Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Portugal - Parque eólico flutuante está operacional e a fornecer energia limpa à rede elétrica

A ligação da última das três plataformas foi completada com sucesso e assinala a conclusão da construção do parque eólico na costa portuguesa



O WindFloat Atlantic o primeiro parque eólico flutuante semi-submersível do mundo e a EDP acaba de confirmar que já está plenamente operacional e a fornecer energia limpa à rede elétrica de Portugal.  O projeto pertence à Windplus, que é propriedade conjunta da EDP Renováveis, que detém 54,4%, a ENGIE (25%), Repsol (19,4%) e Principle Power Inc (1,2%).

A ligação da última das três plataformas ao cabo de alimentação que percorre os 20 quilómetros de distância que separam o parque eólico da estação instalada em Viana do Castelo, assinala a conclusão da construção do parque. O WindFloat Atlantic, tem uma capacidade total instalada de 25 MW e deverá gerar energia suficiente para abastecer o equivalente a 60 000 utilizadores por ano, poupando quase 1,1 milhões de toneladas de CO2.

Segundo a EDP, a última plataforma do WindFloat Atlantic foi ligada à rede e o parque já entrou em pleno funcionamento. As três unidades começam agora a injetar na rede elétrica de Portugal a energia produzida pelas suas turbinas de 8,4 MW, as maiores do mundo jamais instaladas numa plataforma flutuante.

10 anos de projeto

O projeto foi iniciado pelo consórcio Windplus há já uma década, garantindo o acesso aos melhores recursos eólicos em mar alto, que até agora eram inacessíveis. O Windplus instalou e ligou três plataformas com êxito — com 30 metros de altura e uma distância de 50 metros entre cada uma das suas colunas — e que permitem albergar turbinas de 8,4 MW, as maiores do mundo jamais instaladas numa plataforma flutuante.

A tecnologia utilizada é chave para o êxito do projeto, destacando-se a ancoragem, que permite a sua instalação em águas de mais de 100 metros de profundidade, e o seu design, orientado para a estabilidade em condições climatéricas e marítimas adversas. O projeto beneficiou ainda da tecnologia de montagem: a assemblagem foi feita em doca seca, o que permitiu importantes poupanças logísticas e económicas e possibilitou o reboque das plataformas por rebocadores normais.

As plataformas foram construídas pelos dois países da Península Ibérica: duas delas nos estaleiros de Setúbal (Portugal) e a terceira nos estaleiros de Avilés e Fene (Espanha).

A tecnologia aplicada e o modelo desenvolvido para o WindFloat Atlantic pode agora ser reproduzido noutras geografias com mares profundos e outras condições marítimas adversas para a tecnologia eólica offshore tradicional.

As fundações WindFloat também permitem albergar os maiores aerogeradores do mundo, o que contribui para o aumento da produção de energia, fomentando uma redução considerável dos custos associados ao ciclo de vida. In “Sapo Tek” - Portugal

domingo, 6 de janeiro de 2019

Alemanha - Produção eléctrica das eólicas offshore aumentou 8% em 2018

A produção eléctrica a partir dos parques eólicos offshore no Mar Báltico e Mar do Norte alemães cresceu em 2018, muito devido ao aumento de capacidade instalada de vários projectos

Os parques eólicos offshore da Alemanha aumentaram a sua produção de electricidade em 18,8 Terawatts/hora (TWh), ou seja, mais 8% do que a gerada em 2017 no Mar Báltico e Mar do Norte alemães, refere o Safety4Sea com base em dados do Instituto Fraunhofer para Sistemas de Energia Solar ISE.

Deste total, 16,6 TWh foram gerados nos parques eólicos do Mar do Norte e 2,2 TWh pelos do Mar Báltico. A publicação recorda que a energia eólica offshore é uma das principais fontes de energias renováveis produzidas na Alemanha e representa mais de 40% da energia total produzida no país.

O aumento registado em 2018 ficou a dever-se, essencialmente, à capacidade adicional instalada dos projectos Borkum Riffgrund 2 (450 MW) e Merkur (396 MW), ambos no Mar do Norte, e Arkona (385 MW) e Wikinger (350 MW), no Mar Báltico, que começaram a distribuir electricidade em 2018, refere a publicação.

Recorde-se que a Alemanha ambiciona aumentar a sua capacidade instalada de produção de energia eólica offshore para 20 GW até 2030, conforme estabelece uma lei aprovada em Dezembro. In “Jornal de Economia do Mar” - Portugal

sábado, 8 de setembro de 2018

Reino Unido - Dinamarquesa Ørsted inaugura maior parque eólico marinho do mundo


Localizado perto da ilha britânica de Walney, o parque Walney Extension tem 145 km² de extensão, com 87 turbinas eólicas capazes de produzir 659 MW e abastecer 600 mil casas



A companhia dinamarquesa de energia Ørsted anunciou nesta quinta-feira (6) a inauguração do maior parque eólico marinho do mundo, que fica no mar da Irlanda.

