Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Itália - Obra de Joana Vasconcelos em destaque na cidade de Roma

A artista portuguesa Joana Vasconcelos expõe mais um dos seus trabalhos, a partir de 18 de janeiro, numa nova exposição em Roma que estará patente no PM23, situado na Piazza Mignanelli 23, no coração da capital italiana


“Potência, velocidade, desejo. DRAG RACE por Joana Vasconcelos no Ara Pacis. Uma visão barroca em diálogo com o mosaico permanente de Mimmo Paladino, onde a arte contemporânea encontra símbolos antigos. VENUS. Valentino Garavani através dos olhos de Joana Vasconcelos”, lê-se numa publicação partilhada esta sexta-feira nas redes sociais da artista.

A mostra propõe um diálogo entre o universo criativo de Joana Vasconcelos e o legado estético de Valentino Garavani. Na obra “Drag Race” há um encontro entre a arte contemporânea e símbolos ancestrais. Joana Vasconcelos cruza linguagens, materiais e referências históricas, criando uma narrativa visual onde o passado e o presente se interligam.

De acordo com o sítio Fashion Press “o icónico carro desportivo transformado em objeto ritualístico com penas, estuque e materiais codificados como “femininos” convida à reflexão sobre identidade, poder e representação, demonstrando como os símbolos que conduzimos são, muitas vezes, mais poderosos do que imaginamos”.



“Atribuindo matéria palpável ao luxo que constitui a expressão própria sem restrições, Joana Vasconcelos deu vida nova a um Porsche 911 Targa Carrera. Partindo da opulência do Barroco e das curvas generosas da talha dourada, a pesquisa da artista plástica levou-a ao Mosteiro de Tibães, em Braga, expoente máximo dos motivos marinhos na talha dourada em Portugal e ao triunfal espécime dos Oceanos que integra a coleção do Museu dos Coches em Lisboa. Na concretização do projeto recorreu aos artesãos da Fundação Ricardo Espírito Santo Silva – do tratamento da madeira ao douramento, passando pela cinzelagem e gravação – para criar uma obra única no mundo que também é uma celebração da perícia manual. Mesmo sem sair do lugar, figuras angelicais e plumas sensuais conferem à peça a ilusão de voo proporcionada pela velocidade, convidando a uma viagem ao charme do can-can parisiense e estabelecendo a ligação às drag races dos Estados Unidos da América a que a artista foi buscar o título.”, lê-se no sítio da artista.

“A atenção aos detalhes, a exuberância e o sentido de humor – que julgo estar presente em quase tudo o que faz – tornam esta obra preponderante no percurso de Vasconcelos. Julgo que se fará, facilmente, uma das mais requisitadas para qualquer antológica.”, escreveu Valter Hugo Mãe sobre a referida obra.

A exposição “VENUS” foi criada em colaboração com a Câmara Municipal de Roma, o Departamento de Cultura de Roma Capitale, a Superintendência Capitolina do Património Cultural e a Superintendência Especial de Arqueologia, Belas Artes e Paisagem de Roma.

Reconhecida internacionalmente, Joana Vasconcelos continua a afirmar-se como uma das mais relevantes artistas portuguesas da atualidade, com exposições em alguns dos mais prestigiados museus e instituições culturais do mundo. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo



sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Brasil - Museu Óscar Niemeyer abre a maior exposição individual de Joana Vasconcelos no país

Neste 23 de novembro, o Museu Óscar Niemeyer, localizado em Curitiba (Paraná), levou ao seu público a uma imersão no mundo mágico da portuguesa Joana Vasconcelos. “Extravagâncias” é a maior exposição individual da artista no Brasil e uma das mais grandiosas já realizadas pelo MON.


“Olho e diversos espaços singulares abaixo dele, andares da torre e a principal rampa interna do Museu foram ocupados pelo colorido e pela criatividade dessa artista que vive e trabalha em Lisboa, mas cuja arte transborda os limites de Portugal e da Europa e fascina o público de vários continentes”, explica a diretora-presidente do Museu, Juliana Vosnika.

“Instalações e esculturas monumentais extrapolam o espaço e invadem o MON, convidando o visitante a mergulhar num universo jamais criado no Museu”, comenta.

