Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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domingo, 6 de setembro de 2026

Portugal - Maria João Pires cria academia de piano online para alunos de todo o mundo

A pianista Maria João Pires anunciou, este domingo, o lançamento da primeira edição da “MJP Piano Academy”, espaço ‘online’ dedicado ao ensino de piano, prevendo, para breve, abertura de inscrições para ‘masterclasses’, no Centro de Artes de Belgais


Num comunicado divulgado, assinado por “Maria João Pires e equipa”, é adiantado que o novo projeto da pianista “oferece também reservas para ‘Explicações Online’ e, em breve, para um novo formato de aula, os ‘Workshops Online'”, semanais, para grupos de três a quatro alunos inscritos no programa da academia.

“Estes ‘workshops’ estarão igualmente disponíveis para espetadores e ouvintes através de um plano de subscrição, permitindo que outros estudantes, professores ou amantes de música assistam aos eventos mensais e participem numa sessão mensal de perguntas e respostas ‘online'”, com Maria João Pires.

Um plano de reabertura do projeto do Centro de Artes de Belgais, no distrito de Castelo Branco, está também a ser trabalhado pela equipa, com o objetivo de oferecer “uma maior variedade de eventos e experiências presenciais”. Desta vez, porém, partilhando as atividades “numa Plataforma Online de Belgais dedicada a pessoas de todo o mundo”, esclarece no comunicado.

Esta plataforma, “assim que for lançada”, poderá vir a acolher a “MJP Piano Academy”, lê-se ainda no comunicado.

“’Ensinar’ é uma expressão comum que todos usam, e é por isso que eu também a uso”, afirma Maria João Pires, citada pelo comunicado. “No entanto, é muito mais do que isso — é uma forma de diálogo através da música, um ‘dar e receber’, uma troca de impressões, uma aprendizagem partilhada na arte de ouvir, uma busca pelo equilíbrio. Descobrir em conjunto requer um acordo mútuo na experiência. Em última análise, é um trabalho interior que nos trará certamente uma consciência mais clara”.

Maria João Pires, de 82 anos, anunciou o afastamento dos palcos, em novembro do ano passado, afirmando estar num “processo de mudança radical”, poucos meses depois de ter tido um problema de saúde, que pôs fim à digressão que mantinha entre palcos europeus e asiáticos.

Este anúncio foi feito na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, durante a entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva para a Divulgação do Património Cultural, com que foi distinguida, tendo a artista afirmado que adoeceu porque tentou “ultrapassar-se e ir até limites proibidos”.

“Agora encontro-me num processo de mudança radical, numa procura de verdade, verdades, num caminho de aceitação, talvez de compreensão daquilo que nunca aceitei antes. É bom pensar que o futuro é incerto, desconhecido, talvez surpreendente”, afirmou então.

No passado mês de julho, quando recebeu o doutoramento Honoris Causa atribuído pela Universidade de Évora, Maria João Pires afastou o regresso ao ativo para um derradeiro concerto, mas admitiu a possibilidade de voltar aos estúdios para “fazer algumas gravações”.

Nascida em Lisboa, em 23 de julho de 1944, a mais internacional e reputada dos pianistas portugueses tem uma carreira que remonta a finais da década de 1940, quando se apresentou pela primeira vez em público, aos 4 anos.

Após a conquista do primeiro prémio do concurso internacional Beethoven, em 1970, o seu nome tornou-se recorrente nos programas das principais salas de concerto a nível mundial e nos catálogos das maiores editoras de música clássica: a Denon, primeiro, para a qual gravou a premiada integral das Sonatas de Mozart (1974); a Erato, a seguir, nos anos de 1980, onde deixou Bach, Mozart e uma das mais celebradas interpretações das “Cenas Infantis”, de Schumann; e depois a Deutsche Grammophon, em 1989.

Nesse ano, fundou o Centro Belgais para o Estudo das Artes, em Escalos de Baixo, Castelo Branco.

