Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 18 de novembro de 2025

Macau - Banda desenhada conta a história da Batalha de 1622

O Instituto Internacional de Macau e a Mandarina Books vão lançar um livro de banda desenhada intitulado “Vitória, vitória – episódio da nossa história”, o qual conta a história da Batalha de Macau de 1622. A concepção coube a António Monteiro, as ilustrações a Rodrigo de Matos e o texto a Catarina Mesquita


Chama-se “Vitória, vitória – episódio da nossa história” e é o novo livro de banda desenhada bilingue, que vai ser lançado pelo Instituto Internacional de Macau (IIM), em co-edição com a Mandarina Books. “Esta nova obra oferece uma visão refrescante e notavelmente divertida sobre a Batalha de Macau de 1622, um episódio decisivo na história do território”, refere a organização em comunicado.

Mais do que uma simples recriação histórica, “este livro foi concebido como uma sátira inteligente e afectuosa”, abordando os eventos do cerco holandês de forma “humorística e irreverente”, e estabelecendo “uma ligação espirituosa” com as celebrações actuais do Dia de São João Baptista, padroeiro de Macau, cuja festa comemora precisamente essa vitória histórica, pode ler-se. “O resultado é uma obra que ri da História e das suas tradições, sem nunca deixar de as celebrar”.

A equipa criativa – composta por António Monteiro na concepção, Rodrigo de Matos nas ilustrações e Catarina Mesquita no texto – “garante que o processo de criação foi tão divertido quanto o produto final”, acrescenta a nota. Nesse sentido, “o livro promete capturar a atenção de leitores de todas as idades, transformando um capítulo complexo do passado numa aventura gráfica cheia de humor e acção”.

A publicação, que tem o apoio financeiro do Fundo de Desenvolvimento da Cultura, estará disponível em português e chinês. O lançamento da obra está agendado para 4 de Dezembro, a partir das 18h00, durante a feira de livros no pavilhão polidesportivo do Tap Seac, situado no Jardim Vasco da Gama. A apresentação contará com a presença de Rodrigo de Matos, cartoonista da obra, Miguel de Senna Fernandes, em representação da Associação dos Macaenses, e António Monteiro, secretário-geral do IIM.

O IIM sublinha que esta obra “oferece uma forma inovadora e descontraída de olhar para a identidade local, provando que a História pode ser tão dinâmica e envolvente como a própria cidade de Macau”. O livro tem um custo de 180 patacas e estará disponível nas livrarias de Macau e nas plataformas digitais do IIM e da Mandarina. Catarina Pereira – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”


segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Macau – Cartunista português a residir na RAEM semi-finalista em concurso organizado em Itália

O cartoonista Rodrigo de Matos, colaborador dos jornais Ponto Final e Expresso, em Portugal, é um dos 56 semi-finalistas do concurso “Libex 2021”, organizado em Itália. O cartoon, inédito, mostra um olhar sobre a questão do politicamente correcto e da “cultura do cancelamento”


A caneta usada pelo jornalista é a aquela que, ao mesmo tempo, corta a sua mão. Foi esta a metáfora usada por Rodrigo de Matos, cartoonista dos jornais Ponto Final e Expresso, para participar na terceira edição do concurso internacional “Libex 2021”, organizado em Itália e dedicado exclusivamente a cartoonistas profissionais.

Rodrigo de Matos, que foi convidado a concorrer, está entre os 56 semi-finalistas, sendo que os dez finalistas do concurso só serão conhecidos no início do próximo mês. Este ano o tema da iniciativa é a “cultura do cancelamento e o politicamente correcto”, tendo o cartoonista optado por um inédito para chamar a atenção para o que se passa em todo o mundo.

“Esta questão do politicamente correcto, da limitação da linguagem e das visões políticas é um problema mundial. Há uma bifurcação muito grande na sociedade. Esta é uma tendência que se observa em que tudo o que nos cerca acaba por levar a um duelo que é de extremismo político”, aponta.

Rodrigo de Matos considera que a pandemia da covid-19 só veio tornar mais evidente esse cenário. “Na situação actual da covid-19, que é uma questão essencialmente científica, em que as decisões deveriam ser tomadas sempre com critérios científicos, vemos que a actuação das pessoas tem sido muito política.”

Sem saber o que os outros concorrentes apresentaram a concurso, Rodrigo de Matos diz não pensar muito em ganhar. “É bom [estar entre os semi-finalistas] sobretudo num concurso que não é aberto a cartoonistas amadores. A maior parte dos participantes são nomes conhecidos nos seus países, e só estar entre esses convidados já diz alguma coisa.”

Chamas de criatividade

O ano passado Rodrigo de Matos também chegou ao grupo dos 55 semi-finalistas com um cartoon publicado no Ponto Final que versava sobre as celebrações de Tiananmen em Macau. Este ano a opção de levar um cartoon inédito a concurso foi algo natural.

“Normalmente concorro com coisas já publicadas, mas estive a verificar os meus desenhos e, com este tema, e eram todos muito presos a um tema muito específico e à notícia em si. Não tinham uma leitura tão abrangente sobre este assunto.”

Rodrigo de Matos confessa que a pandemia da covid-19 lhe trouxe uma nova visão criativa. “Sempre que ocorrem coisas assim no mundo, fora do normal, são pequenas centelhas que acendem a chama da criatividade. São coisas que despertam sempre o nosso olhar crítico para o que se passa à nossa volta, e de facto tem sido um período [produtivo]. Há muita coisa para fazer cartoons e situações que merecem a nossa veia crítica”, referiu.

Para o concurso “Libex 2021” foram convidados 160 cartoonistas de um total de 55 países. Andreia Silva – Macau in “Hoje Macau”