Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 15 de maio de 2024

Timor-Leste - Portugal instado a reforçar aposta na língua portuguesa

Representantes do Instituto Camões, presidido por Ana Paula Fernandes, estiveram de visita a Díli onde ouviram pedidos do reforço de apostas na língua portuguesa no território nas mais diversas áreas

As autoridades de Timor-Leste pediram a Portugal um reforço de aposta da língua portuguesa em várias dimensões, disse sábado a presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, Ana Paula Fernandes, no final de uma visita a Díli.

“Aquilo que ouvimos em todas as reuniões é a necessidade de um reforço na aposta da língua portuguesa nas diferentes dimensões, na educação, na capacitação da administração pública, na área da justiça, também na área do ensino técnico profissional, a necessidade também de capacitar”, afirmou à Lusa Ana Paula Fernandes.

A presidente do Instituto Camões realizou entre quarta-feira e sábado uma visita a Timor-Leste para dar início à negociação do próximo Programa Estratégico de Cooperação (PEC), para o período entre 2024-2028.

Segundo Ana Paula Fernandes, além da língua portuguesa, também foi discutida a necessidade de reforçar as capacidades da administração pública timorense para responder ao desafio de adesão à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).

Durante a sua estada na capital timorense, a presidente do Instituto Camões reuniu-se com ministros de várias pastas, incluindo com o chefe da diplomacia timorense, Bendito Freitas, que coordena as negociações, e com o primeiro-ministro, Xanana Gusmão para ouvir as prioridades timorenses.

“Mas o importante aqui também, que gostaria de realçar, é mais uma vez a vontade que ouvimos de todos os representantes das entidades públicas timorenses a necessidade de reforçarmos a língua portuguesa e também de o fazermos não só em Díli, mas também nos municípios”, sublinhou Ana Paula Fernandes.

Acordo a caminho

O PEC anterior, entre 2019-2023, foi assinado em Lisboa e tinha previsto um envelope financeiro de 70 milhões de euros para intervenções nos sectores de Consolidação do Estado de Direito e Boa Governação, Educação, Formação e Cultura e Desenvolvimento Socioeconómico Inclusivo.

A presidente do Instituto Camões precisou que a execução do programa foi de 102 por cento e que até ao final do mês deverá receber da parte de Timor-Leste as “prioridades claramente definidas” para que o novo PEC possa ser assinado antes do final do ano. In “Hoje Macau” - Macau


domingo, 26 de dezembro de 2021

Bélgica - Presidente do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa lamenta “contínuo desinvestimento” na rede do ensino de português

O Presidente do Conselho Regional das Comunidades Portuguesas na Europa, Pedro Rupio, lamentou ontem o contínuo “desinvestimento” na rede oficial do Ensino de Português no Estrangeiro (EPE), na qual o número de alunos foi o mais baixo deste século.

“Com 39540 alunos a frequentar a rede oficial do EPE, o ano letivo 2019/20 é o pior deste século em termos de números de alunos”, revelou Pedro Rupio, que obteve estes dados do Presidente do Instituto Camões, uma vez que os mesmos não constam do Relatório da Emigração, divulgado na terça-feira.

O Conselheiro das Comunidades portuguesas recordou que, “depois de se ter passado por baixo da barra dos 50000 alunos em 2013/14”, o que aconteceu logo após a introdução de uma Propina, alvo de contestação desde essa data, “ficou-se agora sob a barra simbólica dos 40000 alunos, seis anos mais tarde”.

Em declarações à Lusa, Pedro Rupio referiu que “o objetivo do Camões é cada vez mais ensinar português para estrangeiros, o que se confirma no ensino integrado, em detrimento do ensino paralelo, com cada vez menos alunos”.

A consequência, disse, é “o afastamento do público português e lusodescendente da rede oficial do EPE”.

E acusou os Governos destes últimos seis anos de considerarem “mais interessante para Portugal investir num estrangeiro do que num português”.

“O objetivo foi claramente a aposta no ensino integrado, em que a maioria são alunos nacionais do país de residência, em detrimento do ensino paralelo, sobretudo para alunos portugueses, que seguem um modelo de ensino dado de forma extracurricular, em escolas que não as que frequentam habitualmente”, disse.

E projeta que, “enquanto houver esse investimento único no português para estrangeiros, continuará essa tendência”.

“Temos tudo a favor do português para estrangeiros e o que pedimos é que as crianças portuguesas e lusodescendentes não sejam esquecidas e que possam seguir as aulas de língua e cultura portuguesas”, declarou.

Dados do Camões, citados por Pedro Rupio, indicam que, em 2013/14, a proporção de alunos no ensino paralelo era de 64,6% e de 35,4% no ensino integrado (maioritariamente frequentado por alunos estrangeiros), essa mesma proporção passou respetivamente para 39,6% no ensino paralelo e 57% no ensino integrado em 2019/20.

Os primeiros cursos de língua e cultura portuguesas para filhos de emigrantes foram criados em Esch-sur-Alzette, Luxemburgo, em 1972. In “LusoJornal” – França com “Lusa”