Sua “Valquíria Miss Dior”, obra internacionalmente famosa, é a atração do mais nobre espaço expositivo do Museu. Com estratosféricas dimensões (aproximadamente 7 metros de altura e mais de 20 metros de comprimento), a incrível obra mistura crochê de lã feito à mão, tecidos e poliéster, suspensa em cabos de aço, numa peça única.

“Outro destaque é a ‘Valquíria Matarazzo’, que recepciona o público instalada sobre a rampa principal de acesso ao Museu, na entrada de visitantes, local nunca utilizado como espaço expositivo”, conta Juliana.

A secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira, afirma que “mais uma vez, o nosso Museu Óscar Niemeyer se consolida como um dos museus mais importantes do cenário internacional da arte contemporânea ao receber a maior exposição da artista Joana Vasconcelos no Brasil”. Ela comenta: “tenho certeza de que esta será uma experiência inesquecível para o público visitante”.

Já a artista plástica Joana Vasconcelos comentou sobre voltar a expor no país. “Estou muito feliz por voltar ao Brasil e poder reunir a minha última ‘Valquíria (Miss Dior)’ com a que criei para o Matarazzo em 2014, num diálogo muito interessante não só entre as duas obras, mas também com a arquitetura do Museu. Concebi ainda, especialmente para o MON e pela primeira vez na minha carreira, uma mostra de maquetes que vai permitir explorar a ligação da obra de arte com o espaço e a arquitetura, uma ideia que surgiu a partir do privilégio que é expor no ‘Olho’ do Niemeyer”.

Curadoria

O curador da mostra, o francês Marc Pottier, afirma que “Extravagâncias”, de Joana Vasconcelos, transcende o barroco e o kitsch. “Depois do Guggenheim de Bilbao, do Château de Versailles, do Palazzo Grassi de Veneza, a artista apresenta a sua primeira exposição museológica no Brasil”, informa.

Ele explica que a gigantesca instalação “Valquíria Miss Dior” foi criada neste ano pela artista para o desfile da Dior, em Paris, e atualmente figura nas vitrines da marca em vários locais do planeta. “É uma obra que desafia todas as tendências artísticas e quebra a monotonia de uma estética”, diz o curador.

“A seleção de modelos dos seus principais projetos site-specific realizados em todo o mundo permite-nos captar a amplitude de uma personalidade extraordinária que parece ter o céu como limite”, comenta.

Além do Olho e da rampa do Museu, o trabalho da artista ocupa os andares da torre e espaços Araucária, onde o público poderá ver obras como “Pantelmina”, “Big Booby”, maquetes dos icônicos “Solitário”, “Castiçais”, “Gateway”, “Bolo de Noiva”, “Máscara” e “Sapato”, além de diversos painéis.

A artista

Joana Vasconcelos tem uma trajetória profissional de aproximadamente 30 anos que abarca uma enorme variedade de técnicas. Reconhecida pelas suas esculturas monumentais e instalações imersivas, descontextualiza objetos do cotidiano e atualiza o conceito de artes e ofícios para o século XXI, estabelecendo um diálogo entre a esfera privada e o espaço público, a herança popular e a alta cultura. Com humor e ironia, questiona o estatuto da mulher, a sociedade de consumo e a identidade coletiva.

A aclamação internacional teve início em 2005, com “A Noiva”, na primeira Bienal de Veneza curada por mulheres. Foi a mais jovem artista e primeira mulher a expor no Palácio de Versalhes. Em 2012, a sua exposição foi a mais visitada na França em 50 anos, com um público recorde de 1,6 milhão de pessoas.

Em 2018, Joana Vasconcelos tornou-se a primeira artista portuguesa a ter uma individual no Guggenheim de Bilbao, a quarta melhor daquele ano no ranking do The Art Newspaper e a terceira mais visitada da história do museu. Atualmente, em 2023, ela concretizou a honra de expor nas Galerias Uffizi e no Palácio Pitti, em Florença, ao lado de mestres clássicos como Leonardo Da Vinci, Michelangelo, Caravaggio e Botticelli.