Localizado perto da ilha britânica de Walney, o parque Walney Extension tem 145 km2 de extensão, com 87 turbinas eólicas capazes de produzir 659 MW e abastecer 600 mil casas, informou o grupo em comunicado.

Além da sua grande superfície, o parque "representa um passo importante na visão da Ørsted de um mundo que funciona inteiramente graças às energias verdes", disse Matthew Wright, chefe da subsidiária britânica.

Walney Extension é o 11º parque eólico offshore que a empresa possui no Reino Unido.

Em mais de dez anos, a Ørsted (antiga Dong Energy) abandonou progressivamente o carvão e o petróleo, que era a sua principal atividade, para favorecer as energias renováveis.

Desde 2006, o grupo reduziu as suas emissões de CO2 em 52% e, em maio de 2017, vendeu as suas atividades de produção de petróleo e gás para a empresa suíça Ineos.

Em junho, a Ørsted também anunciou a sua intenção de vender as atividades de distribuição de eletricidade na Dinamarca para se concentrar no mercado internacional de energia renovável.

O parque Walney Extension é propriedade da Ørsted (50%) e dos fundos de pensão dinamarqueses PKA (25%) e PFA (25%). Ørsted - Dinamarca

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Brasil - Mais de 500 parques eólicos instalados por todo o país



O Brasil está decidido a usar apenas energia renovável e como tal, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) em dezembro de 2017 a contavam-se mais de 500 parques eólicos instalados por todo o país.

Assim, a produção de eletricidade por esta via passa dos 12,4GW. São 503 centrais com praticamente 6500 aerogeradores! Esperam ainda que em 2020 estejam a operar com uma capacidade de pelo menos 17GW, o que significa que o investimento irá continuar a aumentar a um ritmo alucinante.

Leilões Energias Renováveis

Para atingirem esse valor de potência instalada, as autoridades lançaram já dois novos leilões, que junto com os contratos existentes garantirão essa potência pelo ano de 2020. Assim, no final de dezembro foi lançado dois novos leilões para a energia eólica o A4 e o A6.

Em 2016 não houve leilão nem nenhum contrato novo para as eólicas, mas ainda assim conseguiram terminar o ano com uma excelente produção. Agora esperam com os novos leilões inverter a situação para o futuro.

Além destes dois leilões no fim de 2017, espera-se um terceiro em abril de 2018! Segundo Elbia Gannoum, presidente da ABEEólica.

Crescimento ano a ano da Energia Eólica Brasileira

Por setembro já tinham atingido os 12GW, números que ano a ano têm vindo a aumentar, muito por culpa dos leilões.

Entre janeiro e setembro de 2017 a produção de energia elétrica via eólica teve um aumento de 28% quando comparado com o mesmo período do ano anterior. Segundo informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Ainda segundo a CCEE, os consumos de eletricidade em setembro de 2017, demonstraram que 11% da eletricidade consumida foi produzida por esta via, cerca de 7,02GW. O que foi um recorde, já em agosto de 2017 as eólicas tinham contribuído com 10%!

Produção Mundial Eletricidade por Energia Eólica

A nível mundial, é importante ressalvar que o Brasil se encontra em sétimo lugar entre os países mundiais que mais eletricidade produz através da força do vento! Ultrapassaram até o Canadá que assim caiu para oitavo lugar!

Elbia destacou estes dois feitos “A marca de 500 parques, o crescimento da geração, mais uma subida de posição no ranking e os 12 GW merecem ser comemorados e são uma prova de um setor que vem mostrando sua maturidade. As eólicas estão, por exemplo, salvando o Nordeste do racionamento em tempos de reservatórios abaixo do nível e com bandeira vermelha. Os dados de recordes de geração do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) são a prova disso. No dia 14/9, por exemplo, as eólicas abasteceram 64% da demanda média do Nordeste”.

Não esquecendo ainda as vantagens deste tipo de energia “Além disso, as eólicas têm outros benefícios, que podemos resumir da seguinte forma: é renovável; não polui; possui baixíssimo impacto ambiental; contribui para que o Brasil cumpra o Acordo do Clima; não emite CO2 em sua operação; tem um dos melhores custos benefícios na tarifa de energia; permite que os proprietários de terras onde estão os aerogeradores tenham outras atividades na mesma terra; gera renda por meio do pagamento de arrendamentos; promove a fixação do homem no campo com desenvolvimento sustentável; gera empregos que vão desde a fábrica até as regiões mais remotas onde estão os parques e incentivam o turismo ao promover desenvolvimento regional”. In “Portal Energia” - Portugal