Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

domingo, 24 de abril de 2016

Se eu não te amasse tanto assim








Vamos aprender português, cantando


Meu coração, sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar

E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão-me guiar

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração

Hoje eu sei, eu te amei
No vento de um temporal
Mas fui mais, muito além
Do tempo do vendaval

Nos desejos
Num beijo
Que eu jamais provei igual
E as estrelas dão um sinal

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vim
Dentro do meu coração

Ivete Sangalo, Caetano Veloso e Gilberto Gil - Brasil


Angola e Portugal rubricam protocolos de cooperação jurídica e judiciária

Angola e Portugal assinaram na passada sexta-feira, 22 de Abril de 2016, em Lisboa, um protocolo de cooperação na área jurídica e judiciária que tem como objectivo estabelecer as linhas gerais de cooperação, no que concerne à definição e implementação de instrumentos técnicos de aperfeiçoamento institucional, funcional e de gestão processual.


O documento foi assinado pelos presidentes do Tribunal Supremo de Angola, venerando juiz conselheiro Manuel Miguel da Costa Aragão, e do Supremo Tribunal de Justiça de Portugal, juiz conselheiro António Henriques Gaspar, numa cerimónia em que ambos destacaram a importância do acto para o reforço das relações entre os dois países, à margem da Cimeira dos Conselhos Superiores de Justiça da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O protocolo prevê ações de cooperação nos domínios da assistência técnica, do desenvolvimento institucional e organizacional para a elevação da eficácia dos tribunais, das técnicas de gestão processual e participação de magistrados angolanos e portugueses em eventos similares de interesse comum.

O instrumento prevê ainda a deslocação de magistrados judiciais e seus assessores a cada um dos respectivos países, para visitas de estudo, intercâmbio de informação jurídico-judiciária e bibliográfica, o qual deverá ser efectivado, prioritariamente, por meios electrónicos, assim como outra que possa contribuir para a eficiência e modernização da justiça e para a elevação do conhecimento dos juízes, assessores e quadros de apoio técnico dos tribunais de ambos os países.

Para a execução das respectivas tarefas, as partes poderão elaborar planos de actividades ou proceder à sua identificação pontual, mediante acordo específico. Nos planos a realizar, bem como nos acordos específicos serão determinados os objectivos a desenvolver, o calendário de trabalho, os meios humanos e materiais para a execução, os compromissos assumidos por cada uma das partes e os mecanismos de avaliação.

Os encargos financeiros serão suportados pelas dotações orçamentais de cada Supremo Tribunal de Justiça, podendo também as partes identificar meios alternativos de financiamento, para a concretização dos objectivos elencados.

O protocolo ora assinado, vem de encontro à vontade assumida na Declaração de Princípios do I Encontro dos Presidentes dos Supremos Tribunais de Justiça dos Países Africanos de Língua Portuguesa e de Portugal, em 1996, na Declaração dos Presidentes e Representantes dos Supremos Tribunais judiciais de Países de Língua Portuguesa, assinada por altura das comemorações dos 500 anos do Brasil, em 2000, assim como na Declaração da IV Conferência dos Presidentes dos Supremo Tribunais de Justiça dos Países e Territórios de Língua Portuguesa rubricada em 2002.

No mesmo dia, Manuel Miguel da Costa Aragão rubricou um outro protocolo com o Centro de Estudos Judiciários de Portugal (CEJ), com o objectivo de aprofundar os mecanismos que contribuam para fortalecer a cooperação entre os dois países na implementação das melhores práticas na utilização das tecnologias de informação na recolha, tratamento e análise de documentação.

Este protocolo visa igualmente realizar em conjunto encontros, presenciais ou à distância, que versem sobre assuntos e temas de interesse comum, promover o intercâmbio de informações e dados técnicos, incluindo material bibliográfico, estudos, estatísticas, além de outros que sejam de interesse mútuo, e prestar, de acordo as suas capacidades, assistência profissional entre si.

Tem igualmente como finalidade, prestar apoio técnico e científico na introdução e desenvolvimento de ferramentas informáticas de gestão de actividades formativas e de apoio à formação de assessores do Supremo Tribunal.

O documento prevê a remissão a cada uma das partes, a título gratuito, publicações que editarem, quer em suporte físico ou digital. O Centro de Estudos Judiciários de Portugal disponibilizará ao Tribunal Supremo de Angola, a sua Revista, o Prontuário de Direito do Trabalho e em suporte digital os e-books. Por sua vez, o Tribunal Supremo de Angola remeterá ao Centro de Estudos Judiciários suporte digital de compilações de jurisprudência de 1990 e de 2014.

