Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)
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terça-feira, 31 de março de 2026

Angola - Distintas gerações de poetas e declamadores unem-se em recital de poesia para celebrar a mulher

Em alusão ao mês da mulher, oito poetas e declamadores de diferentes gerações sobem, nesta Terça-Feira, 31, ao palco da sede da União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda, para um recital de poesia que visa celebrar a força da mulher em toda sua dimensão


O evento, previsto para começar a partir das 17h00, vai juntar os poetas e declama dores José Luís Mendonça, Natália Mendonça, Bendinho Freitas, Olívia Gomes, Hélder Simbad, LuKiesse, Marito Pereira e Kátya dos Santos, com o objectivo celebrar a mulher e resgatar a essência da declamação poética, num encontro marcado pelo diálogo entre experiências e novas abordagens da poesia angolana.

Durante o recital, cada participante vai declamar entre dois a quatro poemas, alguns de autoria do escritor e jornalista José Luís Mendonça, retirados do livro Software Carnal. Outros textos vão ser da autoria dos escritores e slammers participantes.

O evento promete proporcionar ao público uma experiência diversificada, marcada por diferentes estilos, linguagens e sensibilidades, como avançou o escritor José Luís Mendonça, mentor da iniciativa. “O objectivo é juntar a nova e a antiga geração de escritores e poetas, para a troca de experiências, uma vez que a poesia declamada cresceu muito nos últimos tempos e mudou completamente de estilo”, disse.

O mesmo explicou que o recital retoma uma experiência anterior denominada “Poeira de Marte”, um programa realizado entre 2021 e 2023, no Camões-Centro Cultural Português, na sala Pepetela. Na altura, recordou, o projecto tinha como foco a sensibilização para questões ambientais, como o aquecimento global e a preservação do planeta, através da poesia.

Com as mudanças na direcção da instituição e a consequente indisponibilidade do espaço, o programa foi interrompido. Ainda assim, o poeta garantiu que nunca abandonou a missão de promover a declamação poética, por considerar que esta constitui a essência da própria poesia. In “O País” - Angola


domingo, 2 de junho de 2024

França - Nos cinquenta anos da revolução: a poesia portuguesa ontem e hoje

A convite da Fundação Calouste Gulbenkian-Delegação em França, e no âmbito dos Encontros culturais da Biblioteca Gulbenkian de Paris, no passado dia 29 de abril o poeta e escritor Luís Filipe Castro Mendes abordou o tema da poesia portuguesa contemporânea, sob o título “Nos cinquenta anos da Revolução: a poesia portuguesa ontem e hoje”.



Na abertura do encontro, que teve lugar na Fondation Maison des Sciences de l’Homme, em Paris, José Vieira, professor-leitor na Cátedra Manuel Alegre da Universidade de Pádua, apresentou um breve panorama da língua portuguesa no mundo. Além de ensinar nesta universidade, José Vieira faz, na Universidade de Vigo, um pós-doutoramento em Literatura Portuguesa, nomeadamente sobre José Saramago, Mário Cláudio e Teixeira de Pascoais.

Também estiveram à mesa dos intervenientes Mafalda Soares, assistente temporária de ensino e investigação em Língua Portuguesa na Universidade de Paris I-Panthéon-Sorbonne, e Matteo Pupillo, docente de Língua e Cultura Portuguesas na Universidade Paris IV-Sorbonne, acompanhado pelos seus estudantes, que leram textos de Castro Mendes e de alguns poetas evocados durante o encontro, em particular o poema “Ausência”, de Nuno Júdice, recentemente falecido. Notemos ainda, no público, a presença de José Augusto Duarte, Embaixador de Portugal em França.

Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950. Poeta, autor de ficções e diplomata, exerceu o cargo de Embaixador na Hungria, na India e na Unesco-Paris, antes de ser nomeado Ministro da Cultura, de 2016 a 2018. Colaborou desde muito cedo, aos 15 anos de idade, no Diário de Lisboa-Juvenil. Publicou onze livros de poesia, reunidos recentemente num só volume. Em 2020, foi publicado pela editora Wallada (Avignon), em bilingue, o seu livro «Légendes de l’Inde» / «Lendas da India», uma recolha de poemas escritos entre 2006 e 2011 quando era Embaixador na India.