Com obras de arte e exposições em quatro continentes, a artista foi agraciada com mais de 30 prêmios. Em 2009, recebeu o grau de Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique pela Presidência da República Portuguesa e, em 2022, tornou-se Oficial da Ordem das Artes e Letras pelo Ministério da Cultura Francês. Desde 2006, mantém o Atelier Joana Vasconcelos, com mais de 50 funcionários. Em 2012 criou a Fundação Joana Vasconcelos para conceder bolsas de estudo, apoiar causas sociais e promover a arte para todos.

O Museu Óscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina. In “Mundo Lusíada” – Brasil

 

Serviço:

“Extravagâncias”, de Joana Vasconcelos

Abertura: 23 de novembro de 2023, às 19h

Até maio de 2024

Olho, rampa, torre e espaços Araucária 1 e 2

www.museuoscarniemeyer.org.br

Rua Marechal Hermes, 999 Centro Cívico, Curitiba – PR



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

França - Joana Vasconcelos condecorada pelo Governo

A artista portuguesa Joana Vasconcelos vai ser condecorada, pelo Governo francês, com a Ordem das Artes e das Letras, numa cerimónia na sexta-feira, na Embaixada de França, em Lisboa


Num comunicado hoje divulgado, o ‘atelier’ de Joana Vasconcelos lembra que “a Ordem das Artes e das Letras, atribuída pelo ministério da Cultura francês agracia as pessoas que se distinguiram pela sua criação no campo artístico ou literário ou pela contribuição que deram à influência das artes e das letras na França e no mundo”.

A cerimónia de entrega das insígnias, pela embaixadora de França em Portugal, Florence Mangin, está marcada para sexta-feira na Embaixada de França, em Lisboa.

No comunicado hoje divulgado, recorda-se que, “sem nunca deixar de assumir a cultura e a tradição portuguesas como pilares fundamentais e inspirações predominantes para a sua criação artística, Joana Vasconcelos também desenvolveu uma relação de grande proximidade com os valores do pensamento e da cultura francesa”.

Joana Vasconcelos nasceu em Paris em 1971, filha de pais portugueses, “no exílio por força da ditadura”. A artista portuguesa “cedo aprendeu a expressar-se em língua francesa, e estudou no Liceu Francês, em Lisboa, onde a família regressou quando tinha 3 anos”.

A artista portuguesa começou a expor na década de 1990, tendo o seu trabalho começado a tornar-se conhecido internacionalmente em 2005, ano em que participou na Bienal de Veneza com a peça “A Noiva”, um lustre monumental composto por tampões de higiene íntima feminina.

Em 2012, tornou-se na primeira mulher e artista mais jovem a expor obras no Palácio de Versalhes, em Paris.

Este ano, Joana Vasconcelos integra a Temporada Cruzada entre Portugal e França, que começa no dia 14 de fevereiro e estende-se até outubro.

“Nesse âmbito, e a convite do ‘Centre des Monuments Nationaux’ [Centro dos Monumentos Nacionais, em português], com a curadoria de Jean-François Chougnet, a artista plástica encontra-se a preparar uma monumental escultura têxtil para a Capela do Castelo de Vincennes em Paris”, lê-se no comunicado.

“Árvore da Vida” é uma peça “inspirada na Dafne de Bernini e presta tributo à autodeterminação da mulher, também materializada na figura de Catarina de Medicis, que após a morte do marido Henrique II, se empenhou na finalização da capela, contribuindo para estabelecer a ligação entre a terra e o céu”.

Ao longo dos anos, a obra de Joana Vasconcelos foi exibida em várias galerias e museus franceses, integrando, por exemplo, a Coleção Pinault e a da Fundação Louis Vuitton.

Além disso, “duas das suas criações para o espaço público encontram-se em território francês em permanência desde 2018: ‘Fruitée’ em Ferber, Nice (Côte d’Azur) e ‘Coeur de Paris’ na Porte de Clignancourt (Ville de Paris)”.

O ‘atelier’ de Joana Vasconcelos destaca ainda “a colaboração com Le Bon Marché, para o qual a artista criou uma peça da sua série das Valquírias, em homenagem a grandes mulheres francesas: Simone (2019) de Beauvoir, (Simone) Veil e (Simone) Signoret”, bem como outras parcerias com marcas francesas como a Dior, a Chanel, a Vogue, a Roche Bobois ou a Flammarion. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo