Pintura Arq. Eduardo Moreira Santos, Lx (28.08.1904 - 23.04.1992)

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Macau - Influência das lideranças portuguesas tem “vindo a diminuir”, lamenta responsável do Conselho das Comunidades Portuguesas

“A comunidade portuguesa em Macau é ainda significativa, embora tenha vindo a diminuir ao longo dos anos”. É com esta afirmação que Rita Botelho dos Santos, de 63 anos, presidente do Conselho Regional da Ásia e Oceania (CRAO) do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), avalia a comunidade lusa e os seus desafios atuais em Macau.


“O número de portugueses emigrados em Macau totalizou 2213 em 2021. Este grupo enfrenta alguns desafios, nomeadamente a integração dos mais jovens, nascidos em Macau, que por vezes se sentem divididos entre a cultura portuguesa e a cultura local chinesa; a preservação da língua e tradições portuguesas face à crescente influência da China continental e a adaptação às rápidas transformações económicas e sociais que Macau tem vivido a sofrer nas últimas décadas”.

Registos consulares portugueses mostram que em Macau existem 224.579 nacionais, sendo que residentes com nacionalidade portuguesa exclusiva são apenas 8991.

Esta responsável, que também preside à Assembleia-Geral da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), sublinha que “o movimento associativo português desempenha um papel fundamental na manutenção dos laços com a cultura lusófona”.

“Existem diversas “Associações de Matriz Portuguesa” e outras entidades espalhadas por Macau que promovem eventos culturais, cursos de português, atividades recreativas e assistência à comunidade. Estas incluem a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), o Conselho das Comunidades Portuguesas do Círculo da China (CCP-CC), a Associação dos Macaenses (ADM), a Casa de Portugal em Macau (CPM), a Escola Portuguesa de Macau (EPM), a Associação dos Jovens Macaenses (AJM), O Instituto Internacional de Macau (IIM), de entre outras”, elucidou esta conselheira, que confirmou que “alguns líderes de raiz portuguesa ainda estão ativos em Macau, como empresários, professores e membros destacados da sociedade civil”, porém, “a sua influência, no entanto, tem vindo a diminuir com o passar do tempo”.

Rita, que nasceu em Macau, revela que “o ensino da língua portuguesa na região é feito essencialmente nas escolas de matriz portuguesa e em algumas escolas locais, sendo uma das línguas oficiais da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), juntamente com a língua chinesa”.

“A língua portuguesa ainda é bastante audível nas ruas e instituições, embora cada vez menos predominante face ao mandarim e ao inglês. (…) O domínio do português tem vindo a diminuir gradualmente”, frisou Rita, que considera que “Macau mantém fortes tradições e aspetos culturais portugueses, visíveis na arquitetura, gastronomia, festividades religiosas e manifestações populares”.

“Os portugueses e lusodescendentes procuram preservar este legado, passando-o às novas gerações”, garantiu.

Quando o assunto são as interações comerciais entre Portugal e a China, tendo Macau como plataforma, Rita comenta que “são bastante intensas, nomeadamente nos setores dos serviços financeiros, turismo, construção e indústria”.

O trabalho do CCP em Macau é também motivo de avaliação positiva por parte de Rita dos Santos.

“O Conselho das Comunidades Portuguesas desempenha um papel relevante na promoção destes laços culturais, empresariais e económicos. Como conselheira do CCP, tenho procurado defender os interesses da comunidade portuguesa em Macau, promovendo iniciativas que reforcem os vínculos culturais e económicos com Portugal. Espero que o novo conselho eleito continue este trabalho de forma ainda mais ativa e eficaz”, adiantou.

“A imagem de Portugal em Macau continua a ser muito positiva, fruto do legado histórico e da presença cultural portuguesa. (…) Para a comunidade portuguesa residente em Macau deixo a mensagem de que é essencial manter vivas as tradições e a identidade lusófona, transmitindo-as às gerações mais jovens. Só assim poderemos assegurar a continuidade deste importante elo entre Portugal e a China”, finalizou Rita dos Santos.

