De textura cremosa e massa
estaladiça, simples ou polvilhado com açúcar ou canela, o pastel de Belém é uma
das mais populares iguarias da doçaria portuguesa. Contudo, guardada a “sete
chaves” na Oficina do Segredo na Fábrica dos Pastéis de Belém, a receita
original é apenas conhecida por seis colaboradores que se comprometeram a nunca
revelá-la. Estamos a falar de um segredo (delicioso, por sinal) com cerca de
180 anos, cujo sabor é reconhecido internacionalmente. In
“Jornal Económico” - Portugal
Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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quarta-feira, 7 de junho de 2017
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Portugal – Pastéis de nata
Universidade
de Aveiro «exporta» pastéis de nata
Departamento
de Química põe-nos em qualquer ponto do mundo como se tivessem sido acabados de
fazer.
Era uma das receitas de Álvaro Santos
Pereira, antigo ministro da Economia, para o combate ao défice e dívida
externos: exportar o pastel de nata. Mas, sujeitos a ultracongelação e
reaquecimento em micro-ondas, os pastéis de nata adquirem uma textura diferente
da dos acabados de sair do forno e a massa folhada deixa de ser crocante. O
mercado já tem disponíveis pastéis de nata ultracongelados. No entanto, estes
são vendidos como produto cru ou semi-cru, necessitando ainda de confecção
demorada em forno convencional e a temperaturas elevadas.
O problema foi agora resolvido pelo
Departamento de Química (DQ) da Universidade de Aveiro, que desenvolveu um
pastel de nata que pode ser ultracongelado depois de pronto e ser consumido em
qualquer ponto do mundo, como se tivesse sido acabado de fazer, após um minuto
no micro-ondas. Mais, os investigadores da UA desenvolveram-no com menos
calorias do que o pastel de nata tradicional.
“Os pastéis de nata confeccionados que
existem actualmente no mercado, se sujeitos a ultracongelação e reaquecimento
em forno de micro-ondas, adquirem uma textura diferente da do pastel de nata
tradicional e com uma massa folhada não crocante”, aponta Manuel António
Coimbra, investigador do DQ. O coordenador da equipa - composta por Rita Bastos
e Elisabete Coelho - desvenda que este foi desenvolvido com base na
incorporação de um ingrediente alimentar à base de polissacarídeos, que foi
adicionado à massa folhada e ao creme de nata.
“Este ingrediente permitiu obter um produto
que pode ser congelado e reaquecido em forno de micro-ondas, preservando as
características do pastel de nata tradicional”, diz Manuel António Coimbra.
Nutricionalmente, adianta o investigador, “a adição dos polissacarídeos na
formulação levou a um aumento do teor de fibra dietética e a uma diminuição do
teor de gordura, obtendo-se um pastel de nata com apenas 184 calorias, menos do
que as do tradicional”.
Parceria
com a empresa Mealfood
O pastel de nata prepara-se para ser vendido
como produto ultracongelado e totalmente confeccionado, bastando um minuto de
aquecimento num forno de micro-ondas para ser saboreado. “Com este novo
produto, o consumidor pode desfrutar de todo o sabor e qualidade de um pastel
de nata tradicional, a qualquer hora do dia no conforto da sua casa”, garante
Manuel António Coimbra. Mais, com a nova receita, “será possível exportar e
alargar mercados para este produto tipicamente português com preservação das
suas características sui generis”.
A receita, sublinha Manuel António Coimbra, foi
desenvolvida por solicitação da Mealfood “em que o saber fazer do mestre
pasteleiro Francisco Santos daquela empresa se associou à ciência da
Universidade”. Após seis meses de trabalho, o pastel de nata já se encontra com
pedido de patente efectuado e os consumidores poderão encontrá-los brevemente
no mercado. In “Ciência Hoje” -
Portugal
Mealfood
Lda -
Rua do Cubo, Edf. das Pedreiras, Rc, B 3850-626 Frossos ( Albergaria-A-Velha) -
Portugal
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