Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

UCCLA – Debate sobre o tema “Cabo Verde e a Parceria Estratégica com a União Europeia. Que perspetivas?”


Debate na UCCLA com Primeiro-Ministro de Cabo Verde

Ulisses Correia e Silva
No seguimento da inauguração da nova sede, a UCCLA tem programado realizar diversas intervenções com responsáveis de cidades e de países de língua oficial portuguesa sobre temas que marcam a atualidade e constituem preocupações emergentes das populações.

A primeira intervenção será feita pelo primeiro-ministro de Cabo Verde e anterior presidente da Comissão Executiva da UCCLA, Ulisses Correia e Silva, no dia 12 de dezembro, pelas 17 horas, e versará sobre o tema “Cabo Verde e a Parceria Estratégica com a União Europeia. Que perspetivas?”.

Venha assistir a este e aos próximos debates que darão voz a responsáveis conhecedores da realidade dos seus países.

A entrada é livre. UCCLA

Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros e Elétrico (Rua da Junqueira): 15E, 18E, 714, 727, 728, 729 e 751
Comboio: Estação de Belém
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Moçambique – Linha férrea de Sena retomou a actividade

O comboio de carvão regressou à linha férrea de Sena, transportando carvão mineral extraído nos campos de produção de Moatize, na província de Tete, para exportação a partir do Porto da Beira, em Sofala.

Após cerca de seis meses de completa paralisação devido à tensão político-militar, uma composição-tipo formada por quatro locomotivas e 84 vagões carregados do minério pertencente à companhia brasileira Vale chegou a meio da manhã de ontem ao Terminal de Carvão do Porto da Beira, sinalizando o retorno à exploração de uma rota estratégica para os negócios da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM, E.P.).

Antes da paralisação do transporte de carvão, a linha férrea de Sena chegou a conhecer um tráfego intenso, com uma média diária de 22 comboios em ambos sentidos, transportando desde carvão mineral da Vale, passando por carga dos CFM e passageiros das várias comunidades servidas pela via. 

Segundo dados apurados pelo “Notícias”, o reatamento da circulação de comboios na linha de Sena segue-se a um entendimento entre os CFM e a Vale, com a primeira agora a assumir os encargos com a segurança da composição e respectiva carga.

Ainda este ano foi concluído um projecto de reabilitação e ampliação que conferiu à linha de Sena uma capacidade de carga fixada em 20 milhões de toneladas de carga por ano, contra os anteriores 6,5 milhões de toneladas.

Com a reabilitação passaram para a história os sistemáticos episódios de descarrilamento, que resultavam em danos avultados, tanto para os CFM, como para os donos das mercadorias.

As obras de reabilitação e ampliação, orçadas em 163 milhões de dólares, foram executadas pelo consórcio português Mota-Engil & Edvisa e consistiram no aumento das linhas de cruzamento de 750 para 1500 metros em todas as 40 estações e apeadeiros, de modo a permitir a circulação de comboios-tipo com até 100 vagões puxados por seis locomotivas.

A restauração física da Linha de Sena também contemplou a reabilitação de todas estações e a construção de uma, em Cateme, bem como a abertura de apeadeiros nos locais de maior aglomerado populacional em toda a extensão para dar resposta ao pedido das comunidades que sempre manifestaram o interesse de ver a circulação do comboio trazer ganhos para a população.

A recente recuperação do preço do carvão de coque, de 80 para 160, e do térmico de 50 para 72 dólares norte-americanos a tonelada renova as expectativas dos operadores numa exploração rentável daquele recurso na bacia sedimentar do Zambeze, localizada em Tete.

Até 2011 o preço de uma tonelada de carvão de coque custava 296 dólares no mercado internacional, enquanto o térmico era vendido a 121 dólares em finais de 2015, uma queda que afectou a produção e consequentemente as exportações. Esta situação teve igualmente impacto na redução da força de trabalho e no desempenho da economia da província de Tete. In “Jornal de Notícias” - Moçambique

Câmara Agrícola Lusófona – Missão Empresarial a São Tomé e Príncipe















A Câmara Agrícola Lusófona (CAL) está a organizar uma Missão Empresarial, de 26 de Novembro a 3 de Dezembro de 2016, à República Democrática de São Tomé e Príncipe, no âmbito do seu Programa de Internacionalização do Sector do Agronegócio, iniciativa comparticipada parcialmente pela União Europeia – Portugal 2020 e Compete 2020.

São Tomé e Príncipe, apesar de ser uma das mais pequenas economias do mundo, é um exemplo do que é um sistema político democrático, multipartidário e semi-presidencialista. Um quarto de século de consolidação democrática, com alternâncias de poder pacíficas, fez dele um dos poucos países africanos bem classificados, nos Índices de Liberdade e de Governação Política, tendo sido o país da África Central com o melhor desempenho em termos de governança, em 2015.

A excepcionalidade das suas condições político-governativas permitiu que São Tomé e Príncipe, impulsionado pela melhoria da produção agrícola e dos resultados dos serviços, tivesse, em 2014 e 2015, um crescimento real do PIB acima dos 4,0%, tendência que deverá manter-se nos próximos anos.