CCP pediu atenção ao trabalho consular português

O Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, realizou visitas a Cantão, Macau e Hong Kong entre os dias 25 e 29 de agosto, com o objetivo de contactar com as comunidades portuguesas residentes na China e nas Regiões Administrativas.

Durante a agenda nessa região, Cesário conversou com os Conselheiros das Comunidades Portuguesas do Círculo da China (Macau, HK, Interior da China, Tóquio, Banguecoque, Seul, Singapura), juntamente com o Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão, na Residência consular. A visita foi acompanhada de perto pelos Conselheiros das Comunidades Portuguesas do Círculo da China (CCP-CC), nomeadamente, Rita Santos, Rui Marcelo e Marília Coutinho. Em pauta, segundo apurámos, estiveram temas “pertinentes à atuação dos Conselheiros junto da comunidade portuguesa em Macau”.

“O encontro, que teve a duração de cerca de 90 minutos, decorreu num ambiente cordial e amigável, tendo o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, agradecido a oportunidade do agendamento deste encontro ao Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, que considerou de relevância significativa, no estabelecimento e promoção de um diálogo construtivo entre os legítimos representantes eleitos das Comunidades Portuguesas do Círculo da China e o representante máximo do Estado português na RAEM e RAEHK”, disseram os conselheiros.

Estes responsáveis contaram ainda que Cesário “salientou a importância do estabelecimento de reuniões regulares entre o Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong e os Conselheiros do Conselho das Comunidades do Círculo da China”, além de ter “enunciado os objetivos da sua visita a Macau, aproveitando a ocasião para referir a importância do trabalho das Associações de Matriz Portuguesa no território, com quem pretende manter um contacto próximo e profícuo, sendo apoiado neste desiderato pela atividade dos Conselheiros no terreno, e destacado o seu empenho no reforço e melhoramento da atuação dos postos consulares”.

Durante esta reunião, os Conselheiros aproveitaram a oportunidade para transmitir ao Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong “a necessidade da introdução de alterações na metodologia de atendimento, contacto e informações ao público que recorre aos serviços da Chancelaria do Consulado-Geral de Portugal em Macau, e de aperfeiçoamento do despacho de vistos para os cidadãos, nomeadamente para os estudantes e turistas, e dos procedimentos relativos à avaliação dos processos de recenseamento eleitoral de pessoas singulares, em conformidade com o estabelecido no regime jurídico do recenseamento eleitoral, em que todos os cidadãos nacionais, maiores de 17 anos, são oficiosa e automaticamente inscritos na Base de Dados do Recenseamento Eleitoral, porquanto se verificou uma redução significativa nos cadernos eleitorais em Macau, face ao período de 2021, em que estavam inscritos 70.106 eleitores em Macau”.

Em conversa com José Cesário, os conselheiros instaram para que este governante “tivesse em consideração os baixos e pouco competitivos salários auferidos pelos funcionários do Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, tendo em conta o aumento progressivo do custo de vida no território, o que poderá afetar a sua eficácia, e prejudicar a contratação de pessoal, colocando em risco a qualidade dos serviços prestados pela representação diplomática da República Portuguesa junto das Regiões Administrativas Especiais de Macau e de Hong Kong”.

Tendo em consideração o recente anúncio sobre o suplemento extraordinário para pensionistas, os Conselheiros solicitaram também a Cesário que “se dignasse confirmar junto do Governo português sobre a abrangência dos aposentados, reformados e pensionistas de Macau, com direito a pensões, subsídios e complementos, relativa ao complemento excepcional a atribuir a todos os pensionistas da Caixa Geral de Aposentações (CGA), repondo assim a injusta e injustificável discriminação na atribuição anterior dos apoios aos pensionistas portugueses da CGA, residentes no estrangeiro”.

De acordo com esses conselheiros, o Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong comprometeu-se a “intensificar os contatos com este órgão consultivo órgão do Governo para as políticas relativas à emigração e às comunidades portuguesas no estrangeiro, e a continuar a melhorar os serviços da Chancelaria do Consulado”.

