Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Luxemburgo - Disposto a receber pacientes com covid-19 vindos de Portugal


Se o Governo português pedir o Luxemburgo está disposto a receber pacientes com covid-19 vindos de Portugal. A garantia foi dada esta terça-feira pela ministra da Saúde, Paulette Lenert, em resposta a uma questão dos deputados Sven Clement e Marc Goergen, do Partido Pirata.

Tendo em conta a situação sanitária difícil que se vive em Portugal e o facto de o Luxemburgo estar a atravessar uma fase menos tensa, os deputados queriam saber se o Governo de Xavier Bettel tenciona propor o acolhimento de pacientes oriundos de Portugal. Na missiva, os parlamentares faziam também referência à comunidade lusa radicada no Grão-Ducado, a maior do país, e aos "laços muito profundos que unem cidadãos portugueses e luxemburgueses".

Na resposta a ministra da Saúde mostra-se aberta a essa possibilidade, frisando que, se for feito um pedido nesse sentido, o Governo está disposto a avançar, à semelhança do que foi feito na primavera do ano passado quando os hospitais luxemburgueses receberam pacientes provenientes da Grande Região.

Quanto ao eventual número de pacientes que poderiam ser transferidos para as unidades hospitalares luxemburguesas, Lenert sublinha que essa é uma questão que teria de ser definida em concertação com os diferentes hospitais e em função das suas capacidades. O Luxemburgo registou nas últimas semanas uma diminuição do número diários de infeções pelo novo coronavírus, o que tem permitido aos hospitais parar para respirar. Na semana passada a média diária de novos casos foi de 147. Diana Alves – Luxemburgo in “Contacto”


 

sábado, 22 de agosto de 2020

Angola - Junta Nacional de Saúde já disponibilizou verbas para os doentes em Portugal

O director-geral da Junta Nacional de Saúde, Augusto Lourenço, garantiu, ontem, que parte do dinheiro disponibilizado pelo Governo, para o pagamento dos subsídios, tratamento e alojamento de 200 doentes angolanos em Portugal já se encontra em bancos naquele país e começa a ser pago dentro de dias

“Os subsídios ainda não foram pagos, porque houve um certo atraso na transferência dos valores, mas devo dizer que, há cerca de uma semana, esses valores já caíram em Portugal e o Sector de Saúde da Embaixada de Angola está a organizar as folhas, para proceder aos pagamentos”.

Em entrevista à RNA, Augusto Lourenço disse que os valores disponibilizados para os doentes em Portugal, não são suficientes para pagar um ano de subsídios, porque existem outras despesas com credores e despesas correntes do dia a dia da própria instituição.

“O que eu posso garantir, é que vamos amortizar parte da dívida que temos com os pacientes”, disse Augusto Lourenço para salientar que essa situação regista-se apenas em Portugal.

“Nós não temos doentes de Junta Médica em muitos países do mundo. Temos representações da Junta Nacional de Saúde, apenas em Portugal e na África do Sul”, esclareceu o médico para acrescentar que a situação naquele país europeu “é bem mais complicada, por causa do número de pacientes que tem, pela exígua verba que recebe para poder suprir as necessidades existentes actualmente.

Com relação à África do Sul, a Junta Nacional de Saúde deixou de encaminhar doentes para aquele país, por falta de disponibilidade financeira.

O director-geral da Junta Nacional de Saúde, Augusto Lourenço, apontou como causa da situação vivida pelos doentes angolanos em Portugal, a actual situação económica e financeira que o mundo vive, por força da queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional e da pandemia da Covid-19.

“Nós temos um elevado número de pacientes em Portugal que exige, como é obvio,que haja disponibilidade financeira constante, para que nós possamos suprir as necessidades dos mesmos com relação aos tratamentos médicos, medicamentosos, alimentação e alojamento”.

Para Augusto Lourenço, o que acontece é que neste período bastante difícil da nossa economia, “nós não temos sabido cumprir com os compromissos junto de alguns credores em Portugal, o que faz com que o volume da dívida aumente, com repercussões graves, sobretudo para com os proprietários das pensões.

Segundo uma fonte do Jornal de Angola, hoje, está previsto um encontro a nível do Sector de Saúde da Embaixada, com a participação de representantes dos doentes, para se definirem algumas prioridades em relação aos pagamentos a efectuar com parte do dinheiro disponibilizado pelas autoridades angolanas, para atenuar a situação. In “Angola 24 Horas” - Angola

terça-feira, 26 de março de 2019

Suíça - Museu exibe obras de pacientes de hospícios no século 20

A exposição pode ser visitada até 19 de maio no Museu de Artes de Thun. De 7 de junho a 18 de agosto ela vai à Áustria (Museu de Arte Lentos, Linz) e, de 11 de outubro a 20 de janeiro, Alemanha (Coleção Prinzhorn, Heildelberg)



Entrar em uma clínica psiquiátrica no início do século 20 era fácil. Sair, era difícil. Muitos pacientes usaram a arte para manter contato com o mundo exterior. O Museu de Arte de Thun conta esse capítulo da psiquiatria suíça através de uma exposição.

A terapia através da arte não existia entre 1850 e 1930. Todavia os pacientes abrigados nas diversas clinicas psiquiátricas do país encontraram formas de exprimir a sua criatividade.

