Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 2 de outubro de 2022

Estados Unidos da América - Providence deu o nome do Sr. Manuel Pedroso a uma rua

Manuel Pedroso é um luso-americano que tem uma loja em Providence, no Estado de Rhode Island, que é frequentada há décadas por professores e alunos da Universidade de Brown pois fica situada junto aquela instituição


O Friends Market é uma típica loja norte-americana, apesar da bandeirinha portuguesa na montra. Mas, lá dentro, os produtos portugueses expostos nas prateleiras, do atum Bom Petisco ao Sumol de laranja, confirmam que estamos na loja do Senhor Pedroso, como a comunidade o conhece.

Manuel Pedroso nasceu no dia 18 de novembro de 1919 em New Bedford, Massachusetts. Aos três anos regressou a Portugal com os pais e o irmão e foi criado em Alvados, Porto de Mós.

Estudou na Escola Comercial e Industrial de Domingos Sequeira, em Leiria. Com a inspiração do presidente Roosevelt, decidiu retornar à sua terra natal em 1942. Ao chegar aos Estados Unidos, Manuel Pedroso estabeleceu-se em Providence.

Durante a guerra tornou-se soldador no estaleiro Walsh-Kaiser produzindo navios Liberty. Após a guerra, ele trabalhou como fuzileiro naval dos EUA e viajou pelo mundo por dois anos. Em 1949, Manuel casou-se com Maria Pedroso de Alcaria, em Portugal e os dois voltaram para Providence onde comprou o Friends Market em Fox Point, que é reconhecido como o mais antigo mercado luso-americano ainda em atividade hoje.

De 1955 até à atualidade, Manuel Pedroso dirige o Friends Market, mais conhecido na comunidade como um hub onde os portugueses se reúnem para relembrar o “velho país” e trocar ideias e informações.


Manuel Pedroso dedicou a sua vida não só ao Friends Market, mas também a ajudar imigrantes portugueses chegados à América. Durante anos foi uma espécie de professor e mentor, garantindo emprego para imigrantes, ajudando-os a preencher inscrições e orientando muitos para ajudá-los a passar no teste de naturalização. A política de imigração exigia um patrocinador financeiro para os imigrantes e Manuel Pedroso ofereceu-se para garantir a viabilidade financeira de muitas famílias.

Manuel Pedroso tem sido reconhecido como o “Pai da comunidade luso-americana”, com destaque em muitos jornais, artigos, entrevistas na televisão e mencionado no livro do Prémio Nobel “Cadernos de Lanzarote”, escrito por José Saramago. É membro de inúmeras organizações, incluindo: Pawtucket Social Club, Cranston Portuguese Club, Cranston Portuguese Rod and Gun Club, Cavaqueiros, Club Juventude Lusitania Cumberland, Holy Rosary Band, Our Lady of the Rosary Church e membro honorário do Coro do Património Português de RI. Os seus esforços para promover a cultura portuguesa não passaram despercebidos. Em 2007 foi o Grande Marechal do Rhode Island Day of Portugal, quando recebeu o prémio de “Homem do Século”. Recebeu outros prémios incluindo a Medalha de Mérito “Ouro” do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Aos 102 anos, brevemente 103, Pedroso continua atrás do balcão da sua loja discutindo história, cultura e memórias de infância com sua esposa Maria. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo




Internacional - Novo tratamento para Alzheimer reduz declínio cognitivo em 27%

Novo medicamento, o “Lecanemab”, reduz em 27% o declínio cognitivo de pacientes nos estágios iniciais da doença de Alzheimer, segundo os resultados preliminares de ensaios clínicos com quase 1800 pessoas, divulgaram as farmacêuticas Eisai e Biogen

Este novo medicamento para o Alzheimer é o primeiro a demonstrar claramente em ensaios clínicos que retarda a progressão da doença. O grupo farmacêutico japonês Eisai e a norte-americana Biogen anunciaram na terça-feira (27) que o Lecanemab reduziu o declínio cognitivo de pacientes nos estágios iniciais da doença. Estes resultados preliminares surgem após ensaios clínicos realizados em quase 1800 pessoas, metade das quais recebeu o tratamento e a outra metade um placebo. Segundo as empresas, o medicamento reduziu o declínio cognitivo em 27% dos pacientes tratados, durante um período de 18 meses. A Eisai e a Biogen planeiam publicar os resultados completos numa revista científica e apresentar pedidos de autorização de comercialização para o tratamento nos Estados Unidos, Japão e Europa antes do final de março de 2023.