Nessa oportunidade, Cesário teria confirmado “todo o seu empenho em continuar a efetuar visitas frequentes a Macau, a auscultar as opiniões dos Conselheiros do CCP-CC e a apoiar os ajustamentos necessários para o aperfeiçoamento dos serviços dos postos consulares da região, sublinhando o valor, significado e a importância da comunidade portuguesa em Macau, e salientando que Portugal continuará a contar com o seu apoio na concretização da portugalidade em Macau, onde constitui um pilar basilar do relacionamento bilateral entre Portugal e e a República Popular da China”.

Durante a visita, Cesário participou em diversas reuniões e encontros com autoridades locais, conselheiros das comunidades e membros da comunidade em geral. Ígor Lopes – Brasil in “Mundo Lusíada”


Suíça - Ferrovia usa drones contra pichadores

A Companhia Ferroviária Federal da Suíça tem usado drones na luta contra os pichadores desde o início de julho, com autorização do Departamento Federal de Aviação Civil

A empresa confirmou uma reportagem do jornal NZZ am Sonntag, segundo a qual os drones voam até 30 metros de altura e são usados somente na área dos trilhos, onde o acesso não autorizado é proibido.

O alvo são as pessoas que invadem as instalações da ferrovia à noite, ou seja, os grafiteiros.

O Departamento Federal de Aviação Civil emitiu uma autorização para a Unidade de Vídeo e Grafite da Polícia Federal de Transportes Ferroviários para essa finalidade. Isso autoriza a operação do sistema de drones Beehive 1 da Sunflower Labs. Os drones são automatizados, mas são monitorizados por humanos.

A Companhia Ferroviária Federal não divulgou quantas dessas missões de drones foram realizadas desde o início de julho e onde elas ocorreram “por motivos policiais”.

De acordo com a companhia, os danos causados por vandalismo custam à empresa vários milhões de francos por ano. In “Swissinfo” - Suíça

São Tomé e Príncipe - Pacto do Futuro é muito importante para o país, diz representante da ONU

São Tomé e Príncipe prioriza áreas como a biodiversidade e a transição energética para alargar as opções de desenvolvimento e as capacidades locais para enfrentar as vulnerabilidades.


Falando à ONU News, de São Tomé, o coordenador residente das Nações Unidas no país, Eric Overvest, declarou que a caminho da Cúpula do Futuro há clareza sobre as áreas de fragilidade que devem ser atendidas para melhorar a situação económica do arquipélago.

Consultas sobre reunião global

“Vulnerabilidades ambientais com as alterações climáticas que impactam setores-chave da economia, como por exemplo a agricultura e as zonas costeiras. Vulnerabilidade económica com a dívida grande e a dependência de poucos produtos de exportação. O tamanho da economia é pequeno e há dependência de importações de combustíveis e de produtos alimentares. Temos ainda a vulnerabilidade social, porque a pandemia da Covid-19 e a guerra entre a Ucrânia e a Rússia exacerbaram as vulnerabilidades sociais, sobretudo, devido às taxas de infecção muito altas.”

Este ano, consultas sobre a Cúpula do Futuro envolveram jovens de São Tomé e Príncipe que identificaram o potencial da diversidade biológica. A grande reunião de líderes globais que está agendada para setembro, em Nova Iorque, pretende redefinir o rumo para melhorar o presente e promover segurança no futuro.

“Os setores de crescimento estão todos ligados à biodiversidade com o ecoturismo e as exportações de cacau, da baunilha e do óleo de palma. São produtos certificados como biológicos e ecológicos. É a única maneira de um pequeno país como São Tomé e Príncipe ter competitividade no mercado internacional.”

Para a ONU, a cúpula de líderes é uma oportunidade para reconstruir a confiança e mostrar o poder da colaboração internacional no enfrentamento dos desafios atuais e emergentes.

Soluções para novos desafios

A proposta do Pacto para o Futuro, a ser validadas na cúpula, prevê confirmar a visão da Carta da ONU, renovar o multilateralismo, impulsionar a implementação de compromissos já existentes, acordar soluções para novos desafios e restaurar a confiança.

Para Eric Overvest, mesmo lidando com questões como alterações de clima, peso da dívida e dependência do exterior ainda há espaço na realidade são-tomense para promover a inovação e ação em novas áreas.

