"Ler o Mundo em
Português" propõe-se ser um projeto/plataforma capaz de potenciar os
diferentes olhares e mundos que há na língua portuguesa e, em conjunto, ter um
olhar múltiplo sobre a realidade mundial que lhe permita construir cenários
sobre o futuro. Este projeto tem como pilares e parceiros fundadores, um
conjunto de estruturas que na sua área trabalham na perspetiva da língua
portuguesa como um instrumento que unifica as várias culturas e olhares, e que
tem todo um mundo dentro dela, e trabalhará para que, ao longo de um ano se
possa construir uma narrativa corrente. Os parceiros e as dimensões: 1-
Pensamento e reflexão - IGOP - Instituto para a Governação, Políticas e
Administração Pública - Lisboa; 2- Sons e Ritmos - Centro InterCulturaCidade -
Lisboa; 3- As Histórias - Livraria Gigões e Anantes - Aveiro; 4- Imagens em
Movimento - Cineclube de Avanca; 5- Criação Multidisciplinar - Teatro Villaret
- Lisboa. Montante: 150.000€ Prazo de implementação: 18 meses
A futura linha férrea entre
Moatize e Macuse, no Centro de Moçambique, terá mais 120 quilómetros do que o
inicialmente previsto, para chegar a mais empresas mineiras interessadas na sua
utilização.
Em declarações ao “Notícias”
de Maputo,o presidente da concessionária, a Thai Moçambique Logística (TML),
disse que a expansão permitirá chegar à região de Chitima, também na província
de Tete, onde actuam algumas empresas mineiras.
O projecto original previa que
a linha tivesse uma extensão de 575 quilómetros, entre Moatize o futuro porto
de águas profundas de Macuse.
Abdul Carimo disse ainda ao
“Notícias” que a extensão da linha férrea recebeu o apoio dos bancos que vão
conceder o crédito necessário para a execução da obra, que deverá ter início em
2018.
A linha e o porto, num
investimento global de mais de 2,3 mil milhões de dólares, serão construídos
por um consórcio 50-50 entre a portuguesa Mota-Engil e a chinesa China National
Complete Engineering Corporation, uma subsidiária do grupo China Machinery Engineering
Corporation.
O prazo previsto para a
construção é de 44 meses. A nova linha complementará, e servirá de alternativa,
às existentes linhas da Nacala e do Sena para o escoamento do carvão de Tete.
A Thai Moçambique Logística é
controlada pela tailandesa Italthai Industrial Company Limited, que detém 60%
do consórcio, estando os restantes 40% divididos entre a Portos e Caminhos de
Ferro de Moçambique (CFM) e a e o grupo empresarial Corredor de Desenvolvimento
da Zambézia (Codiza).
A TML tem como director-geral
o português José Pires da Fonseca. Em Março, aquando do anúncio do resultado do
concurso para a construção, Pires da Fonseca disse ao Transportes & Negócios
que “este projecto permite colocar definitivamente Moçambique na rota do
mercado internacional do carvão para siderurgia e térmico”. In “Transportes
& Negócios” - Portugal
Pangim – O Ministro-chefe Manohar
Parrikar lançou na passada sexta-feira, 01 de Setembro de 2017, o logotipo Goa
para o 17º Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 da FIFA, Índia 2017, no GMC
Estádio em Bambolim.
Foto: Daniel Hiremath
O logotipo de Goa se assemelha
a uma visão comum das pessoas que jogam o "jogo bonito" nos campos
verdes do estado costeiro, delimitada por palmeiras de coco balançando à luz do
sol noturno. As cores usadas para o logotipo incluem um toque da bandeira de
cada nação concorrente que simboliza a unidade entre todos os países participantes. O logotipo da Goa foi projetado por Sharmila Coutinho.
Tomando a palavra o
Ministro-chefe Manohar Parrikar afirmou: "Goa está a preparar-se para
receber as equipas para o Campeonato Mundial de Futebol FIFA U17. Goa ama o
futebol, é por isso que o declaramos como desporto oficial do Estado. Aceitar
ser o anfitrião do torneio em Goa foi uma das decisões mais rápidas tomadas
pelo Governo e continuaremos a dar todo o nosso apoio total para tornar o
evento um grande sucesso".
O logotipo será uma ferramenta
importante para ligar a comunidade local num mundo global e formar um elo
crucial nas promoções e comunicações no Estado amante do futebol como Goa.
O Director do Torneio Javier
Ceppi observou: "Estamos muito felizes pelo facto de Goa ter uma imagem
associada ao torneio. O governo do Estado prometeu levar o logotipo da cidade
anfitriã a todas as regiões do Estado e realizar um grande impulso promocional
para o torneio, o que é fantástico".
