Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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sábado, 18 de outubro de 2025

Angola - Cai oito posições e está entre os 13 piores no Índice Global da Fome

O país ocupa a 111.ª posição entre 123 países avaliados no Índice Global da Fome 2025 e consta dentre as nações com os piores índices de fome. No país, de acordo com o documento, 47,7% das crianças sofrem de atraso no crescimento e mais de 22% dos cidadãos estão subnutridos. Entre os lusófonos, Angola tem o pior registo


Angola caiu oito posições no Índice Global da Fome (em inglês Global Hunger Index - GHI) 2025, passando do 103.º lugar em 2024 para o 111.º este ano, e figura entre os 13 países com piores níveis de fome no mundo. De acordo com o relatório intitulado Índice Global da Fome de 2025: 20 anos de monitorização do progresso: hora de renovar o compromisso com a fome zero, divulgado pela organização alemã Welthungerhilfe e pela irlandesa Concern Worldwide, com 29,7 pontos, Angola continua no grupo de nações com níveis sérios de fome.

Apesar dos progressos registados nas últimas duas décadas - quando a situação era considerada "alarmante" -, no ano passado o País regrediu num dos indicadores sociais mais sensíveis: a desnutrição infantil. Os dados mais recentes do GHI consultados pelo Novo Jornal revelam índices alarmantes de desnutrição infantil: quase metade das crianças menores de cinco anos (47,7%) no País sofre de atraso no crescimento devido a uma má alimentação. Trata-se de um aumento de quase 50%, face aos indicadores registados em 2023 (32,1%). Para além disso, 5,1% das crianças enfrentam desnutrição aguda e 6,7% morrem antes de completar cinco anos. No geral, 22,5% da população, mais de oito milhões de habitantes, vive em situação de subnutrição.

Com esta classificação, Angola mantém-se entre os países com níveis de fome considerados graves e ainda distantes das metas globais de erradicação da fome até 2030. Teresa Fukiady – Angola in “Novo Jornal”


quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Timor-Leste – Segundo o Índice Global da Fome é alarmante a situação no país

Timor-Leste regista níveis “alarmantes” de fome, uma situação que se agravou nos últimos anos, e é o segundo pior classificado entre 107 países, a seguir ao Chade, segundo a última edição do Índice Global da Fome (IGF)



O relatório, que atribui a Timor-Leste um IGF de 37,6 (num máximo de 100, a pior classificação), considera a situação no país “alarmante”, sendo a segunda pior no índice deste ano entre os países analisados.

Notando que a situação se agravou em Timor-Leste, os autores do relatório explicam que isso se deve a “uma série de fatores que tem contribuído para a insegurança alimentar crónica em Timor-Leste”.

Entre os fatores destaca a produtividade agrícola baixa, um consumo alimentar inadequado, “tanto em quantidade como qualidade”, e a dependência de muitos timorenses em estratégias “únicas de baixo valor de subsistência”.

“A infraestrutura básica de saneamento, água limpa, estradas, irrigação, escolas e saúde é pobre, como também é baixo o nível de capital financeiro e humano do país”, refere.

“Os riscos climáticos têm também tido impactos negativos (IPC 2019)”, refere.

De particular preocupação é a desnutrição infantil, “com mais de metade das crianças a sofrer de nanismo e quase 15% das crianças a sofrer debilitação”, nota o estudo.

O Índice anual, da autoria das organizações Weit Hunger Hilfe e Concern Worldwide, e que inclui a participação de especialistas da Chatham House e do European Centre for Development Policy Management, procura de forma “abrangente medir e rastrear a fome em global, regional e nacional”.

O IGF baseia-se em quatro indicadores base: “subnutrição (parte da população com ingestão calórica insuficiente), debilitação infantil ou ‘wasting ‘(crianças com menos de cinco anos que têm baixo peso para a sua altura, refletindo subnutrição aguda), nanismo infantil ou ‘stunting’ (crianças com menos de cinco anos e que têm altura baixa para a sua idade, refletindo crónica subnutrição) e mortalidade infantil (taxa de mortalidade das crianças com menos de cinco anos, refletindo a mistura fatal de nutrição inadequada e ambientes pouco saudáveis)”.