“São Tomé e Príncipe está a avançar neste processo, mesmo com recursos nacionais limitados pois estando alinhado ao Acordo de Paris e ao Plano de Contribuições Nacionalmente Determinadas, o país quer que 50% da matriz energética seja composta pelas energias renováveis até 2030. No entanto, o país já espera alcançar 40% da energia renovável até o final do próximo ano e, possivelmente, superar a meta de 50% antes de 2030. Este é um feito significativo considerando que São Tomé e Príncipe com a sua biodiversidade é um sumidouro de carbono.”

Overvest indicou que uma das metas para impulsionar o investimento em São Tomé e Príncipe é empoderar jovens e mulheres.

Qualidade de educação e transformação digital

O representante explicou que muitos são-tomenses de gerações mais novas têm optado por emigrar para outros destinos. Um dos fatores que incentivou o fenómeno foi o Acordo de Mobilidade dos países lusófonos.

A ONU em São Tomé e Príncipe tenta envolver este grupo etário na melhoria da qualidade de educação e transformação digital. Uma rede da juventude foi incluída nas consultas sobre o Pacto do Futuro e para falar de novos investimentos.

O coordenador do Sistema da ONU também defendeu a inclusão de género em terras são-tomenses. Ele ressaltou que o país já sente os efeitos positivos da lei de paridade prevendo 40% de representação do grupo nas instituições políticas e no governo. ONU News – Nações Unidas


domingo, 1 de setembro de 2024

XII Encontro de Escritores de Língua Portuguesa na cidade da Praia

"Literatura, Liberdade e Inclusão" é o tema que irá assinalar a XII edição do Encontro de Escritores de Língua Portuguesa que decorrerá na cidade da Praia, de 5 a 8 de setembro, na Biblioteca Nacional de Cabo Verde e no Hotel Trópico.


A abertura oficial contará com a intervenção do Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, e o encerramento do ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga.

A edição deste ano prestará homenagem ao centenário do nascimento de Amílcar Cabral e ao V centenário do nascimento de Luís Vaz de Camões.

Esta edição contará com a participação dos seguintes escritores:

Angola e Macau - Jorge Arrimar;

Brasil - Domício Proença Filho (vídeo) e Fernanda Ribeiro (vencedora do Prémio de Revelação Literária UCCLA-CMLisboa - Novos Talentos, Novas Obras em Língua Portuguesa 2024);

Cabo Verde - António Correia e Silva, Arménio Vieira, Augusta Teixeira, Cheila Delgado, Comandante Pedro Pires, Daniel Mendes, Germano Almeida, José Luiz Tavares, Mário Lúcio, Nardi Sousa, Paulo Veríssimo e Vera Duarte;

Galiza - Alfredo Ferreiro Salgueiro;

Guiné-Bissau - Tony Tcheka;

Moçambique - Luís Carlos Patraquim;

Portugal - Inês Barata Raposo, Isabel Alçada (vídeo), José Pires Laranjeira e Rita Marnoto;

São Tomé e Príncipe - Olinda Beja;

Timor-Leste - Luís Cardoso.

Programa do XII Encontro de Escritores de Língua Portuguesa

O Encontro de Escritores de Língua Portuguesa (EELP) é uma iniciativa da UCCLA e da Câmara Municipal da Praia (CMP), em parceria com a Empresa de Mobilidade e Estacionamento da Praia (EMEP).

Poderá consultar as edições anteriores aqui. UCCLA




Alemanha - Berlim vai ter serão de fado de Coimbra, a primeira de muitas noites lusas

A Serenata Portuguesa irá realizar um serão de fado e música portuguesa em parceria com a loja Weinhandlung Amélia em Berlim no próximo dia 7 de setembro às 18 horas


“A nossa ideia é realizar um evento mensal ou bimensal dedicado à música e cultura portuguesa, com a possibilidade de colaborar também com artistas convidados”, disse Pedro Matos um dos três músicos que constituem o projeto Serenata Portuguesa.

A Serenata Portuguesa tem por objetivo divulgar o fado de Coimbra e, além de Pedro Matos, é integrada por Charlson Ximenes e Hartmut Preyer.