Os benefícios do medicamento para os pacientes “são modestos, mas reais”, e estes resultados são, portanto, “realmente encorajadores”, destacou o professor de neurociência da University College London, John Hardy. “Se os dados resistirem ao escrutínio, esta é uma notícia fantástica”, destacou Tara Spires-Jones, da Universidade de Edimburgo. O tratamento não leva a “uma cura”, mas “retardar o declínio cognitivo e assim preservar a possibilidade de realizar as atividades diárias normais já é uma grande vitória”, sublinhou.

O medicamento terá, no entanto, de ser examinado “no que diz respeito aos riscos de efeitos colaterais” detetados, “incluindo inflamação e sangramento no cérebro”, alertou Charles Marshall, da Universidade Queen Mary de Londres. De qualquer forma, os resultados mostram que atacar as placas amiloides no cérebro, como faz o Lecanemab, “merece exploração contínua como estratégia de tratamento”, acrescentou. Os pacientes com Alzheimer têm placas de proteínas, chamadas amiloides, que se formam ao redor dos seus neurónios e, eventualmente, os destroem. O papel preciso dessas placas na doença, se são a causa ou a consequência de outros fenómenos, é cada vez mais objeto de debate na comunidade científica.

Outro tratamento do laboratório norte-americano Biogen, chamado Aduhelm e também direcionado às placas amiloides, gerou muitas esperanças em 2021, por ser o primeiro medicamento aprovado nos Estados Unidos contra a doença desde 2003.

Mas também causou polémica, pois a agência norte-americana de medicamentos (FDA) foi contra a opinião de um comité de especialistas, que julgou que o tratamento não tinha demonstrado suficientemente a sua eficácia durante os ensaios clínicos.

Mais tarde, a FDA restringiu o uso do Aduhelm apenas a pessoas com casos leves da doença. In “Milénio Stadium” – Canadá com “JN”


Saudade Atemporal


 







Vamos aprender português, cantando

 

Saudade Atemporal

 

Amores, desamores

encontros, desencontros

do beijo a briga

do primeiro olhar ao fim

 

Do abraço apertado à distância

aquela distância que só o pensamento alcança

o que mais lamento pelo meu chorar

é que o motivo do meu choro não vai mais voltar

 

Tem gente que vem

até que faz bem

mas no coração não fica pra morar

e quando vai embora

a gente cai na real

porque tem amor que não é pra ficar

 

Tem gente que é começo, meio

mas não é o final

todo mundo tem uma

Saudade Atemporal

 

Amores, desamores

encontros, desencontros

do beijo a briga

do primeiro olhar ao fim

 

Do abraço apertado à distância

aquela distância que só o pensamento alcança

o que mais lamento pelo meu chorar

é que o motivo do meu choro não vai mais voltar

 

Tem gente que vem

até que faz bem

mas no coração não fica pra morar

e quando vai embora

a gente cai na real

porque tem amor que não é pra ficar

 

Tem gente que é começo, meio

mas não é o final

todo mundo tem uma

Saudade Atemporal

 

Tem gente que vem

até que faz bem

mas no coração não fica pra morar

e quando vai embora

a gente cai na real

porque tem amor que não é pra ficar

 

Tem gente que é começo, meio

mas não é o final

todo mundo tem uma

Saudade Atemporal

 

Todo mundo tem uma

Saudade Atemporal

todo mundo tem uma

Saudade Atemporal

 

Rionegro & Solimões – Brasil

Henrique & Juliano – Brasil

Composição;

Diego Silveira / Kito / Rafael Borges / Elcio Di Carvalho / Júnior Pepato / Rionegro - Brasil


sábado, 1 de outubro de 2022

Cabo Verde - Sociedade Cabo Verdiana de Música defende “grande plano” da promoção da morna Património Imaterial da Humanidade

Cidade da Praia – A presidente da Sociedade Cabo Verdiana da Música (SCM), Solange Cesarovna, defendeu, sexta-feira, o regresso da promoção da morna Património Imaterial da Humanidade com um “grande plano” de divulgação tanto em Cabo Verde como na Diáspora.