A agricultura, as pescas e o turismo são os sectores tradicionalmente prioritários para o desenvolvimento do país. Entretanto, o governo resolveu tornar São Tomé numa base logística de transportes marítimos e aéreos para o Golfo da Guiné; algo de particularmente relevante para todas as empresas que estabeleçam negócios com aquele país, ou com outros naquela região.

“As empresas portuguesas do agro-negócio, que queiram exportar os seus produtos para São Tomé e Príncipe, ainda têm possibilidades de crescer naquele mercado, apesar de Portugal já ser o seu maior fornecedor. Maiores oportunidades existem para ter aquele país como fornecedor de produtos como o cacau e o café – ambos com qualidade de nível mundial –, mas também, a pimenta, a baunilha ou o óleo de palma, cuja produção começará em breve”, explica o presidente da CAL, Jorge Correia Santos.

Portugal só importa 192 mil euros de produtos alimentares de São Tomé e Príncipe; ou seja, apenas compra 2,5% do total das exportações santomenses daquele sector. “A presença nesta missão empresarial é uma excelente oportunidade para criar parcerias comerciais e governamentais, num país seguro para fazer negócios”, acrescenta aquele responsável. Carlos Caldeira – Portugal in “Agricultura e Mar Actual”

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Moçambique – Exposição Ciência e Consciência do artista plástico Pedro Mourana

Os Paços do Conselho Municipal da Cidade de Maputo vão acolher, a partir de amanhã, dia 23 de Novembro de 2016, a exposição Ciência e Consciência, do artista plástico Pedro Mourana, de nome artístico PMourana.

Voltadas para as questões ambientais, as obras a serem expostas visam apelar às pessoas para que estabeleçam uma corrente universal de solidariedade, com o propósito de unir a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, no qual a humanidade convive em harmonia com a natureza.

A exposição perspectiva, ainda, para o nosso país e para o mundo uma indústria que não seja poluidora do ambiente, mas que vai ao encontro dos nobres interesses da humanidade e da relação harmoniosa do ser humano com a natureza.

O projecto Ciência e Consciência, cuja primeira aparição teve lugar em Novembro de 2014, é fruto da visão e da crença de PMourana de que a humanidade pode desenvolver ainda mais a ciência, tornando-a responsável e com referências éticas.

Este projecto artístico tem por objectivo apelar, por via pictória, ao desenvolvimento, sem a degradação de valores, que no entendimento do artista plástico seria um retrocesso para a humanidade no lugar do progresso.

Esta exposição faz parte de um projecto interdisciplinar que envolve vários artistas e entidades sociais, a destacar académicos, empresários e instituições de ensino a vários níveis.

De destacar que PMourana nasceu na cidade de Maxixe, província de Inhambane, a 14 de Setembro de 1961. É artista plástico desde 1979. Ao longo da sua carreira tem abordado temas que exaltam o amor à mulher e à poesia, a valorização do património cultural, a exaltação da diversidade cultural, a protecção da criança, o combate à exclusão social, a solidariedade, compaixão pelos valores perenes da sociedade, entre outros de intervenção social.

Do seu palmarés constam diversas exposições individuais e colectivas, dentro e fora do País. Em 1994 venceu o concurso para a elaboração do logotipo da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e concebeu, em 2014, o logotipo das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). In “Olá Moçambique” - Moçambique

Goa - Recrutamento de Professor de Português

No âmbito do protocolo com a Casa de Goa, a Indo Portuguese Friendship Society, com sede em Panjim, está a recrutar um Professor de Português, no período de 6 de janeiro a 4 de março de 2017, para Goa.


A informação do anúncio da Casa de Goa é a seguinte:

"Para aulas de conversação orientada aos nossos alunos de português, em Goa, necessitamos da colaboração voluntária de um(a) professor(a), de preferência jovem, no período de 6 de janeiro a 4 de março de 2017.

Pagamos as despesas de deslocação Portugal-Goa-Portugal, alojamento em Goa, transportes locais e disponibilizamos ainda uma verba de 50 000 rupias para alimentação e pequenas despesas. Prevê-se uma ocupação de 4 horas diárias, de segunda a sexta-feira, das 16 às 20 horas.

As inscrições poderão ser feitas para o mail casadegoa@sapo.pt, acompanhadas de currículo e fotografia, até ao dia 25 de novembro de 2016".

Mais se informa que o período em causa é o melhor em termos de clima, sendo a colaboração uma boa oportunidade para conhecer Goa, sem custos, já que o valor atribuído é suficiente para o pagamento das despesas correntes. As aulas são para conversação, não tendo o professor de ser um profissional. Embora seja dada preferência a jovens, poderão candidatar-se pessoas reformadas.

