Realiza-se hoje, dia 04 de Julho de 2013, a
cerimónia do Centenário do nascimento do Professor Sílvio Edmundo Elia. A
Sessão Solene comemorativa terá lugar no Liceu Literário Português no Rio de
Janeiro.
Sílvio Edmundo Elia nasceu no dia 04 de Julho
de 1913, numa casa situada na rua Itapiru, no Rio de Janeiro. Filho de Luciano
Elia, italiano, e Paulina Pacheco Elia, natural de Alagoas, foi o segundo de
quatro filhos do casal. Casou-se, em 09 de Julho de 1938, com Maria José da
Fonseca Elia, natural do Rio de Janeiro. Fez os primeiros estudos na Escola Municipal Eusébio de Queirós e no Colégio Pedro II, bacharelou-se depois em Ciências Jurídicas, pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil. Doutorou-se pela Faculdade de Letras
da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 08 de Maio de 1973. Foi titular de Linguística da Faculdade de
Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro; professor catedrático de
Latim do Colégio Pedro II. Foi também fundador e presidente do Círculo Linguístico
do Rio de Janeiro, membro da Academia Brasileira de Filologia, membro da
Academia de Língua Portuguesa do Rio Grande do Sul e membro da Academia
Luso-Brasileira de Letras. Foi ainda agraciado com o Grau de Comendador da
Ordem Camoniana do Liceu Literário Português, instituição em que foi
vice-presidente do Instituto de Língua Portuguesa.
Foi professor catedrático de Linguística Românica em Coimbra e Lisboa, membro da Sociedade de Língua Portuguesa de Lisboa, director da Secção de Filologia e Linguística da Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, da Editora Verbo de Lisboa, e membro da Société de Linguistique Romanae de Paris. Foi editor-redactor, articulista e principal animador da revista Confluência, publicada pelo Instituto de Língua Portuguesa do Liceu Literário Português. A última contribuição que Silvio Elia deu de seu saber, foi para a Secção ‘Na Ponta da Língua’, publicada semanalmente no jornal o Mundo Português. Faleceu no dia 16 de Novembro de 1998 no Rio de Janeiro. Na data da sua morte a sua descendência era composta de 8 filhos, 24 netos e 10 bisnetos.
Foi professor catedrático de Linguística Românica em Coimbra e Lisboa, membro da Sociedade de Língua Portuguesa de Lisboa, director da Secção de Filologia e Linguística da Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, da Editora Verbo de Lisboa, e membro da Société de Linguistique Romanae de Paris. Foi editor-redactor, articulista e principal animador da revista Confluência, publicada pelo Instituto de Língua Portuguesa do Liceu Literário Português. A última contribuição que Silvio Elia deu de seu saber, foi para a Secção ‘Na Ponta da Língua’, publicada semanalmente no jornal o Mundo Português. Faleceu no dia 16 de Novembro de 1998 no Rio de Janeiro. Na data da sua morte a sua descendência era composta de 8 filhos, 24 netos e 10 bisnetos.
À Língua Portuguesa
Viandante das plagas apeninas,
Cantar quiseste em terra lusitana:
Ecos sutis de vozes femininas,
Chorando ais na álgida fontana.
Em oitavas de Homero mais que dinas
Troar fizeste a tuba soberana;
E aos suspiros da amada entre boninas
Juntaste a dor da lança mauritana.
Palavras deste à gente missionária
Na luta pela fé e pela grei,
Às almas do gentio necessária.
Tua fala semeaste em chão alheio,
Ensinaste do Verbo a sacra lei,
E de teus sons tornaste o mundo cheio.