Solange Cesarovna fez estas declarações à Inforpress, no âmbito do Dia Internacional da Música que se celebra anualmente a 01 de Outubro, data instituída em 1975 pelo International Music Council, instituição fundada em 1949 pela Unesco, para entre outros objectivos, promover a arte musical em todos os sectores da sociedade e divulgar a diversidade musical.

“O que nós gostamos é de ver este mesmo crescimento e mesmas oportunidades para todos os géneros reflectidos no tradicional, principalmente nos grandes palcos, nos festivais de todas as ilhas e outros projectos que podem ser organizados de raiz para podermos projectar a nossa tradição”, sublinhou.

A presidente da SCM lembrou que no momento em que a morna foi proclamada Património Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em Dezembro de 2019, veio a pandemia que atrasou ou mudou a estratégia da sua promoção.

Daí que, sugeriu, o que se pode fazer “é voltar a abraçar um grande plano” da promoção da morna, tanto no país como na diáspora, para aproveitar este “grande título” e mante-lo.

“Mostrar o orgulho que nós temos de ter conseguido esta conquista e também incentivar outros géneros nacionais a serem também patrimónios mundiais com este claro incentivo e determinação de acarinhar e privilegiar de forma particular aquilo que é a marca da música tradicional cabo-verdiana”, salientou.

Para o Dia Internacional da Música, Solange Cesarovna endereçou um agradecimento “muito profundo” a todos os músicos, artistas, interpretes, compositores, produtores musicais e arranjadores e promotores de eventos.

Instou-os a continuarem a trabalhar e fazer da música a “maior embaixadora” de Cabo Verde no mundo” uma vez que já se tem a música como um “espelho” da nação cabo-verdiana além-fronteiras, que hoje “é muito acrescida” com o feito Morna Património Imaterial Cultural da Humanidade. In “Inforpress” – Cabo Verde

 

"Materializar" Angola através da pintura e da escultura em exposição "No Desaguar dos Corpos" em Portugal

A pintora angolana Minela Reis e a escultora portuguesa Ivone Gaipi vão "materializar" Angola nos seus mais recentes trabalhos com uma exposição intitulado "No Desaguar dos Corpos", a ter lugar na galeria artistas de Angola, em Lisboa, Portugal, a inaugurar no dia 07 de Outubro, a partir das 17:00, e, ficará patente até 14 de Novembro

Foto:DR

Para a exposição Minela Reis, pintora angolana, leva um combinado de trabalhos feitos a pastel seco, a óleo e aguarela, nos suportes de papel e tela, onde a figura humana é predominante.

Na arte de Minela, como a apresenta o folheto de divulgação da exposição, a presença da figura humana é uma constante, através da pintura consegue regressar a Angola, às cores, cheiros e aos céus africanos.

A obra tem, adianta ainda a mesma nota, a textura, curvas, brilho e os olhares são profundos e vivos e, têm fortes emoções.

Já a escultora Ivone Gaipi vai explorar materiais como o gesso e as resinas, onde a técnica de "body casting" (transformar as pessoas em arte) é transportada para a escultura.

Ivone viveu quatro anos em Angola, onde foi profundamente tocada pelo país, o calor, as cores, os ritmos, as pessoas sorridentes e alegres, e o cheiro da terra, formam a sua grande fonte de inspiração para as esculturas que integram nesta exposição.

Olga Maria e Sousa foi a mentora da obra que a pintora Minela Reis e a escultora Ivone Gaipi vão expor a partir da próxima semana, na Rua Sousa Lopes N.º 12 A em Lisboa -Portugal. In “Novo Jornal” - Angola


Colóquio “A internacionalização da língua portuguesa” acontece online dia 07


O Colóquio Internacional “A internacionalização da língua portuguesa: da teoria à prática” vai acontecer no próximo dia 07 de outubro, na modalidade online e conta com uma conferência e duas mesas redondas.

A Conferência será realizada pelo professor Roberto Mulinacci (Università degli Studi di Bologna) e as duas mesas redondas terão as intervenções das professoras Ana Reimão (University of Liverpool), Eugênia Fernandes (University of California, Davis), Kátia Bernardon de Oliveira (Universidade Grenoble Alpes – Laboratório LIDILEM), Carla Figueira (Goldsmiths, University of London), Ingrid Bueno Peruchi (Université Paris Nanterre) e do professor Paulo Osório (Universidade da Beira Interior).