Ao longo da carreira, Maria João Pires recebeu o prémio do Conselho Internacional da Música, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, 1970), o Prémio Pessoa (1989), a Medalha de Mérito Cultural do Governo português e o Prémio Personalidade do Ano/Martha de la Cal da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (2019), o Praemium Imperiale (2024), da Associação de Arte do Japão.

A nível discográfico, foi distinguida quatro vezes pela Academia Charles Cross, nomeada regularmente para os Grammy e recebeu um prémio Gramophone, destacando-se as suas interpretações de Sonatas e dos “Impromptus”, de Schubert, dos “Nocturnos”, de Chopin, e de Concertos de Mozart e Beethoven. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


domingo, 8 de junho de 2025

Luxemburgo - Luso Academy abre inscrições para o novo ano letivo

Estão oficialmente abertas as inscrições para o ano letivo 2025/2026 na Luso Academy, em Esch-sur-Alzette, no Luxemburgo. A escola, que aposta na valorização da língua e cultura portuguesas através da música, convida crianças e jovens da comunidade lusófona a aprender instrumentos como guitarra, piano, violino e viola d’arco


As aulas de instrumento decorrem presencialmente, permitindo um acompanhamento individualizado por parte dos professores. Já as aulas de teoria musical são online, reunindo alunos de diferentes polos da Luso Academy espalhados pela Europa, promovendo assim o intercâmbio cultural entre jovens músicos da diáspora portuguesa.

As inscrições podem ser feitas através do sítio oficial da escola (www.lusoacademy.co.uk) ou diretamente no formulário disponível em: forms.gle/rsQg4U157xycS6Er9.

Fundada em 2012, em Londres, a Luso Academy tem como missão promover o ensino da música em português junto das comunidades emigrantes, utilizando a arte como elo de ligação entre gerações e como veículo de preservação da identidade cultural. In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


sábado, 1 de outubro de 2022

Cabo Verde - “Brilho da Noite”, um single do maestro Carlos Matos que anuncia a chegada de um novo álbum

A música criada durante a pandemia da covid-19 está disponível nas plataformas digitais desde o passado sábado, 24

O instrumentista, compositor e maestro cabo-verdiano, radicado na Holanda, Carlos Matos lançou no dia 24 deste mês o seu novo single intitulado “Brilho da Noite”.

A música da autoria do maestro tocada no formato piano-solo e com uma “melodia intensa” anuncia a chegada do novo álbum do artista previsto para hoje, dia 01 de outubro, Dia Internacional da Música.

“Brilho da Noite é um dos temas que Matos, criou, na época da pandemia, durante o primeiro isolamento. Segundo o artista isso permitiu que olhássemos mais para nós, tínhamos mais tempo, tempo esse que normalmente era engolido pelo quotidiano e que com o referido isolamento, permitiu-nos estarmos connosco, e inclusive termos tido a hipótese de observações mais intensa sobre a própria vida”, diz um comunicado da produtora InSulada

Ainda de acordo com a mesma fonte, “o tema traduz o que aconteceu no pós confinamento – olhar para trás e ter a certeza que há sempre um ponto de luz – talvez alimentado pelos nosso sonhos, inspirações, esperanças e sempre… o futuro.”

Carlos Matos, também professor na Academia de Música CODARTS, nos Países Baixos, é autor dos álbuns “Caboverdianismo” de 2006 e “Morna Rhapsody” de 2020.

O lançamento do novo disco físico vai acontecer a 18 de outubro, de forma a “contribuir para o enriquecimento do Dia Nacional da Cultura Cabo-verdiana. In “Balai Cabo Verde” – Cabo Verde


sábado, 9 de abril de 2022

Cabo Verde - Carlos Matos lança “Julgamente de mãe” uma homenagem aos pais nas bodas de ouro

O talentoso músico cabo-verdiano, pianista e professor universitário, nos Países Baixos, Carlos Matos, lança neste sábado,9, o seu mais novo trabalho intitulado “Julgamente de mãe”. Uma música para assinalar as “Bodas de ouro” – 50 anos de casados dos pais. A música faz parte do novo álbum, previsto para o próximo dia 26 de abril


Em nota de imprensa o artista explica que “o Ouro, mais do que o seu significado objetivo, carrega consigo a simbologia do brilho, do valioso. Por isso se juntou o nome deste metal nobre para reforçar toda a magia e vida que, partilhada, se torna uma – o caso das bodas de ouro”.