"Para apoiar isso, vamos
abrir as vendas de bilhetes na bilheteira do estádio Fatorda em 7 de Setembro.
Agradecemos a ajuda e a liderança do honorável Ministro-chefe Manohar Parrikar
e temos a certeza que sob o seu cuidado o Campeonato Mundial de Futebol Sub-17 será
um grande sucesso em Goa", acrescentou. In
“oHeraldo” – Goa
A 17ª edição do Campeonato
Mundial de Futebol Sub-17 da FIFA, sob o lema 'Futebol assume', será realizada
em seis cidades da Índia: Nova Deli, Goa, Kochi, Guwahati, Kolkata e Navi
Mumbai, de 6 a 28 de Outubro de 2017, estarão em competição os jovens com menos
de 17 anos, representando 24 nações no primeiro Campeonato Mundial que se
realiza na Índia. Os países participantes são: Índia (país convidado), Iraque, Irão,
Japão, Coreia do Norte, Gana, Guiné, Mali, Níger, Costa Rica, Honduras, México,
Estados Unidos da América, Brasil, Chile, Colômbia, Paraguai, Nova Caledónia,
Nova Zelândia, Inglaterra, França, Alemanha, Espanha e Turquia. Baía da Lusofonia
Terceira
campanha na fragata Mercedes, afundada há 200 anos por uma armada inglesa ao
largo de Faro, foi "tecnicamente muito complexa", mas recompensadora.
Espanha mostrou ter tecnologia para enfrentar as grandes empresas
especializadas
Os dois canhões dos séculos
XVI/ XVII, pesando entre duas e três toneladas e com vários elementos
decorativos, são os mais espectaculares, mas a terceira campanha arqueológica
na fragata Nuestra Señora de Las Mercedes, afundada em 1804 perto do Cabo de Santa
Maria, no Algarve, resgatou ainda uma prancha de cobre perfurada e uma torneira
e três roldanas de bronze.
Além dos artefactos, a equipa
de arqueólogos espanhola, que contou com a colaboração de técnicos portugueses
e mexicanos, reuniu também muita informação valiosa sobre esta embarcação que
cumpria a rota entre Espanha e as suas colónias na América e que não resistiu
ao ataque da armada inglesa ao largo de Faro (a área de incidência dos
trabalhos da missão espanhola está na Zona Económica Exclusiva portuguesa).
Os objectos resgatados dos
destroços que repousam no fundo do mar, a mais de mil metros de profundidade,
foram expostos esta quarta-feira no Museu Nacional de Arqueologia Subaquática
(Arqua) espanhol, em Cartagena, onde estão guardados os artefactos que
resultaram das duas campanhas anteriores (em 2015 e 2016) e dos trabalhos
não-científicos da Odyssey Marine Explorations, uma empresa norte-americana de
caçadores de tesouros que, após uma batalha nos tribunais que durou cinco anos,
foi obrigada a devolver todo o material que retirara ilegalmente da Mercedes.
Segundo as autoridades locais,
todas as peças resgatadas nas campanhas científicas promovidas pelo Estado
espanhol deverão agora juntar-se às que a Odyssey espoliara, e restituiu em
2012, numa grande exposição permanente a inaugurar dentro de dois anos no Arqua,
escreve o jornal digital La Verdad, da região de Cartagena, Múrcia. Antes, o
espólio deverá ser limpo, restaurado e devidamente documentado.
"Uma das coisas mais
interessantes neste projecto científico é que ele não se limita a prever a
escavação em si, mas foi concebido a vários níveis", diz ao PÚBLICO o
arqueólogo Pedro Barros, um dos três técnicos da Direcção-Geral de Património
Cultural (DGPC) que acompanharam parte dos trabalhos na Mercedes. "Fez-se
uma recolha precisa, muito cuidada, mas também se planificou a conservação e a
divulgação dos objectos recolhidos. Nada ficou por definir."
A intervenção da equipa
científica - que “desceu” aos destroços graças a um ROV (Veículo Operado
Remotamente, na sigla em inglês) cedido pelo Instituto Espanhol de
Oceanografia, já que a profundidade a que se encontram, precisamente 1137
metros, não permite que os técnicos mergulhem - mostra que Espanha está na
linha da frente no que toca à arqueologia subaquática. Até agora, garantiram os
responsáveis científicos à imprensa espanhola, nenhum outro país europeu
trabalhara a tamanha profundidade.
"Foi uma operação
tecnicamente muito exigente", reconhece Pedro Barros, especialista em
arqueologia náutica e subaquática. "O trabalho a grande profundidade é
muito raro e muito difícil, sobretudo quando envolve mover objectos com um peso
na ordem das toneladas, como no caso dos canhões: é que não basta contar só com
o seu peso, é preciso pensar nos cabos e contra-pesos que fazem com que estes
sejam içados com maior segurança."