Na introdução do tema citado, Luís Filipe Castro Mendes lembrou: “Estamos a festejar este ano o cinquentenário de uma Revolução que transformou o nosso país e as nossas vidas, restituindo-nos as liberdades que nos tinham sido negadas pelo regime de Salazar. E a poesia está ligada a essa transformação, porque a poesia é afirmação plena da liberdade por sobre todas as formas de negação da vida e da humanidade que nos envolvem e oprimem”. Citando Rimbaud (a poesia é “liberdade livre”), Hannah Arendt (“um poema politicamente distorcido e forçado nunca pode ser um bom poema”) e Fernando Pessoa que reagia com fúria, em 1935, “às diretivas traçadas pelos orientadores do Estado Novo”, Castro Mendes denuncia os regimes totalitários, “onde um poema pode custar a vida ao poeta”, assim como os tempos “em que esteve na moda pretender que a poesia não se devia ocupar da política”.

E foi o livro “Praça da Canção”, de Manuel Alegre, publicado em 1965 – lembra-nos ainda Luís Filipe Castro Mendes, que “acompanhou com a sua voz a nossa luta contra essa ditadura que alguns queriam (e ainda hoje querem) disfarçar de “ditamole”. O poeta orador conta-nos que seus pais, quando jovens estudantes universitários, assistiam aos recitais de Maria Barroso com “versos de combate de Álvaro Feijó, Carlos de Oliveira, Sidónio Muralha, e tantos outros”. Recitais que custaram a Maria Barroso ser perseguida pela PIDE.

Foi mencionada também a poesia de Sophia de Mello Breyner Andresen, “que veio para a rua nos dias da Revolução”. Com efeito, quem não leu ou não ouviu pelo menos os dois primeiros versos do poema “A poesia está na rua” que, segundo Castro Mendes, se tornou “a mais perfeita representação poética do 25 de Abril”: “Esta é a madrugada que eu esperava / o dia inicial inteiro e limpo”? Outro poeta maior, Jorge de Sena, é evocado através do poema “Liberdade, liberdade, tem cuidado que te matam”, escrito pouco depois da Revolução.

Sobre a poesia dos neo-realistas, Castro Mendes afirma que “para compreender a resposta da poesia portuguesa à Revolução dos Cravos, é preciso entender que a nossa geração, a geração dos que tinham vinte anos nesses tempos, tinha-se afastado da poesia muito direta dos neo-realistas, exclusivamente empenhada na luta política e social, não por negarmos esses ideais e essa luta, que partilhávamos com entusiasmo, mas apenas porque procurávamos dar um maior apuro, rigor verbal e densidade poética aos nossos textos”.

Para os censores do regime salazarista – sublinha Castro Mendes – a reprimenda não existia apenas no registo político, pois também “a estrita moral sexual daquele regime de nacionalismo de sacristia, que oprimia as nossas mentes e os nossos corpos, proibiu e levou a tribunal as corajosas autoras de uma “Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica” (a poeta Natália Correia) e de um livro de clara reivindicação feminista escrito pelas “Três Marias” (Maria Velho da Costa, Maria Teresa Horta, Maria Isabel Barreno), as “Novas Cartas Portuguesas”.

Depois de lembrar que poetas como Manuel Alegre e Fernando Assis Pacheco ousaram nos seus poemas “enfrentar o maior tabu político de um regime de proibições, ou seja a guerra colonial”, Castro Mendes acrescenta que “a poesia dos anos 70 era dominada por duas tendências, que acabaram por legar às gerações seguintes a divergência que as animava: era, por um lado, Gastão Cruz e os continuadores da Poesia 61, para os quais prevalecia a densidade e o rigor textual, e por outro lado, Joaquim Manuel Magalhães, defensor de um “regresso ao real”. No entanto, na opinião de Castro Mendes, dois poetas da geração anterior a estas dominam, como “poetas fortes”, que são Ruy Belo e Herberto Hélder: “Ambos regressam à discursividade na poesia, que fora posta em causa pela geração da Poesia 61”.

Ao arrepio destas polaridades, Luís Filipe Castro Mendes cita o poeta Nuno Júdice, que “construiu uma obra forte e coerente, em que o discurso poético, sempre sob a vigilância de uma profunda e sábia ironia, vem construir um mundo próprio, quer a partir das referências mais simples e quotidianas, quer através das mais ricas alusões culturais”.

De uma geração um pouco anterior a dele, Luís Filipe Castro Mendes evoca os nomes de António Ramos Rosa (“talvez não lhe tenhamos prestado suficiente atenção”), António Osório e António Manuel Pires Cabral (“que praticaram, com tanta graça quanto rigor as formas fixas da tradição poética”), Fernando Pinto do Amaral, António Carlos Cortez ou ainda Luís Quintais (“um dos mais sérios trabalhadores do verso nos últimos anos”).

“Na esteira da combatividade de uma Maria Teresa Horta ou de uma Natália Correia, mas agora de modo bem diferente, – diz-nos Luís Filipe Castro Mendes, – temos uma poesia feminina mais jovem, usando antes a ironia e a desconstrução dos discursos, como, entre outras, Tatiana Faia, Rita Taborda Duarte, Andreia C. Faria, Margarida Vale de Gato ou Elisabete Marques”.