Ambos os instrumentos assinados obedecem o disposto no artigo 142º do Acordo de Cooperação Jurídica e Judiciária entre a República de Angola e a República Portuguesa.

Assistiram as cerimónias de assinatura dos protocolos, o embaixador extraordinário e plenipotenciário de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, a Juíza Conselheira, Joaquina Ferreira do Nascimento, o corpo diplomático acreditado em Portugal, entre outros. In “Angop” - Angola

Macau e Portugal acordam sobre o trabalho de magistrados portugueses na RAEM.

Os magistrados portugueses que desempenhem em funções em Macau só poderão fazê-lo por um período máximo de oito anos e terão de se candidatar para o efeito, sendo escolhidos pela RAEM. Joana Marques Vidal chegou ontem a acordo com o MP – todos os magistrados serão substituídos e os números dos que para cá vêm podem variar


A vinda da procuradora-geral da República portuguesa a Macau resultou num acordo sobre o trabalho de magistrados portugueses na RAEM. Estes vão continuar a vir para o território mas com regras mais definidas: serão nomeados por uma comissão de quatro anos, a qual só será renovada uma vez. Ficam no máximo oito anos e, findo esse período, Portugal irá substituir esse magistrado, caso Macau assim o pretenda.

Para virem para Macau os magistrados terão ainda de se candidatar, sendo posteriormente escolhidos pelo Ministério Público (MP) da RAEM com base nos seus currículos.

Segundo Joana Marques Vidal, Procuradora-geral portuguesa, são precisas estas regras mais claras para a vinda destes profissionais, já que o Conselho Superior do MP em Portugal já era responsável por autorizar as comissões de serviço.

“Muda a forma de critério para o recrutamento, pois não estava nada definido. Fica mais claro o tempo limite adequado para a permanência do magistrado e há um procedimento mais transparente”, explicou Joana Marques Vidal em conferência de imprensa à margem do encontro com o Conselho de Magistrados e todos os magistrados da RAEM, ontem.

NÚMEROS NÃO DEFINIDOS

Apesar de garantir que é importante continuar a manter a cooperação já existente, Joana Marques Vidal garantiu que não foi definido um número de magistrados que virão para Macau. “Não foi estipulado um número porque neste momento não temos muitos quadros [no MP em Portugal], mas nos próximos três ou quatro anos poderemos ter mais quadros, o que nos vai permitir ponderarmos a possibilidade de virem mais ou menos magistrados. Temos circunstâncias de funcionamento que não são as mais fáceis. Esse número vai variar de época para época, até de mês para mês. Vai ser analisado caso a caso”, disse.

ESTÁGIOS EM LISBOA

A formação foi outro dos assuntos abordados na reunião de ontem. “Há um interesse por parte do MP e disponibilidade por parte do MP português em permitir que os seus magistrados possam ir fazer acções de formação [em Lisboa]. Há também a possibilidade para o MP em Portugal receber por períodos a definir estágios de natureza mais prática”, frisou.

Joana Marques Vidal considerou que a “cooperação é importante para a manutenção dos princípios fundamentais do sistema jurídico e que são respeitados pela República Portuguesa e pela RAEM”.

Por definir está ainda a situação dos três magistrados portugueses depois da saída de Vítor Coelho, conforme noticiou o HM, exigida por Portugal. Um dos magistrados aguarda que o MP em Portugal decida a sua permanência ou saída da RAEM, enquanto que dois magistrados estão com uma licença sem vencimento.

Ip Son Sang, procurador-geral do MP em Macau, garantiu que foi “respeitado o acordo com o Conselho Superior do MP em Portugal, ambas as partes tiveram um bom entendimento”. Ip Son Sang não quis avançar o número de magistrados que poderão chegar de Portugal, nem se os mesmos poderão chegar este ano. “Tudo vai depender da situação concreta”, frisou.

Combate ao branqueamento de capitais

Joana Marques Vidal garantiu que irá continuar a cooperação ao nível do combate à corrupção e do branqueamento de capitais. “Foi abordada essa questão de forma genérica, tendo sido considerado que da parte do MP em Portugal há toda a disponibilidade para essa cooperação e para o seu aprofundamento, através da formação.”

