Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 27 de maio de 2019

UCCLA - Debate “As mudanças sociopolíticas em curso em Angola”



No dia 29 de maio, a partir das 18 horas, a Mercado de Letras Editores e a UCCLA, a propósito da publicação da 2.ªedição da obra “Guerrilhas e Lutas Sociais. O MPLA perante si próprio (1960-1977)” da autoria de Jean-Michel Mabeko-Tali, promovem o debate “Conversa a três” sobre o tema “As mudanças sociopolíticas em curso em Angola”, na UCCLA.

O debate, moderado por Alberto Oliveira Pinto, contará com a presença de Adolfo Maria, Manuel Videira e Jean-Michel Mabeko-Tali.

Biografia:

Jean-Michel Mabeko Tali é originário da República do Congo-Brazzaville. Após receber um ‘Baccalauréat’ em Letras e Ciências Sociais, instalou-se em Angola em 1976, onde lecionou em várias instituições de ensino médio de Luanda e do Lubango.

Em 1983, partiu para França com o objetivo de prosseguir os seus estudos universitários. Obteve a sua Licenciatura em História pela Universidade de Saint-Etienne, e um Master em Estudos Africanos conjuntamente pelo Instituto de História da Universidade Bordeaux III e pelo Instituto de Estudos Políticos - IEP - da Universidade de Bordeaux I. Em 1996, doutorou-se em História pela Universidade Paris VII-Denis Diderot. De regresso a Angola, foi Professor Associado de História no Instituto Superior de Ciências da Educação.

Desde 2002, instalou-se nos Estados Unidos da América, onde concorreu com sucesso para Professor da Universidade Howard, em Washington, DC, instituição onde, atualmente, é Professor Titular da Cátedra de História de África. Tem sido Professor Visitante em diversas universidades francesas e brasileiras. Foi membro do Comité Internacional da UNESCO para o Uso Pedagógico da História Geral de África encarregado, entre 2009 e 2017, da elaboração de manuais de História de África para todos os níveis de ensino no continente. É também membro e contribuidor da subcomissão para o Tomo III do Comité Internacional da UNESCO responsável pela redação do IX Volume da História Geral de África.

Como estudioso da História política e social de Angola e do Congo, publicou vários trabalhos, entre artigos, contribuições a obras conjuntas, prefácios e críticas de obras. Publicou uma versão inicial e parcial da presente obra sob título de Dissidências e Poder de Estado, o MPLA perante si próprio, 1962-1977, Luanda, Nzila 2001, e um estudo comparativo das transições políticas e os debates identitários em Angola e no Congo nos anos 1990-2000, sob o título Barbares et Citoyens. L’identité nationale à l’épreuve des Transitions africaines: Congo-Brazzaville, Angola. Paris, L’Harmattan, 2005. Como romancista, publicou L’Exil et l’Interdit, Paris L’Harmattan, 2001 et Le Musée de la Honte, Paris, L’Harmattan, 2002.

Organização de Estados Ibero-Americanos - Bolsas para os PALOP responde a "ambição" de mobilidade ágil na CPLP

Lisboa - A diretora do escritório em Portugal da Organização de Estados Ibero-Americanos, Ana Paula Laborinho, sublinhou que a atribuição de bolsas a estudantes dos países africanos de expressão portuguesa responde à "ambição e necessidade de mobilidade ágil da CPLP".

Ana Paula Laborinho acentuou, em declarações à agência Lusa, que o projeto-piloto, dinamizado pelo escritório em Lisboa da Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), permite também que, no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), se aprofunde "a cooperação entre instituições de ensino superior, o que só se tornou possível através de um esforço colaborativo em que instituições de origem e de acolhimento se empenharam".

"O programa, pelas suas características, serve também para estabelecer uma relação de confiança institucional que permite estender a cooperação à mobilidade de docentes, à investigação e até à dupla titulação. Importa ainda referir que as mobilidades se podem fazer nos dois sentidos, embora este projeto-piloto envolva na sua totalidade estudantes dos PALOP que se encontram em mobilidade em universidades e politécnicos de Portugal", disse Ana Paula Laborinho.