“Para este concerto iremos contar com a participação especial de um músico português a residir em Berlim”, anunciou Pedro Matos, mas diz que o nome só será revelado no dia.

Dada a dimensão reduzida da loja onde acontece o concerto, a venda de bilhetes será efetuada online, embora seja possível adquirir bilhete no local também.

O preço do bilhete – 15 euros – inclui um copo de vinho aconselhado pela loja! In “Bom dia Europa” - Luxemburgo


Portugal – “No país das tropelias e desventuras” de Luísa Fresta será lançado no Centro Cultural de Cabo Verde em Lisboa

O Centro Cultural de Cabo Verde vai acolher, no dia 13 de setembro, às 18 horas, o lançamento do livro infantojuvenil “No país das tropelias e desventuras” da escritora portuguesa e angolana Luísa Fresta


Com a chancela da Editorial Novembro e com ilustrações de Mara Silva, o livro será apresentado pela escritora Regina Correia.

No país das tropelias e desventuras é o nono livro da escritora Luísa Fresta (terceiro infantojuvenil). São cinco narrativas ilustradas para crianças e adolescentes, que os leitores, segundo espera a autora, vão adorar partilhar em família.

No país das tropelias e desventuras tem personagens, enredos e sonhos que vão ao encontro de todos os fiéis leitores que desafiam a escritora a escrever melhor e a alargar o seu leque de temas. Baía da Lusofonia

Sinopse

“(…) Talvez, neste livro, venhas a conhecer cegonhas elegantes, ovelhas, cabras magrinhas e rapazes muito estudiosos. Há muitas terras no mundo onde vivem pessoas diferentes de ti na aparência, mas iguais na alegria, nas brincadeiras, no medo e na vontade de construírem amizades e viverem aventuras que nunca tinham imaginado.

Há cidades, vilas, rios, neste vasto mundo, que vão ser o teu local favorito enquanto estiveres mergulhado na leitura. Quando gostas de uma história ela traz o passado para o presente e leva o presente para onde quiseres, desde que te deixes levar pela imaginação. Ainda não te contaram, com certeza, em línguas desconhecidas e palavras por aprender, o que se passou com a Luiza e a Rosabela numa história que fala de abóboras muito maiores do que alguma vez terás visto. (…)”.

Biografia da autora:

Luísa Fresta, portuguesa e angolana, viveu a maior parte da sua juventude em Angola, país com o qual mantém laços familiares e culturais; reside em Portugal, desde 1993.

Publicou em 2012/13 uma série de crónicas sobre as décadas de 70/80 da vida em Luanda, através do Jornal Cultura - Jornal Angolano de Artes e Letras, com o qual colaborou regularmente até 2015, e publicou também, pontualmente, em diversas revistas on-line (a moçambicana Literatas e as brasileiras Samizdat e Subversa).

Escreve regularmente desde 2013 no portal O Gazeta, coordenado por Germano Xavier e desde 2014 publica prosa e poesia no portal Entrementes - Revista Digital de Cultura. Desde 2016 escreve também no jornal digital Artes&Contextos.

Sobre cinema, essencialmente lusófono e africano francófono, mantém participações episódicas através de artigos de opinião no site de crítica de cinema Africiné, portal BUALA, revista Awotele, e manteve, até 2015, duas colunas na revista METROPOLIS, intituladas: “A 7ª arte em África” e “Filmes da Lusofonia”. Em 2016 integrou o júri do comité de pré-seleção da representação pan-africana do Festival L’Arbre d’Or (filmes documentários - Gorée/Senegal).