Reunião com Chui Sai On

A visita da comitiva do MP de Portugal a Macau incluiu um encontro com o Chefe do Executivo, tendo este referido que os “magistrados da República Portuguesa que servem em Macau têm obtido o reconhecimento e maior respeito por parte da população”, sendo que o novo acordo “representará um importante factor para os dois territórios”. Já a Procuradora-geral da República garantiu que Portugal vai “continuar a assumir o compromisso, destacando magistrados portugueses para trabalhar em Macau”. Andreia Silva - Macau In “Hojemacau”

sábado, 23 de abril de 2016

Moçambique - Amêndoa da castanha de caju de Nampula tem padrão internacional

A amêndoa da castanha de caju processada nas indústrias da província de Nampula já responde aos padrões de qualidade exigidos pelo mercado internacional, o que resulta essencialmente dos investimentos realizados recentemente para complementar a cadeia de valores do produto.

A Condor Nats, que tem uma unidade de processamento no posto administrativo de Anchilo é exemplo da conquista do mercado internacional da amêndoa da castanha, em virtude da elevação da qualidade do seu produto final.

Américo Matos, gerente da referida indústria, disse ao “Notícias” que os Estados Unidos da América, a Holanda, Noruega e alguns países do Médio Oriente têm vindo a elevar as suas importações de castanha moçambicana.

“O aumento das exportações deve-se fundamentalmente à elevação contínua da qualidade da castanha nas componentes de tamanho e cor. Para o efeito, adquirimos equipamentos através do Fundo de Desenvolvimento Agrário (FDD), nomeadamente seleccionadoras por cores, calibradores de castanha e de amêndoa além de despeliculadores”, disse Matos.

A aquisição dos equipamentos elevou não só a qualidade da amêndoa, como também a eficiência no processamento do mesmo sem necessidade de redução de mão-de-obra.

A Condor Nats emprega cerca de dois mil trabalhadores que se ocupam, maioritalmente, pela selecção e despeliculagem.

Neste momento, a Condor Nats tem capacidade de processamento de cerca de seis mil toneladas de castanha por ano.

Matos precisou que a sua indústria está a receber, nos últimos tempos, pedidos no fornecimento de desperdícios de amêndoa da castanha de caju que constitui matéria-prima para as indústrias de chocolates, panificação, entre outras do ramo alimentar. A maioria dos pedidos provém dos EUA e da Europa.

A fonte escusou-se a falar dos lucros que a sua empresa tem estado a captar com o aumento das encomendas de amêndoa e subprodutos, mas referiu que “a nossa amêndoa é comercializada ao preço do topo nas principais praças internacionais”.

O Presidente do Conselho de Administração do FDA, Eusébio Tumuitikile, que visitou a Condor Nat, instou os industriais do caju a seguir o exemplo desta empresa que aproveitou as oportunidades que a sua instituição proporcionou, para completar a industrialização da castanha e acrescentar valor ao produto final.

A província de Nampula, para além de ser a maior produtora nacional da castanha, com uma média anual de 40 mil toneladas, detém mais de metade das 14 unidades industriais que operam no país. Carlos Tembe – Moçambique in “Jornal de Notícias”

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A história do capitalismo brasileiro

                                                           I          
Composto pelas histórias pessoais e empresarias de 51 empreendedores em atividade entre 1962 e 2013, o livro Empresários Brasileiros ajuda a compreender a construção do capitalismo no País. Escrita pelo administrador, empresário e poeta Latif Abrão Jr. e pelo jornalista e escritor Marcos Barrero, a obra, luxuosamente produzida em formato mesa (30x25cm) e com capa dura, reúne as biografias de líderes empresariais que, ao longo daquele período, conquistaram o título de Personalidade Nacional de Vendas, instituído pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB). E marca, ao mesmo tempo, não só a contribuição da ADVB para a sociedade brasileira em seus quase 60 anos de existência como reconstitui a história do empreendedorismo, a saga do comércio e da indústria do Brasil.


Obviamente, o leitor arguto irá desconfiado ao encontro deste livro, imaginando que terá pela frente uma obra encomiástica, tal como aquelas que empresas e entidades costumam fazer para comemorar datas redondas, cheias de louvações a capitalistas antigos ou a outros ainda em ação, mas, desde logo, adverte-se aqui para o engano. Na realidade, este é um livro surpreendente da primeira à última linha porque as histórias aqui resgatadas são apresentadas sem nenhuma complacência com seus personagens, mas atreladas apenas à verdade dos fatos.

Mais: foram escritas ao estilo do new journalism norte-americano de Trumam Capote (1924-1984), Gay Talese (1932), Norman Mailer (1923-2007) e Tom Wolfe (1931), levando o leitor a uma viagem pelo Brasil que trabalha e constrói. Até porque um de seus autores, o jornalista Marcos Barrero, é reconhecidamente dono de um dos melhores e mais brilhantes textos de sua geração.