A responsável acrescentou que, neste processo, já "várias instituições de origem pediram que fosse dada prioridade aos seus docentes que preparam doutoramentos, o que servirá a melhoria da qualidade de ensino".

Atribuindo 21 bolsas neste segundo semestre, o Programa de Mobilidade Académica Paulo Freire - PALOP, que será apresentado hoje, na sede da CPLP, em Lisboa, visa "promover a aproximação e a partilha de uma experiência bem sucedida de mobilidade académica inspirada no modelo europeu".

A diretora do escritório da OEI em Portugal assinalou que "os beneficiários são estudantes de licenciatura, mestrado e doutoramento que frequentam um semestre na instituição de ensino superior de acolhimento, sendo as unidades curriculares reconhecidas pelas instituições de origem".

O Programa Paulo Freire, criado em 2014, na Conferência Ibero-Americana de Ministros da Educação, insere-se na estratégia da OEI de "aproximação aos países da CPLP, tendo em conta a cooperação já existentes entre países e a proximidade cultural e linguística".

"A criação da representação da OEI em Portugal (Estado-Membro desde 2002) teve também como uma das suas linhas estratégicas incrementar a parceria com a CPLP e, nesse sentido, a OEI submeteu a sua candidatura a Observador Associado, tendo sido admitida na Cimeira do Sal, em 2018", referiu.

O programa de mobilidade académica direcionado para os PALOP permite que estudantes do Instituto Superior de Educação de Huíla, de Angola, da Universidade de Cabo Verde, da Escola Nacional Superior Tcho Tê, da Guiné-Bissau, da Universidade Pedagógica de Moçambique e da Universidade de São Tomé e Príncipe possam realizar a graduação ou pós-graduação em formações conducentes à profissão docente.

Os estudantes frequentam um semestre em regime de mobilidade nas Universidades de Lisboa (Instituto da Educação e Faculdade de Letras) do Porto, do Minho, de Aveiro e nos Institutos Politécnicos de Bragança, Leiria e Beja.

A sessão do programa de mobilidade académica para estudantes de ensino superior será com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, do secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, do secretário-geral da OEI, Mariano Jabonero, do secretário executivo da CPLP, Francisco Ribeiro Teles, e da diretora da OEI Portugal, Ana Paula Laborinho. In “Sapo” com “Lusa”

Macau - Região da Grande Baía é um mar de oportunidades

O presidente do BNU em Macau disse à Lusa que a região é "um mar de oportunidades" e vincou que o projeto da Grande Baía configura "uma explosão de oportunidades nos próximos dez anos"

“O projeto da Grande Baía é um mar de oportunidades para quem quiser vir para Macau; um dos pilares é Macau ser o centro mundial de lazer, e o segundo é ser uma plataforma de negócios entre a China e os países de língua portuguesa”, disse Carlos Álvares, em entrevista à Lusa na sede do BNU, em Macau.

“O BNU pode ser um congregador de esforços e um potenciador de negócios entre Portugal e Macau e a China, e estamos a investir bastante nisso; para além da proximidade que temos com o Fórum Macau, estamos a tentar fazer o mesmo com a AICEP e a agência de captação de investimento de língua portuguesa, para mostrar as oportunidades de negócio na Grande Baía”, acrescentou o responsável.

A Grande Baía é um projeto político da China que pretender criar uma zona económica que inclui Macau, Hong Kong e mais nove cidades chinesas, com um tamanho geográfico equivalente a dois terços de Portugal, mas com um PIB atual de 1,4 biliões de dólares e que numa década poderá evoluir para cerca de 3 biliões.


“A Grande Baía inclui 5% da população chinesa, mas vale 11 ou 12% do PIB e um terço das exportações chinesas”, vincou o banqueiro, acrescentando que, com o BNU é detido a 100% pela Caixa Geral de Depósitos, está em todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, com uma quota de mercado significativa.

“Infelizmente, conta-se pelos dedos as empresas portuguesas na China, mas uma coisa é ir para a China, que é um mundo, e outra coisa é vir para a Grande Baía, que é uma zona com 70 milhões de habitantes com um potencial de compra muito grande e que pode ser geradora de uma miríade de negócios”, salientou o antigo presidente do Banco Popular.

