Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Botswana – Discute-se futuro do desporto na África Austral

O futuro do desporto na África Austral está a ser discutido por líderes, representantes governamentais e parceiros estratégicos na Reunião do Conselho Consultivo 2026, em Gaborone, no Botswana


Segundo o Conselho Superior do Desporto da União Africana – Região 5 (AUSC Region 5), que avança a informação, numa nota enviada ao JA Online, a reunião serve para avaliar o progresso da região, reforçar a governação e acelerar o futuro do desporto na África Austral.

Simultaneamente, o encontro decorre num momento decisivo para a região numa altura em que as instituições africanas enfrentam desafios crescentes ligados ao desenvolvimento da juventude, inclusão económica, credibilidade institucional e integração regional.

Durante dois dias, os delegados da Região 5 vão analisar prioridades estratégicas, sustentabilidade financeira, governação institucional, programas de desenvolvimento juvenil e o futuro do desporto regional.

Os debates incluem a avaliação das actividades regionais e implementação estratégica, apresentação do Plano Estratégico revisto, questões financeiras e de governação, bem como relatórios sobre os Jogos da Juventude da Região 5, relatórios de implementação dos Estados-Membros e questões institucionais e constitucionais

A liderança da AUSC Região 5 reitera com esta iniciativa que o desporto já não pode ser visto apenas como competição ou entretenimento, mas como um instrumento estratégico de desenvolvimento, oportunidade, unidade e transformação social.

“As regiões que investem seriamente no desporto investem na juventude, na estabilidade, no crescimento económico e no futuro”, acrescenta o documento.

Por outro lado, a Região 5 assume o compromisso em construir instituições mais fortes, capazes de gerar oportunidades para atletas, jovens e comunidades em toda a África Austral, num período em que a região se prepara para grandes marcos, incluindo o RASA 2026 e os Jogos da Juventude da Região 5 Maputo 2026.

"O futuro do desporto africano não será construído apenas com discursos. Será construído por instituições capazes de liderar, reformar, inovar e entregar resultados", pode ler-se. In “Jornal de Angola” - Angola


quinta-feira, 19 de setembro de 2024

África - Centenas de elefantes irão ser mortos no Zimbabwé e na Namíbia devido à escassez de alimentos e água

No Zimbabwé, os elefantes serão retirados de uma área onde a população tornou-se insustentável


Zimbabwé e Namíbia anunciaram planos para abater centenas de elefantes selvagens e outros animais para alimentar moradores famintos em meio às severas condições de seca nos países do sul da África.

O Zimbabwé disse na segunda-feira que permitiria a matança de 200 elefantes para que a sua carne pudesse ser distribuída entre as comunidades carentes, enquanto na Namíbia a matança de mais de 700 animais selvagens - incluindo 83 elefantes - está em andamento como parte de um plano anunciado há três semanas.

Tinashe Farawo, porta-voz da Autoridade de Gestão de Parques Nacionais e Vida Selvagem do Zimbabwé, disse que seriam emitidas licenças para caçar elefantes em comunidades carentes e que a agência também mataria parte da cota total de 200 animais.

“Começaremos o abate assim que terminarmos de emitir as licenças”, disse Farawo.

As populações de elefantes do Zimbabwé tornaram-se insustentáveis

Os elefantes serão retirados de uma área onde a população tornou-se insustentável, disse Farawo. A caça ocorrerá em áreas como o Parque Nacional Hwange, no oeste árido do país, onde tem havido uma competição crescente entre humanos e animais selvagens por comida e água, já que o aumento das temperaturas torna os recursos mais escassos.

Hwange tem mais de 45.000 elefantes, mas agora tem capacidade para sustentar apenas 15.000, disse Farawo. A população geral do país de cerca de 100.000 elefantes é o dobro do que os parques nacionais do país podem sustentar, dizem autoridades do parque.

O fenómeno climático El Niño piorou a situação, com a agência de parques dizendo em dezembro que mais de 100 elefantes morreram devido à seca. Mais animais podem morrer de sede e fome nas próximas semanas, à medida que o país entra no período mais quente do ano, disse Farawo.

A Ministra do Meio Ambiente do Zimbabwé, Sithembiso Nyoni, disse ao Parlamento na semana passada que havia dado sinal verde para o programa de abate.

