Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Reino Unido - Abelhas grandes aprendem a localização das melhores flores, indica novo estudo

 


Um novo estudo indica que as abelhas grandes decoram e aprendem a localização das melhores flores, enquanto as abelhas menores – que têm um alcance de voo menor e menor capacidade de carga – não prestam especial atenção às flores com o néctar mais rico.

Os Cientistas da Universidade de Exeter, Inglaterra, examinaram os “voos de aprendizagem” que a maioria das abelhas realiza após deixar as flores.

O estudo mostra o que as abelhas fazem, estudam o caminho de regresso, repetidamente olhando para trás para memorizar a localização de uma flor.

“Pode não ser amplamente conhecido que os insetos polinizadores aprendem e desenvolvem preferências individuais por flores, mas na verdade as abelhas são seletivas”, disse Natalie Hempel de Ibarra, professora associada do Centro de Pesquisa em Comportamento Animal de Exeter, num comunicado.

“Ao deixar uma flor, elas podem decidir ativamente quanto esforço deve ser feito para se lembrarem da sua localização. A descoberta surpreendente do nosso estudo é que o tamanho da abelha determina essa tomada de decisão e o comportamento de aprendizagem.”

No estudo, abelhas em cativeiro visitaram flores artificiais contendo solução de sacarose (açúcar) em concentrações variadas.

Quanto maior a abelha, mais o seu comportamento de aprendizagem varia, dependendo da riqueza da solução de sacarose.

As abelhas menores investiram a mesma quantidade de esforço em aprender a localização das flores artificiais, independentemente se a concentração de sacarose era alta ou baixa.

“As diferenças que encontramos refletem os diferentes papéis das abelhas nas suas colónias”, indicou em comunicado o professor Hempel de Ibarra.

“Abelhas grandes podem carregar cargas maiores e explorar mais longe do ninho do que as menores. Os pequenos com um alcance de voo e capacidade de carga menores não podem dar-se ao luxo de ser tão seletivos, então aceitam uma variedade maior de flores.

“Essas pequenas abelhas tendem a envolver-se mais com as tarefas dentro do ninho – só saem para procurar alimentos se o stock de comida na colónia estiver a acabar.”

O estudo foi realizado em colaboração com cientistas da Universidade de Sussex, financiado pela Leverhulme Trust e publicado na revista Current Biology. In “Green Savers Sapo” - Portugal


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Internacional - Turbina inovadora gera energia barata com ondas do mar


Energia das ondas

Começou, no litoral da Espanha, o teste de mais uma tecnologia objetivando gerar eletricidade limpa e sustentável explorando as ondas do mar.

O projeto Opera, financiado pela União Europeia, lançou ao mar o primeiro protótipo do gerador Marmok, um novo tipo de gerador cujas turbinas podem gerar até 30 kW cada uma. O segundo protótipo deverá ser ancorado no mesmo local em 2017.

O dispositivo é descrito por seus idealizadores como um "absorvedor pontual" baseado no princípio da coluna de água oscilante - a força vem das ondas do mar, mas as turbinas são giradas por ar.

Trata-se de uma grande boia flutuante, com 5 metros de diâmetro, 42 metros de comprimento e 80 toneladas de peso. A boia, que acomoda duas turbinas com capacidade nominal de 30 kW, fica quase inteiramente submersa.


As ondas capturadas criam uma coluna de água dentro da estrutura central da boia, estrutura esta que se move como um pistão pelo movimento de ida e volta das ondas, comprimindo e descomprimindo o ar em uma câmara na parte superior do dispositivo.

O ar é então expelido pelo topo, onde é aproveitado por uma ou mais turbinas, cuja rotação aciona o gerador de eletricidade.

"Este projeto colaborativo europeu de demonstração da energia das ondas irá produzir dados importantes, que permitirão a próxima fase de comercialização da produção de energia a partir do oceano," disse Lars Johanning, da Universidade de Exeter e principal pesquisador do projeto.


A propósito, um dos grandes argumentos da equipa é que este dispositivo deverá produzir eletricidade a um custo muito baixo - eventualmente o menor custo dentre os vários projetos de geração de energia no mar atualmente em testes na Europa, envolvendo exploração das ondas, das marés e das correntes oceânicas.

A grande diferença é que trata-se de um projeto público, com dados compartilhados entre pesquisadores de várias universidades, enquanto a maioria dos outros testes são empreendimentos privados, o que torna virtualmente impossível dispor de dados confiáveis que permitam comparar as diversas tecnologias e traçar planos de longo prazo para a geração sustentável de energia.


No geral, o projeto Opera pretende desenvolver tecnologias que permitam uma redução de 50% nos custos operacionais em mar aberto, acelerando assim o estabelecimento de padrões internacionais e reduzindo as incertezas tecnológicas e os riscos técnicos e empresariais para adoção da tecnologia em larga escala. In “Inovação Tecnológica” - Brasil