Após ter traçado um quadro da poesia portuguesa nos anos 70, Luís Filipe Castro Mendes dá-nos a sua ideia geral sobre a geração mais recente e mais jovem: “Por um lado, há um reencontro com o surrealismo português, com Mário Cesariny, mas também com poetas e autores menos lembrados, como António José Forte. Essa redescoberta do surrealismo deve muito à irreverência de Cesariny, com que alguns dos poetas das novas gerações procuram identificar-se, na sua revolta contra o mundo mercantilizado e infantilizado em que a esfera pública se tornou. O surrealismo português foi, com efeito, um surrealismo de revolta. Por outro lado, há “os poetas resistentes” que, perdida a ilusão de mudar a vida e o mundo através da poesia, a encaram antes como uma resistência das palavras à sua mercantilização, desencantamento e mediocridade, que os novos meios de comunicação social, por um lado, e uma escolaridade avessa à cultura humanística, por outro, têm vindo a impor no nosso espaço público”.

Respondendo a uma pergunta da assistência, Luís Filipe Castro Mendes voltou a sublinhar o papel dos neo-realistas na viragem da poesia portuguesa.

Convidado a falar da sua própria poesia, Luís Filipe Castro Mendes citou dois poetas que o influenciaram: Jorge de Sena e Eugénio de Andrade, e também Paul Valéry (“a poesia francesa está sempre presente na minha cabeça”).

Enfim, ao responder a uma pergunta sobre a poesia e os jovens, Luís Filipe Castro Mendes acredita que nunca é tarde para que estes se interessem pela poesia, pois “a poesia não muda o mundo, mas ajuda-nos a ver mais longe”. Dominique Stoenesco – França in “LusoJornal”






sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Lusofonia - Encontro Internacional de Poetas da Língua Portuguesa

O Rio de Janeiro será a sede da 4ª edição do Encontro Internacional de Poetas da Língua Portuguesa. O evento ocorre no dia 2 de setembro no Brasil, depois parte para Lisboa, Portugal; e Maputo, Moçambique.

Durante o encontro será lançada a antologia “Todos os Tons da Poesia”, que reúne poetas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O livro presta homenagem aos escritores Du Bocage (Portugal) e Cruz e Souza (Brasil), tendo nota de capa assinada pelo poeta moçambicano Rui de Noronha.

A edição apresenta números expressivos 299 poemas de 133 poetas dos países lusófonos. Além do lançamento do livro, a iniciativa no Brasil promoverá conferência com poetas de várias nacionalidades, com a proposta de falar sobre sua obra e a cultura de seu país. No Museu da República, também haverá apresentações musicais típicas de cada país lusófono. E ainda será proferida a palestra sobre “Interações poéticas entre Camões e Bocage” com a escritora Carmem Teresa Elias, professora, Mestre em Letras e especialista em Literatura Comparada.

No dia 16, o evento chega em Portugal, também com extensa programação e O encerramento será no dia 23 de setembro, na Universidade Politécnica (CREISPU) em Maputo, Moçambique, onde será anunciada a data e local da quinta edição que acontecerá no Brasil, Portugal e em Angola em 2018.

Para acompanhar o evento, os poetas interessados deverão enviar nome literário e minibiografia, colocando no assunto Encontro-Rio, ou Encontro-Lisboa, ou Encontro-Maputo, até a antevéspera para o e-mail de contato. José Carlos da Silva – Brasil in “Portal Galego da Língua”

Serviço

Encontro de Poetas da Língua Portuguesa

Aberto aos poetas que se inscreverem – Gratuito

Local: Auditório do Museu da República

Endereço: R. do Catete, 153 – Catete, Rio de Janeiro

contato – encontrodepoetasdalinguaportugues@hotmail.com

quarta-feira, 28 de junho de 2017

UCCLA - Acolhe X Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora

O X Encontro de Escritores Moçambicanos na Diáspora terá lugar nos dias 29 e 30 de junho, na sede da UCCLA, e é organizado pelo Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora (CEMD). O Secretário-Geral da UCCLA, Vítor Ramalho, estará na sessão de abertura, pelas 14 horas.

O encontro tem como objetivo dar a conhecer a cultura moçambicana no estrangeiro e a presença de autores moçambicanos na diáspora, assim como fortalecer as relações entre autores e especialistas literários moçambicanos e portugueses. A iniciativa serve, igualmente, para estudar formas de intercâmbio e de cooperação entre os escritores, poetas e intelectuais moçambicanos na diáspora e os residentes em Moçambique.