Os
canhões dos vice-reis
Para resgatar dos destroços os
dois canhões, que são de uma tipologia usada no final do século XVI e no começo
do XVII, foi necessário montar uma complexa operação que contou com a
experiência dos pilotos do Sarmiento de Gamboa, o navio do Conselho Superior de
Investigações Científicas (CSIC) que serviu de base aos trabalhos, e dos
técnicos que manobraram o veículo não-tripulado do Instituto de Oceanografia.
Agora cabe à equipa do
sofisticado laboratório de conservação e restauro do museu de Cartagena
garantir que os dois canhões permanecem íntegros fora de água. Para já, precisa
o jornal ABC, é preciso travar o processo de oxidação destas duas peças de
artilharia, que aparecem referidas no manifesto de carga da fragata - conservado
no Arquivo Geral das Índias, em Sevilha -, e têm até nome: Santa Bárbara e
Santa Rufina (era prática habitual dedicar as peças de artilharia a santos). O
primeiro é de 1586, tem 4,30 metros de comprimento e pesa quase três toneladas,
de acordo com uma nota informativa do Ministério da Educação, Cultura e
Desporto espanhol; o segundo é mais pequeno (3,80 metros e cerca de duas
toneladas) e data de 1601. Ambos foram encomendados por vice-reis das colónias
espanholas na América, numa época em que o rei de Espanha era também o rei de
Portugal (os Habsburgos reinaram em Portugal entre 1580 e 1640).
Os dois canhões, com vários
elementos decorativos, têm informação sobre os encomendadores, mas também sobre
o artesão que os executou, Bernardino de Tejeda, o que faz deles verdadeiros
documentos históricos capazes de contribuir para o conhecimento dos grandes
fundidores espanhóis do século XVI.
Iván Negueruela Martínez,
director da missão e do Museu Nacional de Arqueologia Subaquática espanhol,
está muito satisfeito com o resultado das campanhas e diz, sem reservas, que
elas demonstram a qualidade do trabalho científico espanhol quando se trata de
resgatar e conservar património subaquático. Esta terceira campanha da missão
espanhola recolheu ainda dados que permitem completar a cartografia daquele
sítio arqueológico.
Segundo o comunicado do
Ministério da Educação, Cultura e Desporto espanhol, que organizou a expedição
em colaboração com o CSIC, o Instituto de Oceanografia (dependente do
Ministério da Economia, Indústria e Competitividade) e a Armada, os objectivos
foram cumpridos: conhecem-se melhor os destroços da Mercedes, “sobretudo o
estado de conservação dos materiais e a sua evolução”, e recolheu-se informação
que permite analisar a dispersão dos vestígios e avançar com a interpretação da
fragata.
Um
aviso
Com esta operação, Espanha
parece querer dar uma lição de colaboração entre instituições – são vários os
ministérios e entidades envolvidas em toda esta operação de resgate de
património e memória – e mandar uma mensagem a todos os caçadores de tesouros
que estejam a pensar espoliar os seus navios de bandeira (assim se chama a uma
embarcação ao serviço de um Estado, neste caso a coroa espanhola) espalhados
pelo mundo.
“O êxito das três expedições
de 2015, 2016 e 2017 é uma boa amostra da capacidade de Espanha a nível
científico e tecnológico no que toca à protecção do património subaquático,
incluindo os ambientes marinhos mais complexos”, pode ler-se no mesmo documento
do Ministério da Educação, Cultura e Desporto. Por outro lado, continua, a
escavação “é um aviso muito sério às grandes companhias de caçadores de
tesouros que até agora tinham acesso em exclusivo aos destroços a grandes
profundidades, apoiando-se na sua capacidade tecnológica”.
Segundo Iván Negueruela
Martínez, esta terá sido a última visita dos cientistas espanhóis aos destroços
da fragata afundada pelos ingleses.
Os trabalhos na Nuestra Señora
de Las Mercedes – com tudo o que exigiu em termos técnicos e ao nível da
cooperação entre instituições – faz-nos facilmente pensar no caso português.
Tal como Espanha, Portugal foi uma potência imperial e naval com muitos navios
dispersos pelo mundo (Namíbia, África do Sul, Omã…), mas a sua participação em
missões como a desta fragata é diminuta. O estado em que se encontra a
arqueologia náutica e subaquática, dependente da DGPC, já levou a protestos
recentes e foi tema discutido entre os deputados.
