Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 17 de outubro de 2023

Portugal - Universidade de Coimbra promove conferência nacional sobre “Energia Sustentável e Clima nos Municípios”

O Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) vai dinamizar no dia 25 de outubro, quarta-feira, uma conferência nacional sobre “Energia Sustentável e Clima nos Municípios”.

A iniciativa, organizada no âmbito do projeto “OwnYourSECAP”, irá decorrer entre as 9h30 e as 17h30, no Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz.

De acordo com Fernando Martins, investigador e doutorando no ISR, «este evento reveste-se de extrema importância, uma vez que visa abordar questões essenciais relacionadas com a sustentabilidade energética e o clima em contextos municipais. A conferência reunirá especialistas, representantes governamentais e a comunidade universitária para discutir soluções e estratégias concretas que podem contribuir para um futuro mais sustentável», revela.

Durante a iniciativa serão debatidos temas como “Lei de Bases do Clima e o impacto nos Municípios”, “Eficiência e Pobreza Energética” e decorrerá uma mesa redonda técnica com a participação dos Municípios de Guimarães, Cascais, Coimbra e Figueira da Foz. No final, haverá espaço para o “Painel de Discussão - Desafios e Oportunidades na Implementação de Políticas Locais Energéticas e Ambientais” e ainda o “Painel de representação de Portugal na Europa”.

«O principal objetivo do projeto “OwnYourSECAP” é fornecer uma abordagem sistemática para o desenvolvimento e implementação de energia sustentável e planos de ação climáticos nos municípios usando os conceitos de sistemas de gestão de energia (EnMS), de adaptação climática nos municípios conforme e, não menos importante, abordagens inovadoras que envolvam todas as partes interessadas», explica o investigador da FCTUC.

Desta forma, «permitirá que os municípios fortaleçam as estruturas de decisão e envolvam representantes de diferentes departamentos e partes interessadas, garantam um compromisso político e mais recursos, assegurem a integração setorial e estabeleçam metas mais ambiciosas em direção à neutralidade e resiliência de carbono. No total, o OwnYourSECAP envolverá, treinará e auxiliará mais de 110 municípios alvo e de replicação e 1500 funcionários públicos», conclui.

Para saber mais sobre este projeto pode aceder aqui. As inscrições para participar na conferência podem ser feitas através desta ligação. Universidade de Coimbra - Portugal




quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Timor-Leste - Investe em estaleiro naval na Figueira da Foz, Portugal

Uma sociedade detida a 100% pela Região Administração Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA), em Timor-Leste, vai investir 11,8 milhões de euros na recapitalização de um estaleiro naval na Figueira da Foz, centro de Portugal.

Com o investimento de Timor-Leste nos Estaleiros Navais do Mondego (ENM), detidos pela AtlanticEagle Shipbuilding, esta empresa passa a ter dois sócios: a sociedade de desenvolvimento criada pela RAEOA, com 95% do capital e Bruno Costa, gerente único da AtlanticEagle, com 5%.

Há seis anos, em 2015, o Governo timorense adjudicou à AtlanticEagle Shipbuilding, a construção de um ferry, o Haksolok, destinado à ligação com o enclave de Oecusse e a ilha de Ataúro, para além de dois pontões de acostagem e passadiços. Devido a dificuldades financeiras da empresa, o navio não foi concluído e os estaleiros viriam a suspender a atividade em 2018.

Após um pedido de insolvência, a AtlanticEagle Shipbuilding viu aprovado em 96% um Plano Especial de Recuperação, com os votos favoráveis da Autoridade Tributária, Segurança Social e do seu maior credor, precisamente a RAEOA.

Em declarações à agência Lusa, Bruno Costa disse que o investimento de 14 milhões de dólares (cerca de 11,8 milhões de euros) de Timor-Leste na capitalização da empresa detentora dos ENM “não é um investimento só para acabar o ferry e os pontões”.

“Esta ideia de investimento é capitalizar para se poder competir no mercado [da construção e reparação naval]. Timor não vem só buscar o ferry que está ali parado. Num primeiro momento sim, será acabar o ferry e os pontões, mas a ideia principal é uma perspetiva de investimento de longo prazo, para podermos competir no mercado nacional e internacional e sermos competitivos”, explicou o gerente da AtlanticEagle Shipbuilding.

Bruno Costa adiantou que a recapitalização da empresa “se prevê imediata” e que o investimento de Timor-Leste nos estaleiros pretende também “permitir uma formação de timorenses e transferência de conhecimento e tecnologia”.