Sílvio Elia
Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 1988
Citações:
“Não há dúvida que a morte de Sílvio Elia
representou uma perda imensa para o Brasil, para Portugal, para a Cultura, para
a Universidade, para o Liceu Literário Português, para a sua Família, enfim,
para todos os que o conheceram e aprenderam com ele. Se em vida a sua erudição
e simplicidade nos impressionavam, tanto quanto a inteireza de carácter e o
gosto pelo magistério, depois da sua morte ficou-nos o peso na consciência das
dívidas de que foi credor e que permaneceram por resgatar. Talvez do Brasil
oficial, que nunca lhe rendeu os tributos merecidos; talvez de Portugal, que
nas últimas décadas pareceu esquecido daquela geração de brasileiros que tanto
defendeu a sua Cultura e os valores lusíadas, a Língua e o espaço da Lusofonia
no mundo; talvez da Universidade e das Academias… Mas, com certeza, ficou uma
dívida imensa por parte dos portugueses do Brasil, das nossas instituições
culturais que ele serviu exemplarmente – o Liceu Literário Português, o Real
Gabinete Português de Leitura, o Centro Luso-Brasileiro, a Academia
Luso-Brasileira de Letras, etc. Não tinha obrigação nenhuma de fazer por elas –
mas como fez! Não tinha tantos motivos assim para gostar tanto de nós – mas
como gostou!” António Gomes da Costa
“Filólogo, latinista, linguista, participou
de inúmeros Congressos, nacionais e internacionais (Alemanha, Itália, Espanha,
França, Portugal), lecionou, por dois anos, nas Universidades de Lisboa e de
Coimbra, participou, incontáveis vezes, de Bancas Examinadoras, de concursos de
provas e títulos, de defesa de dissertações de Mestrado, de teses de Doutorado
e de Livre-Docência, muitas vezes como presidente dessas bancas. Inúmeras foram
as dissertações de Mestrado e teses de Doutorado por ele orientadas. Era
constantemente convidado a dar pareceres sobre instituições de ensino,
projectos de pesquisa e publicações (CNPQ, FAPERJ, CAPES…). Em Memorial, datado
de 09/08/1980, por ele apresentado para o concurso para Professor Titular de
Língua Portuguesa da UFRJ, lê-se: Até
hoje, em minha vida que se vai alongando (quosque tandem?), não tenho sido
outra coisa senão professor.
Sílvio Elia elegeu o magistério e o exerceu e
exercitou em vários níveis, em vários e variados cargos e funções. Lecionou no
Instituto de Educação (RJ), no Colégio D. Pedro II, em que estudara, na FAHUPE,
UFF, UFRJ, PUC/RJ, Universidade de Brasília, dentre outras instituições de
ensino de 2º e 3º Graus (Graduação e Pós-Graduação).” Hilma Renauro
“Quando morámos em Lisboa, em 1965 – papai,
mamãe e os três filhos menores de então, dentre os quais eu me incluía – não
raras vezes saíamos repentinamente numa sexta-feira bem cedinho para voltar no
domingo bem tardinho. Nosso destino? Percorrer a Península. Havia um amigo
nosso, brasileiro, que tinha um carro, também gostava de dar umas voltas nos
fins de semanas e procurava companhia. Era só juntar a fome com a vontade de
comer… o Galvão – esse era o nome de nosso amigo – aparecia numa quinta-feira à
noite e dizia, por exemplo, Vamos sair
amanhã bem cedo para Madrid? Voltamos Domingo. Pronto! Tudo se acertava bem
rápido, fazíamos nossas bagagens e partíamos descobrindo um “novo mundo” para
nós. Mais tarde juntou-se ao grupo o Gilberto Mendonça Teles.
Em Lisboa também não ficava quieto.
Levava-nos para conhecer a cidade, seus movimentos, as touradas, os arredores e
as festas locais. Inesquecível uma noite que passámos todos juntos na Feira
Popular comendo sardinhas assadas na brasa com vinho verde! Em outras ocasiões,
era a vez de nos levar a conhecer a noite lisboeta, a Mouraria, as casas de
fado, o caldo verde e o bacalhau.” Cristina
Elia
As recompensas podem não ter sido
proporcionais e, às vezes, mesmo decepcionantes. Resta, porém, a satisfação
íntima de se procurar manter fiel à missão elegida. Sílvio Elia – Brasil in “Confluência –
Revista do Instituto de Língua Portuguesa – Rio de Janeiro”
Tenho o privilégio de ser um dos oito filhos de Silvio Elia e Maria José. Assim, desejo manifestar minha gratidão a João Seixas pela homenagem que ora presta a meu pai, na ocasião do centenário de seu nascimento, um brasileiro, filho de um emigrante italiano, que se apaixonou pelo estudo da Linguística e,de forma especial, pela Língua Portuguesa, o nosso idioma pátrio.
ResponderEliminarRui Elia
Rio de Janeiro, 5/julho/2013
Também me considero uma privilegiada de ser filha do casal Silvio e Maria José: uma bondade de Deus fazer-me nascer nesta família. Agradecendo A João Seixas pela homenagem a meu pai e pela divulgação de seu Centenário, desejo ao Amigo bons ventos em seu trabalho.
ResponderEliminarCristina Elia, Rio de Janeiro, 8/07/2013