De se observar é que, das 51 personalidades escolhidas pela ADVB, apenas uma é mulher, o que pode significar que o capitalismo brasileiro tem sido majoritariamente obra de homens, deixando concluir que o País ainda está muito distante na luta pela igualdade dos sexos. A honrosa exceção é a empresária Sônia Hess de Souza, sexta filha de uma costureira e de um poeta que, em 1957, criaram uma firma para coser roupas. Com tenacidade e destemor para enfrentar um mundo de homens, Sônia fez da obra dos pais, a Dudalina S.A., a maior camisaria da América Latina.

                                                           II
Seja como for, a leitura destes perfis ajuda também a compreender a própria história do capitalismo brasileiro que nasce, a rigor, depois da morte da Velha República em 1930, com o afastamento do poder de alguns grandes proprietários de terras, especialmente cafeicultores. Mas foi a partir do final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) que o Brasil começou a se modernizar, com a abertura de algumas indústrias, que puderam ajudar o governo a colocar em prática a política da substituição das importações.

A essa época, São Paulo já aparecia como o mais importante centro industrial da América Latina. Muitos empreendedores já eram filhos e netos de imigrantes italianos que assumiam e comandavam os negócios de seus ancestrais. No mundo, os Estados Unidos surgiam como os líderes do bloco capitalista, aumentando sua influência sobre os vizinhos latino-americanos. O seu modelo de vida começava a chegar aos brasileiros, através das ondas do rádio, dos jornais e revistas e pelos filmes que vinham de Hollywood.

Adolpho Bloch dono do Grupo Manchete
Como mostra o livro de Latif e Barrero, o principal legado do período que vai de 1945 a 1960 foi o avanço da industrialização do País. Foi a partir de 1962 que a ADVB começou a contemplar os pioneiros na produção de bens, serviços e consumo (Johnson & Johnson, Artex, Pão de Açúcar, Varig, Grupo Gerdau, Eucatex, Duratex e Wallig) e uma poderosa mídia criada para sustentar o avanço da indústria brasileira (Rede Globo, TV Record, grupo Manchete e agência Salles/Interamericana). Sem esquecer, à época da ditadura militar (1964-1984), de destacar empresas vencedoras como Banco Bamerindus, Lojas Marisa, Supermercados Bompreço, Cofap, Fiat, TAM, Sharp e Melita. Ou ainda de homenagear empresas que, mesmo enfrentando os tempos revoltos dos anos 1990/2000, conseguiram sobreviver e crescer, como GM, Nestlé, Vale, Kia Motors, Casas Bahia, Claro, Avon, Sadia, Dudalina e o Grupo Dória.

                                                           III

Samuel Klein
À frente de seus negócios, nem sempre os empreendedores foram exitosos. Quer dizer, se à época da contemplação do prêmio Personalidade Nacional de Vendas viviam o auge de sua vida empresarial, muitos tiveram de conviver mais tarde com decepções e até mesmo enfrentar os caminhos da Justiça comum. Entre as biografias daqueles que são exemplos de empreendedorismo, estão as de Roberto Marinho (1904-2003), Samuel Klein (1923-2014), Abílio Diniz (1936), Mauro Salles (1932), Roger Agnelli (1959-2016), Eugênio Staub (1942), Rolim Adolfo Amaro (1942-2001), Luiz Fernando Furlan (1946), Abram Abe Szajman (1939) e José Luiz Gandini (1957), entre tantos outros. Mas há outros tantos que não tiveram tanto êxito assim, como Victor Pike (1923-1995), executivo norte-americano que veio para montar a divisão da Chrysler do Brasil, mas que acabaria seus dias recolhendo frutas rejeitadas nas feiras-livres do bairro do Brooklin, em São Paulo, depois de ter sido passado para trás por colegas da própria empresa.

Walter Clark
Ou ainda o banqueiro Edemar Cid Ferreira (1943), fundador do Banco Santos e conhecido mecenas das artes, que acabaria punido pela Justiça, acusado de golpes no sistema financeiro, e Paulo Roberto de Andrade (1947), antigo dono da Fazendas Reunidas Boi Gordo, igualmente acusado de fraudes, protagonista do maior escândalo do agronegócio no País, como se lê no livro. Ou ainda o executivo Walter Clark (1936-1997), tido como o criador da TV Globo, que casou e teve filhos com as mais belas atrizes e socialites de sua época, mesmo sendo empregado, sem nunca ter chegado a patrão, a par de exibir um dos mais altos salários do País. E que morreu quase na pobreza, a ponto de ter tido seu funeral custeado por um ex-colega da TV Globo.

