira do Livro da Beira (FLIB-2024), organizada pela Associação Kulemba, a qual está a decorrer estre esta quinta-feira e amanhã, sábado, na cidade da Beira, Luís Bernardo Honwana referiu-se a vários temas que mexem com a actualidade e o passado do país. Nessa ocasião, falou da falta de valorização das línguas bantu em Moçambique, defendendo que há ainda uma grande discrepância entre o que se diz e o que se pratica.

Ainda assim, o autor afirma que, mesmo depois de 50 anos de independência, não se pode afirmar que a língua portuguesa ocupou um espaço privilegiado no país, uma vez que exclui muitos moçambicanos em diversas áreas das suas vidas. Citou, a título de exemplo, o processo da construção da paz e da democracia e, também, o processo de ensino e aprendizagem. No primeiro caso, o autor defende que só se envolvem ou sentem-se envolvidos os que têm domínio da língua portuguesa, colocando, desta maneira, os outros como meros assistentes.

No segundo caso, o Luís Bernardo Honwana defendeu que, apesar de estar em andamento o programa bilingue de ensino, em algumas regiões, dá-se privilégio ao português.

Para Luís Bernardo Honwana, as línguas bantu continuam a representar a identidade dos moçambicanos em diversos contextos.

No final, o escritor desafiou os estudantes a pensarem soluções para os problemas do país e a não serem somente assistentes. Com isso, disse que os trabalhos de conclusão de curso devem ser pensados com o objectivo de resolver os desafios que Moçambique enfrenta.

Nesta terça-feira, Luís Bernardo Honwana também teve um encontro com os estudantes do Instituto de Formação de Professores de Inhamízua, onde afirmou que qualquer país que queira ser grande deve apostar na formação de quadros com capacidade de ser e estar perante as várias adversidades.

A quarta edição da Feira do Livro da Beira (FLIB-2024) subordina-se ao tema “Encontro entre Literatura, Direito e Religião” e tem como convidado especial o escritor Luís Bernardo Honwana. In “O País” - Moçambique


terça-feira, 19 de setembro de 2023

Moçambique - Kulemba realiza terceira edição da Feira do Livro da Beira a partir desta quarta-feira

A Associação Kulemba realiza, a partir desta quarta-feira, a terceira edição da Feira do Livro da Beira (FLIB 2023). Agendada para Livraria Fundza e universidades da cidade, o evento vai juntar autores e leitores de diferentes gerações para a celebrarem Moçambique através da arte literária.


Conforme avança a nota de imprensa, neste dia inaugural, 20 de Setembro, às 14h, a terceira edição da FLIB vai iniciar com a cerimónia de lançamento dos livros Estórias trazidas pela ventania, de Adelino Albano Luís, e Phombe, de Juvenal Bucuane. O evento vai decorrer na Universidade Zambeze. Às 15 horas, na Universidade Católica de Moçambique, será lançado Deixa-me escrever-te, de Timóteo Papel.

À noite desta quarta-feira, quando forem 18 horas, na Livraria Fundza, o professor universitário e filósofo, José Castiano, vai proferir uma palestra subordinada ao tema “O reencontro com munthu: em busca do sujeito reconciliador”. Cruzando a filosofia e a literatura, Castiano vai, inclusive, recorrer a uma abordagem intelectual anteriormente partilhada na sua mais recente publicação em livro: O inter-munthu.

No dia 21, quinta-feira, às 9 horas, na Universidade Católica de Moçambique, o escritor e jornalista Daniel da Costa vai conversar sobre literatura com autores e leitores. Às 10 horas, na Universidade Alberto Chipane, será a vez de Timóteo Papel e Whaskety Fernando trocarem impressões. Por fim, às 14 horas, na Universidade Zambeze, será a vez Mia Couto conversar com a comunidade literária.

No dia 22, sexta-feira, às 9 horas, na Universidade Licungo, José Castiano e Álvaro Vasconcelos farão parte de uma mesa redonda subordinada ao tema “Memória e reconciliação: diálogo entre filosofia e história”. No mesmo horário, no Instituto de Formação de Professores de Inhamizua, Francisco Noa vai interagir com docentes e futuros docentes daquela instituição de ensino. Mais tarde, quando forem 16h30, na Livraria Fundza, Daniel da Costa e Juvenal Bucuane vão dividir a mesa-redonda “Isso aconteceu? Fronteiras entre história e literatura”. Por fim, às 17 horas, na Universidade Aberta ISCED, Mia Couto volta a conversar com autores e leitores.

A FLIB 2023 termina no dia 23, sábado, às 9 horas, na Livraria Fundza, com o lançamento do livro Estórias da paz e reconciliação, uma colectânea de crónicas que reúne textos estudantes universitários que se destacaram na edição do ano passado do Concurso de Crónicas. Por fim, às 11 horas, na Livraria Fundza, serão anunciados os vencedores do Concurso de Fotografia “Eu na Livraria”.

A terceira edição da FLIB 2023 decorre com o lema O reencontro com o munthu: diálogos entre a História, a Filosofia e a Literatura. Portanto, a programação dos quatro dias do evento inclui sessões de conversas, debates, feiras, lançamentos de livros e premiação. In “O País” - Moçambique