Prémios e principais Antologias: 1998 - Portugal: concurso de contos curtos “Expo 98 palavras” (texto Crime, publicado juntamente com cerca de outros 100); 2013 - Brasil: 2.º lugar no 9.º concurso online - II Prêmio Licinho Campos de Poesias de Amor (poema Soneto do Amor no Feminino); 2.º prémio no 1.º Concurso Internacional de Literatura de Alacib (na categoria crónica, com Outros Campeonatos); 2014 - Brasil: o poema Talvez foi considerado um dos melhores 50 apresentados a concurso e incluído numa coletânea publicada pela Academia Jacarehyense de Letras, promotora do 8.º Festival Internacional de Sonetos; 2015 - Brasil: crónica Luanda, aliás «São Paulo da Assunção de Loanda» incluída numa coletânea editada pela Casa do Poeta Brasileiro de Praia Grande-SP; 2016 - Portugal: integrou, juntamente com sete outros autores, uma antologia solidária dedicada ao tema da saúde mental, intitulada “Mens Sana” (com o conto O papel de Aurélie), editada pela Livros de Ontem; 2018 - Brasil: 1.º prémio de crónica internacional no 2.º Varal Literário da Câmara Municipal de Divinópolis com o texto Eu quero a panela grande; 2019 - Angola: participou numa antologia em homenagem ao poeta João Tala intitulada “Nós e a Poesia” editada pelas Edições Handyman; Portugal: integrou uma antologia poética intitulada “Templo de Palavras”, com o selo da Editorial Minerva e coordenação literária a cargo do poeta e escritor Delmar Maia Gonçalves; Brasil: 1.º prémio de crónica internacional no 3.º Varal Literário da Câmara Municipal de Divinópolis com o texto Os caminhos ínvios da escrita; Cabo Verde: participou na antologia solidária “Mulheres e Seus Destinos”, organizada por Yara dos Santos e Lena Marçal; 2020 - Portugal: colaborou no projeto LER&CONTAR (contos infantis/infantojuvenis para colecionar), criado por Glória de Sousa, Tomás Gavino Coelho e Samuel Rego, com o conto “O organizador de bichas, uma história de guerra”. Trata-se de uma iniciativa probono, com textos de doze autores angolanos.

Obras da autora: “49 Passos/ Entre os Limites e o Infinito” (poesia), Chiado Editora, 2014; “Contexturas” (contos, baseados em quadros de Armanda Alves, coautora), Livros de Ontem, 2017; “Março entre meridianos” (poesia, 1.º prémio “Um Bouquet de Rosas para Ti”), MAAN, 2018; “Março entre meridianos” (reedição), Livros de Ontem, 2019; “A Fabulosa Galinha de Angola” (infantojuvenil), Editorial Novembro, 2020; “Sapataria e outros caminhos de pé posto” (contos), Editorial Novembro, 2021; “Burro, sim senhor!” (infantojuvenil), Editorial Novembro, 2021 e “Casa Materna” (poesia), Editorial Novembro, 2023.

Morada:

Centro Cultural de Cabo Verde

Rua de São Bento, 640

1250-222 Lisboa

(Metro: Rato/ Autocarros: 727, 388)

38° 43' 6.29'' N | 9° 9' 27.57'' W


Memória degradê









Vamos aprender português, cantando

 

Memória degradê

 

Vai, pode esquecer

deixa que eu me lembro por nós dois

sei que correr atrás do tempo cansa

 

Vai pra sempre ser

e o que a lembrança deixar passar

o coração alcança

 

Eu não ligo de ouvir todo dia a mesma história

tenho todo tempo do mundo

e todo o meu amor de sobra

 

Leva a vida inteira

pra voltar a ser criança (a ser criança)

chegou a minha hora

nós trocamos de lugar

tanto que cuidou de mim

agora é minha vez de te cuidar

 

Vai, pode esquecer (pode esquecer)

deixa que eu me lembro por nós dois

sei que correr atrás do tempo cansa

 

Vai pra sempre ser

e o que a lembrança deixar passar

o coração alcança

 

Eu não ligo de ouvir todo dia a mesma história

tenho todo tempo do mundo

e amor de sobra

 

Leva a vida inteira

pra voltar a ser criança (a ser criança)

chegou a minha hora

nós trocamos de lugar

tanto que cuidou de mim

agora é minha vez de te cuidar

a minha vez de te cuidar

chegou a minha vez

 

Mar Aberto – Brasil

Composição:

Fernanda Queiroz – Brasil

Gabriela Luz – Brasil

Flavio Ferrari – Brasil

Thiago Mart - Brasil