Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

República Democrática do Congo - Chegada de milhares de vacinas procura conter surto de ébola

A OMS diz que 70 mil doses estão disponíveis contra a pior e mais rápida epidemia do vírus já registada no país. O esforço logístico e humanitário visa imunizar profissionais da linha de frente e conter propagação incomum nas regiões afetadas


Com uma velocidade de propagação três vezes superior à da epidemia de ébola que atingiu a África Ocidental entre 2014 e 2016, a República Democrática do Congo, RD Congo, recebe 70 mil doses da vacina Ervebo.

A atual corrida contra o tempo visa travar o avanço do vírus no leste do país, disseram a Organização Mundial da Saúde, OMS, e seus parceiros. A Ervebo, autorizada em 2019, foi a primeira vacina desenvolvida para proteção contra a infecção pelo ébola.

Esperança

Até agora, a 17.ª epidemia na República Democrática do Congo já fez 2476 vítimas fatais em meio a 5208 casos. A liberação de 70 mil doses da vacina Ervebo é considerada um “raio de esperança”.

A agência da ONU ressaltou, nesta quinta-feira, que a medida responde a um pedido urgente do governo congolês e representa uma “demonstração histórica de solidariedade global na linha de frente da saúde pública”.

O principal objetivo desta distribuição de imunizantes é a proteção dos trabalhadores da linha de frente. São 50 mil doses anunciadas diretamente para profissionais de saúde e trabalhadores essenciais que arriscam as suas vidas diariamente.

De acordo com o anúncio, as 20 mil doses restantes serão aplicadas num ensaio clínico de Fase 3.

O desafio do vírus bundibugyo

Apesar do alívio trazido pelos imunizantes, os cientistas enfrentam o desafio de lidar com a vacina Ervebo. O produto é altamente eficaz contra a cepa tradicional do vírus ebola, mas não foi originalmente desenvolvido para o vírus bundibugyo.

A cepa específica é responsável pelo surto atual, para o qual não havia tratamentos ou vacinas aprovadas anteriormente. O comunicado da OMS frisa que, embora ainda não se saiba com certeza se a Ervebo protegerá totalmente contra o bundibugyo, dados preliminares de laboratório e de testes em animais sugerem que ela pode fornecer um grau importante de proteção cruzada.

A estratégia e o futuro

Diante deste novo desenvolvimento, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, reforçou que a agência une forças com o Centro de Controlo de Doenças da África e autoridades locais para intensificar a vigilância, a detecção rápida, o engajamento comunitário e o atendimento de qualidade.

O ponto frágil da resposta tem sido a velocidade. A maioria dos novos casos é descoberta fora da monitorização de contactos, o que permite que o vírus continue a espalhar-se mais rápido do que as equipas médicas conseguem rastreá-lo.

Com a chegada do lote de vacinas, a RD Congo ganha uma ferramenta essencial para tentar virar o jogo e salvar vidas na região. ONU News – Nações Unidas


quarta-feira, 17 de setembro de 2025

República Democrática do Congo - Começa vacinação contra Ébola

Parceiros internacionais aprovaram envio de dezenas de milhares de doses para conter surto na nação africana. A província de Kasai iniciou imunização após entrega de 400 doses com apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS


A vacinação dos profissionais de saúde e de pessoas em contato com casos confirmados de Ébola começou na zona de Bulape, na República Democrática do Congo, onde foi declarado um surto da infecção.

As primeiras 400 doses da vacina Ervebo, provenientes de um estoque preposicionado de 2 mil doses na capital congolesa, Kinshasa, já foram entregues. Doses adicionais estão a caminho das localidades afetadas.

Estratégia de vacinação

Foi adotada uma estratégia de vacinação em anel, que consiste em imunizar os indivíduos com maior risco de contágio após contato com doentes confirmados. A medida é também recomendada para profissionais de saúde e trabalhadores da linha da frente expostos ao vírus. A vacina Ervebo é considerada segura e eficaz contra a espécie Zaire, confirmada como causa do surto em curso.

O Grupo Internacional de Coordenação do Fornecimento de Vacinas aprovou o envio de cerca de 45 mil doses adicionais para reforçar a resposta ao surto.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, apoiou as autoridades sanitárias no pedido de doses adicionais, e, juntamente com parceiros como o Unicef, desenvolveu um plano de vacinação ajudando na formação de agentes para recolha de dados e apoio direto às comunidades.

Reforço da resposta

Além das vacinas, tratamentos com anticorpos monoclonais (Mab114), utilizado em cuidados clínicos, também foram enviados ao centro de tratamento em Bulape. A OMS destacou, no terreno, até agora 48 especialistas em vigilância, cuidados clínicos, prevenção e controlo de infeções, logística e envolvimento comunitário, que estão a apoiar as autoridades no controlo do surto.