Macau, concluiu, “poderia ser uma boa porta de entrada, até porque um dos pilares de desenvolvimento de Macau é ser uma plataforma de negócios entre Portugal e os países de língua portuguesa, e a China” e, neste contexto, “o BNU pode ser uma ajuda preciosa para essas empresas se instalarem aqui, tendo a facilidade da língua, fazendo o banco a ponte entre o Ocidente e o Oriente de forma bastante simplificada”.

O BNU, “uma das operações mais rentáveis do Grupo Caixa”, está em Macau com 500 trabalhadores, 20 agências e tem uma operação de 4 mil milhões de euros em depósitos e 2,5 mil milhões em crédito, registando também uma quota de 14% no mercado das transações com cartões. In “Sapo24” com “Lusa”

domingo, 26 de maio de 2019

Tanto mar

















Vamos aprender português, cantando


Foi bonita a festa, pá
fiquei contente
e ainda guardo renitente
um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
mas certamente
esqueceram uma semente
nalgum canto de jardim

Sei que léguas há nos separar
tanto mar, tanto mar
sei, também, quanto é preciso, pá
navegar, navegar

Canta primavera, pá
cá estou carente
manda novamente
algum cheirinho de alecrim

Canta primavera, pá
cá estou carente
manda novamente
algum cheirinho de alecrim

Canta primavera, pá
cá estou carente
manda novamente
algum cheirinho de alecrim




Chico Buarque – Brasil

Prêmio Camões 2019, o mais importante prêmio literário dos países de língua portuguesa, anúncio feito pela Fundação Biblioteca Nacional na passada terça-feira, 21 de Maio de 2019.

Francisco Buarque de Holanda, nasceu no Rio de Janeiro a 19 de Junho de 1944, compositor, músico, cantor, escritor, dramaturgo, actor, escreveu as seguintes obras “Estorvo” (1991), “Benjamim” (1995), “Budapeste” (2003), “Leite Derramado” (2009) e “O irmão Alemão” (2014).

Para saber mais sobre Chico Buarque aceda aqui e ao acervo on-line de Chico Buarque no Instituto Tom Jobim aqui.


sábado, 25 de maio de 2019

Cooperação entre Portugal e China vai permitir na área da engenharia criar uma escola superior conjunta

Portugal e China vão criar uma escola conjunta que agregará a Universidade de Lisboa e a de Xangai e que será dedicada sobretudo às áreas de engenharia, disse o reitor da Universidade de Lisboa.

“Se tudo correr bem, no próximo ano é já possível termos a ‘joint school’ a funcionar em Xangai”, disse à Lusa António Cruz Serra, à margem do encontro “Anos de cooperação entre Portugal e China”, a decorrer em Lisboa.

De acordo com o reitor, a ‘joint school’ permitirá aos alunos “fazer o curso em Xangai e parte em Lisboa”, sendo o grau académico atribuído pelas duas universidades.

O projecto encaixa-se no âmbito da cooperação entre instituições do ensino superior dos dois países que já “abrange 64 universidades chinesas”, referiu António Cruz Serra.

Em estudo está também a “criação de uma universidade conjunta”, desta vez incluindo um grupo privado, e que significa “uma participação em pé de igualdade da universidade estrangeira [neste caso, portuguesa] e da universidade chinesa”.

Um projecto que ainda terá de passar pela aprovação dos ministérios da Educação dos dois países, mas em que a China já tem experiência.

“São uma experiência chinesa desde o início do século XXI e começaram com universidades inglesas”, explicou o responsável da Universidade de Lisboa, adiantando que, neste caso “é mandatório ter um terço dos docentes de cada universidade”.

Actualmente, e de acordo com Cruz Serra, existem 1100 alunos chineses em Portugal, dos quais cerca de 20 por cento estão na Universidade de Lisboa. In “Hoje Macau” - Macau

China e Portugal uma aproximação natural entre o mandarim e o português

A Universidade do Porto inaugurou um Instituto Confúcio depois de ter assinado um acordo com a Universidade de Estudos Estrangeiros de Guangdong que tem em vista maior intercâmbio entre estudantes das duas partes. À Tribuna de Macau, a vice-reitora para as relações internacionais explicou os objectivos do projecto com a universidade chinesa

A partir de ontem, 24 de maio de 2019, a Universidade do Porto (UP) passou a ter um Instituto Confúcio. A cerimónia de inauguração contou com a presença do Embaixador da China em Portugal, Cai Run. “Embora a Universidade já tenha, através da Faculdade de Letras, um curso de mandarim, será naturalmente maior o impacto”, explicou a vice-reitora para as relações internacionais da instituição de ensino superior à Tribuna de Macau.