O livro, porém, começa com um vendedor de publicidade, Mário Pacheco Fernandes (1928), que, se não chegou a se tornar um gigante empresarial, passou para a história da indústria automobilística nacional como o inventor da Romi-Isetta, uma versão nacional de um exótico carrinho fabricado na Itália que chegou ao Brasil em 1959, depois de uma associação da indústria italiana Isetta com um grupo paulista. A história da Romi-Isetta se confunde com a história da construção de Brasília e com o auge do cinema nacional e do início da TV no Brasil como veículo de massas, já que das campanhas publicitárias do mini-automóvel participaram os grandes artistas da época.

           
                                                           IV
Latif Abrão Jr., nascido em Franca-SP, administrador pela Fundação Getúlio Vargas e bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), é presidente da ADVB e superintendente do Instituto de Assistência Médica dos Servidores Públicos Estaduais (Iamspe). Empresário, sócio-proprietário do Hotel Terras Altas, em Itapecerica da Serra-SP, é autor dos livros de poemas Criado-Mudo (Editora Callis, 2005), ilustrado por ele, e O Sentimento da Pedra (L2M, 2013). É autor também do livro de ensaios Administração & Poesia (L2M, 2013). Como executivo, atuou nas empresas Companhia Energética de São Paulo (Cesp), Corporação Bonfiglioli, Vasp-Companhia Aérea de São Paulo e no grupo Notre Dame Intermédica, onde ocupou a presidência da empresa. Foi professor de Economia Brasileira e Teoria Geral de Administração e consultor nas áreas de Gestão e Saúde.

Marcos Barrero, nascido em Assis-SP, jornalista, é escritor e professor de Jornalismo em São Paulo. Autor dos livros Assis de A a Z – a Enciclopédia do Século, Catchup, Mostarda e Calorias (poesias), História dos Campeonatos Regionais (esportes), Casa da Fazenda (co-autoria) e Dez Décadas – a História do Santos FC (co-autoria). Foi roteirista e diretor da Rede Globo e o primeiro ombudsman de rádio do mundo na Bandeirantes/AM, em 1996, conforme registra a Organization of News Ombudsman, de San Diego/Califórnia. Atuou como professor de Jornalismo, Telejornalismo e Radiojornalismo na Pontifícia Universidade Católica (PUC), de São Paulo, de 1990 a 2004.

Foi apresentador, diretor artístico e um dos fundadores da allTV, com a qual ganhou o Prêmio Esso de Melhor Contribuição ao Telejornalismo Brasileiro em 2005. Formou-se em Jornalismo pela Faculdade Casper Líbero, de São Paulo, e possui curso de especialização em jornalismo brasileiro pela mesma instituição. Foi repórter, redator e editor na revista Manchete, nos jornais O Estado de S.Paulo, Gazeta Esportiva e Diário de S.Paulo, na Editora Abril, e nas rádios Jovem Pan e Bandeirantes. Escreveu para Veja, Isto É, Folha de S.Paulo e Leia Livros. Adelto Gonçalves


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Empresários Brasileiros, de Latif Abrão Jr. e Marcos Barrero. São Paulo: L2M Comunicação/ADVB, 467 págs., R$ 189,90, 2014. E-mail: advb@advbsp.org.br
Site: www.advbsp.org.br


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Adelto Gonçalves, jornalista,  é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Brasil – Empresas presentes na Light Fair 2016

Três participantes do Programa Lux Brasil participam no evento que acontece em San Diego, Califórnia, de 26 a 28 de abril de 2016

São Paulo – A Light Fair 2016, que acontece este ano em San Diego, Califórnia, Estados Unidos, no San Diego Convention Center – Pavilhão Global Light + Design – Estande 5457, irá contar com a exposição de produtos selecionados de três empresas brasileiras do setor de iluminação.

Esta ação faz parte da estratégia de promoção de comercial do Lux Brasil, projeto setorial de promoção de exportações desenvolvido em parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux).