Mais informações contatar pelos telefones (+351) 21 3930078 ou telemóvel (+351) 936 658 000. In “UCCLA”

Brasil - Comércio exterior: só incertezas

SÃO PAULO – A eleição do empresário Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos só serviu até agora para levar mais conturbação ao cenário econômico mundial, que já estava nebuloso desde que o Reino Unido decidira deixar a União Europeia, depois de consulta à própria população (Brexit). Para piorar, há mudanças políticas em curso na Itália, Holanda, França e Alemanha insufladas por um sentimento de xenofobia, forma de preconceito que se caracteriza pela aversão e discriminação dirigidas a pessoas de outras raças, culturas, crenças e grupos. Essa aversão pode desenvolver sentimentos de ódio, animosidade e preconceito contra tudo o que uma sociedade julga ser diferente, refletindo-se nos resultados das eleições nacionais.

Ainda que não tenha apresentado um programa formal de governo, Trump já deixou claro que pretende renegociar o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta), assinado em 1994 com Canadá e México. Como se sabe, o Nafta impõe tarifas de 35% às importações provenientes do México e de 45% aos produtos chineses. Além de prometer construir um muro na fronteira com o México, deportar imigrantes ilegais e aumentar o protecionismo comercial, o novo presidente já defendeu em discursos que os Estados Unidos rompam seus acordos comerciais com outros países e blocos.

Em função disso, além da Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês) com a União Europeia, que ainda não está em vigor, poderiam ser afetados acordos de livre-comércio que os Estados Unidos mantêm com mais de 20 países, nos quais existem compromissos de redução tarifária recíproca assim como de eliminação de barreiras comerciais.

Sem contar que, conforme deu a entender Trump, os Estados Unidos poderiam sair do Sistema Multilateral de Comércio, que é regulado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), dirigida pelo diplomata brasileiro Roberto de Azevêdo. Diante disso, se formalizadas essas rupturas, a XI Conferência Ministerial da OMC marcada para dezembro de 2017, em Buenos Aires, assume proporções decisivas para o futuro do comércio internacional.

É de se lembrar que a X Conferência Ministerial, realizada, em dezembro de 2015, em Nairóbi, no Quênia, já apresentou resultados que permitiram dar um passo importante na liberalização do comércio internacional de produtos agrícolas. Aliás, os resultados de Nairóbi mostraram a capacidade da OMC em alcançar conquistas relevantes num contexto multilateral e não discriminatório.

Diante de um crescimento exacerbado do protecionismo por parte dos Estados Unidos, só a OMC terá condições de dar respostas adequadas com reformas que permitam maior acesso dos produtos dos países em desenvolvimento aos mercados internacionais, além de promover condições mais justas no comércio internacional. Milton Lourenço – Brasil

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Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC). E-mail: fiorde@fiorde.com.br. Site: www.fiorde.com.br

Moçambique - Nova fábrica de moagem de trigo abre brevemente em Nacala

A oferta de farinha de trigo na zona norte do país pode registar melhorias nos próximos tempos com a entrada em funcionamento de uma nova unidade de moagem deste cereal na cidade portuária de Nacala, província de Nampula.

Pertencente à Merec Industries Mozambique, SA, o empreendimento tem capacidade para processar 250 toneladas de trigo por dia, num investimento orçado em 33 milhões de dólares-americanos, esperando-se que comece a laborar em breve.

Esta informação foi prestada ao ministro da Indústria e Comércio, Max Tonela, que semana passada visitou a província de Nampula a fim de avaliar a implementação do Plano Quinquenal do Governo (PQG) e do Plano Económico e Social (PES) no seu pelouro.

O director-geral da Merec, Gilberto Cossa, disse que a fábrica irá gerar dezenas de postos de trabalho, a serem ocupados maioritariamente por moçambicanos.

“Esta unidade industrial entra em funcionamento muito brevemente. Já fizemos os testes e em duas ou três semanas arrancamos em pleno”, disse Gilberto Cossa.

“A Merec Industries Mozambique, SA irá privilegiar o abastecimento do mercado local, podendo exportar caso haja excedentes”, disse o gestor, que garantiu que o fornecimento de água e electricidade está acautelado em resultado de acordos assinados com a Electricidade de Moçambique e com o Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG).

Referindo tratar-se de uma indústria que usa tecnologia de ponta, Cossa assegurou que, em termos de mão-de-obra, um grupo de nacionais está a ser treinado pela empresa fornecedora do equipamento de modo a garantir-se o funcionamento pleno da fábrica.

O director nacional da Indústria, Mateus Matusse, disse na ocasião que a nova unidade de farinação de trigo vai ao encontro da filosofia da Política de Estratégia Industrial (PEI).

“Parte dos objectivos da estratégia industrial tem a ver com o aumento da produtividade, significando que temos de aumentar a produção industrial”, disse Mateus Matusse, para quem com a entrada em funcionamento da nova unidade a capacidade do país de produção no ramo alimentar, sobretudo na farinação do trigo, vai aumentar.

Segundo Matusse, a nova unidade industrial, instalada numa zona especial, irá contribuir para o aumento do emprego e para a redução de importações de produtos, poupando-se divisas.

Sendo também um dos objectivos da Política de Estratégia Industrial promover ligações empresariais, “é esperança da Direcção Nacional de Indústria que esta nova unidade industrial jogue um papel nesse sentido”, defendeu Mateus Matusse. In “Jornal de Notícias” - Moçambique