A par disto, a UP assinou um acordo com a Universidade de Estudos Estrangeiros de Guangdong que tem em vista a maior mobilidade de estudantes. “Tem vindo a crescer o número de estudantes de mobilidade da China e o interesse neste momento é a maior colaboração, as vantagens mútuas de termos uma cooperação entre duas universidades que têm, no domínio de ensino das respectivas línguas, um prestígio nacional e internacional forte”, frisou Maria de Lurdes Correia Fernandes.

No âmbito deste projecto, cabe a Guangdong assegurar “todo o material para o ensino do mandarim”, enquanto a UP cede o espaço para o Instituto Confúcio. “Esperamos que depois permita também a possibilidade de estudantes portugueses fazerem um período de estudos na China, em Guangdong, nomeadamente estudantes de mandarim e depois, estudantes de português em Guangdong que queiram vir à UP para um período de estudos da língua e cultura portuguesas”, explicou.

A vice-reitora fez questão de mencionar ainda a “boa relação” com Macau. “Temos aqui vários estudantes de Macau. Este ano, por exemplo, recebemos 31 estudantes”, explicou, sublinhando que o número de alunos da China tem vindo a crescer.

O fomento da ligação à China deve-se ao facto de ser “um país importante no quadro da geopolítica internacional, do ponto de vista cultural, económico”. “Naturalmente que Macau tem um significado especial devido às relações históricas pela importância também do Português em Macau, que ainda tem alguma procura por parte dos estudantes, e, sobretudo, a cooperação entre os dois países e entre as universidades que, em distintas áreas científicas, entenderam cooperar através não só da mobilidade científica dos estudantes mas também de docentes e ‘staff técnico’”, destacou.

Com a RAEM em particular, explicou Maria de Lurdes Correia Fernandes, a UP está em articulação com o Instituto Português do Oriente e com a Universidade de Macau, além de outras instituições de ensino superior. “Tem havido um crescendo no interesse, por parte das universidades de Macau e dos investigadores portugueses da Universidade do Porto, porque há uma abertura que resulta de memórias culturais, de referências que remetem para aspectos de culturas partilhadas ao longo de vários séculos e que criam um interesse e uma afeição particular”. Inês Almeida – Macau in “Jornal Tribuna de Macau”

Portugal - O primeiro país da zona do euro que emite dívida em moeda chinesa

O objetivo é entrar num mercado com grande liquidez



Portugal será o primeiro país da Zona do Euro a emitir dívida (Panda Bonds) em moeda chinesa após receber autorização do país, conforme confirmado pelo secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix.

Portugal - que já emite dívida em euros e dólares - vai emitir uma emissão a três anos de 2000 milhões de renminbi, equivalente a 260 milhões de euros. A emissão começará na próxima semana e a um custo que ainda não está fechado, embora que se espera seja superior ao que se paga em emissões em euros (cerca de -0,222%).

Embora a quantidade seja baixa, a autorização permite realizar no futuro outras de maior alcance. "O objetivo é estar num mercado de grande dimensão e com muita liquidez para assim ampliar a base de investidores", disse Mourinho Félix ao jornal Eco.

A China é o primeiro investidor extra UE em Portugal, com participações importantes em setores como a eletricidade, água, bancos, seguros ou saúde. Recentemente foi frustrada a OPA para adquirir 100% da EDP, a principal empresa de eletricidade portuguesa, onde detém uma participação de 25%.

Na última visita do presidente chinês a Portugal, em dezembro do ano passado, assinou com António Costa, primeiro-ministro português, um acordo para participar na nova “Rota da Seda”, a rede de transporte da China para a Europa, com a participação do porto de Sines. Javier del Barrio – Espanha in “El País”