“De fato, o Zimbabwé tem mais elefantes do que precisamos, mais elefantes do que nossa floresta pode acomodar”, disse Nyoni.

Ela disse que o governo estava a preparar-se “para fazer como a Namíbia fez para que possamos abater os elefantes e mobilizar as mulheres para secar a carne, embalá-la e garantir que ela chegue a algumas comunidades que precisam da proteína”.

Abate de elefantes na Namíbia para reduzir o conflito entre humanos e animais selvagens

No mês passado, o governo da Namíbia aprovou o abate de 723 animais, incluindo 83 elefantes, 30 hipopótamos, 60 búfalos, 50 impalas, 300 zebras e 100 elandes, entre outros.

Os animais serão provenientes de cinco parques nacionais da Namíbia, onde o país também procura reduzir o número de elefantes em meio a conflitos entre pessoas e animais selvagens.

“Isto é necessário e está em linha com nosso mandato constitucional, onde os nossos recursos naturais são usados ​​para o benefício dos cidadãos da Namíbia", disse o porta-voz do departamento de meio ambiente Romeo Muyunda. "Este também é um excelente exemplo de que a conservação da caça é realmente benéfica."

O Botswana, que fica entre o Zimbabwé e a Namíbia, tem a maior população de elefantes do mundo, com 130.000, mas, diferentemente dos seus dois países vizinhos, não falou em abater os seus elefantes para alimentar o seu povo.

Guyo Roba, especialista em segurança alimentar e agricultura do grupo de estudos ambientais Jameel Observatory, sediado no Quénia, disse que as medidas governamentais no Zimbabwé e na Namíbia eram compreensíveis, dada a extensão da seca e o estado das suas populações animais.

“Eles estão a trabalhar contra uma população de vida selvagem que está acima da sua capacidade de suporte”, disse Roba.

“Então pode parecer controverso inicialmente, mas os governos estão divididos entre permanecer fiéis a algumas das suas obrigações em nível internacional em termos de conservação e apoiar a população”, disse Roba. Euronews

sábado, 24 de junho de 2017

Botswana – Faleceu antigo presidente Quett Masire

Gaborone - O antigo presidente do Botswana, Quett Ketumile Joni Masire, (23 Julho 1925 – 22 Junho 2017) faleceu na clínica Bokamoso (nordeste de Gaborone), às 22h10 de quinta-feira, aos 91 anos, anunciou sexta-feira fonte oficial, citada pela imprensa.

Masire é o segundo Chefe de Estado deste pequeno Estado da África Austral, após a morte do 'pai' da independência do país, Seretse Khama, pai do actual Presidente do Botswana Seretse Khama Ian Khama.

Durante a sua vida política foi mediador em vários conflitos no continente africano, como Moçambique.

“Morreu na clínica Bokamoso (nordeste de Gaborone), rodeado pela família, às 22h10 de quinta-feira. Agradecemos a todos pelas orações e mensagens de apoio neste momento difícil”, indicou Fraser Tlhoiwe, secretária pessoal do antigo presidente, num comunicado.

Masire fora hospitalizado quarta-feira para uma intervenção cirúrgica, desconhecendo-se mais pormenores, após o que ficou internado nos cuidados intensivos.

Quett Masire foi eleito para a presidência do Botswana em 1980, após a morte do “pai” da independência do país, Seretse Khama, e foi sucessivamente reeleito, até que, em 1998, apresentou a demissão.

Os anos da sua presidência foram marcados por um período particularmente forte de crescimento económico, sendo considerado como um dos principais arquitectos da estabilidade que o país sempre viveu.

Masire desempenhou um papel de pacificador na região, ao envolver-se nas negociações de paz em Moçambique entre o governo moçambicano e a Renamo, o maior partido da oposição.

Após abandonar a presidência do Botswana, envolveu-se também na resolução de várias crises políticas, como no Quénia e Lesotho.

Quett Masire presidiu ainda ao painel de 'personalidades eminentes' encarregado de investigar as circunstâncias que rodearam o genocídio no Ruanda, em 1994.

O pequeno Estado da África Austral, uma das democracias mais estáveis do continente africano, é governada desde a independência, em 1966, pelo Partido Democrático do Botswana (BDP, na sigla inglesa), força política que foi liderada por Masire. In “Agência Informação de Moçambique” - Moçambique