Nos países vizinhos, a agência da ONU está a trabalhar com os governos nacionais para reforçar a capacidade de deteção rápida de casos e uma implementação imediata de medidas de contenção.

A OMS avalia o risco para a saúde pública como elevado em nível nacional, moderado em nível regional e baixo em nível global. ONU News – Nações Unidas

quarta-feira, 3 de março de 2021

Guiné-Bissau - Criada comissão para reactivar Plano de Contingência contra o Ébola

Bissau – O Coordenador do Centro Operacional de Emergência em Saúde (COES), anunciou a criação de uma comissão para reactivar o Plano de Contingência elaborado, em 2014, para fazer face a eventuais casos de Ébola, doença que voltou a ser detectada na vizinha Guiné-Conacri, em Fevereiro.

Dionísio Cumba falava em entrevista à ANG sobre diligências para prevenção da propagação da doença do ébola que já se encontra no país vizinho.

Disse que tomaram conhecimento da surto do ébola que está a assolar a zona sudoeste da Guiné Conacri no dia 13 de Fevereiro, através da notificação do primeiro boletim da Organização Mundial de Saúde, OMS, sobre a doença na sequência da morte de uma enfermeira que trabalhava naquela região.

ʺEsta enfermeira morreu no dia 29 de Janeiro e foi enterrada no dia 01 de Fevereiro. Testes feitos deram positivo para o Ébola, a partir daí houve uma declaração oficial do Ministério de Saúde da Guiné-Conacri que depois foi transmitida para os países vizinhos através da OMS”, explicou Dionísio Cumba.

Aquele médico afirmou que, de imediato no dia 15 de Fevereiro do ano em curso no Ministério de Saúde informou o ministro e convocou logo uma reunião com os directores gerais de prevenção e outros responsáveis daquela instituição, coordenador COES e Alta Comissária para covid- 19.

Dionísio Cumba disse depois de uma reunião sobre a doença, o ministro instruiu a reactivação dos centros de Operações de Emergência em Saúde nas regiões de Sul e Leste, que fazem fronteiras com a Guiné-Conacri.

ʺOs Directores gerais destas regiões foram informados desta situação e activaram o COES regionais sobretudo nos pontos de entrada, como sabem a Guiné Conacri tem fronteira muito longo com o nosso país, mais de 200 quilómetros”, disse.

Segundo Dionísio Cumba, a aplicação do Plano de Contingência envolve não só o Ministério de Saúde, mais também o do Interior, Comércio, Administração Territorial, Saúde Animal e Protecção Civil.

Aquele responsável concluiu que a situação está sob controlo e que os últimos dados indicam que não tem havido novos casos de contaminação por Ébola no país vizinho. In “Agência de Notícias da Guiné” – Guiné-Bissau

 

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Angola - Prepara resposta ao Ébola com ajuda de especialistas portugueses

Três especialistas portugueses vão integrar uma missão internacional de prevenção e resposta rápida ao Ébola para ajudar Angola a conter o surto que afecta o país vizinho, a República Democrática do Congo (RDCongo)



Segundo a microbiologista do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Ana Pelerito, uma das especialistas que integra a equipa que está a dar formação em Luanda, entre 13 e 18 de Agosto, o objectivo é “poderem estar preparados” para prevenir e controlar um possível surto de vírus em Angola.

Serão cerca de 15 elementos de diferentes países que estão a focar-se na gestão de casos, colheita e transporte de amostras, rastreamento de contactos, descontaminação, investigação de surtos e mobilização social, numa formação transversal que abrange desde a componente laboratorial aos procedimentos a adoptar nas fronteiras.

“A minha intervenção tem a ver com a parte de diagnóstico laboratorial. Estou a participar nesta formação explicando quais são as melhores amostras para detectar esta infecção, como é que essas amostras têm de ser colhidas, como é que tem de ser processadas, como têm de ser transportadas até chegar ao laboratório, qual é a manipulação que se deve fazer no laboratório para depois lá, ou se tiverem de ser enviadas para outro país as amostras estarem em condições para serem identificadas”, explicou Ana Pelerito.

De Portugal, além de Ana Pelerito, integram também a missão médica um infecciologista do Centro Hospitalar de São João, no Porto, e uma médica de saúde pública da Autoridade de Saúde – Sanidade Internacional da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

O apoio foi solicitado no âmbito da assistência técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS) ao Ministério da Saúde de Angola face à epidemia do Ébola, sendo a missão coordenada pela rede internacional de resposta a emergências em Saúde Pública, GOARN (Global Outbreak Alert and Response Network).