“[A recapitalização] terá de ser imediata, porque o estaleiro terá de arrancar o mais rápido possível, sem dúvida nas próximas semanas, para podermos começar a trabalhar. E, obviamente, não só acabar as construções [o ferry e os pontões], mas começar a trabalhar noutras possibilidades de encomendas que já existem e em reparações”, enfatizou.

Quanto ao navio, atracado ao cais dos estaleiros na margem esquerda do Mondego, em frente ao porto comercial da Figueira da Foz e decorado em tons de azul, verde e branco – atravessado, a todo o comprimento, por uma faixa vermelha e amarela, cores presentes na bandeira de Timor-Leste – está “praticamente inalterado em qualidade”, sublinhou Bruno Costa, estando cerca de 70% concluído.

“Faltam cerca de 30% em termos de trabalhos globais. Todos os equipamentos principais estão colocados dentro do navio, faltam os acabamentos, acomodações e concluir os sistemas de eletricidade, automação e navegação”, frisou o gerente da AtlanticEagle Shipbuilding.

Em 2015, e ainda segundo Bruno Costa, o contrato de construção do Haksolok foi assinado por 13,3 milhões de euros, a que acrescem os pontões de acostagem: “No global, em termos de contratos, são cerca de 20 milhões de euros”, disse.

Bruno Costa, “apaixonado pela área naval”, é oriundo de uma família “ligada à construção naval há 80 anos”, na região de Aveiro, nos estaleiros de São Jacinto (encerrados em 2004) e na Naval Ria, atualmente propriedade da Martifer, antes de chegarem aos estaleiros do Mondego, em 2012, pela mão do pai, Carlos Costa (falecido em 2016) e outro sócio.

Quanto aos trabalhadores dos ENM, o gerente da AtlanticEagle Shipbuilding “quer manter a espinha dorsal do conhecimento que existia no Mondego e até em São Jacinto”.

“Grande parte dos atuais [dos estaleiros da Figueira da Foz] mantêm-se, os que estão há muitos anos e têm muito conhecimento. Em termos de quadros fixos, vamos contratar até 40 pessoas. Depois, de acordo com os picos de trabalho, como em qualquer estaleiro e consoante as necessidades, subcontratamos pessoal”, sustentou.

Os Estaleiros Navais do Mondego fazem reparações e construção naval em aço e alumínio, e Bruno Costa pretende “apostar muito no alumínio”.

“É uma aposta minha e Timor concorda. Somos o único estaleiro que constrói em alumínio em Portugal, é um material nobre na construção, queremos manter esse conhecimento e até exponenciá-lo”, afirmou. In “Mundo Lusíada” – Brasil com “Lusa”

 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Portugal – Estaleiros da Figueira da Foz constroem para Timor-Leste

A AtlanticEagle, concessionária dos antigos Estaleiros Navais do Mondego, na Figueira da Foz, vai arrancar este mês com a construção dum ‘ferry’ para 377 passageiros, encomendado pelo Governo de Timor-Leste, anunciou à Lusa o administrador da empresa.

De acordo com Carlos Costa, a AtlanticEagle Shipbuilding emprega atualmente cerca de 60 trabalhadores e, além da reparação naval, arrancou há seis meses com a componente comercial da construção naval, sendo este o primeiro navio a construir nos novos estaleiros.

“A previsão é começar a construir ainda este ano. O projeto já temos, a entrega será no final do ano que vem. É um esforço (tempo de entrega) que para nós tem muito interesse, porque estamos vocacionados para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), explicou o administrador da empresa, à margem de uma feira do setor da Pesca, que se realiza em Luanda, Angola.

Embora sem adiantar valores do negócio, por envolver o Governo de Timor-Leste, Carlos Costa apontou que o navio, de 72 metros de comprimento, terá capacidade para transportar 377 passageiros e 22 viaturas, além de carga.

Servirá para ligar Díli, a ilha de Ataúro e o enclave de Oecussi, precisou o responsável da AtlanticEagle, garantindo que o contrato de fornecimento já foi assinado com o governo timorense.

O administrador garante ainda que a empresa está em conversações “adiantadas” para fornecer navios, entre outros países, à Guiné-Bissau, Guiné Equatorial e Guiné Conacri.

Além de embarcações de pesca, a prioridade passa por construir navios militares, de passageiros e de apoio a plataformas petrolíferas. In “Figueira TV” - Portugal