Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Moçambique – Na província de Tete comunidades recebem moageiras e mercearias

As comunidades de Ntchenga, Matambanhama e Calambo, circunvizinhas da mina de carvão, no distrito de Moatize, província de Tete, beneficiam, desde a semana passada, de três moageiras de farinação e igual número de mercearias oferecidas pela mineradora Vale Moçambique, no âmbito da sua responsabilidade social.

A medida visa essencialmente melhorar a qualidade de vida das famílias que vivem próximo da mina.

A cerimónia oficial foi dirigida pelo Secretário Permanente do distrito de Moatize, Tiago Mandere, e contou com a presença de líderes comunitários, beneficiários, representantes da Vale Moçambique, entre outros convidados.

“Queremos agradecer o gesto porque vai minimizar o sofrimento das pessoas que percorriam longas distâncias para moer cereais como milho e mapira. Também, os beneficiários já podem adquirir produtos de primeira necessidade por perto”, disse Mandere.

A fonte considerou a cerimónia de muito importante, dado que ficou para trás um dos problemas que inquietava a população.

Em contacto com a reportagem da AIM, Mandere agradeceu à população beneficiária por ter colaborado com a multinacional Vale Moçambique na implantação das infra-estruturas.

Os beneficiários também congratularam a iniciativa pelo facto de beneficiarem de moageiras e mercearias.

Entretanto, uma nota de imprensa da Vale Moçambique, recebida pela AIM, explica que “a Vale, desde a sua implantação em Moçambique, tem levado a cabo acções de responsabilidade social com vista a contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades por meio de projectos e acções de investimento social”.

“Com a entrega oficial das infra-estruturas, que decorreu na comunidade de Matambanhama, a Vale reforça os seus valores: “Agir de Forma Correcta” e “Crescer e Evoluir Juntos”, refere o documento. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

sábado, 9 de março de 2013

Madeiras

Não há almoços grátis
 
Segundo um estudo (*) da Environmental Investigation Agency (EIA), uma organização independente comprometida com a protecção ambiental contra os abusos e o crime na exploração do meio ambiente, Moçambique está ser vítima do corte ilegal de madeiras, perdendo milhões de dólares que não entram nos cofres do Estado, num país que conforme o Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas de 2012, era o quarto mais subdesenvolvido.
 
A Agência de Informação de Moçambique (AIM) informou no passado dia 15 de Fevereiro no portal do Governo de Moçambique que, passo a citar: o Governo chinês ofereceu 500 mil dólares norte-americanos (cerca de 15 milhões de meticais) às populações afectadas pelas cheias em Moçambique. A Embaixada da República Popular da China em Maputo destaca, num comunicado de imprensa, hoje recebido pela AIM, que a decisão foi comunicada ao Ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Oldemiro Baloi, por Li Chunhua, embaixador chinês acreditado Quinta-feira ultima. Para além desta doação do governo chinês, as empresas deste país asiático que operam em Moçambique juntaram-se a este esforço prestando o seu apoio financeiro e material. Com efeito, o empresariado chinês disponibilizou, até ao momento, um milhão de meticais e mais de dez toneladas de arroz, entre outra ajuda. Os fundos e materiais colectados pelo empresariado chinês serão formalmente entregues através da Câmara de Comércio China-Moçambique. As empresas chinesas em Moçambique continuam a envidar esforços na angariação de mais apoios dentro da sua capacidade, segundo o comunicado em referência.”
 
O relatório da EIA apresentado no seu sítio americano no passado dia 07 de Fevereiro de 2013 em língua portuguesa e inglesa, na sua introdução afirma que as florestas moçambicanas ocupam uma extensão de 51% da superfície do país, na sua maioria nas quatro províncias do norte. As florestas que são proveitosas para a produção madeireira cobrem cerca de 26,9 milhões de hectares, sendo o desmatamento médio anual entre 2005 e 2010, de 211 mil hectares, equivalente a 4,7% do total em apenas seis anos.
 
A análise da EIA aos dados estatísticos oficiais constata que 90% das madeiras exportadas por Moçambique tem como destino a China, sendo madeira em tora e serrada de espécies de 1ª classe, que segundo a lei moçambicana não podem ser exportadas em estado bruto, requerendo um processamento em Moçambique antes de sair do país.
 
O relatório evidencia que grande parte da madeira saída de Moçambique é contrabandeada por empresas chinesas, não aparecendo nos registos oficiais, estimando a EIA que o governo moçambicano tenha perdido em 2012 em impostos não arrecadados, do comércio de madeira para a China, de aproximadamente 29 milhões de dólares, quantia bastante importante para a economia moçambicana, além do crime ambiental, pois o desmatamento da floresta de Moçambique em quantidades acima do aconselhável, está a por em causa o seu futuro.
 
Entretanto, chegam também denúncias da Guiné Bissau onde na região de Quinara estão a operar duas empresas no corte de madeira, uma chinesa e outra gambiana, que aproveitando-se da situação política existente no país, estão a fazer abates abusivos da floresta, pondo em causa o futuro da floresta na região, havendo já sinais de alterações ambientais em certas áreas. Baía da Lusofonia