O novo surto de Ébola no leste da RDCongo causou, até agora, dez vítimas mortais, segundo o Ministério da Saúde local. As autoridades do país estão a investigar as causas das mortes de outras 27 pessoas para determinar se foram infectadas pelo vírus Ébola e identificaram outros 54 casos “suspeitos”.

O décimo surto do vírus Ébola na RDCongo foi declarado a 1 de Agosto nas proximidades da cidade de Beni (leste). Em Julho, as autoridades declararam o fim do surto de Ébola que atingira o noroeste do país e que matou 33 pessoas. In “Ver Angola” - Angola

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Angola – Porto do Lobito promove campanha de sensibilização de prevenção do vírus ébola

O Porto do Lobito promoveu recentemente, nas ruas da cidade Ferro-Portuária, uma campanha de informação e sensibilização para a prevenção do surto da febre hemorrágica do vírus Ébola que assola a África Ocidental.


Numa organização do Gabinete de Comunicação e Imagem, dezenas de trabalhadores com apoio técnico da clínica do Porto do Lobito e do Comando Municipal da Polícia Nacional, distribuíram camisolas e folhetos com informações sobre as medidas preventivas para neutralizar a doença.


Para além da campanha, realizada nas áreas mais movimentadas da cidade, a nível interno foram realizados meetings com os trabalhadores onde foram transmitidas informações sobre as vias de transmissão, sintomas e formas preventivas, além da obrigatoriedade de recorrer as unidades sanitária em presença de casos suspeitos.


O Presidente do Conselho de Administração em exercício, Eduardo Elias Seno, declarou no ato inaugural que a Empresa é pioneira no país a desenvolver esta campanha e no âmbito da sua responsabilidade social não estaria indiferente perante a situação alarmante que se vive, já que a propagação do vírus do Ébola representa uma grande ameaça para a saúde e o desenvolvimento do continente africano e de outras partes do mundo.

“A medida surge como consequência do alerta lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), onde Angola é colocada na lista dos países em risco de contrair a epidemia, que já chegou à República Democrática do Congo (RDC”, sublinhou o responsável. Porto do Lobito - Angola

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Angola – Prevenção ao surto da epidemia do ébola

Direcção Provincial da Saúde aperta o cerco a entrada do vírus ébola através do Porto do Lobito

A Direcção Provincial da Saúde em Benguela está a adoptar medidas estratégicas apropriadas para prevenir a entrada, no país, do vírus Ébola que está a assolar a região ocidental de África, particularmente a vizinha República Democrática do Congo (RDC).


Um comunicado enviado pela área marítima do departamento provincial de Inspecção e Fiscalização da direcção provincial de Saúde, à Capitania do Porto do Lobito, faz saber que “por razões alarmantes que se está a viver nos países da África Ocidental devido ao surto da epidemia do Ébola, os navios provenientes dos países afectados serão obrigatoriamente submetidos a quarentena durante três dias, como forma de despistar eventuais casos da doença”.

O documento que o Conselho de Administração do Porto do Lobito teve acesso, revela que após serem tomadas as devidas precauções “ os navios poderão atracar no Porto do Lobito para as suas operações normais”.

A direcção provincial da Saúde informa que “a equipe de serviço ou a autoridade indicada para visita e inspecção aos navios, deverá tomar todas médias de precaução, munindo-se com equipamentos de proteção tais como, luvas e máscaras, evitando também apertos de mãos”.

O comunicado que vimos citando esclarece ainda que para fazer face a ameaça “não será admitida a saída da tripulação do navio para a área territorial”.

Recorde-se que Angola passou a integrar o grupo de países com risco "moderado a alto" de infeção por Ébola, depois de casos confirmados na República Democrática do Congo (RDC). Por isso, as autoridades sanitárias angolanas preocupadas com essa estão agora a "redobrar" e a "acelerar" a mobilização de equipas para o controlo, alerta e vigilância sanitária, nomeadamente nos postos de fronteira a norte, portos e aeroportos.

O vírus Ébola é um dos mais contagiosos ao homem e o seu nome vem de um rio no Congo, onde ele apareceu pela primeira vez na década de 1960. A contaminação acontece pelo contacto com o sangue, fluídos corporais ou tecido de uma pessoa infectada. Depois do período de incubação do vírus, aparecem sintomas como dor de cabeça e no corpo, que evoluem para vômitos, insuficiência hepática e hemorragia interna e externa. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o Ébola tem índice de fatalidade de 90%. Porto de Lobito - Angola