Dificilmente se poderá pensar
em cooperação interministrial e combate aos caçadores de tesouros, em prol da
defesa do património que está no mar, quando os serviços do antigo Centro de
Arqueologia Náutica e Subaquática estão reduzidos a cinco funcionários e os
seus sete barcos não podem ser usados (por falta de licenças, vistorias,
equipamento ou manutenção). Lucinda
Canelas – Portugal in "Público"
A exposição “Artistas Unidos
contra a Fome” da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) será
inaugurada no dia 5 de setembro, pelas 18 horas, na Galeria de Exposições da
UCCLA.
Esta exposição realiza-se no
âmbito da campanha “Juntos contra a Fome” da CPLP, que tem por objetivo a
angariação de fundos para a viabilização de projetos que contribuam para a
erradicação da fome na CPLP. O acervo é constituído por peças doadas por mais de
50 artistas de todos os Estados-Membros da CPLP.
Lista de artistas presentes:
Angola
António Magina
Carlos Bajouca
Dilia Samarth
Duda Correia
Dudu - Eduardo Ribeiro
Gabriel Baguet Junior
Júlio Quaresma
Lino Damião
Luandino Carvalho
Mª Helena Lourenço
Marco Kabenda
Brasil
Cláudia Lima
Danilo Vieira de Sousa
Gabriela Oliveira
Granato
Iri Vilela
Jayr Peny
Josefá
Marcos Marin
Renato Rodyner
Totonho
Cabo
Verde
António Firmino
David Levy Lima
Guiné
Equatorial
Juan Nsi Mbuy
Guiné-Bissau
João Carlos Barros
Moçambique
Frank N'taluma
José Pádua
Lívio de Morais
Malenga - Malenga
Roberto Chichorro
Sérgio Santimano
Portugal
Alberto Trindade
António Araújo Soares
Clotilde Fava
Conceição Rosa
Eduardo Fonseca e Silva
Filomena Morim
Francisco Oliveira
Gustavo Fernandes
Hugo Maciel
João Feijó
José Alves
José Bahia
Laranjeira Santos
Luís Araújo
Luísa Real
Luz São Miguel
Maria Antónia Melo Sereno
Maria João Arcanjo
Maria Luísa Horta
Mário Cesaryni
Moisés Preto Paulo
Nicolau Campos
Olga Sotto
Paulo Ossião
Moisés Preto Paulo
Vieira Batista
São
Tomé e Príncipe
Alex Keller
Estanislau
Ismael Sequeira
Timor-Leste
Abel Júpiter
Maria Dulce Martins
A exposição estará patente ao
público de 5 a 22 de setembro e poderá ser visitada de segunda-feira a sábado,
das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.
Morada:
Avenida da Índia, n.º 110
(entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros e Elétrico (Rua da
Junqueira): 15E, 18E, 714, 727, 728, 729 e 751
O Rio de Janeiro será a sede
da 4ª edição do Encontro Internacional de Poetas da Língua Portuguesa. O evento
ocorre no dia 2 de setembro no Brasil, depois parte para Lisboa, Portugal; e
Maputo, Moçambique.
Durante o encontro será
lançada a antologia “Todos os Tons da Poesia”, que reúne poetas de Angola,
Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e
Timor Leste. O livro presta homenagem aos escritores Du Bocage (Portugal) e
Cruz e Souza (Brasil), tendo nota de capa assinada pelo poeta moçambicano Rui
de Noronha.
A edição apresenta números
expressivos 299 poemas de 133 poetas dos países lusófonos. Além do lançamento
do livro, a iniciativa no Brasil promoverá conferência com poetas de várias
nacionalidades, com a proposta de falar sobre sua obra e a cultura de seu país.
No Museu da República, também haverá apresentações musicais típicas de cada
país lusófono. E ainda será proferida a palestra sobre “Interações poéticas
entre Camões e Bocage” com a escritora Carmem Teresa Elias, professora, Mestre
em Letras e especialista em Literatura Comparada.
No dia 16, o evento chega em
Portugal, também com extensa programação e O encerramento será no dia 23 de
setembro, na Universidade Politécnica (CREISPU) em Maputo, Moçambique, onde
será anunciada a data e local da quinta edição que acontecerá no Brasil,
Portugal e em Angola em 2018.
Para acompanhar o evento, os
poetas interessados deverão enviar nome literário e minibiografia, colocando no
assunto Encontro-Rio, ou Encontro-Lisboa, ou Encontro-Maputo, até a antevéspera
para o e-mail de contato. José Carlos da
Silva – Brasil in “Portal Galego da Língua”
Serviço
Encontro de Poetas da Língua
Portuguesa
Aberto aos poetas que se
inscreverem – Gratuito
Local: Auditório do Museu da
República
Endereço: R. do Catete, 153 –
Catete, Rio de Janeiro