As três empresas brasileiras presentes, que irão atender ao exigente mercado consumidor norte-americano, por meio de suas respectivas linhas de produtos - que garantem beleza, qualidade, performance e segurança - são: Accord Iluminação, Geo Luz & Cerâmica e Light Tool. Para ver o perfil completo de cada empresa participante, acesse: www.luxbrasil.net

Essa é a terceira vez que o Lux Brasil participa da Light Fair. Os objetivos da ação, além de estimular as exportações, são: mostrar os produtos brasileiros, aprofundar os conhecimentos sobre o mercado, e verificar as tendências para o segmento.

O setor no Brasil

Com mais de 600 indústrias em atividade (incluindo a cadeia produtiva de luminárias, componentes, reatores e lâmpadas), o setor está apostando na exportação como forma de ganhar competitividade.

O Lux Brasil

O Lux Brasil é um projeto setorial de promoção de exportações que tem como objetivo inserir a indústria de iluminação do país no cenário internacional. Ele é desenvolvido em parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux),

Lux Brasil, Lighting Products

Com o slogan “A luz nos inspira”, a marca Lux Brasil veio para assegurar ao mundo que, ao adquirir produtos “Made in Brazil”, o cliente irá encontrar um grupo de empresas preparadas para atender além das fronteiras, com escala de produção, garantia de qualidade, design, tecnologia aplicada, pós-venda e relacionamentos duradouros. In “Apex” - Brasil

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Moçambique – Regadio de Chimunda prestes a estar operacional

O Regadio de Chimunda, no distrito de Govuro, na província de Inhambane, está em vias de operacionalização depois que, na semana passada, o Instituto Nacional de Irrigação (INIR) procedeu à divulgação do vencedor do concurso internacional para a selecção do gestor desta infra-estrutura hidráulica.

A empresa apurada é a Rajarambapu Agro Pty Ltd, de origem indiana com larga experiência na gestão de sistemas de regadios, conforme deu a conhecer a directora provincial de Agricultura e Segurança Alimentar em Inhambane, Filomena Maiope. Acrescentou que, neste momento, esta firma está a finalizar os processos constantes nos termos de referência para a gestão do empreendimento.

O Governo provincial de Inhambane indicou a gestão público-privada como a modalidade ideal por se considerar mais rentável e sustentável, principalmente para um regadio que envolve o sector familiar com poucos recursos financeiros para suportar os custos de produção.

As obras de construção do regadio de Chimunda terminaram em Setembro do ano passado e foram entregues pelo empreiteiro ao Fundo de Desenvolvimento Agrário, para implementar o projecto, em Dezembro de 2015, depois de feitas as correcções detectadas pelo fiscal nos ensaios que duraram cinco dias.

Paralelamente à construção do regadio que ocupa uma área de mil hectares, de onde foram retiradas algumas famílias para dar lugar às obras, o Governo do distrito de Govuro retomou, no ano passado, depois de um interregno para a mudança do construtor, a construção de residências para os agregados retirados do polígono daquela infra-estrutura de rega em Chimunda Scudo.

O governador de Inhambane, Daniel Chapo, que recentemente visitou aquela infra-estrutura hidráulica, orientou o Governo distrital para adoptar uma gestão participativa, onde as comunidades locais devem se sentir donas de tudo que está sendo idealizado pelo Governo no sentido de melhorar as condições das suas vidas.

Daniel Chapo disse que além da participação das comunidades na construção das residências no centro de reassentamento, toda a comunidade deve ficar informada de todos os detalhes para pôr a funcionar uma infra-estrutura que a própria comunidade pediu ao Governo para minimizar os baixos níveis de produção agrícola.

Dados em nosso poder indicam que o regadio de Chimunda terá capacidade de trabalhar em mil hectares. Neste momento decorrem trabalhos de lavoura de áreas para o ensaio.

Na fase de operação, pouco mais de 300 hectares serão distribuídos ao sector familiar. O sector privado vai ocupar mais de 600 hectares. As principais culturas a serem praticadas são milho, couve, tomate, amendoim, feijão nhemba, sorgo, batata-reno e cebola.

Para permitir maior desempenho dos produtores, o Fundo de Desenvolvimento Agrário colocou na casa agrária daquele projecto oito tractores com respectivos implementos, um camião para o escoamento da produção para os mercados, além de outro equipamento a ser gerido pela empresa contratada para dirigir as actividades agrárias naquele regadio.

Na primeira campanha serão colhidas naquela área cerca de 17 mil toneladas de culturas diversas. As estâncias turísticas na região norte da província de Inhambane, com destaque para o arquipélago de Bazaruto, serão os principais consumidores das culturas daquele regadio que custou pouco mais de 19 milhões de dólares norte-americanos. Victorino Xavier – Moçambique in “Jornal Notícias”