Neste vídeo a ser lançado nas plataformas digitais por volta das 18 horas de Cabo Verde, Carlos quer através da sua música, celebrar os 50 anos – as bodas de Ouro dos pais, elevando o momento com o que de mais valioso tem, segundo diz, o seu talento artístico.

Esta canção quer transmitir o que de mais valioso recebeu dos pais, como conta. “O regaço envolvido em amor, à educação, os incentivos e os horizontes a serem alcançados”, em forma de agradecimento aos “dois pilares da minha vida” responsáveis pelo que é hoje, destacando valores como identidade e “o exemplo a seguir”.

“Julgamente de mãe”, num ritmo piano-solo, vai estar disponível no canal de YouTube de Carlos Matos, a partir deste sábado,9.

O single anunciará a chegada de um novo disco do artista previsto para 26 de abril.

Sobre o artista

Carlos José Matos (Roterdão 1972) é filho de pais cabo-verdianos emigrados na Holanda e com vários músicos na família, sendo primo de Luís Morais. O interesse pela música, conta, vem desde criança.

Aos nove anos de idade frequentou a Escola de Música de Roterdão (SKVR) onde estudou órgão Hammond e aos 13, partiu em descoberta pela música da sua origem que foi “amor à primeira vista”.

Frequentou de 1992 a 1997 o Conservatório de Roterdão (Codarts), sendo pioneiro no contexto da comunidade cabo-verdiana. Formou-se como solista e docente, dedicando especial atenção à música sul-americana.

Carlos Matos foi dirigente musical do grupo musical “Rabelados” que fez bastante sucesso em França, Suíça, Portugal, EUA, Holanda, Cabo Verde, o grupo também responsável pelo projecto musical “Sukuru”, álbum do ano e sucesso no festival de Gambôa em 1995.

O também produtor, participou em muitos outros álbuns, nomeadamente “Mudança” de Ney Machado, “Sururu” de Boy Gé Mendes, “Pilon Pilon” de Meno Pecha, “Nos 2” de Beto Dias, “Stronger” do “Inside Out”, “Dor di mundo” de Chando Graciosa”, “Nha Vitoria” de  Gil Semedo”, “Mornas ao piano” de Tete Alhinho, “Kriolo” de Antero Simas entre outros.

No grupo Carlos Matos Band acompanhou vários artistas internacionais, nomeadamente, Ildo Lobo, Luís Morais, Manuel d’Novas, Titina, Américo Brito, Tito Paris, Mendes Brothers, Suzana Lubrano, entre outros.

Finalizou o seu primeiro projecto musical em 2006, intitulado “Caboverdianismo” com a participação de Luís Morais, Paulino Vieira e Boy Gé Mendes. Dois anos depois, veio um novo projeto de fusão entre a música cabo-verdiana e latino-americana, “CaboCubaJazz”, dando origem ao CD “Rikeza Y Valor” em 2011.

Em 2014, participou na criação da Orquestra Nacional de Cabo Verde, como maestro e por vezes solista ao piano.

Em 2017 lançou Corason Africano, com temas cabo-verdianos, que envolve um toque latino, além de composições inéditas.

Nos últimos anos Matos esteve ativo com CaboCubaJazz, La Fiësta, Tango Extremo, Rabelados – comeback, Livity e Seraph. No entanto, tem novos projectos em andamento, nomeadamente um novo álbum a ser apresentado ao público no próximo dia 26 deste mês. Romice Monteiro – Cabo Verde in “A Nação”