Com base nesses indicadores, o IGF determina a fome numa escala de 100, sendo zero a melhor pontuação possível (sem fome) e 100 a pior, com as classificações divididas por severidade, de baixo a extremamente alarmante.

Timor-Leste registou uma melhoria entre 2006 e 2012, passando de um índice de 41,4 para 34,6, porém a situação piorou nos últimos anos, com o país a cair para 37,6, o segundo pior classificado e o único de três com níveis “alarmante” de fome.

O relatório nota que a prevalência de subnutrição em Timor-Leste atinge quase um terço da população (30,9%), com a terceira taxa mais elevada dos países analisados em nanismo infantil (51,2%)

A mortalidade infantil caiu de 7,7 em 2006 para 4,6 em 2018, mas quase 31% da população timorense está subnutrida – valor que era de 41,6% em 2002.

Entre as crianças com menos de 5 anos, 14,6% sofrem de debilitação (‘wasting’ ou desnutrição aguda), tendo o valor aumentado 9,9% nos últimos cinco anos.

Mais de metade (51,2%) sofre de nanismo ou desnutrição crónica, o segundo pior nível dos países analisados, atrás do Iémen.

Em termos regionais – englobando o sul, leste e sudeste asiático -, Timor-Leste tem a pior classificação, sete pontos acima do Afeganistão, e mais de 10 acima da média. In “Mundo Português” - Portugal

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Fome


O Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI) apresentou no início desta semana, 14 de Outubro de 2013, o relatório anual sobre o Índice Global da Fome que analisa 120 países, da América Central e do Sul, Europa do Leste, África e a maioria dos países da Ásia.

Os indicadores que medem a insuficiência alimentar em cada país são a percentagem de pessoas subalimentadas, a percentagem de crianças com menos de cinco anos com carências alimentares e a taxa de mortalidade infantil com crianças com menos de cinco anos.

Infelizmente, no Índice Global da Fome de 2013, embora haja uma melhoria em quase todos os países lusófonos analisados, a excepção é Timor Leste, a fotografia do conjunto destes países, onde não estão classificados Cabo Verde e São Tomé e Príncipe e onde o Brasil está bem, é muito má.

Dos cinco países de língua portuguesa registados no Índice, o Brasil está no grupo dos primeiros quarenta e dois países com insuficiências alimentares baixa. No segundo grupo que classifica os países com carências alimentares moderadas, estão ainda os últimos quatro países europeus, Albânia, Uzbequistão, Moldávia e Geórgia. No terceiro grupo, que já regista os países com problemas sérios de fome, está a Guiné Bissau na posição 76, com um índice de 14,3 e Angola no 97º lugar com um índice de 19,1. No quarto grupo de países em cuja fome é alarmante está Moçambique no 106º posto, com o índice 21,5 e Timor Leste na posição 117 com o índice 29,6. No último grupo de países de fome extrema estão os últimos três países, Comores, Eritreia e Burundi no lugar 120.

Na classificação da Taxa de Mortalidade Infantil, crianças com menos de cinco anos e onde estão analisados 130 países, o Brasil está em 36º com 1,6%, Timor Leste em 83º com 5,4%, Moçambique em 111º com 10,3%, Angola em 123º com 15,8% e no lugar imediato, 124º a Guiné Bissau com 16,1%. Nos cinco primeiros lugares desta classificação estão: Estónia (0,4%), Croácia (0,5%), Bielorrússia, Cuba e Lituânia (0,6%), enquanto nos últimos três lugares estão: Mali, (17,6%), Somália (18,0%) e Serra Leoa, (18,5%).

O Índice Global da Fome é uma publicação conjunta do Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI), da Welthungerhilfe e da Concern Worldwide e poderá aceder ao documento aqui. Baía da Lusofonia