Além de lançamentos de livros e leituras de poesia, o programa do encontro contará com a realização de debates e conferências sobre vários temas, destacando-se “Literatura Moçambicana”, “Literaturas Lusófonas”, “Relações Interculturais Lusófonas”, “Literatura, Criação, Intercâmbio e Lusofonia” e “Universalismo e Encontros com o Mundo”.

Serão homenageados Waldemar Bastos, Lívio de Morais, Gisela Ramos Rosa, e Manuel Araújo. Haverá, também, um momento de homenagem póstuma ao escritor moçambicano Ascêncio de Freitas.

O encontro conta com o apoio da UCCLA, Embaixada de Moçambique, Observatório da Língua Portuguesa e Fundação Millennium BCP e terá a cobertura da RDP ÁFRICA, RTP ÁFRICA e a KURIAKOS TV. UCCLA

A entrada é livre.

Morada:
Avenida da Índia, n.º 110 (entre a Cordoaria Nacional e o Museu Nacional dos Coches), em Lisboa
Autocarros e Elétrico (Rua da Junqueira): 15E, 18E, 714, 727, 728, 729 e 751
Comboio: Estação de Belém
Coordenadas GPS: 38°41’46.9″N 9°11’52.4″W

PROGRAMA

29 de Junho 2017 – Quinta-feira


14h00
Recepção dos convidados

14h15
Sessão de abertura do X EEMD

Dr. Vítor Ramalho (Secretário-Geral da UCCLA)
Delmar Maia Gonçalves (Curador dos EEMD)
Dr. Ananias Sigaúque (Ministro Conselheiro na Embaixada da República de Moçambique em Portugal)
Enoque João (Presidente da Casa de Moçambique)
João Micael (Presidente da Matriz Portuguesa)

15h30
Homenagens

Waldemar Bastos
Gisela Ramos Rosa
Manuel Araújo
Lívio de Morais

15h40
Inauguração da Mostra de Pintura “3 poetas portuguesas/3 poetas moçambicanas”
de Isabel Nunes

15h45
Dança Oriental

Susana Amira


16h00
Literaturas Lusófonas

Ana Martinho - “Literaturas Africanas na Actualidade: um balanço teórico e crítico”
Annabela Rita - “Do verbo lusófono: entre terra e mar”
Ana Mateja Rozman - “Antologias Luso-Eslovenas inacabadas”
Delmar Maia Gonçalves - “Almadias em Alto Mar”

17h00
Conexões Poéticas: “Eco dos Palmares”

Gisela Ramos Rosa
Dulcineia
Lourdes Peliz
Elsa de Noronha
Tereza Xavier Coito
Clayton Silva
Filipa Vera Jardim
Mónica Castelo
Joana Rita

17h45
Relações Interculturais Lusófonas

Rodrigues Vaz - “O Jornalismo português na Guerra Colonial”
José Teixeira - “Relações culturais bilaterais (realizadas ou induzidas) por organismos paraestatais – uma visão analítica”
Renato Epifânio - “O Balanço da CPLP” e apresentação da Revista Nova Águia nº19

18h30
Apresentação de Revistas

Milandos da Diáspora 2017
Licungo n.º 6

19h00
Encerramento





30 de Junho de 2017 - Sexta-feira




14h00
Recepção dos convidados


14h15
Literatura, Criação, Intercâmbio e Lusofonia - Diálogos Cruzados

Manuela Gonzaga
Domingos Lobo
Ana Cristina Silva
Rui Maurício
Mário Máximo
Lopito Feijóo
Moderação: Delmar Maia Gonçalves

15h15
Momento Musical

Fercy Nery


15h30
Universalismo e Encontros com o Mundo

João Couvaneiro - “A Galáxia das Mangueiras”
Joana Catarina Forte - “Os Moçambicanos em Portugal - Cultura e Imigração”
Najwa Omar - “Lágrimas da Primavera”


16h15
Momento de Poesia
Cármen Filomena
Ana Matias
Antonieta Rosa Gomes
Olinda Beja
Zélia Torres
Duo Boci
Maria João Oliveira
Liliana Lima


16h45
Homenagens


16h50
Literatura Moçambicana

Vera Novo Fornelos - “Fragmentação da identidade em Mário de Sá Carneiro e Delmar Maia Gonçalves”
Jorge Viegas - “Reinaldo Ferreira”
Fernanda Angius - “Os escritores moçambicanos na diáspora”

17h45
Apresentação do livro
Cosmografias do Verbo Literário de Delmar Maia Gonçalves


18h00
 Apresentação da Antologia
Zalala 2017


18h45
Momento Musical

Isaley


19h00
Encerramento