Eugênia Fernandes – que aborda A formação de professores de português em contexto internacional: da criação de um guia a práticas inclusivas – é autora do livro A língua portuguesa em contexto internacional: um guia para professores e Plural: Português Pluricêntrico e debaterá as motivações para a elaboração das obras, o estado da diáspora de língua portuguesa no que concerne à formação de professores, às ações afirmativas da língua na modalidade de herança, e à seleção de materiais didáticos de cunho inclusivo. Com relatos sobre o impacto da justiça social na sala de aula de contexto internacional, professores e líderes comunitários encontrarão caminhos para formar professores, motivar aprendentes e aumentar o número de retenção de seus programas de português.

Segundo Roberto Mulinacci, um “fantasma ronda a Lusofonia: o fantasma do pluricentrismo”. “De fato, ao longo dos últimos anos, esse conceito-chave da sociolinguística variacionista, virou, para a língua portuguesa, uma espécie de truísmo ou de verdade apodítica, isto é, algo de aparentemente tão evidente que nem precisa ser demonstrado. Pelo contrário, apesar dos contornos bastante idealizantes e, às vezes, inclusive simplistas, que o debate científico sobre o tema tem vindo a assumir também no âmbito dos países lusófonos, é a própria pertinência teórica da noção de pluricentricidade aplicada ao português que essa palestra pretende questionar, a partir não só das concretas implicações “ontológicas” e (geo)políticas do termo, como também do ponto de vista das suas possíveis e desejáveis projeções didáticas”.

Paulo Osório, na sua intervenção, vai refletir sobre o caráter pluricêntrico da língua portuguesa, descrevendo-se as simetrias e as assimetrias das normas já estabelecidas (PE e PB), levando-se, igualmente, em consideração o estatuto da língua em alguns centros em emergência (nomeadamente Angola e Moçambique).

Partindo-se do pressuposto que a língua portuguesa é pluricêntrica, é objetivo refletir sobre o modo como a sua pluricontinentalidade se efetiva numa possível internacionalização, e traz dados estatísticos recentes acerca da projeção internacional do português, com vista à resposta, também, da seguinte questão: «Português: língua de ciência?».

Com centenas de milhares de falantes, presença em dezenas de organismos internacionais, falantes e pesquisadores em todas as partes do mundo, ensino em incontáveis universidades e cursos, a língua portuguesa é uma das mais relevantes no cenário linguístico, defende a organização.

Mais informações sobre o evento, inscrição, e os resumos, estão no endereço: https://ci-ilp.com/ In “Mundo Lusíada” - Brasil


 

Cabo Verde - “Brilho da Noite”, um single do maestro Carlos Matos que anuncia a chegada de um novo álbum

A música criada durante a pandemia da covid-19 está disponível nas plataformas digitais desde o passado sábado, 24

O instrumentista, compositor e maestro cabo-verdiano, radicado na Holanda, Carlos Matos lançou no dia 24 deste mês o seu novo single intitulado “Brilho da Noite”.

A música da autoria do maestro tocada no formato piano-solo e com uma “melodia intensa” anuncia a chegada do novo álbum do artista previsto para hoje, dia 01 de outubro, Dia Internacional da Música.

“Brilho da Noite é um dos temas que Matos, criou, na época da pandemia, durante o primeiro isolamento. Segundo o artista isso permitiu que olhássemos mais para nós, tínhamos mais tempo, tempo esse que normalmente era engolido pelo quotidiano e que com o referido isolamento, permitiu-nos estarmos connosco, e inclusive termos tido a hipótese de observações mais intensa sobre a própria vida”, diz um comunicado da produtora InSulada

Ainda de acordo com a mesma fonte, “o tema traduz o que aconteceu no pós confinamento – olhar para trás e ter a certeza que há sempre um ponto de luz – talvez alimentado pelos nosso sonhos, inspirações, esperanças e sempre… o futuro.”

Carlos Matos, também professor na Academia de Música CODARTS, nos Países Baixos, é autor dos álbuns “Caboverdianismo” de 2006 e “Morna Rhapsody” de 2020.

O lançamento do novo disco físico vai acontecer a 18 de outubro, de forma a “contribuir para o enriquecimento do Dia Nacional da Cultura Cabo-verdiana. In “Balai Cabo Verde” – Cabo Verde