Pesquisadores da Escola de Arte de Zurique exploraram os arquivos de 22 instituições na Suíça, entre 2006 e 2014. Com o material, criaram uma base de dados repertoriando cinco mil obras de pacientes. Agora elas podem ser consultadas no Instituto Suíço para o Estudo da Arte. A exposição "Extraordinário!" apresenta uma seleção de 180 dessas criações no Museu de Arte de Thun, cidade localizada ao sul de Berna.

As obras mostram a vida nas clinicas, onde muitos viviam em completa isolação. Por volta de 1850, as pessoas que sofriam de doenças psíquicas passaram a ser reconhecidas como enfermas. "Então essas clinicas se multiplicaram e cada vez pessoas eram internadas", lembra Katrin Luchsinger, historiadora da arte e chefe de projeto.

Viver e morrer na clinica

O internamento não era visto como uma solução de curta temporada. Os pacientes ficavam nas clinicas geralmente até morrer. "A abordagem na época era de afastar essas pessoas dos meios em que viviam e de suas atividades normais", constata a especialista. Através do desenho, pintura, bordado ou outros trabalhos manuais, os pacientes conseguiam contar como era a sua nova vida.

O isolamento é tematizado em inúmeras obras expostas. Uma paciente desenha em um caderno a sua casa. Em outra página, seu quarto é reproduzido tão detalhista, que chega a mostrar um outro escritório onde ficou depositado o caderno no qual estava trabalhava. As janelas estão abertas. Os raios do sol iluminam o interior da peça e tudo está bem organizado. Ao lado, ela escreve: "Estou na clínica e não sei mais onde estão as minhas coisas. Tudo está em caixas."



Os desenhos e os textos dessa paciente emocionaram Katrin Luchsinger. "Muitos pacientes viveram o internamento como uma perda dos sentidos. Eles não se encontravam mais e tinham medo, o que podemos compreender", comenta.

Condições difíceis, mas não desumanas

Por um lado, a vida em uma instituição para doentes mentais em 1900 poderia ser comparada à uma prisão. No entanto, o historiador de arte aponta que a psiquiatria suíça não era desumana e até teve sucessos: "Uma psiquiatria inovadora foi desenvolvida no país. Muitos especialistas estavam interessados em compreender o que os seus doentes sofriam. Por isso que tantos desenhos foram preservados.

No entanto, os pacientes não dispunham de muitos materiais para criar suas obras: papel barato, embalagens ou outros elementos improvisados eram o que encontravam. A falta de recursos transparece nas obras expostas: "Os trabalhos são apresentados em pequenos formatos e poucas cores são usadas", explica Katrin Luchsinger. A historiadora supõe que os pacientes teriam desejado receber mais apoio.

Apesar de tudo, a arte encontrou seu caminho e permitiu que milhares de pacientes tivessem uma válvula de escape. In “Swissinfo” - Suíça



sábado, 4 de março de 2017

Cuba - Vacina para pacientes de HIV mostra sinais de eficácia

Uma vacina terapêutica destinada a reduzir a carga viral dos doentes com Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), o que afecta a qualidade de vida dos pacientes, está actualmente numa fase de ensaio clínico, na qual se estuda a sua segurança.

A investigadora Yayri Caridad Prieto Correa, do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB) de Havana, expressou que nos nove pacientes nos quais a vacina foi testada, cujo nome é TERAVAC - HIV, não se apresentaram efeitos adversos ou toxicidade, que é o principal objectivo da fase.

Depois dos estudos pré-clínicos em animais de laboratório e os testes no pequeno grupo de seres humanos, demonstrou-se que potencia-se a resposta imune do organismo, embora Prieto Correa tenha insistido para não se criar falsas expectativas.

Especificou que este é um projecto que data de há vários anos, e atrasará outros que compreenderão fases superiores de ensaios com um maior número de seropositivos, nos quais se provará a eficácia em grande escala e de forma integrada para determinar se deseja-se prosseguir ou não com a proposta.

O importante, sublinhou, que as instituições científicas do país, e em particular o CIGB, mantenham entre as suas prioridades de pesquisa a procura de candidatos a vacinas contra o HIV, embora actualmente se mantenha a prevenção como o principal método para evitar o contágio.

O objectivo, afirmou, é obter a substituição da actual terapia tripartida, que consiste na combinação de vários métodos que impedem o desenvolvimento do HIV, altamente eficaz, porque os inibidores retrovirais bloqueiam a propagação do vírus, mas pode causar danos colaterais e obrigar nalguns casos a interromper o tratamento durante algum tempo.

A proposta apresentada por Prieto Correa e uma equipa de pesquisadores no primeiro Congresso BioProcess 2017, que acontece em Havana, mostra sinais de eficácia, e esclarece que não cura a doença.

A sua administração realiza-se simultaneamente por via da mucosa, com o emprego de spray e intramuscular, e tem-se provado preliminarmente que diminui a carga virai nas células CD8.

A vacina TERAVAC - HIV, apresentada aos participantes do primeiro Congresso BioProcess 2017, provenientes de três continentes, fez parte das propostas do simpósio número três que abordou novas formulações de administração de fármacos para produtos de uso humano e veterinário.

Segundo o sítio da Saúde em Cuba, Infomed, 31 anos após o primeiro caso diagnosticado no país com o HIV, eliminaram-se a transmissão através do sangue e seus derivados e de mãe para filho, de modo que mantêm-se a sexual como forma predominante de infecção, causando mais de 99 por cento dos casos diagnosticados. In “Cuba Debate” – Cuba  Tradução Baía da Lusofonia